sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A Liga da imbecilidade


Quando o Sábio aconselhou o imbecil a ficar calado porque ninguém se iria esquecer de assim o considerar, manifestando-o incondicionalmente, não contou com as variáveis de uma caquexia no Dragão nem com a bazófia empenachada e balofa do bairro do Lumiar.
No fundo, no fundo, o Mestre não considerou na sua equação a ordinarice mestrada de cretinice que coenvolve doentiamente os complexos de inferioridade perante a Suprema Majestade que é o Glorioso Benfica.

O imbecil, de facto, não cala a sua imbecilidade, apregoa-a! E esforça-se, até com o êxito apropriado ao idiota, por sublimar 0 imbecil seu comparsa na idiotia um sustentáculo da pataratice!

A idiotice ordinária não se vende pela metade, exalta-se no limbo da sua superação! Bem pode a ordinarice confrade lamentar-se de que, no que lhe tange, o vendedor o não tenha sublimado a nível tão elevado! Caquexia à parte, há uma ordinarice mais igual do que outra ordinarice!

Não se pronuncie o Sábio pela excepção. Moutinho foi apenas uma “ausência” da cerebrastenia. A celebração da imbecilidade exultava apenas a submissão incomplacente.
Em Hulk, o custo da ordinarice sobrestimava as várias agências da promoção imbecil. E, esmifrado, não se pode concluir que o preço tenha sido pela metade. A carteira de acolhimento é que é diferente.

Certamente que o Mestre se não esqueceu de Danilo!   

Temos, assim, que, nos tempos mais próximos passados, os imbecis se empatam na disputa da sua superação publicitária.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A ordinarice


Há, todos o sabemos, algumas personagens – ou com presunção de o serem – que nos patenteiam de uma forma cristalina a sua ordinarice. Nos seus gestos, nas suas mesuras, nas suas cretinices, na sua impertinência, nas suas presunçosas prosápias, nas máscaras das suas invejas mesquinhas, nas suas desesperadas tentativas dissimulatórias do seu provincianismo e do seu complexo de inferioridade que, de tanto se esforçarem por o esconsar, mais o evidenciam.

No domingo passado, o Benfica venceu o FC Porto, como todos sabem e os actores da cretinice ordinária também. Foi Jorge Jesus, foram alguns jogadores entrevistados findo o evento que sublinharam: “o Benfica ainda nada conquistou apenas ganhou três pontos”.
Primeiro no tempo e mais claras ainda foram as palavras de Luís Filipe Vieira:

«O Benfica só ganhou três pontos, já no próximo domingo há outro jogo para ganhar».

Para vender jornais e colher audiências, as fanfarras do costume orquestraram os mais diversos arranjos, cada qual à medida da sua orquestra e do seu coro. “O Benfica é o campeão de inverno para aqui, o Benfica é o campeão de inverno para ali”.
Sinfonia desarmoniosa e sem criatividade que, para o Benfica e para os Benfiquistas, não tem sumo que lhes mereça um olhar sequer de desdém.

Mas já o tem, e suculento, para a ordinarice que se baba na cloaca dos dejectos que ela considera pitéu do seu dejejuadoiro.
Não direi que a diferença se percebe porque a diferença é diáfana e não autoriza a mera percepção.
O Benfica celebra as suas vitórias!
A ordinarice celebra as derrotas dos outros!

Seria fácil de concluir como o grande pensador:

«Bem te podes calar. Os outros irão falar que és imbecil mas, pelo menos, escusas de dizê-lo»

Mas a ordinarice vive endemicamente unida à sua auto publicidade.

domingo, 5 de janeiro de 2014

O MONSTRO SAGRADO






quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O vermelho e a prosápia da … diferença


Anda para aí um alarido sobre as cores da bandeira nacional porque, ao que parece, alguém (é o que alguns dizem), não quer o vermelho como parte integrante desse símbolo pátrio.

Chegam a pedir prisão para o falante(?) por, afirmam, falta de respeito devido a este emblema sagrado da portugalidade.

Desculpem-me todos os “ofendidos” e indignados deste país, mas não entro na onda! A falação que originou a celeuma e a consequente repulsa é, afinal, a normalidade do palrante e do que ele representa.

Eu justifico.

 

Muito tenho ouvido sobre um presumido, “somos um clube diferente”, ou, “somos diferentes”. Ora, a bazófia deve ser convertida em actos e comportamentos para ter, (e tem), algum significado!
E o exemplo deve vir de cima!

Não é por possuir memória curta que recordo factos não muito remotos. Lembro-me, a título de exemplo, de um recém eleito presidente de tal agremiação desportiva andar a pinotear a maraca, enquanto se preocupava mais com o vizinho do que com a tarefa para que, presuntivamente, teria sido eleito. Foi um sujeito que, pública e chocarreiramente chacoteado pelo “Madaleno” condenado por corrupção desportiva tentada, não se coibia do seu modo, diferente, de submissão rastejante ao chacoteador.
Fazia-me relembrar o “fiel amigo” do homem que, pontapeado pelo dono, logo se apressa a lamber-lhe a mão.

Era uma afirmação mais da diferença!
 

O graçolas ora opinante(?) do colorido nacional do nosso símbolo maior também, noticiam, foi eleito no meio de cacos e dos cacos da diferença. Não pode causar admiração que procure sublimar essa diferença, diferenciando-se não se diferençando.
Presumindo-se janota de fato e gravata, é-lhe legítimo perante a sua turba abocanhar a bacoquice.

Perante o facto, diferente, por que motivo a sua prosápia há-de enxovalhar o que quer que seja?!
Crime as suas truanices?!

Só comete um crime quem é capaz de avaliar a ilicitude do facto e de se determinar de acordo com essa avaliação.

Alguém pode considerar ter o bazófias categoria para ofender quem quer e o que quer que seja?

Por amor de Deus, o homem é diferente e é presidente de um clube diferente! Demonstrando a sua antipatia ao vermelho, só está a acentuar a sua diferença! Se por ali houvesse, junto dele, alguma bandarilha, ele arremetia com outros propósitos e outra coreografia … diferentes!  

A sua alergia ao vermelho, por outro lado, é uma manifestação mais da sua diferença e de como a sua agremiação é diferente. Ela apenas representa o reconhecimento da diferença que existe numa pequenez natural colocada perante a grandiosidade do vermelho e dos símbolos, pátrios e desportivos, que essa cor maravilhosa representa em Portugal!
E a capacidade de tal reconhecimento, conseguida somente por via e à custa de uma ingénita e tormentosa dor de cotovelo bem recheada de inveja natural agregada, é a tentativa de diferenciar-se no natural do seu anânico.


Perante estas realidades, que ninguém, em especial os Benfiquistas, se enfade com o presumido espirituoso. Se algum crime ele cometeu foi apenas para com a sua agremiação por não ter sabido sequer tornar-se diferente e fazer a diferença da sua diferença e da diferença da sua agremiação!

A sua palrice foi mais e somente um manifestar incessante de um modo de ser e estar, a vivência de uma agremiação que mantém a sua diferença, na sua contínua identidade … diferente!

domingo, 10 de novembro de 2013

O dia do ceguinho e o dia do mascarado



Não sei se posso ou não concordar com a frase constantemente repetida, “Portugal é um país cada vez mais descompensado”, porque penso que a realidade teima em a desmentir.
Vejamos.

É verdade que falta dinheiro, que falta emprego, que falta saúde, que falta educação.
Mas sobra corrupção, sobra pantominice, sobra pobreza, sobra miséria.

Há ainda, todavia, uma falta importante para os nossos tribunais e para os nossos juízes, para as nossas comissões disciplinares, para os nossos conselhos de justiça.
Não, não me estou a referir à falta de aplicação da justiça, nada disso, seja ela embora também uma falta que falta no Portugal de hoje.
Eu concretizo apenas com alguns, muito poucos, exemplos.

Arquivam-se os processos do apito dourado por … falta de prova!
Arquivam-se processos de jornalistas agredidos física e verbalmente pelos mandaretes e patrono mor da prática – ou tentativa, para ouvidos mais sensíveis – de corrupção desportiva por … falta de prova!
Arquiva-se o processo de agressão dos mesmos mandaretes e patronato a um dirigente de uma associação de futebol por … falta de prova!

Relativamente a este último arquivamento por … falta de prova … atentemos num pormenor realmente divertido que sobressai do que foi vertido como fundamentação dos senhores julgadores: “nenhum dos presentes na tribuna terá visto; o responsável (ou responsáveis) pelo relatório do jogo não referiu qualquer palmada ou insultos” … presume-se … porque nada terá visto!
Como este pormenor comprova, o “papa” condenado por corrupção desportiva tentada está em vias de atingir as graças de, pelo menos, sua beatificação. Há algumas semanas, ele proclamou um advento, o advento do dia do ceguinho. E o dia do ceguinho chegou, enfim, tal como o adventista “pontífice” da corrupção desportiva tentada pronunciou!

Foi este um primeiro “milagre” dos que é costume sacral exigir para a investidura em tais comendas, comendas que nada têm de comum com as que lhe concedem mortais não consignados nessa investidura, eles que mais não foram do que mandaretes do potestativo beato.  
Pode haver, porém, um contratempo. O Papa verdadeiro pode decidir apagar o “milagre” do adivinho em retaliação pelo apagamento da “sobrinha” no museu “brasileiro” de Contumil. Afinal, foi uma “sobrinha” que recebeu tanta bênção quanto o “papa” da corrupção tentada e condenada. Para o Papa, o verdadeiro, a família é um bem preciosíssimo e insubstituível, tanto como a famiglia para o “papa” condenado.  



A quem nada faltou foi ao Belenenses. Não lhe faltou o Benfica – e o árbitro, ele, um ceguinho da famiglia do adventista – e não lhe faltou o “arouca”, aquele “arouca” regional que igualmente foi condenado por corrupção desportiva.
Ao Belenenses sobrou-lhe arte – e, no caso do Benfica, árbitro amigo – para conquistar pontos aos clubes que em Portugal estão a jogar bem, assim o prognosticou o bruxo em tentativa de beatificação.



Quem também entrou em tempos de advento – preparando a festividade do entrudo – foi aquela prosápia de presuntuoso que julga fato engomado e graçola chocarreira a máscara à medida do seu entranhado complexo de inferioridade clubística.
“Um treinador é para treinar”, apregoa o mascarado!
Pois é!

O treinador seu subalterno confirmou, ele que, discípulo da prosápia, dizia que os treinadores dos chamados grandes não tinham por que se queixar dos árbitros e, além disso, seria correcto que, queixando-se das desgraças, se admitissem nobremente as graças.
Pois ele tentou beatificar-se também! Muitos entenderam, mal, que ele atirava a máscara ao chão e festejava antecipadamente o carnaval, rebolando-se nas entrudadas do “mau dia” do árbitro de ontem, coisa que eu, particularmente, não consigo julgar porque não sei se ele, o tal árbitro, apanhou chuva ou sol no seu desempenho.
Eu não entendi isso, do seu desmascarar. O que eu entendi, porque advogo que nem sempre o povo tem memória curta, foi que ele assumia a tal nobreza por si sacralizada e estava em penitência acerca das graças do árbitro que dirigiu o Sporting-Benfica para o campeonato.

Na mesma onda estava o seu desmascarado patrão. A tal “nobreza” do treinamento para o treinador virou em “nobreza” do dirigente para os favores arbitrais. De máscara ao léu na vivência da sua essência, ele se masturbou na penitência dos favores dos golos concedidos em fora de jogo, nutrientes que bastavam ao crescimento da sua prosápia mal amanhada.
O árbitro de ontem não permitiu os fora de jogo aos seus vira-latas em piruetas entrudescas por conta da brisa que soprava.
Errou! E para o mesmo lado porque nem sequer era folgança da época que errasse de caras … e de coroas!



No meio de tantas faltas, que ninguém se desespere, que há uma falta que não falta.
É a falta da falta de vergonha.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Caríssimo e Glorioso Benfica



Hoje vou falar-te de mim. Daquilo que palro depois de convenientemente aparvalhada nas manicuras e nos poses de arrozes; daquilo que tento escrevinhar na minha abobalhada genética ou manufacturada pelos cacetes de uma certa milícia bem treinada.
Sim, meu Caro Benfica, gosto de levar sovada a esmo, sem dó e nenhuma piedade, gosto de ser apatanhada, gosto de levar paulada mesmo com aqueles penduras por onde faço ouvir a minha palrada.
Gosto tanto, meu Caro Benfica, que até adoro ser abalroado por condutores da pinga ou acocorados às ordens do arguido, uma forma diferente e mais sofisticada de lhe agachar a frente espumosa de raiva e ódio, tal como o vulgar suspeito quando é detido e se esconde dobrando a espinha.
Quanto mais fubeca apanho na carranca, mais eu sublimo a corrupção desportiva! Andar de cócoras é um presente e um ornamento. Gosto de ser um detergente emporcalhado, não porque a sujeira limpe, por mais branqueamento que tente! E gosto de abanar minha cauda em festinhas salivares, assim evitando mais pontapé no quadril.  



Não te apoquentes, meu Caro Benfica, eu sou uma fêmea de amores atolambados, tal aquela fêmea em que o cio assume a cantata: “quanto mais me bates, mais gosto de ti”. Chamam-me louca, está-se a ver, mas que queres?! A loucura tornou-se a minha substância nestes últimos 30 anos! Foi à custa de cacete, de cornada, de pistolada, de compulsão verbal, mesmo de ser treinada em para-choques de tresloucados?!
Em parte, só em parte, meu Caro Benfica! A minha maior dose de substância corpórea é canina, vem da minha génese, da elasticidade da minha espinha, do meu acocorar, do meu bifário ser adornado de uma língua esculpida para a lambedela do meu amo.

Meu Caro Benfica, alguns, os distraídos, chamam-me de comunicação social!
Concedo! Sou daquele social da pilhéria, do bitaite por mim elevado a fina ironia no meu destrambelhamento louco! Sou daquele social que faz camuflagem da verdade dos factos que ele, o finório, considera desinteressantes! Sou daquele social que entorta os factos, as linhas, que esconde actores cujo acto representativo sai fora da intrujice que me ordenaram ocultar ou eu ocultei por reverência de “fiel amigo”!
Uma coisa te juro! “Fruta” não sobra p’ra mim, é pitéu demais para meus pergaminhos adulatórios. Mas me sobra de novo sua tentativa de branqueamento, que assim me ordenam, o pau ou minha devoção não sacrílega!



Meu Caro Benfica, na minha loucura sou uma afortunada. Posso encomendar alguns plagiadores e troca-tintas de factos históricos. Por eles, sou capaz até de exercitar censura. Mas necessito na minha arenga da sua ficção ridiculosa, tal a de colocar uma imperatriz morta há mais de 50 anos a assinar um decreto abolicionista, ou a de sentenciar grotescamente que as manifestações de rua acabam sempre em ditadura, esquecendo desrespeitosamente seu progenitor que andou de microfone em punho na manifestação mais grandiosa do século passado, ou seja, na da manhã do 25 de Abril de 1974.
A minha pilhéria, digo-te e não me censures o autoelogio bacoco, encena-se ainda num palratório sobre o maior goleador da selecção. É claro que só os loucos, na sua sanidade esquizoide, iam falar da percentagem de golos por jogo. O que importa é lambuzar-me com os 43 golos contra os 41. Que importa à minha loucura, diz-me, meu Caro Benfica, que aqueles 43 golos tenham sido obtidos em 106 partidas de futebol e os 41 em apenas 60, ou seja e para que me compreendas, em apenas praticamente metade de jogos realizados pelo seu autor?

Volto a repetir-te, não te esqueças! A minha loucura é a razão proporcional da minha felicidade. Sem ela, quem seria feliz? Nem eu e os meus fantoches, que dela gozamos, nem o imenso povo sábio que gosta sempre de ter um adorno de charlatanice como só eu sei proporcionar-lhe!
Então não é um gozo para mentes pacóvias ter a palrar em meus aposentos um Prata de latão magicando-se jurado no escabrear da minha esquipática sanidade?

Mas não é tudo. Há por aí, numa de minhas assoalhadas, um encarapinhado capilar  que sentencia: «a doutrina do “olho por olho, dente por dente”, é muito perigooooosa!!!»
Queres agora flagelar-me, meu Caro Benfica, dizendo-me que, afinal, o perigo vem da reacção e a meiguice assenta pouso na acção?!
Ora, para que te atormentas em afiançar a minha entranhada hipocrisia?!
Eu sou uma louca, já te disse, que mais podes esperar de minha pilhérica vivência?!   
A mim me consola tua atenção, a atenção que prestas a charlatães tão como eu!
Essa do meu encarapinhado consulente pensar que é anjo quem age e demónio quem reage só serve para enfeite do bobo!



Também te zangas, meu Caro Benfica, só porque usámos e abusámos da nossa louca distorção dos factos e do nosso obsceno encobrimento dos socos nas costas, à traição que é o ADN do covarde traidor, bem como das mesuras de punhos de celerados de costas quentes pela milícia, em frente do rosto de pessoas de bem?
Lá aquela de estar bem “dentro do caixão”, desculpa lá, meu Caro Benfica, não foi descuido nosso. Repara, não é só o facto de me terem partido vários microfones nos costados e que agora me fazem falta! É que eu, em minha loucura aprazerada, sou apenas uma caveira, bem o sabes! Uma caveira acocorada, lambe-botas, de cauda descaída por vezes, a abanar em outras tantas, de orelhas alevantadas ou dependuradas, tudo depende do humor do amo e de minha traquinice.
Ora pois! Caveira e caixão … fica tudo em família! Como podes, então, estranhar?!   



Como foste e vais vendo, meu Caro Benfica, em todo o ponto de minha ranzinza gosto de estar em contacto com a cloaca dos vícios da podridão e da conspurcação da verdade desportiva. Claro que não iria revelar as torpezas e infâmias de meus amásios.
Mostrar o meu ridículo? Pois claro! Se estás descontente – e não deves estar porque eu para ti e para mim não sou mais do que um pária – observa pelo menos como é bonito e vantajoso ser louca como eu!  
Que me importa que os homens bons, os Benfiquistas, costumem ferir a minha reputação?
Eu sei muito bem, na minha loucura, que o meu nome soa mal aos ouvidos das pessoas honestas mas sou a única que, assim sendo, consigo alegrar os mortais, que a festa da minha bobagem só pode provocar, e provoca uma desusada alegria na minha plebe bacoca.

Meu Caro Benfica, afirmo e reafirmo! Ninguém poderá pintar-me com mais fidelidade do que eu mesma. Concordo, o Benfiquista nem me escuta nem me vê! Mas os aduladores da minha bajulação, esses ostentam logo penas de pavão, levantam a crista e apresentam-me como um modelo absoluto de todas as virtudes caninas. Aqueles, são gente ingrata, estes, uns perversos velhacos que estimam a minha loucura.
E eu, nascida no meio desta velhacagem deliciosa, comecei a gozar mal fui parida, ou por minha progenitora, ou por mor do cacete, do soco, da patada ou de outros mimos que vós, Benfiquistas, bem conheceis.



Meu Caro Benfica, por fim te digo. Os parasitas, ladrões, proxenetas, sicários, boçais, estúpidos, falidos, enfim, toda a escória do mundo desportivo têm, na minha loucura, muito mais imortalidade do que o meu Caríssimo Glorioso!
Mandai a justiça tornar-se Justiça, a verdade cumprir a Verdade e vereis, enfim, o fim de minha esquizofrénica loucura.
Até, lá, “olho por olho, dente por dente”, apesar de meu encarapinhado boçal, é a única, mas imensamente poderosa, arma de que dispondes!
Não vos acanheis, meu Caro Benfica! 



PS: Texto influenciado pela obra imortal de Erasmo de Roterdão, in "O Elogio da Loucura".