1. Os abutres externos da profecia da desgraça
Mais do que as três derrotas sofridas nas primeiras quatro jornadas da Liga, o que realmente enfureceu e entristeceu os Benfiquistas foi a derrota no Dragão. Uma derrota que os Benfiquistas sentiriam sempre mais deprimente da sua auto estima e do seu ego mas que se tornou esmagadora pelos números em que se traduziu. Foram números que de certa forma humilharam o sentir Benfiquista.
Vários analistas e comentadores, Benfiquistas ou não, apresentaram causas variadas, muitas delas coincidentes, e justificações mais ou menos persuasivas porque plasmadas ou não em argumentos sérios e plausíveis.
Assisti em silêncio ao desfiar de argumentos e justificações. Aceitei bastantes e rejeitei outros tantos. Em princípio, ouvia e lia os comentários de Benfiquistas. Aos de não Benfiquistas, tapei os ouvidos e fechei os olhos, sempre que eles, não ressumando de boa-fé, se ocupassem do motejo e da tentativa de achincalhamento. Segui o princípio que sempre me norteou: “não ofende quem quer, apenas quem pode”.
Ora, os espécimes que se prazenteam no motejo e na tentativa de achincalhamento, como se nunca lhes tivesse acontecido algo semelhante – e aconteceu – podem muito pouco, em regra, podem nada. São infinitamente pobres de espírito, pequeninos, provincianos, bacocos, à imagem natural do seu mentor, e que, para além dos métodos golpistas, fraudulentos e burlões com que cozinham as suas tramóias e manigâncias dos desvirtuamentos da verdade desportiva, da ética e do direito, de nada mais são capazes do que rastejar na lama das suas próprias defecações.
Por que motivo um Benfiquista, que tem uma Instituição que ama de todo o coração e em que a paixão por ela é o seu sentimento de vida, há-de sentir-se ofendido por quem não tem mais talento do que rastejar no lodo da sua trampa, por quem nem sequer consegue sublimar-se na paixão de um clube a que possa chamar seu?
Como podem esses órfãos apólidas considerar que têm um clube grande se, mesmo quando os profissionais desse clube fazem algum esforço meritório, eles se entretêm nas suas fétidas cloacas e o único que os assombra é o realmente Grande, o Glorioso Benfica?!
Não são, já se sabia há muito, apenas os Benfiquistas que consideram Grandioso o Benfica. São também estes órfãos provincianos e bacocos! O Glorioso Benfica é o único que lhes ocupa as reduzidas e mentecaptas massas cinzentas que os seus cérebros tacanhos, de resto, não têm dificuldade em albergar. Só uma Grande Instituição, só o Enorme Benfica consegue estar presente em vários estádios de futebol, mesmo que lá não esteja a jogar, num dom ubíquo só ao alcance dos Sublimes.
Os Grandes, de espírito, de valores éticos e de obras meritórias, apaixonam-se pelas coisas Grandiosas e Gloriosas, apaixonam-se pelo Benfica!
Os pequenos, os tristes de ideias, de nobreza de valores e de sentimentos elevados, sentem-se ainda mais esmagados na sua tacanha pequenez e insignificância. Só lhes resta, por isso, a sublimação de pensar naqueles Grandes e Gloriosos. Esforçam-se por se colocarem em bicos de pés, guiados pelas suas mentes acanhadas e mesquinhas que lhes transmitem a falácia de uma grandeza de pequenez natural numa ilusão de que serão um dia alguém, menos insignificantes e de reduzidas capacidades, mantendo o pensamento sempre presente na Grandiosidade do Benfica.
Um destes órfãos provincianos e bacocos, julga-se ainda alguém por dizer ser adepto de um clube nascido de viscondes, mas viscondes que se não coibiram de aliciar uma equipa daquele Glorioso, na tentativa, vã, de ganhar alguma coisa. Um Glorioso Clube que já então o era e por isso mesmo a cobiça e a inveja dos pequeninos nobres de fato surrado, não de ganga por ganga não haver em tais tempos e agora ser proibida.
Pois aquele órfão de clube, bacoco e provinciano, todo se babujou no orgasmo que a derrota do Benfica lhe proporcionou!
Mostrou devidamente o seu servilismo de servo da gleba de quem se farta de esmifrar o seu clube em troca de umas migalhas miseráveis, essas sim, humilhantes, gozando-o e aos seus dirigentes, presidente de apelido “cavalo branco” que fica de mão estendida na pedincha vexatória. Servo de quem lhe vai secando o clube de que diz ser adepto. Nem sequer leu as escutas ou, se leu, nem soube o que tal queria dizer, o que não abona, não o dito mas quem o elegeu.
Mas o que lhe assombra o espírito servil é o Grande, o Glorioso Benfica que lhe perturba a mente de lagarto, em sentido literal!
Se tivesse esperado 24 horas, era capaz de talvez não fazer tanta figura de urso! Assim, esqueceu-se do espelho que tinha na frente!
2. Os “caçadores” internos da culpabilidade
É mais deprimente do que a derrota no Dragão o aproveitamento que alguns Benfiquistas não desperdiçaram. Pela minha parte, repito, nada contra os que dão as suas opiniões críticas justificadas, tudo contra os que aproveitam o momento para o maldizer contra as suas antipatias pessoais.
Estar triste, sentido, discordar e criticar, é salutar e é próprio da substância do Ser Benfiquista!
Aproveitar-se do momento menos feliz, maldizer e atirar pedras aos culpados – eles promovem sempre uma caça aos culpados de algo, os pessoalmente antipáticos, porque, é engraçado, nunca se auto assume uma quota-parte da culpa, ela é sempre toda dos outros e só dos outros – é próprio de um definhamento não desdenhável que assolou a Família Benfiquista nos últimos 20 anos, provocada intencionalmente e sem dúvida do exterior mas aceite de mão beijada, quanto mais não fosse e seja ainda para se elevar o ego à categoria não apenas dos iluminados mas ainda daqueles que nunca se enganam.
Para muitos Benfiquistas, não “apontar os responsáveis” é assobiar para o lado, quando o que interessa é apontar os erros e as correspondentes alternativas, sem atirar pedras às pessoas. São os actos, os comportamentos, não as pessoas, o que deve ser alvo da crítica. As pessoas, ou melhor, a função que desempenham, desempenham-na representativamente e responderão, na altura e local certos, por esse desempenho.
Dizem os que envergonham a ética, a verdade desportiva e histórica, que o Benfica foi um clube do regime ditatorial.
Todavia, não deixa de ser curioso que, nesses tempos, os Benfiquistas tenham sabido sempre ser o espelho da mais cristalina democracia, da troca livre de ideias, da crítica, da tolerância perante as opiniões diversas.
Ainda durante a ditadura, lembro-me de assembleias-gerais bem agitadas, bem agitadas no confronto de ideias e de opiniões, de discussão crítica séria e de boa-fé, discussão apaixonada de pontos de vista diversos.
No fim, triunfava sempre o Glorioso Benfica e o Benfiquismo saía mais reforçado porque a maioria vencia e a minoria acatava com voz crítica. No intervalo desses tempos de discussão, o lema “e pluribus unum”, que, aliás, foi sempre a luz condutora de toda a discussão, aparecia ainda mais resplandecente, mais reforçado, acarinhado e glorificado.
Essas discussões saudáveis de pura democracia tinham tempo, lugar e momento próprios, eram conduzidas pelos princípios do Benfiquismo, consubstanciadas na civilidade, na boa-fé e na ética das intervenções, por muito acaloradas que fossem.
Noutros clubes que agora se dizem de não regime nunca havia assembleias-gerais mas apenas reuniões e conversas de família, misturadas de cooptações e apadrinhamentos. Mas isto era coisa que não incomodava – nem agora incomoda – os Benfiquistas.
Não deixa de ser curioso, dizia, que em tempos de ditadura, o pelos mentecaptos dito “clube do regime” fosse um farol da mais pura liberdade de expressão e de opinião, que ele soubesse como ninguém praticar a mais cristalina democracia na condução brilhante dos destinos que o tornaram no Maior, no Glorioso Benfica.
É, pois, aberrante que, em tempos de democracia, os Benfiquistas não saibam ser democratas. É que a democracia não é só emitir opiniões, sugerir ideias, criticar acções e comportamentos, ter a chamada liberdade de expressão.
É, antes de tudo, responsabilidade, a responsabilidade de saber criticar, unindo, de saber criticar, servindo!
Sem responsabilidade não há liberdade e sem liberdade não há democracia!
Alguns Benfiquistas ou são masoquistas ou usam e abusam do masoquismo em defesa das suas profecias da desgraça. Insuflados de simpatias e antipatias pessoais, esquecem o Benfica que com elas se não confunde mas com elas pode ser enxovalhado, diminuído, destruído.
Vejam-se alguns exemplos.
Li de um Benfiquista que nem duas vitórias nos dois jogos que faltam jogar no grupo da Liga dos Campeões em que o Benfica está inserido poderiam assegurar a passagem aos “oitavos”!
Isto é desinformar, é fonte de desunião! Claro que bastaria ao autor da afirmação um pouco só de ponderação e o trabalho de fazer umas simples contas de somar para concluir que essas duas vitórias são absolutamente suficientes.
Adjectiva-se muito e com muito mau gosto a renovação por mais um ano do treinador, tendo em conta um hipotético aliciamento por quem só se sabe conduzir por caminhos ínvios.
Provas da bondade da adjectivação, nem vê-las! E o mesmo acontece quando se suspeita de incumprimento de prémios de jogo e de outras “desgraças” do género!
E depois, há outros Benfiquistas, daqueles que, à primeira vista, pensávamos meditarem no que ouviam ou que liam, sempre de opinião independente e não à mercê dos ventos que sopram!
Errado, parecendo cata-ventos, mudam de opinião de acordo com a direcção e a graduação intensiva do sopro!
Não é no mudar que está o erro, bem entendido, que só os burros não mudam!
É na inconstância da mudança!
Se mudassem de acordo com uma crítica fundamentada que os tivesse ajudado a formar a sua opinião, tudo se passava na maior das normalidades. Mas muda-se de acordo com um rol de apontamentos, um mero apontar a dedo os culpados e não culpados, de conjecturas e especulações sem fundamentação ou justificação alguma, quanto mais plausível, sem apresentação de alternativas, numa simples caça às bruxas da antipatia pessoal.
Caçam-se as pessoas e não os erros porque errar é coisa que aos “caçadores” nunca aconteceu!
E já nem vale a pena falar dos moralistas de ocasião sempre de dedo em riste em busca de um labéu qualquer que colam sem rebuço de consciência àqueles de que não gostam e a favor de quem tecem a prática das maiores ignomínias, dos despautérios o mais criminosos que imaginar se pense!
E não necessitam de qualquer comprovativo que isso é considerado um luxo de somenos, lhes bastando dizer, “eu sei”, e assim pensando que toda a sua pantominice difamante está certificada!
E as contas?!!! Meus Deus, e as contas?!!! Uma catástrofe, uma autêntica calamidade!!!
Que preocupações! E que imaculados! Imaculados tanto, quanto são simultaneamente comprovações vivas das “virtudes” de Vale e Azevedo, aquelas “virtudes” tais, nas contas e nos valores éticos!
Mas são comprovações igualmente pelo recurso ao “eu sei” … e é sempre quanto lhes basta!
Mesmo que sejam contrariadas pelos tribunais que já muitas dessas “virtudes” julgaram e sobre as mesmas decidiram! E, se mais não conseguiram, foi porque as escapadelas não são só à Pinto da Costa!...
Uma lástima! Uma lástima que são bem capazes de patrocinar à sombra do (ab)uso ao direito de livre opinião, à democracia que é da essência do Ser Benfiquista, e à “virtude” de não pertencerem ao rebanho mas sim às ovelhas (agora) tresmalhadas!
3. O reerguer da grandeza e da esperança
Não sendo um católico praticante, não esqueci, apesar disso, a parábola, “ninguém pode servir ao mesmo tempo a dois senhores”. Assim, apetece-me perguntar:
Pode um Benfiquista, apregoando o apocalipse do seu Glorioso Clube, servir o Benfica?
Sei apenas, pela experiência e pela leitura da história, que o Benfica se criou, desenvolveu e se tornou Grandioso e no Maior Clube de Portugal e num dos maiores do Mundo – o maior do Mundo em adeptos – à custa de sacrifícios, trabalho, muito trabalho, fé, esperança, perseverança e união da Família Benfiquista, muita união!
Que os inimigos do Benfica, os anti-Benfica órfãos de clube e de grandeza, venham com visões alarmantes, apocalípticas de maus ambientes e fontes de todas as desgraças destrutivas, percebe-se, é o seu desígnio de pequenez e bacoquice. Mas que isso tenha eco nos Benfiquistas apenas me deixa o sabor amargo de pensar que, ao contrário da nossa cultura ímpar de Benfiquismo, não se sabe ser grande nas derrotas.
É evidente que algumas opiniões e alguns reparos têm toda a razão de ser! Podemos achar que, na nossa opinião, algumas coisas não deviam ter sido feitas assim, mas assado! É natural e, se de boa fé e sem desunir a Família Benfiquista e desestabilizar a equipa, o que implica a crítica com responsabilidade, a ninguém é legítimo apodar disto ou daquilo.
É evidente que temos também, todos, de ter consciência de que se trata de uma opinião muito nossa, significando isto que não podemos esquecer que podem existir opiniões divergentes com igual legitimidade e que, se queremos o respeito pela nossa opinião, temos de respeitar igualmente a dos outros.
Respeitar é também tolerar, tolerar mesmo o erro, o erro não doloso, compreendê-lo, o que não compromete ninguém a aceitá-lo mas é o seu contributo para que ele possa ser corrigido com o menor dano possível.
Não podemos nem devemos nunca exagerar, por muito que nos custe. Um treinador e uma equipa, com alguns retoques, que fizeram no ano anterior uma campanha vitoriosa como a que nos proporcionaram, não podem passar de bestiais a bestas.
Houve erros do treinador, dos jogadores, dos dirigentes?
Houve!
Mas quem nunca errou, ou nunca fez nada na vida ou, se trabalhou, é dos tais que nunca se enganam!
Mas também, podem estar descansados que não enganam ninguém … a menos que alguém queira ser enganado!
Houve erros, vamos ajudar a corrigi-los, sempre com a presença do nosso apoio! Quem, em vez disto, partir para a crucificação, não está a servir o Benfica e está a trair o seu Benfiquismo!
É tempo de curar as feridas! É tempo de reerguer e caminhar em frente. O Benfica fez-se de sacrifícios, de quedas e levantamentos, sempre com forças redobradas, de contratempos sempre vencidos!
Mas vencidos à custa do querer e da vontade dos Benfiquistas, sempre dispostos a trilhar um único caminho, o caminho do progresso e do constante engrandecimento! O que só se consegue com união, aquela união que por vezes tem aparecido mais enfraquecida nos últimos tempos e que também tem ajudado a reflectir uma maior dificuldade de afirmação ao nível mais elevado que é o lugar do Benfica, por direito próprio.
Apontar os erros para os corrigir e não fazer das nossas críticas uma caça e uma crucificação dos “culpados”!
A crítica dirige-se aos actos, às acções, não às pessoas, não às antipatias pessoais!
Apoiar, apoiar o Benfica!
Porque o Benfica deve ser sempre apoiado e … cegamente!
PS: Três notas finais.
1. O Presidente da Assembleia Geral do Benfica não conseguiu resistir aos holofotes da comunicação social e à tendência de falar. Disse algumas verdades? Disse! Mas a conformação com um segundo lugar é contágio com o lado oposto da segunda circular e o Benfica não é o Sporting! Depois, depois e fundamentalmente, aquela hora era hora de recolher, em especial para os responsáveis! De recolher, meditar, unir e sanar as feridas!
2. O jornal “a bola” presenteia-nos com uma nova curiosidade. A RTP foi sempre subjugada ao poder. Em tempos de ditadura, mostrou-nos a ditadura, em tempos de democracia, acorrenta-se aos poderes que vogam em cada momento. Mas soube resistir à censura!
O Jornal “a bola” foi um resistente da ditadura. Fundado por democratas, soube-se manter livre, resistindo. Em tempos de democracia, cede à chantagem e retira do sótão inundado de teias de aranha o carimbo da ... CENSURA!
Que os chantagistas da RTP e de “a bola” não consigam enfrentar a livre expressão de ideias e as opiniões divergentes, a verdade dos factos e da História, é coisa que não surpreende. Eles é que são adeptos do verdadeiro clube do regime, um clube da ditadura e de ditadura, que se mantém amordaçado mesmo em tempos de democracia. E quem ousar tossir ou mugir … é um “bin laden” de imediato excomungado pelo “papa” da mentira e da corrupção tentada da verdade desportiva.
3. Os tribunais do Porto lá vão percorrendo o seu calvário de julgamentos à Pôncio … Pilatos! “Não se provou … não se provou”!… Nunca provam nada, nem inocências, nem culpas! … Lavam as mãos … porque andam com elas sempre sujas! … E não admira, que já toda a gente, ou quase, sabe disso!...
Mais do que as três derrotas sofridas nas primeiras quatro jornadas da Liga, o que realmente enfureceu e entristeceu os Benfiquistas foi a derrota no Dragão. Uma derrota que os Benfiquistas sentiriam sempre mais deprimente da sua auto estima e do seu ego mas que se tornou esmagadora pelos números em que se traduziu. Foram números que de certa forma humilharam o sentir Benfiquista.
Vários analistas e comentadores, Benfiquistas ou não, apresentaram causas variadas, muitas delas coincidentes, e justificações mais ou menos persuasivas porque plasmadas ou não em argumentos sérios e plausíveis.
Assisti em silêncio ao desfiar de argumentos e justificações. Aceitei bastantes e rejeitei outros tantos. Em princípio, ouvia e lia os comentários de Benfiquistas. Aos de não Benfiquistas, tapei os ouvidos e fechei os olhos, sempre que eles, não ressumando de boa-fé, se ocupassem do motejo e da tentativa de achincalhamento. Segui o princípio que sempre me norteou: “não ofende quem quer, apenas quem pode”.
Ora, os espécimes que se prazenteam no motejo e na tentativa de achincalhamento, como se nunca lhes tivesse acontecido algo semelhante – e aconteceu – podem muito pouco, em regra, podem nada. São infinitamente pobres de espírito, pequeninos, provincianos, bacocos, à imagem natural do seu mentor, e que, para além dos métodos golpistas, fraudulentos e burlões com que cozinham as suas tramóias e manigâncias dos desvirtuamentos da verdade desportiva, da ética e do direito, de nada mais são capazes do que rastejar na lama das suas próprias defecações.
Por que motivo um Benfiquista, que tem uma Instituição que ama de todo o coração e em que a paixão por ela é o seu sentimento de vida, há-de sentir-se ofendido por quem não tem mais talento do que rastejar no lodo da sua trampa, por quem nem sequer consegue sublimar-se na paixão de um clube a que possa chamar seu?
Como podem esses órfãos apólidas considerar que têm um clube grande se, mesmo quando os profissionais desse clube fazem algum esforço meritório, eles se entretêm nas suas fétidas cloacas e o único que os assombra é o realmente Grande, o Glorioso Benfica?!
Não são, já se sabia há muito, apenas os Benfiquistas que consideram Grandioso o Benfica. São também estes órfãos provincianos e bacocos! O Glorioso Benfica é o único que lhes ocupa as reduzidas e mentecaptas massas cinzentas que os seus cérebros tacanhos, de resto, não têm dificuldade em albergar. Só uma Grande Instituição, só o Enorme Benfica consegue estar presente em vários estádios de futebol, mesmo que lá não esteja a jogar, num dom ubíquo só ao alcance dos Sublimes.
Os Grandes, de espírito, de valores éticos e de obras meritórias, apaixonam-se pelas coisas Grandiosas e Gloriosas, apaixonam-se pelo Benfica!
Os pequenos, os tristes de ideias, de nobreza de valores e de sentimentos elevados, sentem-se ainda mais esmagados na sua tacanha pequenez e insignificância. Só lhes resta, por isso, a sublimação de pensar naqueles Grandes e Gloriosos. Esforçam-se por se colocarem em bicos de pés, guiados pelas suas mentes acanhadas e mesquinhas que lhes transmitem a falácia de uma grandeza de pequenez natural numa ilusão de que serão um dia alguém, menos insignificantes e de reduzidas capacidades, mantendo o pensamento sempre presente na Grandiosidade do Benfica.
Um destes órfãos provincianos e bacocos, julga-se ainda alguém por dizer ser adepto de um clube nascido de viscondes, mas viscondes que se não coibiram de aliciar uma equipa daquele Glorioso, na tentativa, vã, de ganhar alguma coisa. Um Glorioso Clube que já então o era e por isso mesmo a cobiça e a inveja dos pequeninos nobres de fato surrado, não de ganga por ganga não haver em tais tempos e agora ser proibida.
Pois aquele órfão de clube, bacoco e provinciano, todo se babujou no orgasmo que a derrota do Benfica lhe proporcionou!
Mostrou devidamente o seu servilismo de servo da gleba de quem se farta de esmifrar o seu clube em troca de umas migalhas miseráveis, essas sim, humilhantes, gozando-o e aos seus dirigentes, presidente de apelido “cavalo branco” que fica de mão estendida na pedincha vexatória. Servo de quem lhe vai secando o clube de que diz ser adepto. Nem sequer leu as escutas ou, se leu, nem soube o que tal queria dizer, o que não abona, não o dito mas quem o elegeu.
Mas o que lhe assombra o espírito servil é o Grande, o Glorioso Benfica que lhe perturba a mente de lagarto, em sentido literal!
Se tivesse esperado 24 horas, era capaz de talvez não fazer tanta figura de urso! Assim, esqueceu-se do espelho que tinha na frente!
2. Os “caçadores” internos da culpabilidade
É mais deprimente do que a derrota no Dragão o aproveitamento que alguns Benfiquistas não desperdiçaram. Pela minha parte, repito, nada contra os que dão as suas opiniões críticas justificadas, tudo contra os que aproveitam o momento para o maldizer contra as suas antipatias pessoais.
Estar triste, sentido, discordar e criticar, é salutar e é próprio da substância do Ser Benfiquista!
Aproveitar-se do momento menos feliz, maldizer e atirar pedras aos culpados – eles promovem sempre uma caça aos culpados de algo, os pessoalmente antipáticos, porque, é engraçado, nunca se auto assume uma quota-parte da culpa, ela é sempre toda dos outros e só dos outros – é próprio de um definhamento não desdenhável que assolou a Família Benfiquista nos últimos 20 anos, provocada intencionalmente e sem dúvida do exterior mas aceite de mão beijada, quanto mais não fosse e seja ainda para se elevar o ego à categoria não apenas dos iluminados mas ainda daqueles que nunca se enganam.
Para muitos Benfiquistas, não “apontar os responsáveis” é assobiar para o lado, quando o que interessa é apontar os erros e as correspondentes alternativas, sem atirar pedras às pessoas. São os actos, os comportamentos, não as pessoas, o que deve ser alvo da crítica. As pessoas, ou melhor, a função que desempenham, desempenham-na representativamente e responderão, na altura e local certos, por esse desempenho.
Dizem os que envergonham a ética, a verdade desportiva e histórica, que o Benfica foi um clube do regime ditatorial.
Todavia, não deixa de ser curioso que, nesses tempos, os Benfiquistas tenham sabido sempre ser o espelho da mais cristalina democracia, da troca livre de ideias, da crítica, da tolerância perante as opiniões diversas.
Ainda durante a ditadura, lembro-me de assembleias-gerais bem agitadas, bem agitadas no confronto de ideias e de opiniões, de discussão crítica séria e de boa-fé, discussão apaixonada de pontos de vista diversos.
No fim, triunfava sempre o Glorioso Benfica e o Benfiquismo saía mais reforçado porque a maioria vencia e a minoria acatava com voz crítica. No intervalo desses tempos de discussão, o lema “e pluribus unum”, que, aliás, foi sempre a luz condutora de toda a discussão, aparecia ainda mais resplandecente, mais reforçado, acarinhado e glorificado.
Essas discussões saudáveis de pura democracia tinham tempo, lugar e momento próprios, eram conduzidas pelos princípios do Benfiquismo, consubstanciadas na civilidade, na boa-fé e na ética das intervenções, por muito acaloradas que fossem.
Noutros clubes que agora se dizem de não regime nunca havia assembleias-gerais mas apenas reuniões e conversas de família, misturadas de cooptações e apadrinhamentos. Mas isto era coisa que não incomodava – nem agora incomoda – os Benfiquistas.
Não deixa de ser curioso, dizia, que em tempos de ditadura, o pelos mentecaptos dito “clube do regime” fosse um farol da mais pura liberdade de expressão e de opinião, que ele soubesse como ninguém praticar a mais cristalina democracia na condução brilhante dos destinos que o tornaram no Maior, no Glorioso Benfica.
É, pois, aberrante que, em tempos de democracia, os Benfiquistas não saibam ser democratas. É que a democracia não é só emitir opiniões, sugerir ideias, criticar acções e comportamentos, ter a chamada liberdade de expressão.
É, antes de tudo, responsabilidade, a responsabilidade de saber criticar, unindo, de saber criticar, servindo!
Sem responsabilidade não há liberdade e sem liberdade não há democracia!
Alguns Benfiquistas ou são masoquistas ou usam e abusam do masoquismo em defesa das suas profecias da desgraça. Insuflados de simpatias e antipatias pessoais, esquecem o Benfica que com elas se não confunde mas com elas pode ser enxovalhado, diminuído, destruído.
Vejam-se alguns exemplos.
Li de um Benfiquista que nem duas vitórias nos dois jogos que faltam jogar no grupo da Liga dos Campeões em que o Benfica está inserido poderiam assegurar a passagem aos “oitavos”!
Isto é desinformar, é fonte de desunião! Claro que bastaria ao autor da afirmação um pouco só de ponderação e o trabalho de fazer umas simples contas de somar para concluir que essas duas vitórias são absolutamente suficientes.
Adjectiva-se muito e com muito mau gosto a renovação por mais um ano do treinador, tendo em conta um hipotético aliciamento por quem só se sabe conduzir por caminhos ínvios.
Provas da bondade da adjectivação, nem vê-las! E o mesmo acontece quando se suspeita de incumprimento de prémios de jogo e de outras “desgraças” do género!
E depois, há outros Benfiquistas, daqueles que, à primeira vista, pensávamos meditarem no que ouviam ou que liam, sempre de opinião independente e não à mercê dos ventos que sopram!
Errado, parecendo cata-ventos, mudam de opinião de acordo com a direcção e a graduação intensiva do sopro!
Não é no mudar que está o erro, bem entendido, que só os burros não mudam!
É na inconstância da mudança!
Se mudassem de acordo com uma crítica fundamentada que os tivesse ajudado a formar a sua opinião, tudo se passava na maior das normalidades. Mas muda-se de acordo com um rol de apontamentos, um mero apontar a dedo os culpados e não culpados, de conjecturas e especulações sem fundamentação ou justificação alguma, quanto mais plausível, sem apresentação de alternativas, numa simples caça às bruxas da antipatia pessoal.
Caçam-se as pessoas e não os erros porque errar é coisa que aos “caçadores” nunca aconteceu!
E já nem vale a pena falar dos moralistas de ocasião sempre de dedo em riste em busca de um labéu qualquer que colam sem rebuço de consciência àqueles de que não gostam e a favor de quem tecem a prática das maiores ignomínias, dos despautérios o mais criminosos que imaginar se pense!
E não necessitam de qualquer comprovativo que isso é considerado um luxo de somenos, lhes bastando dizer, “eu sei”, e assim pensando que toda a sua pantominice difamante está certificada!
E as contas?!!! Meus Deus, e as contas?!!! Uma catástrofe, uma autêntica calamidade!!!
Que preocupações! E que imaculados! Imaculados tanto, quanto são simultaneamente comprovações vivas das “virtudes” de Vale e Azevedo, aquelas “virtudes” tais, nas contas e nos valores éticos!
Mas são comprovações igualmente pelo recurso ao “eu sei” … e é sempre quanto lhes basta!
Mesmo que sejam contrariadas pelos tribunais que já muitas dessas “virtudes” julgaram e sobre as mesmas decidiram! E, se mais não conseguiram, foi porque as escapadelas não são só à Pinto da Costa!...
Uma lástima! Uma lástima que são bem capazes de patrocinar à sombra do (ab)uso ao direito de livre opinião, à democracia que é da essência do Ser Benfiquista, e à “virtude” de não pertencerem ao rebanho mas sim às ovelhas (agora) tresmalhadas!
3. O reerguer da grandeza e da esperança
Não sendo um católico praticante, não esqueci, apesar disso, a parábola, “ninguém pode servir ao mesmo tempo a dois senhores”. Assim, apetece-me perguntar:
Pode um Benfiquista, apregoando o apocalipse do seu Glorioso Clube, servir o Benfica?
Sei apenas, pela experiência e pela leitura da história, que o Benfica se criou, desenvolveu e se tornou Grandioso e no Maior Clube de Portugal e num dos maiores do Mundo – o maior do Mundo em adeptos – à custa de sacrifícios, trabalho, muito trabalho, fé, esperança, perseverança e união da Família Benfiquista, muita união!
Que os inimigos do Benfica, os anti-Benfica órfãos de clube e de grandeza, venham com visões alarmantes, apocalípticas de maus ambientes e fontes de todas as desgraças destrutivas, percebe-se, é o seu desígnio de pequenez e bacoquice. Mas que isso tenha eco nos Benfiquistas apenas me deixa o sabor amargo de pensar que, ao contrário da nossa cultura ímpar de Benfiquismo, não se sabe ser grande nas derrotas.
É evidente que algumas opiniões e alguns reparos têm toda a razão de ser! Podemos achar que, na nossa opinião, algumas coisas não deviam ter sido feitas assim, mas assado! É natural e, se de boa fé e sem desunir a Família Benfiquista e desestabilizar a equipa, o que implica a crítica com responsabilidade, a ninguém é legítimo apodar disto ou daquilo.
É evidente que temos também, todos, de ter consciência de que se trata de uma opinião muito nossa, significando isto que não podemos esquecer que podem existir opiniões divergentes com igual legitimidade e que, se queremos o respeito pela nossa opinião, temos de respeitar igualmente a dos outros.
Respeitar é também tolerar, tolerar mesmo o erro, o erro não doloso, compreendê-lo, o que não compromete ninguém a aceitá-lo mas é o seu contributo para que ele possa ser corrigido com o menor dano possível.
Não podemos nem devemos nunca exagerar, por muito que nos custe. Um treinador e uma equipa, com alguns retoques, que fizeram no ano anterior uma campanha vitoriosa como a que nos proporcionaram, não podem passar de bestiais a bestas.
Houve erros do treinador, dos jogadores, dos dirigentes?
Houve!
Mas quem nunca errou, ou nunca fez nada na vida ou, se trabalhou, é dos tais que nunca se enganam!
Mas também, podem estar descansados que não enganam ninguém … a menos que alguém queira ser enganado!
Houve erros, vamos ajudar a corrigi-los, sempre com a presença do nosso apoio! Quem, em vez disto, partir para a crucificação, não está a servir o Benfica e está a trair o seu Benfiquismo!
É tempo de curar as feridas! É tempo de reerguer e caminhar em frente. O Benfica fez-se de sacrifícios, de quedas e levantamentos, sempre com forças redobradas, de contratempos sempre vencidos!
Mas vencidos à custa do querer e da vontade dos Benfiquistas, sempre dispostos a trilhar um único caminho, o caminho do progresso e do constante engrandecimento! O que só se consegue com união, aquela união que por vezes tem aparecido mais enfraquecida nos últimos tempos e que também tem ajudado a reflectir uma maior dificuldade de afirmação ao nível mais elevado que é o lugar do Benfica, por direito próprio.
Apontar os erros para os corrigir e não fazer das nossas críticas uma caça e uma crucificação dos “culpados”!
A crítica dirige-se aos actos, às acções, não às pessoas, não às antipatias pessoais!
Apoiar, apoiar o Benfica!
Porque o Benfica deve ser sempre apoiado e … cegamente!
PS: Três notas finais.
1. O Presidente da Assembleia Geral do Benfica não conseguiu resistir aos holofotes da comunicação social e à tendência de falar. Disse algumas verdades? Disse! Mas a conformação com um segundo lugar é contágio com o lado oposto da segunda circular e o Benfica não é o Sporting! Depois, depois e fundamentalmente, aquela hora era hora de recolher, em especial para os responsáveis! De recolher, meditar, unir e sanar as feridas!
2. O jornal “a bola” presenteia-nos com uma nova curiosidade. A RTP foi sempre subjugada ao poder. Em tempos de ditadura, mostrou-nos a ditadura, em tempos de democracia, acorrenta-se aos poderes que vogam em cada momento. Mas soube resistir à censura!
O Jornal “a bola” foi um resistente da ditadura. Fundado por democratas, soube-se manter livre, resistindo. Em tempos de democracia, cede à chantagem e retira do sótão inundado de teias de aranha o carimbo da ... CENSURA!
Que os chantagistas da RTP e de “a bola” não consigam enfrentar a livre expressão de ideias e as opiniões divergentes, a verdade dos factos e da História, é coisa que não surpreende. Eles é que são adeptos do verdadeiro clube do regime, um clube da ditadura e de ditadura, que se mantém amordaçado mesmo em tempos de democracia. E quem ousar tossir ou mugir … é um “bin laden” de imediato excomungado pelo “papa” da mentira e da corrupção tentada da verdade desportiva.
3. Os tribunais do Porto lá vão percorrendo o seu calvário de julgamentos à Pôncio … Pilatos! “Não se provou … não se provou”!… Nunca provam nada, nem inocências, nem culpas! … Lavam as mãos … porque andam com elas sempre sujas! … E não admira, que já toda a gente, ou quase, sabe disso!...