quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A GRANDEZA DO REERGUER

1. Os abutres externos da profecia da desgraça

Mais do que as três derrotas sofridas nas primeiras quatro jornadas da Liga, o que realmente enfureceu e entristeceu os Benfiquistas foi a derrota no Dragão. Uma derrota que os Benfiquistas sentiriam sempre mais deprimente da sua auto estima e do seu ego mas que se tornou esmagadora pelos números em que se traduziu. Foram números que de certa forma humilharam o sentir Benfiquista.
Vários analistas e comentadores, Benfiquistas ou não, apresentaram causas variadas, muitas delas coincidentes, e justificações mais ou menos persuasivas porque plasmadas ou não em argumentos sérios e plausíveis.

Assisti em silêncio ao desfiar de argumentos e justificações. Aceitei bastantes e rejeitei outros tantos. Em princípio, ouvia e lia os comentários de Benfiquistas. Aos de não Benfiquistas, tapei os ouvidos e fechei os olhos, sempre que eles, não ressumando de boa-fé, se ocupassem do motejo e da tentativa de achincalhamento. Segui o princípio que sempre me norteou: “não ofende quem quer, apenas quem pode”.
Ora, os espécimes que se prazenteam no motejo e na tentativa de achincalhamento, como se nunca lhes tivesse acontecido algo semelhante – e aconteceu – podem muito pouco, em regra, podem nada. São infinitamente pobres de espírito, pequeninos, provincianos, bacocos, à imagem natural do seu mentor, e que, para além dos métodos golpistas, fraudulentos e burlões com que cozinham as suas tramóias e manigâncias dos desvirtuamentos da verdade desportiva, da ética e do direito, de nada mais são capazes do que rastejar na lama das suas próprias defecações.

Por que motivo um Benfiquista, que tem uma Instituição que ama de todo o coração e em que a paixão por ela é o seu sentimento de vida, há-de sentir-se ofendido por quem não tem mais talento do que rastejar no lodo da sua trampa, por quem nem sequer consegue sublimar-se na paixão de um clube a que possa chamar seu?
Como podem esses órfãos apólidas considerar que têm um clube grande se, mesmo quando os profissionais desse clube fazem algum esforço meritório, eles se entretêm nas suas fétidas cloacas e o único que os assombra é o realmente Grande, o Glorioso Benfica?!

Não são, já se sabia há muito, apenas os Benfiquistas que consideram Grandioso o Benfica. São também estes órfãos provincianos e bacocos! O Glorioso Benfica é o único que lhes ocupa as reduzidas e mentecaptas massas cinzentas que os seus cérebros tacanhos, de resto, não têm dificuldade em albergar. Só uma Grande Instituição, só o Enorme Benfica consegue estar presente em vários estádios de futebol, mesmo que lá não esteja a jogar, num dom ubíquo só ao alcance dos Sublimes.
Os Grandes, de espírito, de valores éticos e de obras meritórias, apaixonam-se pelas coisas Grandiosas e Gloriosas, apaixonam-se pelo Benfica!
Os pequenos, os tristes de ideias, de nobreza de valores e de sentimentos elevados, sentem-se ainda mais esmagados na sua tacanha pequenez e insignificância. Só lhes resta, por isso, a sublimação de pensar naqueles Grandes e Gloriosos. Esforçam-se por se colocarem em bicos de pés, guiados pelas suas mentes acanhadas e mesquinhas que lhes transmitem a falácia de uma grandeza de pequenez natural numa ilusão de que serão um dia alguém, menos insignificantes e de reduzidas capacidades, mantendo o pensamento sempre presente na Grandiosidade do Benfica.

Um destes órfãos provincianos e bacocos, julga-se ainda alguém por dizer ser adepto de um clube nascido de viscondes, mas viscondes que se não coibiram de aliciar uma equipa daquele Glorioso, na tentativa, vã, de ganhar alguma coisa. Um Glorioso Clube que já então o era e por isso mesmo a cobiça e a inveja dos pequeninos nobres de fato surrado, não de ganga por ganga não haver em tais tempos e agora ser proibida.
Pois aquele órfão de clube, bacoco e provinciano, todo se babujou no orgasmo que a derrota do Benfica lhe proporcionou!
Mostrou devidamente o seu servilismo de servo da gleba de quem se farta de esmifrar o seu clube em troca de umas migalhas miseráveis, essas sim, humilhantes, gozando-o e aos seus dirigentes, presidente de apelido “cavalo branco” que fica de mão estendida na pedincha vexatória. Servo de quem lhe vai secando o clube de que diz ser adepto. Nem sequer leu as escutas ou, se leu, nem soube o que tal queria dizer, o que não abona, não o dito mas quem o elegeu.
Mas o que lhe assombra o espírito servil é o Grande, o Glorioso Benfica que lhe perturba a mente de lagarto, em sentido literal!
Se tivesse esperado 24 horas, era capaz de talvez não fazer tanta figura de urso! Assim, esqueceu-se do espelho que tinha na frente!


2. Os “caçadores” internos da culpabilidade

É mais deprimente do que a derrota no Dragão o aproveitamento que alguns Benfiquistas não desperdiçaram. Pela minha parte, repito, nada contra os que dão as suas opiniões críticas justificadas, tudo contra os que aproveitam o momento para o maldizer contra as suas antipatias pessoais.

Estar triste, sentido, discordar e criticar, é salutar e é próprio da substância do Ser Benfiquista!
Aproveitar-se do momento menos feliz, maldizer e atirar pedras aos culpados – eles promovem sempre uma caça aos culpados de algo, os pessoalmente antipáticos, porque, é engraçado, nunca se auto assume uma quota-parte da culpa, ela é sempre toda dos outros e só dos outros – é próprio de um definhamento não desdenhável que assolou a Família Benfiquista nos últimos 20 anos, provocada intencionalmente e sem dúvida do exterior mas aceite de mão beijada, quanto mais não fosse e seja ainda para se elevar o ego à categoria não apenas dos iluminados mas ainda daqueles que nunca se enganam.
Para muitos Benfiquistas, não “apontar os responsáveis” é assobiar para o lado, quando o que interessa é apontar os erros e as correspondentes alternativas, sem atirar pedras às pessoas. São os actos, os comportamentos, não as pessoas, o que deve ser alvo da crítica. As pessoas, ou melhor, a função que desempenham, desempenham-na representativamente e responderão, na altura e local certos, por esse desempenho.

Dizem os que envergonham a ética, a verdade desportiva e histórica, que o Benfica foi um clube do regime ditatorial.
Todavia, não deixa de ser curioso que, nesses tempos, os Benfiquistas tenham sabido sempre ser o espelho da mais cristalina democracia, da troca livre de ideias, da crítica, da tolerância perante as opiniões diversas.
Ainda durante a ditadura, lembro-me de assembleias-gerais bem agitadas, bem agitadas no confronto de ideias e de opiniões, de discussão crítica séria e de boa-fé, discussão apaixonada de pontos de vista diversos.
No fim, triunfava sempre o Glorioso Benfica e o Benfiquismo saía mais reforçado porque a maioria vencia e a minoria acatava com voz crítica. No intervalo desses tempos de discussão, o lema “e pluribus unum”, que, aliás, foi sempre a luz condutora de toda a discussão, aparecia ainda mais resplandecente, mais reforçado, acarinhado e glorificado.
Essas discussões saudáveis de pura democracia tinham tempo, lugar e momento próprios, eram conduzidas pelos princípios do Benfiquismo, consubstanciadas na civilidade, na boa-fé e na ética das intervenções, por muito acaloradas que fossem.

Noutros clubes que agora se dizem de não regime nunca havia assembleias-gerais mas apenas reuniões e conversas de família, misturadas de cooptações e apadrinhamentos. Mas isto era coisa que não incomodava – nem agora incomoda – os Benfiquistas.

Não deixa de ser curioso, dizia, que em tempos de ditadura, o pelos mentecaptos dito “clube do regime” fosse um farol da mais pura liberdade de expressão e de opinião, que ele soubesse como ninguém praticar a mais cristalina democracia na condução brilhante dos destinos que o tornaram no Maior, no Glorioso Benfica.
É, pois, aberrante que, em tempos de democracia, os Benfiquistas não saibam ser democratas. É que a democracia não é só emitir opiniões, sugerir ideias, criticar acções e comportamentos, ter a chamada liberdade de expressão.
É, antes de tudo, responsabilidade, a responsabilidade de saber criticar, unindo, de saber criticar, servindo!
Sem responsabilidade não há liberdade e sem liberdade não há democracia!

Alguns Benfiquistas ou são masoquistas ou usam e abusam do masoquismo em defesa das suas profecias da desgraça. Insuflados de simpatias e antipatias pessoais, esquecem o Benfica que com elas se não confunde mas com elas pode ser enxovalhado, diminuído, destruído.
Vejam-se alguns exemplos.

Li de um Benfiquista que nem duas vitórias nos dois jogos que faltam jogar no grupo da Liga dos Campeões em que o Benfica está inserido poderiam assegurar a passagem aos “oitavos”!
Isto é desinformar, é fonte de desunião! Claro que bastaria ao autor da afirmação um pouco só de ponderação e o trabalho de fazer umas simples contas de somar para concluir que essas duas vitórias são absolutamente suficientes.
Adjectiva-se muito e com muito mau gosto a renovação por mais um ano do treinador, tendo em conta um hipotético aliciamento por quem só se sabe conduzir por caminhos ínvios.
Provas da bondade da adjectivação, nem vê-las! E o mesmo acontece quando se suspeita de incumprimento de prémios de jogo e de outras “desgraças” do género!

E depois, há outros Benfiquistas, daqueles que, à primeira vista, pensávamos meditarem no que ouviam ou que liam, sempre de opinião independente e não à mercê dos ventos que sopram!
Errado, parecendo cata-ventos, mudam de opinião de acordo com a direcção e a graduação intensiva do sopro!

Não é no mudar que está o erro, bem entendido, que só os burros não mudam!
É na inconstância da mudança!
Se mudassem de acordo com uma crítica fundamentada que os tivesse ajudado a formar a sua opinião, tudo se passava na maior das normalidades. Mas muda-se de acordo com um rol de apontamentos, um mero apontar a dedo os culpados e não culpados, de conjecturas e especulações sem fundamentação ou justificação alguma, quanto mais plausível, sem apresentação de alternativas, numa simples caça às bruxas da antipatia pessoal.
Caçam-se as pessoas e não os erros porque errar é coisa que aos “caçadores” nunca aconteceu!

E já nem vale a pena falar dos moralistas de ocasião sempre de dedo em riste em busca de um labéu qualquer que colam sem rebuço de consciência àqueles de que não gostam e a favor de quem tecem a prática das maiores ignomínias, dos despautérios o mais criminosos que imaginar se pense!
E não necessitam de qualquer comprovativo que isso é considerado um luxo de somenos, lhes bastando dizer, “eu sei”, e assim pensando que toda a sua pantominice difamante está certificada!
E as contas?!!! Meus Deus, e as contas?!!! Uma catástrofe, uma autêntica calamidade!!!

Que preocupações! E que imaculados! Imaculados tanto, quanto são simultaneamente comprovações vivas das “virtudes” de Vale e Azevedo, aquelas “virtudes” tais, nas contas e nos valores éticos!
Mas são comprovações igualmente pelo recurso ao “eu sei” … e é sempre quanto lhes basta!
Mesmo que sejam contrariadas pelos tribunais que já muitas dessas “virtudes” julgaram e sobre as mesmas decidiram! E, se mais não conseguiram, foi porque as escapadelas não são só à Pinto da Costa!...

Uma lástima! Uma lástima que são bem capazes de patrocinar à sombra do (ab)uso ao direito de livre opinião, à democracia que é da essência do Ser Benfiquista, e à “virtude” de não pertencerem ao rebanho mas sim às ovelhas (agora) tresmalhadas!


3. O reerguer da grandeza e da esperança

Não sendo um católico praticante, não esqueci, apesar disso, a parábola, “ninguém pode servir ao mesmo tempo a dois senhores”. Assim, apetece-me perguntar:
Pode um Benfiquista, apregoando o apocalipse do seu Glorioso Clube, servir o Benfica?

Sei apenas, pela experiência e pela leitura da história, que o Benfica se criou, desenvolveu e se tornou Grandioso e no Maior Clube de Portugal e num dos maiores do Mundo – o maior do Mundo em adeptos – à custa de sacrifícios, trabalho, muito trabalho, fé, esperança, perseverança e união da Família Benfiquista, muita união!
Que os inimigos do Benfica, os anti-Benfica órfãos de clube e de grandeza, venham com visões alarmantes, apocalípticas de maus ambientes e fontes de todas as desgraças destrutivas, percebe-se, é o seu desígnio de pequenez e bacoquice. Mas que isso tenha eco nos Benfiquistas apenas me deixa o sabor amargo de pensar que, ao contrário da nossa cultura ímpar de Benfiquismo, não se sabe ser grande nas derrotas.

É evidente que algumas opiniões e alguns reparos têm toda a razão de ser! Podemos achar que, na nossa opinião, algumas coisas não deviam ter sido feitas assim, mas assado! É natural e, se de boa fé e sem desunir a Família Benfiquista e desestabilizar a equipa, o que implica a crítica com responsabilidade, a ninguém é legítimo apodar disto ou daquilo.
É evidente que temos também, todos, de ter consciência de que se trata de uma opinião muito nossa, significando isto que não podemos esquecer que podem existir opiniões divergentes com igual legitimidade e que, se queremos o respeito pela nossa opinião, temos de respeitar igualmente a dos outros.
Respeitar é também tolerar, tolerar mesmo o erro, o erro não doloso, compreendê-lo, o que não compromete ninguém a aceitá-lo mas é o seu contributo para que ele possa ser corrigido com o menor dano possível.

Não podemos nem devemos nunca exagerar, por muito que nos custe. Um treinador e uma equipa, com alguns retoques, que fizeram no ano anterior uma campanha vitoriosa como a que nos proporcionaram, não podem passar de bestiais a bestas.
Houve erros do treinador, dos jogadores, dos dirigentes?
Houve!
Mas quem nunca errou, ou nunca fez nada na vida ou, se trabalhou, é dos tais que nunca se enganam!
Mas também, podem estar descansados que não enganam ninguém … a menos que alguém queira ser enganado!

Houve erros, vamos ajudar a corrigi-los, sempre com a presença do nosso apoio! Quem, em vez disto, partir para a crucificação, não está a servir o Benfica e está a trair o seu Benfiquismo!

É tempo de curar as feridas! É tempo de reerguer e caminhar em frente. O Benfica fez-se de sacrifícios, de quedas e levantamentos, sempre com forças redobradas, de contratempos sempre vencidos!
Mas vencidos à custa do querer e da vontade dos Benfiquistas, sempre dispostos a trilhar um único caminho, o caminho do progresso e do constante engrandecimento! O que só se consegue com união, aquela união que por vezes tem aparecido mais enfraquecida nos últimos tempos e que também tem ajudado a reflectir uma maior dificuldade de afirmação ao nível mais elevado que é o lugar do Benfica, por direito próprio.

Apontar os erros para os corrigir e não fazer das nossas críticas uma caça e uma crucificação dos “culpados”!
A crítica dirige-se aos actos, às acções, não às pessoas, não às antipatias pessoais!
Apoiar, apoiar o Benfica!
Porque o Benfica deve ser sempre apoiado e … cegamente!


PS: Três notas finais.
1. O Presidente da Assembleia Geral do Benfica não conseguiu resistir aos holofotes da comunicação social e à tendência de falar. Disse algumas verdades? Disse! Mas a conformação com um segundo lugar é contágio com o lado oposto da segunda circular e o Benfica não é o Sporting! Depois, depois e fundamentalmente, aquela hora era hora de recolher, em especial para os responsáveis! De recolher, meditar, unir e sanar as feridas!
2. O jornal “a bola” presenteia-nos com uma nova curiosidade. A RTP foi sempre subjugada ao poder. Em tempos de ditadura, mostrou-nos a ditadura, em tempos de democracia, acorrenta-se aos poderes que vogam em cada momento. Mas soube resistir à censura!
O Jornal “a bola” foi um resistente da ditadura. Fundado por democratas, soube-se manter livre, resistindo. Em tempos de democracia, cede à chantagem e retira do sótão inundado de teias de aranha o carimbo da ... CENSURA!
Que os chantagistas da RTP e de “a bola” não consigam enfrentar a livre expressão de ideias e as opiniões divergentes, a verdade dos factos e da História, é coisa que não surpreende. Eles é que são adeptos do verdadeiro clube do regime, um clube da ditadura e de ditadura, que se mantém amordaçado mesmo em tempos de democracia. E quem ousar tossir ou mugir … é um “bin laden” de imediato excomungado pelo “papa” da mentira e da corrupção tentada da verdade desportiva.
3. Os tribunais do Porto lá vão percorrendo o seu calvário de julgamentos à Pôncio … Pilatos! “Não se provou … não se provou”!… Nunca provam nada, nem inocências, nem culpas! … Lavam as mãos … porque andam com elas sempre sujas! … E não admira, que já toda a gente, ou quase, sabe disso!...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

PINCELADAS ENCARNADAS

1. Uma no cravo e outra na ferradura

Reconheço em Daniel Oliveira um esforço meritório na tentativa de elevar o discurso e a prática dos dirigentes e de muitos outros sportinguistas mediaticamente eminentes, ao nível da independência, da dignidade, enfim, da decência que um clube de futebol centenário, e que já foi grande no futebol português, deve merecer.
Esse discurso e essa prática que, no pós-presidência do Dr. João Rocha – com algumas intervenções suas posteriores, sempre de muito mérito e dignidade intocáveis – se rebaixou a níveis deveras inferiores, desportiva e moralmente, e culminou num acordo de subordinação com – palavras de Daniel Oliveira, oportunas e que retratam uma realidade que não consegue ser branqueada, seja por que “detergente” for – “a batota, o tráfico de influências e os métodos inaceitáveis num Estado de Direito”!

Daniel Oliveira faz uma classificação a seu gosto mas que retrata a realidade do sentir sportinguista relativamente ao Benfica.
O seu mérito, porém, acaba quase logo aí!

Escreve Daniel Oliveira que «O Benfica é seguramente o principal adversário do Sporting»!
É uma afirmação que pertence a um passado a que ele dá pouca importância histórica, pelos vistos! Mas uma afirmação enigmática no presente porque o “principal adversário” será sempre, compreensivelmente, aquele que “faz sombra”, o que mais perto se encontra de ser alcançado ou que mais próximo está de nos alcançar.
Por isso, quando o Sporting se encontrava e se ia mantendo em segundo plano, vendo somente o Benfica no patamar superior ao seu, o sentimento de “principal adversário” compreendia-se perfeitamente.
Agora, quando o Sporting se deixa ultrapassar pelo FC Porto e passa a ter este como o primeiro adversário a superar, se quiser subir na escala de adversários e de afirmações, a conclusão só pode compreender-se à luz do “acordo de subserviência” que interioriza uma amizade no haver de servir!
É certo que Daniel Oliveira vai dizendo que o FC Porto não é um adversário e antes «o que de mais próximo há de um inimigo».
Mas ficou-se no quase … não assumiu esse estatuto sentimental em plenitude!

Daniel Oliveira confessa-se no reduzidíssimo grupo dos sportinguistas “éticos” – adjectivação, classificação e nomenclatura de sua autoria – pelo que tem de assumir, em plenitude, que o FC Porto é um inimigo do futebol, o inimigo número um do futebol português porque, movendo-se “pelo tráfico de influências, a batota e métodos inaceitáveis num Estado de Direito”, atenta frontalmente contra a ética e contra a verdade desportiva. E de pouco servirão, porque inadequadas, as atenuantes de “bairrismo provinciano” misturado “facilmente com um ressentimento contra Lisboa”!

Daniel Oliveira cataloga o Benfica de “fanfarrão por natureza”. Parece-me que tenta justificar-se com a indevida – na sua opinião – vivência do Benfica «à sombra de glórias passadas, sem que seu presente pouco brilhante perturbe a sua injustificada autoconfiança».
Porém, um “fanfarrão” é o que se julga valente, sem o ser!
Em consonância, dificilmente pode ser avalizado por quem é adepto de um clube que celebra um acordo de servilismo. Um tal adepto não está em muito boas condições de ser avalista de quem, na realidade, tem no presente uma justificada, e sempre justificada, autoconfiança.

De facto, o presente não é tão brilhante quanto o passado mas é precisamente porque o passado foi brilhante, brilhantíssimo mesmo, que pode servir de comparação ao brilhantismo do presente! Porque, se esse termo de comparação fosse o brilhantismo do Sporting, passado ou presente, então é que a autoconfiança do Benfica seria injustificada! Tão injustificada, pelo menos, quanto a nula autoconfiança de um clube, o Sporting, que não tem por que ter confiança, nem no passado, nem no presente ... nem sequer no futuro!

Contra todas as diatribes de Daniel de Oliveira e dos sportinguistas, o Benfica é, de facto, o Maior Clube do Mundo em sócios. Está registadamente comprovada essa grandeza, apenas sendo, “contra todas as evidências”, as “evidências” de Daniel Oliveira!

Mas fanfarrão significa também jactância, prosápia! Ora, é esta prosápia a que conduz o subconsciente e, consequentemente, o discurso de Daniel Oliveira. Uma prosápia patenteada numa ostentação e em discursos de pseudo manutenção no presente de um sangue azul do passado, aquele passado que, para as glórias do Benfica, já é irrelevante! Uma prosápia que se patenteia de modo tão significativo quão bacoco na proibição do uso de calças de ganga.

Mas é um facto. À luz da sua jura presente, Daniel Oliveira evoluiu. Ainda na pretérita temporada escrevia que, favorecer o Benfica via resultado da disputa Sporting-FC Porto, isso nunca!
Agora confessa que estará pelo Benfica, este fim de semana, “sem sequer se dar ao trabalho de fazer contas”!...
Isto é, diz-se incondicionalmente do lado do Benfica porque, não se dando sequer ao “trabalho de fazer contas”, sublinha de novo não estar no grupo dos “tácticos”!
E muito menos dos “automáticos”, ou seja, daqueles que, segundo ele, estarão sempre contra o Benfica!

Daniel Oliveira encontra-se, portanto – releva ele – no grupo dos “éticos” por causa do “tráfico de influências, da batota e dos métodos inaceitáveis num Estado de Direito”.
Mas já na pretérita temporada se conheciam de cor os caminhos por onde se moviam o FC porto e a sua direcção!

Colocar-se do lado da ética que, no caso, tem como substância a verdade desportiva, é de registar!
Mas não é um feito assinalável!
É o lugar natural de todos os de sã formação moral!


2. E de novo, Eduardo, o barato!

O tempo vai dando toda a razão àqueles Benfiquistas e aos pretensos “sábios” das artes do futebol ou aos que, apenas por questões tácticas, criticaram o Benfica pela escolha do guarda-redes, deixando escapar a “pérola” nacional que, em comparação, mais barata ficava.

Eduardo, o barato, não perdeu tempo a comprovar as razões dos que o achavam barato!
Deu de barato a vitória à Noruega sobre Portugal! Sim porque, se não fosse Eduardo, o barato, nunca a Noruega poderia erguer o troféu de uma vitória sobre uma equipa Portuguesa que, mesmo dando de barato, sempre tinha estofo, e até meio barato, para não sair derrotada por uma equipa técnica e futebolisticamente tão … “barata”!

Mas Eduardo, o barato, não faz a coisa por menos! Não só tem de se afirmar como barato como tem de convencer os seus amigos de que, dar de barato, é com Eduardo, o barato!
Eduardo, o barato, sabe bem, porque está na terra do acontecido, que o Inter já só tem um treinador barato, que o caro já está em outros assados!
Sabe bem, Eduardo, o barato, que o Inter, com um treinador barato, barato se tornou na “compra” que um clube barato – o Atlético de Madrid – e um treinador ainda mais barato – Quique Flores – conseguiram em relação à supertaça europeia!

Sendo tudo isto assim e não assado, ou seja, barato, por que não devia Eduardo, o barato, dar de barato uma vitória ao Inter e ao seu actual treinador, o barato?!

De barato, Eduardo, o barato, sabe que o Inter agora tem um treinador barato e já se dá também de barato!
A menos que encontre pela frente Eduardo, o barato!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A “fruta” que dá trabalho ao professor Jesualdo

Benfiquistas, fui um dos que agourou uma longa vida de trabalho ao professor Jesualdo, depois de ele ter saído do FC Porto. Melhor dizendo, depois de lhe terem indicado a porta da rua como serventia da casa!
Nem sempre convém, com efeito, que os “apóstolos” fiquem tão por dentro da “catequese”! E a verdade é que o professor Jesualdo passou o seu último ano no FC Porto quase imitando, e substituindo, na bacoquice e no provincianismo, o “papa” do concílio no qual não era mais do que um empregado!
Assim, foi apenas posto na “ordem”, um mero vigário entretido com o seu breviário e calado nos murmúrios dos salmos catequéticos da “verdade desportiva” inspirada pela doutrina da “cúria”.

Dizer que ele se esqueceu de ter o trabalho de levar a “fruta” consigo, não deve corresponder à verdade dos factos! Se alguma lhe dispensaram, da fartura que, dizem, por lá vai, lá pelas catacumbas que antes percorreu, não lhe aceitaram o rótulo de “produto de origem demarcada” e não lha deixaram importar!
Ficou na alfândega!

Aquela alfândega, a espanhola, é bem capaz de ser um pouco diferente da alfândega que concede facilidades à sua – da “fruta” – importação para amadurecimento e respectiva estampilhagem com o tal rótulo de “produto de origem demarcada”!
Não se está, de facto, a ver a alfândega espanhola, e o seu respectivo SEF, a ir na conversa do SEF do Porto e permitir que “fruta” tipo a de “origem demarcada” entre às carradas. Nem nisso, nem na concessão de facilidades fraudulentas da entrada de jogadores estrangeiros, com a respectiva falsificação de documentos de autorização residencial.
A justiça de lá é capaz de não gostar dessas coisas!

Sendo assim, era fácil de adivinhar que Jesualdo iria ter muito, muito trabalho para conseguir fazer qualquer coisa de trabalho! Ora, se, por um lado, trabalho dá saúde, por outro, Jesualdo estava acomodado no FC Porto! No FC Porto não é necessário que os treinadores trabalhem! Trabalha o “papa”, trabalham todos os seus acólitos e mandaretes a mando do “papa”, muito antes da confirmação em concreto do trabalho do treinador.
Desde que não faltem a “fruta”, os cafezinhos com ou sem leite, as viagens de férias pagas a árbitros, os envelopes recheadinhos – mal, na douta avaliação do louvado juiz Mortágua – e os aconselhamentos familiares de quem muda de família como muda de camisa, guiados por GPS entre labirintos de ruas, ruazinhas, rotundas, viras p’rá esquerda e viras p’rá direita, sem esquecer os “sempre em frente”, “sempre em frente”, e muitas outras espertezas próprias de vigários com breviário de corrupção, os treinadores do FC Porto até podem treinar sentados na esplanada!

É certo que, do lado de cá, a “fruta” é tão abundante que tem de ser colocada em arcas congeladoras, frigoríficos, baús, armários, arcas de madeira, sacos do lixo, etc e tal, para conserva e reserva futura.
Todavia, para o professor Jesualdo, a “fruta” está verde!...
Corpo acostumado à mandriice posto na necessidade ingente de trabalho, trabalho árduo e não mais do que trabalho, não dá para grandes conquistas.

O trabalho dá saúde, já se disse e de novo se sublinha!
Mas não dá vitórias como a “fruta”!

Trabalho já ele tinha tido no Benfica mas aí também nada conseguiu porque, deparando-se já então com o reino da “fruta” do lado de lá, com arte ou sem arte, acabou por ter o trabalho de seguir para outro trabalho! Trabalho onde, por ir acostumado ao trabalho, ainda foi fazendo umas mariquices que aí lhe bastavam às exigências do trabalho!

No Málaga, o professor Jesualdo, iam dizendo os entendidos, tinha de voltar ao trabalho, e ao trabalho no duro para que a sua equipa pudesse conseguir uma vitória futebolística qualquer, ainda que só uma daquelas vitórias morais de que o professor Jesualdo tanto se dava ao trabalho de lamentar!
Se algumas más-línguas se entretêm a comentar que, apesar do trabalho, e até do árduo trabalho, o professor Jesualdo pouco percebe da arte do trabalho, isso são outros trabalhos!

O trabalho, no entretanto, dá saúde, nunca é demais repeti-lo!
E tanto dá saúde que já deu! Os dirigentes do Málaga, clube em que o professor Jesualdo trabalhava no presente – no presente, não é bem assim, parece que já se pode falar de passado – e sem grande fruto, ou “fruta”, também acharam por bem ter o trabalho de lhe tratarem da saúde!
É claro que talvez o tenham aconselhado a descansar um pouco, três anos de trabalho que mais o esperavam pareceram-lhe (aos dirigentes do Málaga) muito trabalho!

O trabalho dá saúde, terão pensado também os dirigentes do Málaga! Mas também, não se exagere … ou ainda vão pôr todos os doentes a trabalhar ... o que seria o cabo dos trabalhos!...
O que eles, dirigentes do Málaga não conseguiram evitar, porém, é que o professor Jesualdo se tenha de dar de novo ao trabalho, nem que seja só ao trabalho de ter de regressar a Portugal!

E, assim, de trabalho em trabalho, o professor Jesualdo vai certamente ter uma longa vida … de trabalho, de peregrino trabalho … em busca de trabalho!
Mas ganha a sua saúde, que o trabalho dá saúde!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Deuses ou demónios, ou deuses e demónios?

1. As manigâncias do “sistema” e os Benfiquistas

Os Benfiquistas sofreram de novo na pele as agruras de como um sistema futebolístico corrupto se faz ganhar campeonatos e os faz perder ao Benfica.
E com pressa porque as tramóias necessárias feitas tanto mais cedo, melhores frutos renderão e mais “fruta” pouparão!

Não escamoteamos que houve culpas próprias! E reconhecêmo-lo sem precisar das pedras da calçada, uma calçada já de si tão esburacada pela quantidade de pedras arremessadas mas que, na realidade, até parece uma pedreira inesgotável, tantos os calceteiros que a ela recorrem!
Mas será que do outro lado são só virtudes?!
Com efeito, todos estamos fartos de saber que não e, se nos esquecêssemos, aí estavam as escutas no youtube para nos relembrar!

Por isso, e não sendo necessário agora repisar o que bem se sabe já, mesmo com todos os nossos erros, os erros de quem gere e os erros de quem, pelo menos, diz que apoia e desapoia, se não fossem as armadilhas próprias do sistema no seu esplendor, nem o clube beneficiado, duplamente, estaria tão confortável e tão bem quanto parece, nem o clube prejudicado, duplamente, estaria tão desconfortável e tão mal quanto o querem fazer crer.
Mas a realidade pontual, ainda que vergonhosamente falseada, é imperial!

É então que aparecem os tais calceteiros, os de profissão, os de devoção e os de ocasião. Têm entre si várias semelhanças. Desde logo, nenhum tem telhados de vidro! A seguir, todos são possuidores de um sabichar tal que ele até parece beatificado, uns porque gozam das bênçãos de um “papa” ainda que da mentira e da corrupção desportiva, outros por prazer sádico de auto mortificação!
Bastantes estão fora do Benfica, mas muitos dentro do próprio Benfica! Estes, de resto, bem mais perniciosos do que os outros porque, parasitando ainda, são os hospedeiros e as principais fontes de alimentação do parasitismo da estranja clubística.


2. Os treinadores de bancada e a constituição das equipas

Analisemos, para começar, a mais recente discussão! Dada a sobrecarga de “amarelos” – uma das “prendas” do sistema corrupto para lhe aliviar as preocupações da disputa séria e conforme à verdade desportiva – deve Jorge Jesus poupar ou não os jogadores que estão em risco de ficaram de fora no jogo seguinte contra o FC Porto?
Está ou não correcta a decisão de Jorge Jesus, seja ela qual for?

O coro de vozes é medonho, quando não vergonhoso para quem se afirma Benfiquista!
A coisa é simples, já o sabemos! Jorge Jesus não deve fazer isto ou aquilo, ou deve fazer assim ou assado!
Muitos já se entretêm, de há alguns dias para cá, a tentarem “aconselhar” o treinador sobre qual a equipa a apresentar pelo Benfica perante o Paços de Ferreira. E os que não forem atendidos, já de véspera se prepararam e malharam nas supostas escolhas do treinador!
Muito poucos se preocuparam em pensar que, perdido o próximo jogo, menos importa o jogo do Dragão.

É assim! Basta que alguma coisa não corra bem e aparece logo uma carrada de treinadores de bancada e de gestores da bisca lambida a, supostamente, criticarem e a pretenderem demonstrar uma sabedoria tal que nos esmaga, em especial quando pensamos por que tem sido ela tão mal aproveitada num país tão rotoe falho de obra feita, que não de palavreado!
Não interessa para nada que as circunstâncias tenham mudado, que haja ou possa haver premissas diferentes!
Exige-se uma igualdade de coisas desiguais e, ao não se perceber que se deve tratar o igual como igual e o desigual como desigual, entra-se numa igualdade meramente formal, vazia de conteúdo e de sentido, isto é, numa desigualdade gritante.
Agora, o treinador antes bestial passa logo a besta mesmo que, quem o classifica, não perceba nada, nem do assunto, nem das circunstâncias que o rodeiam!

Quando a equipa (jogadores e treinadores) mais precisa de união, damos-lhe suposta crítica!
Dizemos que a equipa precisa de apoio ... quando ela está bem, quando, afinal, é ela que nos está a apoiar a nós, a dar-nos alegrias, satisfação, prazer de pertencermos ao mesmo clube, quando ela nos sacia o ego de sermos Benfiquistas!
Quando ela precisa do nosso apoio, quando mais precisa dele, damos-lhe crítica, aliás, suposta crítica! O treinador passa a ser uma besta, um ignorante da sua profissão, um caçador furtivo que só atira nos seus próprios pés! Os jogadores, alguns jogadores que, de resto, só soubemos apoiar … assobiando – apesar do manto sagrado que têm envergado e que, nos seus limites, até se possam ter esforçado para o honrar – são uma merda, não interessando que até tenham feito parte de equipas Benfiquistas que já venceram o seu mais poderoso rival futebolístico – descontado, claro, o sistema corrupto que se move na sombra em conforto desse rival – e muito menos que até tenham cometido menos gaffes do que outros a quem se prestaram honrarias e loas, num claro divisionismo de todo contrário ao lema da união na sigla “e pluribus unum”!

Somos, realmente, o décimo segundo jogador de que a equipa precisa!...
E somos tão sapientes nos pseudo conselhos que lhes tentamos dar!...


3. Os entendidos na gestão da bisca lambida

Outro exemplo actual da sapiência de quem sabe falar de tudo o que, de fazer, que façam os outros, prende-se com a negociação dos direitos televisivos!
A esmagadora maioria dos Benfiquistas, creio, prefere o “não à renovação com a sporttv”.
Eu encontro-me entre essa esmagadora maioria. Todavia, ao contrário de muitos, eu não exijo essa não renovação! Prefiro, não exijo! Por várias razões!

Os interesses do Benfica estão acima de todos e quaisquer outros interesses, estão acima das minhas simpatias e do meu ego. Sei, e isso parece evidente para todos, que o Benfica tem o direito a ver reconhecida a força da sua marca e a ser recompensado condignamente pelos seus direitos de imagem, atento o retorno que propicia aos seus parceiros comerciais. E necessita de vender esses direitos e receber os correspectivos proventos.
Não sou entendido na matéria, logo, não sei se há alternativa, alternativa válida que é aquela que consiga satisfazer devidamente os aludidos direitos. Alguns sugerem a Benfica TV, outros julgam que é só não renovar com a sporttv, e pronto!...

A Benfica TV é uma potencial excelente alternativa, de facto. Mas quem custeia os direitos? Alguma plataforma televisiva? Algum outro grupo interessado na difusão dos direitos em negociação? Os Benfiquistas, através do pagamento de uma quota suplementar?
Não se pode nem deve esquecer, desde logo, que o Benfica e os Benfiquistas desejam que a Benfica TV seja auto sustentada e, se possível, ainda apresente benefícios monetários.

Entre sobrecarregar os Benfiquistas e um parceiro que satisfaça plenamente os legítimos direitos do Benfica, prefiro a segunda alternativa, ainda que, no plano pessoal, me seja antipática! Que entrem com as massas os de fora que os Benfiquistas cá estarão de reserva para outras ajudas necessárias!
Concretizando melhor. Se a Sporttv pagar o que o Benfica merece e deve exigir, mais do que qualquer outra hipotética alternativa, por que hei-de ser contra o negócio se ele, nas circunstâncias que o rodearam, for o melhor para o Benfica?!
O meu ego de nada vale perante o supremo ego do Glorioso Benfica! Em primeiro lugar está para mim a divisa “e todos por um”, a divisa que o tornou Grandioso e Imortal!

Agora, uma coisa é certa! Sou frontalmente contra a subscrição da sporttv por um Benfiquista, enquanto ela representar aquilo que representa!
São situações muito diferentes! Que a sporttv pague ao Benfica o que este merece e exige, se não houver melhor ou igual, tudo bem! O que pretendo é que o Benfica ganhe o que lhe é devido! Agora, que os Benfiquistas paguem à sporttv – enquanto ela representar o que representa – o que ela há-de pagar ao Benfica, nessa já não entro!
A corrupção que pague ao Benfica aquilo que lhe tirou e tira! Nunca os Benfiquistas a pagarem a corrupção que os priva das vitórias desportivas a que têm direito!


4. E o direito à opinião e à critica, etc, etc e tal …


Ah! Mas o Benfica é um clube democrático! No Benfica há liberdade de opinião! No Benfica existe o direito de crítica! Qualquer Benfiquista tem direito à sua opinião! No Benfica não há um “rebanho” e “ovelhas tresmalhadas”?!

Claro! Mas será que deve haver liberdade sem responsabilidade?! E será que a crítica não exige, para ser crítica, o respeito pelos princípios da boa-fé e da ética?! Será que pertencer ao “rebanho” não é respeitar a decisão da maioria, ou seja, respeitar a tão apregoada democracia?! Será que essa democracia, essa liberdade de opinião, esse direito de crítica, é estar sempre do contra, sem justificar porquê e sem apresentar alternativas convincentes à captação e aderência da maioria?!

Às vezes até parece que ser “ovelha tresmalhada”, ou, se os catalogadores preferirem, não pertencer ao dito “rebanho”, é a maior honraria do ser Benfiquista!
E desconfio mesmo que, se todos, ou a grande maioria, nos tornarmos “ovelhas tresmalhadas” e constituirmos, desta feita, o “rebanho das ovelhas tresmalhadas”, as agora mui honrosas “ovelhas tresmalhadas” se tornarão de imediato “ovelhas tresmalhadas” do “rebanho das ovelhas tresmalhadas” porque o que lhes dá notoriedade e visão é serem do contra, serem “ovelhas tresmalhadas”, não o pertencerem a qualquer “rebanho”, ainda que seja o “rebanho das ovelhas tresmalhadas”!

Bem, não dizemos nós que os “jornaleiros”, “paineleiros”, “comentadeiros”, avençados, pasquins, etc e tal, só estão a querer dizer mal do Benfica, a achincalhar o clube, a equipa e os jogadores?!
Sim, sim, isto e muito mais!
Mas que raio de diferença existe entre o que eles dizem ou escrevem e o que muitos de nós dizemos ou escrevemos?!


5. E o esquecimento do essencial

Contra aquilo que alguns, a minoria, diga-se, pensam e agem, os adversários do Benfica estão lá fora!
E os seus inimigos, simultaneamente inimigos da lisura, da ética e da verdade desportivas, são bem conhecidos de todos os Benfiquistas!
Então, virem-se para o verdadeiro combate e entretenham-se com ele, defendendo com garras, sem desfalecimento e até à exaustão o nosso Glorioso Benfica!

Mas escolham bem as frentes de combate, aquelas frentes que, sendo legais, éticas e defensoras da verdade desportiva, possam ser eficazes, posam produzir efeitos úteis. E deixem-se de ideias mirabolantes que só vos gastam energias e não produzem qualquer efeito útil!
Resumindo, Benfiquistas, deixem de pagar ou de alguma forma contribuir para pagar a corrupção desportiva que nos priva da verdade desportiva e da obtenção das vitórias que o triunfo dessa mesma verdade nos proporcionaria.

Reparai que até os putos ridículos às vezes, no seu ridículo, dizem coisas acertadas! É esse próprio puto ridículo que, mesmo com fato e gravata à pressão, diz textualmente que o “sucesso actual do FC Porto é enganoso”!...
Pois claro que é, e muito!

Como vêem, Benfiquistas, o puto é tão ridículo que até já aprendeu as ridículas verdades “a la Palisse”!...

Assim igualmente se comporta, como seria natural, o seu “papa” da mentira e da corrupção. Talvez porque o chamam de “papa”, deu-lhe agora para se lembrar dos ditos de um Bispo, um verdadeiro, não um seu capataz. Um Bispo, verdadeiro, que, em tempos idos, foi um dos que gritou a expulsão dos mouros de Lisboa e a expansão da Fé e da Virtude, não a expansão da manigância, da trafulhice e da corrupção desportivas.

O grito do Bispo foi natural! Havia uma Pátria do Minho ao Tejo! Queria-se um Pátria Além Tejo!
E foi essa Nação que expulsou os mouros! E foi essa Nação que, tendo expulsado os mouros, se tornou numa Nação do Minho aos Algarves e, mais tarde, d’ Aquém e d’ Além-Mar!
Continuando a pregar e a expandir a Fé, as Virtudes, a Verdade!

Dentro dessa Nação, formou-se outra grande Nação, a Nação Benfiquista! Uma nação que também vai do Minho aos Algarves e se estende para África, América, Oceania e até aos confins da Ásia, Aquém e Além-Mar, em todos os recantos da Terra!
Dentro dessa Nação, acolhe-se um ninho de malfeitores da Verdade Desportiva, Talibãs das doutrinas da corrupção desportiva, rostos incendiados de ódio contra a Ética e a Moral, contra a Verdade, a Verdade Desportiva! É um ninho que vive acantonados num bairro da mui nobre e invicta cidade do Porto e que, o mais que soube fazer pelo seu clube, não foi sequer que ele extravasasse as fronteiras do seu acantonamento, que aí se encontra confinado na sua vergonha sem vergonha, que a tanto o subjugaram e enlamearam!

Os mouros eram, nos tempos do Digno Bispo do Porto, os espoliadores da Fé e da Crença, da Verdade e da Vida!
Agora, não digo mouros que nem esse nome merecem, mas os que mais se lhes assemelham, vivendo em seu acantonamento, em grutas e esconderijos albergues dos talibãs – até os árbitros que vão por mal se vêem atrapalhados para dar com eles, apesar do radar do Bin Laden seu chefe – são, como os mouros há oito séculos expulsos de Portugal e de outras paragens que portuguesas foram, espoliadores da doutrina e da fé que envolve a verdade desportiva, corruptos que até já foram condenados e cumpriram pena, a vergonha de quem tem vergonha na cara, a vergonha dos cristãos e da nação afecta à Verdade e à Fé na Verdade! Vivem delimitados por umas dúzias de macacos milicianos e governados por um “papa” da mentira e da corrupção desportiva, condenado por essa tentada corrupção e que cumpriu a pena consequente, um “papa” infiel, um Bin Laden do ódio e da mentira, um infiel dos sãos princípios e dos valores, um cartomante fetichista dos responsos a mortos, sem qualquer moralidade para ter carta de foral que lhe conceda mais do que a importância de se saber sevandija, vigarista e subornador da fé cristã na Verdade dos princípios da Moral e da Ética, uma Verdade (desportiva) que ele, como é próprio dos “vigários” infiéis, sempre espezinhou!

Estão lá fora, estão lá fora, Benfiquistas, os talibãs das doutrinas do mal, dos roubos de igreja, da fruta e dos cafezinhos, dos aconselhamentos matrimoniais, das viagens de férias a árbitros, da corrupção da verdade desportiva!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

OS BIN LADEN E A SOFISTICAÇÃO DA CORRUPÇÃO DESPORTIVA

1. Após ter defrontado e ganho um jogo contra as reservas das reservas do seu adversário, Pinto da Costa apareceu no filme dizendo esperar que os Bin Ladens do futebol português se calassem de vez perante tamanho feito!

Todo o mundo conhece o homem chamado de Bin Laden e que, dizem, tem sido o homem mais procurado da história pela nação “polícia” do mundo que, apesar de todo o seu potencial de armamento e tecnologia, não parece ter tido êxito.
Bin Laden é considerado um terrorista da política e das doutrinas das potências ocidentais. Por ser procurado, raras vezes aparece frente às câmaras que o filmam, com ditos de apocalipse sobre os seus inimigos.

A quem é que uma personagem assim, um fugitivo da lei e da justiça, pode ser comparado por Pinto da Costa?

Bin Laden só há um e raramente aparece de há alguns anos para cá. Não dá a cara por aquilo que diz nem por aquilo que faz. É um fugitivo que manda os outros fazer as tropelias terroristas e anda sempre escondido, é um cobarde.

Todavia, os Bin Ladens que Pinto da Costa pressupõe na sua arenga não podem ser fugitivos mas aparecidos, não andam sempre na sombra mas aparecem a dar a cara por coisas de que ele não gosta, pelos vistos!
Mas quem dá a cara, não se esconde nem foge, não pode ser um terrorista e ainda menos um Bin Laden, uma cópia do Bin Laden que Bin Laden, o original, só há um!

Por isso, só nos resta uma hipótese!
Pinto da Costa colocou-se um dia em frente de espelhos paralelos – há os que necessitam, pelo saboreio das suas obras – e viu-se reflectido até ao infinito! A sua mente foi invadida, nesse instante, por um confusionar qualquer que lhe obnubilou os sentidos. Julgou-se noutros, em cópias tantas quantas as imagens que atormentaram o seu zarolho mirar!

E tem todo o sentido! De há uns tempos para cá, Pinto da Costa aparece raramente frente às câmaras e apenas para resmungos de ódio e intolerância, em delirantes promessas a mortos, acompanhadas das inerentes profecias de apocalipses para os seus inimigos.

Não há agora conhecimento de relatos de conversas com seus adjuntos do terror da verdade desportiva. Isso passou-se há alguns anos, já toda a gente sabe do que se trata, já toda a gente ouviu a preparação do cometimento dos atentados terroristas – à verdade desportiva – sempre na sombra, sempre usando bombistas que, no caso, não foram suicidas porque, tal como o mandante, estavam sob a protecção dos deuses da justiça civil portuguesa.

E mais importa sublinhar que, já então, ele encarregava os discípulos da sua doutrina de fornecerem a fruta, de pagarem viagens de férias, guardando para si as estratégias e os comandos, quando necessário, sendo o radar das boas rotas que preparam as manigâncias, de modo a conduzir, por entre labirintos de ruas e de rotundas – imitações apuradas das cavernas e dos esconderijos esconsos do Bin Laden original – sempre em frente, sempre em frente, árbitros ao seu esconderijo.

Pinto da Costa mantinha-se na sombra do telemóvel, dos labirintos das ruas e das rotundas, escondido, um terrorista, um fugitivo, se parecendo, sim, com uma cópia do seu atormentado Bin Laden.

Andou agora, segundo se fez comunicar, lá pelas paragens que todos dizem são vizinhanças dos possíveis esconderijos do fugitivo terrorista, do original Bin Laden, das cavernas onde este se esconde, dizem os entendidos.
E resolveu dar nova espreitadela às câmaras. Rememorado nos seus reflexos de múltiplas imagens, ensandeceu e recitou Bin Ladens cópias, numa “branca” de memória de sua cópia única, julgando-se ubíquo, omnipresente.
Esqueceu-se de que os seus terroristas não são cópias, são meros serviçais.

Há, no entanto – e para não falar de inteligências que seriam pouco abonatórias para a cópia – umas diferenças importantes nos caminhos das fugas.
Bin Laden original, mandou “refugas” do terrorismo para Espanha espalhar o terror das suas verdades políticas e religiosas.
Bin Laden cópia fugiu de canastro e tudo para a mesma Espanha, em defesa do seu terror – da verdade desportiva – ameaçado de prisão, ao menos por uns tampos!
Bin Laden original é perseguido para ser caçado e pagar pelos seus crimes terroristas sobre religiões e políticas!
Bin Laden cópia foi perseguido para ser libertado dos seus crimes sobre a verdade desportiva!


2. Vale a pena relembrar e meditar, Benfiquistas, sobre as notícias, algumas notícias, difundidas por vários meios de comunicação sobre o recente FC Porto-União de Leiria.
Ainda nos entrementes, muitos se admiraram dos jogadores que o Leiria convocou, ou melhor, desconvocou, juntamente com os que deixou de lado e colocou – certamente a rodar, dado o conforto do resultado, 0-4 – uns até, dizem, muito cobiçados atacantes.

Já nos “finalmentes”, há os que dizem, as línguas de sogra, que o Leiria só fez a primeira falta … aos 22 minutos. Pois claro, o resultado estava feito, o frete concluído com a entrega, uma faltazinha para descomprimir não faz mal a ninguém.
Isso é natural, perfeitamente natural numa equipa que joga numa táctica, dizem os escribas entendidos – no caso, de “o jogo” “quase de marcação homem a homem”. É uma táctica, replicam os mesmos entendidos, que provoca choques, pequenos ou grandes empurrões, rasteiras, trancadas nas pernas dos adversários.

Por ali, não se passou nada, o que nos faz meditar na coerência dos inventores da táctica “quase de marcação homem a homem”!
Será que não quiseram escrever, “quase de marcação sombra a homem”?
E sublinhamos “quase” porque ao que parece, àquela hora já não havia sol … nem sombra!

Desfiando os ditos dos entendidos, vão escrevendo, “passividade e o mau posicionamento da equipa leiriense” ; “aproveitar os seus erros e a sua ingenuidade” ; “pouca competitividade da U. Leiria” ; “foi confrangedora a forma macia e desconcentrada como a equipa (de Leiria) se exibiu no relvado do Dragão”.

Apenas mais uma achega. Antes do jogo do “Dragão”, a União de Leiria tinha sofrido só 4 golos, apenas mais um do que o FC Porto, menos dois do que o Benfica e o Sporting! Excelente “ingenuidade”!
Mas a sua dita “ingenuidade” defensiva pode inferir-se ainda destes factos!
Com sete jornadas disputadas, essa “ingenuidade” defensiva conseguiu 3 vitórias, 2 empates e apenas 2 derrotas! Isto é, menos derrotas do que o Benfica e tantas quantas as do Sporting e do Braga!

Que os outros não queiram saber, é com eles. Mas os Benfiquistas, os Benfiquistas só acreditam se quiserem que isto é um campeonato limpo!
Depois, haja coerência entre as lamentações e os actos e comportamentos! As lamentações são música para os corruptos da verdade desportiva e seus “ajudantes serviçais”. Música que ouvem de camarote, bem refastelados, enquanto os acordes forem sendo pagos, e principescamente pagos, pela bolsa piedosa e esmoler dos Benfiquistas, pelos que erguem o muro de lamentações e aí se prostram em flagelações auto infligidas.
Para eles, os corruptos da verdade desportiva e seus prestimosos e reverentes serviçais, a sopa dos pobres há-de surgir para lhes matar a fome. Vem dos empréstimos do amo agradecido por mais um título, enquanto os Benfiquistas lhes pagarem os ordenados e as mordomias da corrupção.

E que fazem os Benfiquistas?
Ou assobiam jogadores do Benfica e dizem mal da sua equipa, treinadores, directores, presidente e órgãos sociais, ou choram lágrimas de crocodilo em lamentações de eficácia e sentido ocos, ou se sublimam em ideias mirabolantes de movimentos do “vamos impugnar os campeonatos corrompidos”!

Vão lá, vão! Eu espero sentado para ver quantos dos tais campeonatos corrompidos são retirados aos corruptos, quantas impugnações vou espreitar e ver decorrer nos órgãos com competência para as julgar!
Ou será que é mais um movimento para inglês ver?
Não tenho a mínima dúvida!

Foi sempre um dos principais trunfos para derrubar adversários, entricheirados: sitiá-los cortando-lhes o sustento e matando-os à fome, até se renderem.
Ninguém duvida, por isso, que a corrupção desportiva se combate, principalmente, se lhe retirarmos os meios económicos que a mantém!
É uma medida com eficácia, com tanta eficácia quanto menos contribuintes forem os Benfiquistas!
Porque é uma corrupção paga pelos Benfiquistas!
Porque é uma corrupção alimentada pelos Benfiquistas!

Permitam-me, com a devida vénia ao seu autor e ao blogue onde ele a expressou, esta passagem de um Benfiquista:

«Muitos se queixam contra o sistema, contra a corrupção, exigem medidas e formas de luta mas depois falham quando lhes é pedido algo tão simples como não encher os cofres a quem pactua com tudo isto. É uma medida simples e sem qualquer violência e que terá impacto fortíssimo nos clubes como se viu pela reacção em cadeia de vários quadrantes do futebol nacional e está nas nossas mãos. Se ninguém faz nada, temos que ser nós a fazer o que está ao nosso alcance».

(“Passe de Mágica de Pedro”, in “Magico SLB”).

Este “Passe de Mágica”, de verdadeira Mágica Benfiquista, chama ainda a atenção para a verdade das intenções e dos números. A direcção do Portimonense deslocou o jogo para o Estádio do Algarve para conseguir uma receita equivalente aos 30 mil lugares que os Benfiquistas, como era costume, nunca deixaram de preencher, descontados os cerca de 5 mil de adeptos do clube da casa.
Estiveram 12 mil mas ainda assim deixaram a melhor receita do ano para o Portimonense poder retribuir e obter do seu amo a carrada de jogares que conseguiu, por exemplo, apresentar contra o Benfica.

Ainda estiveram muitos Benfiquistas a pagar a corrupção contra o seu Amado e Glorioso Benfica. Certamente que muitos mais estariam se não fosse o alerta e a disponibilidade para mudar as coisas com actos perfeitamente ao nosso alcance e de eficácia visível, até pelo coro de protestos que a corrupção e seus condiscípulos vão vomitando.
Houve imensos Benfiquistas que, finalmente, tomaram em mãos a defesa do seu Glorioso Clube.

Uma palavra final para os que se mostram renitentes e que clamam pelo amor à equipa. A esses, apenas dizer-lhes que, na vida, temos de fazer opções e fazer opções implica sempre sofrimento.
Cabe-lhes, a eles, pensar se é mais sofrido vermos a corrupção que nos rouba campeonatos ou se é mais sofrido matarmos a corrupção que nos assalta os títulos, com renúncia – que se deseja meio e não fim – ao amor de acompanhar e ver a nossa equipa, contribuindo para que ela, a nossa equipa, seja suplantada pelos corruptores que a asfixiam em muitos jogos!
Apesar do acompanhamento do nosso amor!
Um acompanhamento pago com a nossa felicidade porque agora nos retiram o direito e o orgulho de sermos felizes!
E com a nossa complacência!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

CHALRICE À PORTUGUESA ... E À BENFIQUISTA!

1. Ou muito me engano ou Portugal, desde há vários anos já, transformou-se num país do palrear, ao mesmo tempo que diminuía drasticamente o país do obrar.
Ou muito me engano ou esta profunda mutação se ficou a dever ao princípio que é imanente e enforma as ditas democracias de estilo ocidental, o qual se consubstancia num conceito decorado, expresso na fórmula “cada qual tem direito a emitir a sua opinião”.

Quase ninguém se preocupou em relembrar que esta fórmula é só uma fórmula geral e vazia, a formulação de um princípio de conteúdo virtual que há que transmutar no seu verdadeiro conteúdo real.
Todo o direito tem no seu oposto um dever e este direito também.
Emitir uma opinião é mais do que falar sobre qualquer coisa, mais do que dar a conhecer o nosso ponto de vista sobre algo. É um falar ou escrever com propriedade, com oportunidade, com sentido de responsabilidade, um falar ou um escrever plasmados de boa fé e do dever cumprido.
São estes os deveres de quem tem o direito de emitir a sua opinião.

Em termos de Estado, ou melhor, de “agentes do Estado” – Presidente da República, Governantes, Deputados, Autarcas, Membros de Partidos, Associações Patronais e Sindicais, Comentadores, Opinantes e todos os que se julgam políticos ou que julgam perceber da Política e do Bem Público – nós, simples governados com direito igual à emissão de opinião, a que assistimos de há tantos anos para cá?
Numa frase sintética: a muita palrice e a pouca governação.

Toda gente que fala ou escreve é sempre senhora de uma sabedoria muito superior ou só superior à gente que faz. Não importa que, num certo momento, muita dessa gente que fala ou escreve já tenha estado no lugar do (dever) “fazer” e não tenha feito nada do que diz depois que faz sempre melhor ou muito melhor do que tomou o seu lugar no dito (dever) “fazer”.

Ao lado do palreio da gente governante não apenas da coisa pública, existe vasta gama daqueles que, exprimindo-se pela escrita ou pela palavra como profissão, se expressam igualmente no sentido de que quase tudo o que é feito por quem está no (dever) “fazer” é mal feito ou muito mal feito.
Alguns destes também já ocuparam o lugar do (dever) “fazer” e, como os outros que acusam, nada fizeram.
Outros, ou se escudaram sempre atrás da palavra e da fuga à prova do fazer melhor ou muito melhor, ou nunca lhes foi reconhecida competência para conseguir fazer melhor do que o seu chalrar vazio de substância e de forma.

O país é o espelho fiel deste relambório.
Uma elite sempre atarefada em dizer que faz muito e bem quando não se encontra no lugar do (dever) “fazer” e nada faz quando se encontra instalada nesse referido lugar do (dever) “fazer”.
Na lida diária, a pagar as contas do “fazer” quando nada fazem, uns e outros, está o Zé Povinho que trabalha e às vezes mal trabalha porque aqueles que os deviam orientar no bem trabalhar só sabem palrar que fazem melhor e muito melhor quando nada fazem.


2. A Família Benfiquista é também ela uma Nação, um mundo de fervor e afeição a um clube que nasceu do Povo e é feito do Povo.
Sofre, por isso, de todos os males de que sofre uma Nação na qual está inserida quase toda a Nação Benfiquista.

Segundo julgo saber, todavia, nem sempre o Benfiquismo da Nação Benfiquista se manifestou na sua história centenária do mesmo modo que tende a manifestar-se a partir dos últimos anos.
O Benfica nasceu sob a divisa “todos por um”, uma divisa que apela fervorosamente à união constante dos Benfiquistas, àquela união que não só levou alguns filhos do povo a erguerem-no como os uniu nas imensas dificuldades para o fazer caminhar e crescer até consumar, bem antes dos actuais dias, a sua história grandiosa como o Maior e o Melhor clube de Portugal.

Há aqueles que, dirigentes ou serviçais de clubes cuja divisa é a inveja da união Benfiquista, conspurcadamente apelidam o Benfica do clube do regime salazarista.
Há outros que, nesciamente, justificam as suas actuais “opiniões”, a que chamam de “críticas”, como necessárias agora, e não antes, porque naqueles tempos o Benfica ganhava, o que agora acontece mais dificilmente.

Aos primeiros, convém lembrar que o Benfica nasceu num regime monárquico, passou por um regime democrático, entrou num regime totalitarista e voltou a um regime democrático.
O Benfica tem 20 campeonatos nacionais ganhos em 48 anos de regime totalitário (taxa anual de 41,6%), e 12 em 36 anos (taxa de 33,3%), no regime democrático actual.
E não tem campeonatos ganhos no regime democrático anterior ao regime totalitário porque, então, os campeonatos que disputou e boa parte deles ganhou, não tinham a designação de campeonatos nacionais.
Todavia, ainda assim as taxas de sucesso nos dois regimes sublinhados não são assim tão díspares.

Mais importante do que isso, porém, o Benfica, o tal clube mirabolantemente do regime salazarista, era dirigido por trabalhadores perseguidos pela PIDE, ao qual obrigaram a mudar o seu hino original e a quem proibiram de lhes chamarem de “vermelhos”!
Um regime salazarista onde pontificavam como altos dirigentes pessoas também dirigentes desses clubes que não teriam sido – mas esses, sim, foram – clubes do regime!
Clubes do regime salazarista no campo de um dos quais – o serviçal – foi levado a cabo o último comício deste moribundo regime!

Aos segundos, dizer-lhes que o Benfica nem sempre ganhou na sua história centenária, passou por momentos bem difíceis, incluindo o facto de lhes ter sido desviada, com oferecimento de regalias mesmo monetárias, uma equipa vencedora praticamente completa.

Só o fervor exemplar dos Benfiquistas pela sua divisa “todos por um” os levou às conquistas, ao suplantar dos momentos difíceis da sua vida, vida à qual outros, endinheirados, ou por descendência de sangue azul ou por proximidade com banqueiros, bem tentaram também pôr fim.
O acordo Roquette-Pinto da Costa não foi o primeiro a querer pôr fim ao Benfica!
Nem foi apenas, como disse o mais digno Presidente do Sporting dos últimos 30 anos – João Rocha – a maior vergonha e iniquidade a que o Sporting se sujeitou.
Foi das maiores vergonhas e iniquidades por que passou o futebol português nas últimas décadas e que a nossa justiça civil branqueou num lavar de mãos mais sevandija do que o de Pilatos.

A união essência do Benfiquismo é a união própria do povo, do povo que luta, do povo que trabalha honestamente e honestamente leva as migalhas do seu suor para casa. Por isso, o Benfica se arreigou cada vez mais no Povo e assim, unido na sua essência, mais do Povo se alimentou e cresceu, cresceu, cresceu!


3. Nos tempos actuais, porém, a divisa do Glorioso Benfica “todos por um” tem levado fortes abalos, abalos não dos que são de fora, que esses fizeram e fazem o seu trabalhinho, sujo como eles e de sapa.
Trabalhinho que, por muitas juras que os Benfiquistas façam da sua hipotética “vacinação”, tem obtido resultados não despiciendos.

Pertencendo pelo coração ao Benfica desde os meus primeiros alvores da consciência, encontrei-me no meio de uma equipa de “violinos” que, com verdade desportiva, ganhava tudo e pouco deixava ganhar aos outros. Nunca ouvi ou me deparei com queixumes mas cada vez com mais união.
Tive, depois, a felicidade de assistir aos momentos mais áureos das suas conquistas futebolísticas, assim como assisti aos primeiros tempos de uma maior repartição das vitórias.
Sei que na sombra se preparavam as manigâncias que haveriam de impor vitórias de outros, baseadas na obscuridade da verdade desportiva.
Era um novo tempo, o tempo em que se começou a sentir que as vitórias de outros nada deviam à transparência de métodos e à consagração da verdade desportiva nos processos.

E a união Benfiquista, a sua eterna e gloriosa divisa, começou a sofrer os piores abanões da sua vida. A antiga solidariedade da Nação Benfiquista em torno dos seus e das suas equipas, a sua divisa de união começou a ser posta em causa pelos próprios Benfiquistas.
Aquela união que, no antigamente, fez nascer, crescer e enfrentar todas as “epidemias” com que quiseram sufocar o Benfica e que não só venceu todas as batalhas como o levou à sua Glória ímpar, foi fortemente abalada.
O Povo Benfiquista, parte do Povo Benfiquista, aburguesou-se no trabalho do sabe tudo e nunca fez nada, no “eu é que sei como deve ser”, sem saber nada, maldizendo tudo e todos com a apresentação de uma sapiência que nem sequer lhes serve para descortinar onde está o inimigo, o verdadeiro inimigo.
O verdadeiro inimigo é aquele que começa na morte da divisa do Benfiquismo “todos por um” e se amplia na subsequente consecução da desunião pretendida pelos que desvirtuaram sem pudor a verdade desportiva.

Para este festival de treinadores de bancada e de dirigentes do sabe tudo, não sabendo nada, nem de treinadores nem de dirigentes – sim, que alguns ainda dizem “eu sei do que falo”, “eu tenho provas”, sem nunca demonstrarem a sua razão de ciência ou as suas provas do saber – basta que ocorram alguns deslizes da equipa de futebol.
Quem disse que os homens eram máquinas?
Eu assisti a um campeonato ganho pelo Benfica, com quase uma dúzia de pontos de avanço – e a vitória só valia dois pontos – depois de a nossa equipa ter estado a sete pontos do primeiro classificado!
Foi certamente a desunião, a chamada crítica aos jogadores, a certos jogadores e equipa técnica, ou aos dirigentes, aquela que valeu então ao Benfica!...

E depois, que tristeza assistir às marionetes que alinham consoante o parceiro do lado e que nem sequer sabem estar de bem com Deus e com o diabo!

A crítica, mas apenas e só a crítica, tem lugar, tempo e forma. E tem sempre a guiá-la, a conduzi-la, no Benfica, a divisa “todos por um”.
E se a crítica é esta avalanche de gente que, deixando de fazer o que sabia e devia, a sua exaltação à união Benfiquista, e, de repente, se acha também possuída de uma sabedoria muito superior ou só superior à gente que faz, então não sei se é o genuíno Povo Benfiquista que fala ou escreve, ou se parte dele, enfeitiçado pela palrice a que assistimos acerca da coisa pública, não foi contaminado pelo charlatanesco que aí abunda.
Torna-se mais triste ler escritos ou palratórios de certos Benfiquistas cheios de saber fazer e que nunca fazem mais do que escritos e palratórios do que as derrotas que são golpes profundos nos corações dos Benfiquistas.

Eu me insuflei de Benfiquismo um pouco diferente. E escusam de vir com essa de que em democracia – e o Benfica é um clube democrático, por essência – todos têm direito à sua opinião porque eu também sempre tive opinião, mesmo quando ela me dava pauladas – em sentido literal – perseguições e detenções.
No meu Benfiquismo, sempre achei que nos momentos difíceis é que a nossa divisa “todos por um”, a nossa divisa da união, mais precisa é.
É uma divisa que exige sofrimento, sofrimento nas adversidades e, principalmente na exigência da subordinação dos nossos egos ao seu bem mais profundo.

No fim de tudo isto, há sempre os que são tentados a dizer “eu critico mas o meu Benfiquismo é profundo, continuo a apoiar do fundo do coração o Benfica, o Benfica para mim é tudo”.

O Benfica, realmente, é e deve ser tudo para os Benfiquistas, nunca os homens que o servem em determinado momento, conquanto estes, enquanto actuem como representantes do Benfica, sejam o Benfica a agir e, consequentemente, têm de ter, nessas circunstâncias – e só nessas circunstâncias – o apoio, a união de todos os Benfiquistas.
Um apoio e uma união que não são a esses representantes mas a quem eles representam, o Glorioso Benfica.

Mas, por amor de Deus, exprimir desunião, dizer mal sob a capa de crítica e do direito de emitir opinião, sem a consequente responsabilidade da propriedade, oportunidade, espaço e tempo, tudo em que se traduz o dever especial de actuar de boa-fé, boa fé nos actos, não nas intenções, e vir depois dizer que se apoia, que nunca esteve em causa o amor pelo Benfica, lembra-me aquele marido – mais nos tempos do acentuado patriarcado – que dá uma carga de pancadaria na mulher e logo a seguir lhe segreda, “eu amo-te”!

Não há nem pode haver união no meio da desunião!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O maluco que pensava que não era maluco

Perguntaram há pouco a Pinto da Costa se ele também seria capaz de fazer um apelo aos sócios para não comparecerem aos jogos que a equipa do FC Porto disputasse em casa dos adversários.
Pinto da Costa respondeu, naturalmente, que não porque, se fizesse um apelo desses, “toda a gente ia achar que estava maluco".

Até parece, efectivamente, que toda a gente anda realmente maluca!
Primeiro, é o próprio perguntão que parece estar maluco!
E não seria tanto por ele também ter tido a ousadia de poder pensar que “toda a gente ia achar que Pinto da Costa estava maluco”, uma vez que é uma pura falácia alguém julgar que acha o que achado há muito está!
A questão da maluquice estaria mais no acto gestionário do conteúdo desse pensamento do que na forma por que este foi apresentado!
Com efeito, só alguém que pareça maluco, ou melhor, que o seja realmente, é que faz uma pergunta dessas a Pinto da Costa! Pinto da Costa responderia sempre da maneira que respondeu!
Mas considero que ainda não é aqui que se deve colocar o devido acento da maluqueira agora em apreciação!

Com o devido respeito pela maluquice da pergunta e da resposta, a verdadeira razão para “toda a gente achar que Pinto da Costa estava maluco” situa-se na análise dos destinatários do hipotético apelo.
Fazer um apelo a adeptos? Mas quais adeptos?!!!

Efectivamente, a meia dúzia de ditos adeptos que acompanham o FC Porto fora da sua coutada no dragão não são adeptos mas possessos de estações de serviço que, por serem de serviço, eles resolvem colocar ao seu serviço, dando umas mocadas de serviço, aqui e ali, e arrebanhando o que querem e o que lhes apetece, para seu serviço.

Onde é que Pinto da Costa ou alguém, que não o maluco do perguntão, consegue lobrigar adeptos do FC Porto nas deslocações da sua equipa?

Aqui há uns anos, Pinto da Costa, extremamente “atencioso” pelas mercês do seu subserviente satélite, bem seco já pelo seu “eucalipto”, a cair de podre mesmo, prometeu os seus “bons ofícios de sumo pontífice”, uma espécie de “extrema-unção” ao defunto, cujo rito “papal” teria por palco o campo de futebol do Farense, o moribundo em agonia, e por “sacerdotes” coadjuvantes a equipa do clube quase finado e a do clube do “patriarca” ofertante do ritual.

Com a solenidade devida a celebrações tão apologéticas e magnificentes, fez-se publicitar em regra as exéquias prometidas, apelando-se aos “fiéis cristãos” que adoptassem a postura caridosa e de fervor beatífico que as “divinais” celebrações e o momento de supremo amargor exigiam.
Era, acrescentava Pinto da Costa na sua qualidade de “patriarca” supremo da cúria da mentira desportiva, um momento de solenidade tal que todos, mas todos os seus fiéis deviam interiorizar com profunda fé na redenção e de carteira com abertura auxiliária que bastasse para a consecução do milagre da salvação do moribundo, seu devotado e submisso servo.

Ainda os ofícios nem sequer tinham chegado ao adro da capela mortuária, já a corte “pontifícia” dos cardeais, bispos e arcebispos, diáconos e cónegos, abades e devotados penetras amplificavam nos seus acordes de bajulação e servilismo a magnanimidade da santimónia prontidão de tão excelso responso!

Celebradas as exéquias, aprestam-se os mordomos e capatazes a abrir a caixa das esmolas. Não que eles, após a notícia confirmativa da concretização do solene momento fúnebre, e perante a quantidade dos “adeptos” comparecentes ao rogatório, fossem “achados por toda a gente de malucos” ao pensarem que os trocos para lá atirados não seriam mais do que isso, uns meros quão tristes e desalentados trocos!
Malucos já toda a gente os tinham achado quando acreditaram nas solenes exéquias do “papa” e mais na substância do seu relambório de orante!
Malucos os acharam toda a gente quando acreditaram em esmolas de adeptos de um clube sem adeptos!

Os trocos encontrados nas caixas das esmolas ordenadas distribuir pelo “papa” e para as quais ele rezara e mandara rezar tantas novenas e responsórios, não deram sequer para pagar à guarda pontifícia.
E o moribundo, tão necessitado dos trocos para fazer mais uns exercícios respiratórios antes de descer ao reino dos infernos a que a secagem “papal” o condenou como condena todos os seus “eucaliptos” servis, lançou os seus últimos estertores … e finou-se!

É verdade que toda a gente “achou que os dirigentes da altura eram malucos”!
Eram malucos quando acreditaram em adeptos de um clube sem adeptos para abrilhantar as exéquias!
Mas já antes toda a gente os achou malucos! Malucos quando eles inclinaram a cabeça e dobraram a espinha, de olhos postados no chão da servitude, e ofereceram o seu clube como mais um sacristão ao “altar do sacrifício” dos caminhos tortuosos e tenebrosos que, impondo as suas verdades à verdade desportiva, o haveria de conduzir, como já conduzira alguns e há-de conduzir outros mais, ao deserto de uma morte anunciada, chupado que fosse quanto baste pelos desígnios da “cúria papal”.

Os dirigentes dos clubes, muitos deles marionetas, novas ou velhas, resistentes das mudanças em prol do restabelecimento da verdade desportiva, todos eles rezavam – e rezam – fervorosamente pela visita do Benfica e do arraial dos seus adeptos.
E, sem vergonha que a fome manda às malvas alguns resquícios de dignidade, se por lá os houvesse ainda, suplicam pela sua “sopa dos pobres”, a “sopa dos pobres” paga pelos arraiais dos adeptos do Benfica e que os vai salvando do naufrágio.

Alguém os ouviu suplicar vez alguma pela visita do FC Porto?
Por que haveriam de suplicar por uma “sopa” de adeptos de um clube sem adeptos?
Não, que eles não querem que toda a gente os ache malucos!

Sem razão, todavia. Toda a gente já os achou malucos, mais isso foi em outros tempos!
Nos tempos em que eles se dispuseram e dispuseram os seus clubes ao servilismo contrário à cristalina verdade desportiva, preferindo os abrigos subterrâneos das migalhas que um dia os levarão à secagem e ao toque a finados.
Depois, bem, depois que peçam auxílio aos adeptos do clube sem adeptos!

De uma coisa, no entanto, podem todos eles estar descansados, Pinto da Costa incluído!
Na sua imensa sabedoria popular, a sabedoria da Sabedoria, nenhum achamento acontece do que achado há muito está!