quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sempre vencedores … sempre!

Depois de tantos anos de promessas e frustrações, angústias e desalentos, o Benfica volta a empolgar o povo português espalhado por todo o mundo, o povo português que quase se confunde com o povo Benfiquista, tão maioritariamente ele se sente reflectido no seu Glorioso Clube. O povo português e muito do povo que, não sendo português, sente o Benfica como algo muito seu, como algo que o empolga, como se uma equipa da sua terra de tratasse.

É esta diáspora à volta de um emblema sagrado, cativante, que nasceu no povo, é do povo e se revê sempre no povo e para o povo procura conquistas – e não apenas no plano desportivo – que distingue os verdadeiramente Grandes daqueles que só o apregoam à custa dos seus avençados, penetras e lambe-botas.
Estes, vivendo na pequenez das suas matreirices, dos seus acanhados pruridos sobre as virtudes da verdade desportiva que desconhecem, pequenos não deixam de ser nunca porque a pequenez das suas torpes acções, pequenez se torna em desejos de seguimento e de sentimento agregantes.
Quem pequeno nasce, na dimensão genética das virtudes e das gentes que congrega, nunca grande se torna, tanto mais que, por cada excepção de boa vontade que apareça, logo a mesma é abafada pelo tumulto da populaça que, se é pequena no número da turba, grande ela é na intencionalidade e na concretização do rasteiramento que transborda em abundância o seu modo de estar hereditário.

O Benfica é Grande, tão Grande que não pode caber nos limites de umas fronteiras nacionais tornadas acanhadas para tão transbordante e eterno amor que é gerado nas gentes do povo, nasce e cresce abundante nos seres nascidos e criados à sombra da nobre Águia, Real porque da Realeza Benfiquista, uma realeza plasmada numa nobreza de carácter, de sentimentos e paixões, mais devoções tamanhas que transbordam de orgulho todo aquele que tem a honra de pertencer ao SER BENFIQUISTA.

A sua Realeza é de sangue vermelho, o sangue das gentes, o sangue do povo, deixando alegremente para outros a sua auto satisfação de um sangue azul tão descolorido e esvaziado de prazeres, conquanto muito bem aviado de ciúme, de dor de cotovelo e de inveja. Para estes, a sua vocação de bajuladores em busca de migalhas, costas de dobradiças oleadas para o reino do mal e da vergonha desportiva nacional.
Fica-lhes bem essa ostentação de penetras da pedincha e de bolsos parcos até das migalhas de uma babugem que, sendo refinada no petitório, é desgraçada na esmola porque a “sopa dos pobres” está a caminho de ser tão pobre que nem migalhas para ela alcança.

Vejam só se uma Família Benfiquista se não deve sentir ufana quando sabe que até guerras fratricidas faziam o seu interlúdio de paixão e de devoção ao Glorioso Benfica que, nas suas lides eméritas e carregadas de verdade desportiva por mor do suor e da garra dos seus artífices, a enchiam de glória e de infindo contentamento, extravasando as almas dos seres orgulhosos que dela fazem parte.
A Família Benfiquista e o Benfiquismo são tão grandes, tão gregários, que estão muito acima de quaisquer guerras por muito nobres que estas sejam nos seus sentimentos de querer liberdade de decisão dos seus destinos de nação.
Que outra História nos narra episódios assim, episódios em que uma Gloriosa Instituição desportiva consegue promover o amor entre os que, segundos antes, se guerreiam feroz e bravamente por outros sagrados intuitos?
Que outra História nos narra a figura de um filho predilecto, guerreiro afamado e símbolo de amor pátrio e da luta contra o invasor e ocupante, que na prisão hedionda dos que, sem o conseguirem, pretendem derrubar uma imensa ânsia de liberdade, encontra bálsamo e faz saber ao mundo a existência de outro símbolo sagrado que lhe acalenta a alma e lhe reforça o ânimo?

Só o Glorioso Benfica alberga no seu seio este “quid”, este sentimento agregador, grandioso de amor e fraternidade, orgulho de um povo que se não esgota numa nacionalidade.
E nestas horas em que, depois de nos orgulhar com o presente de um campeonato ganho de forma brilhante, de espectáculo grandioso em que demonstrou superioridade imensa em relação à concorrência, mesquinha concorrência, nos presenteia ainda em poucas horas com mais dois bi-campeonatos, o nosso peito incha de alegria, extravasa de contentamento, faz-nos agradecer à Vida e ao Ser Superior que cada um pense ser o seu autor!
Podem ainda seguir-se outros títulos do orgulho Benfiquista mas os que já vieram são tantos e tamanhos que o nosso peito é pequeno para nos albergar a alegria que nos invade e que lá não cabe e só tem o desejo de se expandir numa repartição de emoções com seres que palpitam da mesma felicidade.

É assim o Benfiquismo!
A Alma Benfiquista é um todo imenso do viver, do sentir e do expressar o Benfiquismo!
A Alma Benfiquista é Senhoril, é Coração em abundante jorrar, é Razão que basta à Razão!
Benfica e Benfiquista é Benfiquismo imenso e imortal!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

PINCELADAS ENCARNADAS

1. Este defeso, apesar de tudo, tem sido um pouco mais sossegado do que o habitual. O “papa” que odeia o Benfica porque odeia o que é grande, tanto em conquistas quanto na verdade desportiva, tem estado entretido a conseguir um empregado que esteja bem treinado na catequese da cúria ou que seja facilmente manejável nesse treinamento. Os seus acólitos, catequistas e penetras, têm, por isso, estado assoberbados em alinhavar as defesas da quinta ou sexta escolha, procurando os responsos necessários à rápida canonização de quem nada tem ainda para apresentar a não ser ter sido discípulo do “maior”, ao que consta sem ter feito sequer um exame de passagem de ano a não ser uma frequência de classificação medíocre pelo resultado que nem foi melhor nem pior de quem não teve como mestre-escola um “special one”.
Falhada a tentativa de furto da seara alheia em que o condenado é mestre por mercê de piedosas orações, conquanto de prometimentos não cumpridos, ao dito mestre dos mestres da batota desportiva há muito finado da realidade mas não da mente e do imaginário daquele, não se afiguraram fáceis as alternativas, diziam muitos, desta vez forçados a olhar para o umbigo, a esgaravatar patranhas de consumo interno. É claro que a escolha final não era surpresa. Se o “papa” não conseguia “rapinar” nos domínios que agora lhe estão demasiadamente altos – faça como a raposa – para o seu cada vez mais trôpego desempenho, era certo e sabido que iria “rapinar” naquelas quintas desamparadas pela “guita” que nem dá para mandar tocar um cego – ficam lá os títulos da nobreza de bolsos rotos e vazios – pois que de lá, com palmadinhas de aconchego e lançadas pelas costas, vem sempre um sorriso complacente assim ao jeito do “quanto mais lhe bates mais subserviente ele se dobra”.
Aquilo é um “papa” que despreza a coisa própria, que nunca orou nem orará em socorro de coisa sua mas sempre em busca da rapinada do que o vizinho ostenta ou tenha pretensões de ostentar. Não vos esqueçais de que ele até o fundador do seu clube atraiçoou para ir desenterrar um “pai de um filho incógnito” que nunca tal filho ele paternizou, que ele não ajudou sequer a conceber nem soube onde e quando foi concebido, posto como estava em descanso eterno na data em que o verdadeiro patrono o fez gerar. Mas de um “papa” acostumado a falar com e aos mortos, coisas destas são como brinquedo de criança.
E nem sequer vale a pena falar daquelas peralvilhas e daqueles peralvilhos, putativas deputadas e putativos deputados do reino, em severo emagrecimento, envergonhado não de arrependimento mas de saberem que o youtube franqueou – apesar dos protestos da justiça portuguesa afoita a considerar que aquilo não vale como conversa de gente – aos ouvidos impudicos de todo o mundo.
A este propósito, só vale a pena secundarmos um apelo ao povo, ao povo bem maioritariamente Benfiquista que, tal como ensina o Presidente da seriedade de uma grande instituição desportiva portuguesa, a única Grande e Gloriosa, “não façamos da casa da democracia um casa de branqueamento das manigâncias desportivas por que alguns foram (escassamente) condenados justamente”.

2. Mesmo sem toda aquela atenção da trupe às ordens da “cúria papal” e apesar de a selecção do senhor Queirós também reter alguma curiosidade, jornais, jornalistas e comentadores que sabem o tudo e o nada não deixam de tentar vender e comprar, agora já não somente os jogadores mas inclusive treinadores e mesmo administradores com a direcção do desporto benfiquista. A saga continua tão grande que nem Rui Costa nem Jesus escapam ao rol de vendas e compras. Relativamente a Jesus, não estou a falar da tentativa de rapina traiçoeira por amestrados rapinadores de tudo quanto seja verdade e verticalidade desportivas.
Já nem importa que digam num dia estar uma compra e venda consumada e no dia seguinte escrevam que o elemento essencial da consumação dessa compra e venda, o seu preço, esteja a ser ainda negociado.
Já nem importa que se escreva que um jogador pretende um novo e grande campeonato, um clube que lute por ser campeão e jogue na Liga dos Campeões e se acrescentem como pretendentes clubes que lutam para não baixar de divisão num desses campeonatos. Pouco importa que depois venham dizer que, afinal, o jogador já opta por continuar no Benfica – que remédio, tem contrato por mais 4 anos! – apesar de um seu confrade de grupo assinalar com grandiloquência que esse jogador vai deixar o Benfica, que só uma hecatombe é que poderá reverter a situação.
A gente também tem de ter motivos para se rir, para esquecer por momentos as tristezas da vida. Logo, não podemos amaldiçoar quem nos queira vender toda a gloriosa equipa campeão e tornar-nos órfãos de novo até mesmo da esperança.
Se aparece um bobo a escrever que Luís Filipe Vieira “já deve ter percebido que não vende ninguém pela cláusula de rescisão”, só nos podemos divertir – é para isso que o bobo serve e é pago – sabendo que aquele Presidente e Rui Costa diversas vezes têm muito solenemente afirmado que não sai ninguém a não ser pelo valor da cláusula. Mais importante, afirmando com igual solenidade que o Benfica não está vendedor!
Por isso, se o bobo não fosse bobo devia saber que pouco importa que não se venda ninguém pela cláusula de rescisão quando o que se quer é, precisamente, não vender ninguém. Se o Benfica diz que não quer vender a não ser que seja obrigado – o tal pagamento da cláusula de rescisão – é caso para que Luís Filipe Vieira – e já agora, todos os Benfiquistas – fique contentíssimo se ninguém o obrigar.
Mas um bobo não consegue saber isso porque então não seria bobo!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

As contas das SAD.s de futebol

Que fique bem claro desde já que não sou especialista em contabilidade e que, por conseguinte, os números que vou alinhavar são mais um pôr em evidência dos mesmos do que uma sua análise valorativa.
Caberá aos leitores, a cada um, tirar as conclusões que considerarem melhor adequadas aos números.

Os números colocados em evidência comparativa referem-se aos proveitos e custos operacionais “tout court”, àqueles proveitos e custos “normais” do desempenho operacional da SAD, durante o período contabilístico que se toma como referência.
Alinhavam-se também os proveitos e custos com aquisições e vendas de jogadores.

Vejamos, pois, os números.

F C PORTO SAD

PROVEITOS NORMAIS
47,0 MILHÕES

CUSTOS NORMAIS
48,5 MILHÕES

Receitas venda jogadores
32,6 MILHÕES

Custos aquis. jogadores
18,4 MILHÕES

Nos proveitos operacionais normais estão incluídos cerca de 18,0 milhões de euros provindos da Liga dos Campeões.
O saldo entre os proveitos operacionais normais e os custos operacionais normais é negativo e ronda 1,4 milhões de euros.
O confronto entre despesas com aquisição de jogadores e vendas de passes deu, como se verifica, um saldo positivo de 14,0 milhões de euros.


SPORT LISBOA E BENFICA SAD

PROVEITOS NORMAIS
46,5 MILHÕES

CUSTOS NORMAIS
47,0 MILHÕES

Receitas venda jogadores
2,1 MILHÕES

Custos aquis. jogadores
17,5 MILHÕES

Nos proveitos operacionais normais estão incluídos cerca de 4,0 milhões de euros provindos da Liga Europa.
O saldo entre os proveitos operacionais normais e os custos operacionais normais é negativo e ronda 0,5 milhões de euros.
O confronto entre despesas com aquisição de jogadores e vendas de passes deu, como se verifica, um saldo negativo de 15,4 milhões de euros.

SCP SAD

PROVEITOS NORMAIS
27,6 MILHÕES

CUSTOS NORMAIS
30,6 MILHÕES

Receitas venda jogadores
0,4 MILHÕES

Custos aquis. jogadores
9,2 MILHÕES

Nos proveitos operacionais normais estão incluídos cerca de 4,0 milhões de euros provindos da Liga dos Campeões e da Liga Europa.
O saldo entre os proveitos operacionais normais e os custos operacionais normais é negativo e ronda 3,0 milhões de euros.
O confronto entre despesas com aquisição de jogadores e vendas de passes deu, como se verifica, um saldo negativo de 8,5 milhões de euros.

Perante estes números, poderemos fazer algumas especulações e tirar algumas conclusões.

Assim, quanto ao FC Porto, nem a participação na liga milionária o salvaria do vermelho e só o saldo altamente positivo entre compra e venda de jogadores lhe permitiu lucro.
Mesmo com o saldo altamente favorável na compra e venda de jogadores, se o FC porto não tivesse participado na liga milionária, teria lucro ou prejuízo? E de que valor?

Quanto ao Benfica, imagine-se que ele tinha obtido os milhões que o FC Porto obteve da liga milionária. Claro, continuava com prejuízos porque a diferença entre aquisições e vendas de jogadores é substancial.
Porém, no futuro, pode-se especular. O Benfica agora que tem uma equipa competitiva constituída – haverá lugar sempre para pequenos acertos – não precisa de despender tanto em aquisições, o que levará as contas ao equilíbrio.
Porém, se for obrigado de novo a despender verbas significativas, isso só pode significar que alienou jogadores e obteve as consequentes mais-valias.

Podemos também concluir, parece-me sem grande margem de erro, que o FC Porto tem a conta normal de exploração mais ou menos equilibrada, com a participação na Liga dos Campeões.
Mas o Benfica tem essa conta de exploração igualmente mais ou menos equilibrada, mesmo sem participar na Liga dos Campeões.
O que desequilibrou a balança foi o saldo entre aquisições e vendas de jogadores.
O que de futuro, pode desequilibrar a balança, em sentido inverso, é a participação do Benfica na liga milionária e a correspondente ausência do FC Porto.
E, se o FC Porto, mesmo participando na Liga dos Campeões, só se safa com vendas dos seus melhores jogadores, pode-se imaginar o que poderá acontecer sem a participação nessa liga milionária.
Que custos em aquisições de jogadores?
Que mais-valias em vendas de jogadores?

O Sporting vai ter dificuldade imensa. Porque não participa na Liga dos Campeões, porque não pode realizar grandes mais-valias com a venda de jogadores – se vende os poucos tarecos de valor que tem, então ainda mais vai gastar em aquisições ou conformar-se a ver os outros a arrecadar troféus e títulos, a participar em ligas milionárias, enquanto ele se vai ficar pela ninharia dos proveitos que consegue arrecadar.
Para o Sporting dar o salto e poder aspirar a lugares cimeiros, parece bem que terá de ver os seus custos de exploração subir em flecha e esperar que os proveitos venham depois atrás, se vierem.

Nalguns jornais vêm comparados os passivos destas SAD.s mas essa comparação é uma falácia. Só se podem comparar realidades iguais e, enquanto o passivo da Benfica SAD engloba o passivo da anterior Benfica Estádio, o passivo da FC Porto SAD não engloba o passivo da sociedade proprietária do Estádio do Dragão, ou seja, o passivo da Euroantas, e o passivo da Sporting SAD também não engloba o passivo do Alvalade XXI.



PS: Soube-se há pouco do desfecho, em primeira instância, dos julgamentos daqueles que, de acordo com as escutas telefónicas levadas a cabo, parece que viciavam as classificações dos árbitros. E, finalmente, houve alguém que clarificou os condenados e os absolvidos.
Quem foi absolvido de todo o processo apito dourado, afinal, foram as escutas telefónicas. Ao que parece, essas escutas foram consideradas prostitutas e as conversas que foram ouvidas apenas mero paleio de engatanço.
Ora, segundo dizem os entendidos, crime não é as prostitutas andarem no engatanço!
Crime é alguém facilitar esse engatanço!
E tal não se provou! …

terça-feira, 1 de junho de 2010

O “record” do risível e do ridículo

Andam os Portugueses muito tristonhos com as desgraças da vida e os cintos que cada vez mais lhes cingem as cinturas já de si tão necessitadas de flexibilidade para fazerem face às necessidades tremendas de uma vida de aperto a que tanto os obrigam.
Talvez não só os Portugueses, mas com as desgraças alheias pode-se bem. O problema maior é que, neste mundo global, as desgraças alheias terminam muitas vezes à nossa porta e aí “comemos” pela medida grossa as suas ressacas.
Mas, para tudo na vida há um escape. Um escape, se não para nos satisfazer o físico, ao menos para nos distrair a mente e nos fazer esquecer as agruras da vida.
Em Portugal, esse escape chama-se futebol e tem alguns protagonistas bem conhecidos que nos proporcionam os momentos hilariantes do esquecimento salutar.


Falemos, por agora, de um jornal que se chama “record” e cujo nome talvez não tenha sido escolhido ao acaso porque lhe assenta como uma luva quanto a certas e muito costumadas afinidades que faz gala em apresentar amiúde, tornando-se o “recordista” das mesmas, na consagração de uma nominalidade ridícula que bem lhe fica e que fazem questão de beatificar.
Apresentemos apenas uns seus pitorescos nacos de prosa vindos mesmo a propósito do seu “recordismo” de balelas incongruentes que julga presunçosamente como notícias. Servem somente para comprovar – e não seriam necessários – a conclusão de o Sport Lisboa e Benfica no seu desmentido bem recente:

« …os leitores do Record ficam a saber que só são enganados se quiserem ... »

No mesmo dia e no mesmo dito jornal, um seu opinador escrevia assim:

« … Luís Filipe Vieira sempre esteve a par da decisão de Jorge Jesus em não contar com Quim e a decisão de Jorge Jesus nunca foi comunicada nas costas do Presidente. Vieira esteve sempre a par de tudo … »

Já outro opinador que se apresenta muito solene e é capaz em um dia de exprimir um sentimento por Mourinho treinador e logo ao outro dia exprimir o seu contrário, escrevia sob o pomposo título, “Quim…fusão”:

« … Quando Luís Filipe Vieira chegou a Lisboa tratou logo de dizer que “as coisas não eram bem assim” como Jorge Jesus (hipoteticamente) as apresentara …»

E logo encontra no seu bornal de pesporrência “um pequeno conflito” entre Vieira e Jorge Jesus.
E acrescenta:

« … alguma coisa fugiu ao controle de Luís Filipe Vieira na gestão de um dossier que para Jorge Jesus estava fechado e para Luís Filipe Vieira não … »

E continuando o nosso opinador feito bruxo, com o seu oráculo de meia tigela:

« … Vieira não quer que ninguém se equivoque: no Benfica manda ele … »!


Isto passa-se no mesmo jornal e neste bem escarrapachado no mesmo dia. Só falta saber se o “magicanço” burlesco de um teria ou não sido simultâneo com a seriedade e a serenidade do rigor informativo – as excepções só confirmam as regras – de outro.
Passemos a outro exemplo.


Num certo dia bem recente (31 MAI 2010), escreve o dito jornal:

« … Real Madrid já consumou a transferência de Di Maria … »

No dia seguinte, hoje mesmo, escreve:

« … Real Madrid tenta baixar dos 40 milhões … »

E acrescenta:

« … clube espanhol não quer pagar cláusula de rescisão … »


Tendo em conta que tanto o Presidente, Luís Filipe Vieira, como o Administrador da SAD para o futebol, Rui Costa, sempre afirmaram e reafirmaram – este último, ainda ontem – que não vendiam abaixo da cláusula de rescisão, parece que nem os deuses, por mais adivinhos e omniscientes que sejam, conseguem perceber como é que num dia a transferência de Di Maria está “consumada”, quando no dia seguinte se escreve estar-se a discutir o preço da dita.


Fica-se sem saber se o travesseiro e a noite de sono foram ou não bons conselheiros. Mas também não parece que este jornal se dê ao luxo de se preocupar muito com os bons conselhos.
Ou, visto de outro ângulo.
Que importa mais ao “record”?
Saber que os seus leitores só são enganados se quiserem ou fazer jus ao seu nome de “record” … de mentiras?


Serão os leitores, em especial os Benfiquistas – a quem o comunicado do Sport Lisboa e Benfica mais se destinava – os que têm a última palavra!
Que, quanto a eles, nem parece muito difícil de adivinhar!...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Uma selecção “à porto”?

Pinto da Costa não se farta de repetir que, para o ano, vai ter de novo uma equipa de futebol “à porto”. Mas uma equipa de futebol “à porto” já todos conhecem de há muito! E ainda durante a época futebolística que passou ela se portou “magnificamente”“à porto”!

Uma equipa de futebol “à porto” é aquela que temos visto e revisto nos relvados portugueses e também nos túneis porque, se há túneis em Portugal, é a equipa de futebol “à porto” que faz os festejos, que deita os foguetes, dá marradas julgando tocar os bombos da festa e, não satisfeita, corre atrás das canas.
A equipa de futebol “à porto” é aquela que joga deliberadamente a bola com as mãos dentro da área só recebendo por isso os “méritos” de uma cegueira de quem não quer fazer ondas.
A equipa de futebol “à porto” é aquela em que o seu jogador Brun(t)o Alves pode “pentear” com os pitons das suas ferraduras as cabeças dos adversários que deitou por terra, ou que pode “limpar” os mesmos pitons nas partes do corpo que encontra mais a jeito, com as devidas loas e sem os merecidos castigos.
A equipa de futebol “à porto” é aquela em que o citado Brun(t)o Alves tem licença para espetar uns calduços nas fúcias do seu colega Tomás Costa.
Uma equipa de futebol “à porto” é aquela que chega aos túneis e resolve dar coices nas paredes que confunde com as que delimitam e a enjaulam nos seus curros, que faz esperas aos árbitros e faz demonstrações de pugilato para o que está bem adestrada e catequizada.
Uma equipa de futebol “à porto” é aquela que faz gala de todos estes seus “atributos”, vá para onde for e seja em que lugar se encontrar.

As notícias mais recentes da equipa de futebol “à porto” surgiram-nos do desempenho dos seus jogadores na selecção dita nacional.
Ao que se noticia, Brun(t)o Alves, naturalmente incentivado pelo repisar da afirmação do seu patrono “papal”, como bom discípulo que é e se quer mostrar, vai de fazer uma demonstração no seu colega de equipa, o guarda-redes Beto que, pouco ou nada tendo jogado esta época futebolística – e foi se quis merecer as atenções de Queirós – parece ter mijado fora do penico – de Brun(t)o Alves – demonstrando a sua aselhice.
E Brun(t)o Alves é que não está com meias medidas, não admite que lhe chamem aselha na demonstração dos seus “méritos” e vai de espetar os já costumados calduços que ele, quando acha oportuno, distribui nos da sua equipa de futebol “à porto”.
Que diabo, se vamos (continuar a) ter uma equipa de futebol “à porto”, porque não implementá-la na selecção dita nacional, se o seu mais refinado intérprete dela faz parte?

Cristiano Ronaldo parece ter corrido sério risco na sua “faena” da pega., tenha ela sido de cernelha ou de frente, bem nos cornos da(s) besta(s). Demonstrou , como é óbvio, valentia, aquela valentia que Queirós, com a sua boçalidade e bonomia de banana não demonstra.
Ou então, quem sabe?!...
Será que Queirós, perante tantas críticas, não terá também resolvido implementar na sua selecção dita nacional o estilo da equipa de futebol “à porto”?

Se assim foi, Cristiano Ronaldo merece um castigo, ou seja, um par de bandarilhas!



PS. Disse Queirós um dia há pouco tempo passado que Mourinho não precisa de conselhos! Nada de especial até aqui, conquanto não haja ninguém que deles não precise algum dia.
O caricato é que Queirós se tenha posto, ou julgando que o puseram, na pele de se julgar alguém que, em termos futebolísticos, possa ter alguma competência para dar conselhos do género a Mourinho!

domingo, 30 de maio de 2010

Promessas ao Zé

Promessas, vis promessas! ...

Corria a dança do penta da bazófia assinalado
Já em tempos duros de suão em forte ventania
E o trapaceiro debaixo do cipreste abandonado
Promessas recitando em ondas de zurraria!

Aos mortos fala, facies tresloucado e indigente
Na promessa do penta continuando em finca-pé
Em tropelias senis recita poesia, alarvemente,
Ao seu mestre da trapaça, o funéreo Zé do boné.

Mas o Zé, enfim dormindo em descanso eterno,
Aprazido ao abandono da escória do odiento
O presenteia com desprezo mouco e mui sisudo

Enquanto espera, descansando, no Inferno
Por promitente senil, tresloucado e mofento,
Que o penta já se foi e vê-lo, só por um canudo!

sábado, 29 de maio de 2010

BICADAS DA ÁGUIA

1. O jornal “a bola” noticia hoje que o Benfica se prepara para fazer propostas de renovação de contrato a Moreira e Quim. Tal notícia pode ter baralhado muita gente face às resmas de notícias-boatos e interpretações consideradas mais ou menos sábias nos seus dotes de feiticeiros de pechisbeque.

É verdade que durante o ano inteiro se foi escrevendo e badalando que Moreira estava de saída e que Quim iria renovar. Bastaram, porém, umas simples palavra de Jorge Jesus para que todos os oráculos anteriores fossem parar ao caixote do lixo. Era lixo, ao lixo regressou.
De novo, os papagaios do lixo informativo, com os seus sapientes intérpretes, tiveram a ocasião tão ansiada de darem mais largas à pobreza – qualitativa, que não quantitativa, sendo certo e sabido que uma anda sempre na razão inversa da outra – da sua imaginação. Especulativos quanto baste, esforçam-se por colocar as falas de Jorge Jesus nas suas bocas e partem à aventura da informação que mais a jeito das suas conveniências se apresenta.
Agora já é Moreira que vai renovar e é Quim que vai mudar de ares.

Não é preciso, porém, estar muito atento para perceber que Jorge Jesus apenas disse que Quim já sabia com o que o treinador contava, uma vez que já pessoalmente havia conversado com ele. Por variadíssimas vezes, Jorge Jesus afirmou e reafirmou que os seus jogadores são sempre os primeiros a conhecer o que o seu treinador deles pensa.
Até aí, qualquer especulação é sempre creditada à ordem de um qualquer sabichoso saloio que julgar ter a sorte de lhe ter saído o “furo” jornalístico da sua vida. Depois, o “rebanho” segue sempre na peugada do da frente, ainda que se tenha de atirar ao poço.

Jorge Jesus, de facto, nem disse que Quim não iria, nem disse que iria renovar! E também nunca disse que não contava, ou que contava, com Moreira.
“Mutatis, mutandis” se passou com os dirigentes do Benfica, aqueles que são os únicos que merecem, e devem merecer, a confiança dos Benfiquistas. Até que eles se pronunciem, a baboseira noticiosa da comunicação social estranha ao Benfica não passa disso mesmo, de uma baboseira encartada do boato relativamente ao Benfica, tal como lhe convém.

Talvez nem precisemos de ser adivinhos – basta-nos recordar o passado bem presente – para pensar que a boatice nas baboseiras informativas não tardará a informar que a direcção do Benfica – leia-se, Luís Filipe Vieira e Rui Costa – contrariou Jorge Jesus e o obrigou, no mínimo, a engolir sapos. Seguir-se-ão os conselheiros encartados a opinar que Jorge Jesus falou demasiado e a destempo.
E não faltarão depois os devidos conselhos! …
E nunca se recordarão, obviamente, de que Luís Filipe Vieira tem afirmado e reafirmado por diversas vezes de que no futebol profissional tudo é feito em consonância … com o treinador!

Esperemos, pois, os próximos capítulos das reles novelas a que, até em todos os sentidos, nós, Portugueses e Benfiquistas, já estamos bem acostumados.
Considerando, como é devido, que esta última notícia da renovação dupla continua um mero boato até à sua confirmação pelos únicos canais informativos credíveis dos Benfiquistas.


2. O jornal “record” não foge à linha da boateira e desprezível informação a que em Portugal nos acostumaram, tendo ou devendo ter os Benfiquistas já criado e recriado anti-corpos suficientes para não serem “infectados”.
Noticia ele que o Benfica teria rechaçado uma oferta de 37 milhões de euro por David Luís.
Até aqui, nada de mal para além do boato da notícia, enquanto não confirmada pelos únicos com crédito para esclarecer os Benfiquistas. O risível vem a seguir.
Com efeito, o “record” acrescenta “ser certo que o Benfica tenciona vender os direitos desportivos do jogador”!

Isto é, o boato noticioso vai contra tudo o que tem reafirmado Luís Filipe Vieira porque este máximo dirigente sempre tem afirmado aos Benfiquistas que não tenciona vender ninguém, só se forem “batidas” as cláusulas de rescisão! Mas aí, não se trata de um “tencionar vender” mas de um “ter de vender”!
Nós, benfiquistas, também já vamos estando habituados a que o “record” se engane. E não se engana mais vezes porque, quando surge uma verdade relativamente ao Benfica, ela passou-lhe completamente ao lado!


3. Pinto da Costa não tem, naturalmente, memória. Ou melhor, memória há sempre o que ela está é apenas direccionada.
O curioso e engraçado é a dualidade de promessas que a sua mente desmemoriada quando quer lhe faz vir à mente. Pinto da Costa faz promessas a mortos quando a vivos afirma e reafirma que não faz promessas.
É compreensível, os vivos podem querer cobrar as promessas, os mortos descansam, supõe-se, em paz, na paz da eternidade que não quer ser importunada.

Que Pinto da Costa se queixe a mortos dos seus infortúnios, também não parece que daí advenha algo de mal. Nem sequer para os mortos, presuntivos ouvintes, que, no seu sono eterno, se estão marimbando para as suas alegadas mágoas.
Mas que se queixe de o Ministério da Administração Interna e a comunicação social nada fazerem perante um hipotético apelo aos adeptos para pegarem em armas, feito numa “televisão da Meo”, é que já volta a ser mais uma demonstração da sua insanidade intelectual por profundamente desonesta.
De facto, será que ele não assistiu ainda há bem pouco a um suposto jogo de futebol em que os adeptos da casa – por acaso, adeptos do seu clube – levaram cestos de bolas de golfe e de isqueiros e se entreteram durante o jogo a jogar golfe e isqueirada para dentro do campo, ou melhor, para as cabeças dos adversários do clube golfista?
E não assistiu ou viu pela tal comunicação social os apedrejamentos do autocarro do adversário do seu clube?
E o MAI e a comunicação social, viu-os fazer alguma coisa?!
Sim, sim, um funcionário do MAI, aliás, já com algumas responsabilidades acrescidas, fez alguma coisa, fez!
Fez – e disse – que não viu o que toda a gente viu! …
Mas isto está perfeitamente de acordo com aquilo que todo o mundo ouviu que fizeram, conquanto neste caso os que fizeram e se fizeram ouvir nunca negaram os feitos e só se insurgiram contra os ouvintes que não deviam ouvir!

Numa das hipotéticas hipóteses, teria havido um hipotético apelo e nada mais. Na outra situação, já não hipotética mas real, houve armas e elas foram brandidas contra os supostos adversários que a esquizofrenia “papal” transformou em inimigos.

Pinto da Costa não está preocupado com as realizações! Está preocupado com as imaginariamente hipotéticas ameaças!
Mas Pinto da Costa é assim. Rodeado de gente “fina”, até tem motorista que cospe naquelas de que Pinto da Costa (já) não gosta!
E não tem guarda-costas a preceito e a condizer porque este, presume-se, se encontra enjaulado a cumprir mais de 20 anos de cadeia.
Rodeado de gente desta, Pinto da Costa só pode gozar mesmo, como até aqui gozou, do estatuto de inimputável e desmemoriado a condizer.