domingo, 16 de maio de 2010

…«A moralidade e os valores não se apregoam … praticam-se …

1. Vejamos só como o único clube português – dos que se consideram grandes – condenado por tentativa de corromper a verdade desportiva em Portugal consegue alinhavar uma máxima que, por aquilo que tem sido a sua prática ao longo dos anos, lhe “assenta que nem uma luva”!…
E agora, se tivermos na devida conta que essa máxima foi propagandeada por intermédio dos seus dirigentes e, particularmente – dada a sua proeminência inerente ao cargo que nele ocupa – daquele dirigente que condenado foi igualmente pela “boa defesa” dos valores e moralidade, o que podemos dizer é que a espectacularidade da “profissão de fé” consegue esmagar-nos numa “exemplaridade de conduta” que, mesmo descontando o logro histórico para os apaniguados do mesmo clube, já conta mais de um século.

Sim, caros Benfiquistas, a “boa prática” que a “moralidade e os valores” de tão excelsos praticantes sempre levaram a cabo não se confina apenas ao seu consulado, ou não nos concedesse a História a benesse de conhecermos como é que o irmão Andrade, ao serviço do clube de que tão bons samaritanos da ética mostram tal zelo, conseguiu surripiar ao outro irmão, e ao clube mais fraco da cidade, um dos seus primeiros terrenos do pontapé na bola.
Já então, tão devotados “moralistas praticantes de altos valores” nos demonstravam o seu entranhado apego a tais devotamentos.
Certamente que o Andrade “moralista” e “praticante”, tetravô dos actuais serventuários da “moralidade e dos valores”, estava a cumprir com zelo aquele sentimento que a História nos transmite acerca do destino da sua herança…

E que melhores práticas de moralidade e valores pode haver que não estejam bem plasmadas, por exemplo, no golpe de mão histórico que surripia um filho a um progenitor devotado, de carne e osso bem presente, para o entregar ao destino de umas páginas de jornais que de tudo noticiavam menos do clube “tão praticante” da “moralidade e dos valores”, para já não falar dos seus dirigentes e, particularmente, do seu dirigente mor?
Quem ousa questionar uma prática tão saudável de moralidade e de valores como a que oferece “fruta” ou paga viagens de férias a árbitros, em troca dos correspondentes favores que aplanam as vitórias fora do campo?
E o café com leite, a troco naturalmente de um “aconselhamento familiar” – sim, porque tais “mestres” na prática da moralidade e dos valores são eméritos praticantes em tudo, até mesmo nas exemplares práticas familiares, tal como nos vêm quotidianamente demonstrando – oferecido a um árbitro nas vésperas de este arbitrar um jogo de tão “ilustres modelos”?

Aqueles que antes ficaram “desconfiados” ao observarem o que lhes pareceu tão indigentes e laudatórias vigílias pela verdade desportiva, aí tendes o mais entranhado reforço de que, naquela casa e com aquele “papa” da mentira e da tentada batotice desportiva, mais seus submissos apóstolos, a moralidade e os valores da verdade desportiva são um valor sem preço … abaixo de uma oferenda de “fruta”, de umas viagens de férias e de uns aconselhamentos familiares, acompanhados com cafezinho e leite.
Nada de envelopes com quinhentos – ou “quinhentinhos” – porque sua excelência o juiz Mortágua, provavelmente um dos patronos praticantes da moralidade e dos valores, logo vem devotadamente testemunhar que isso era … uma bagatela!...

Os “não praticantes” de tal “moralidade” e “valores” apelam ao desportivismo, à são convivência, à paz. Condenam a xenofobia, o facciosismo, o mau perder, a violência, o terrorismo.
Aqueles “praticantes” tão devotados, com seu “papa” das virtudes da verdade e emérito defensor dos laços familiares à cabeça, apelam às golpadas, perdão, às “golfadas”, às isqueiradas, às patadas, às esperas aos árbitros, ao pugilato, tudo em nome dos “bons chefes de família” em que se revêem de todo os lídimos "praticantes da moralidade e dos valores".
E condenam obviamente os que condenam a xenofobia, o facciosismo, a violência e o terrorismo.
Tudo em honra de uma “prática exemplar” de uma “moralidade” e de “valores” tais a que o futebol português se habituou já vai para quase três dezenas de anos, que conhece bem e devolve a procedência.

2. O bom do Mantorras parece ter-se enchido de “brios” bacocos. E, como é evidente, na sua terra está mais à vontade para botar alarvidades.
«Exijo mais respeito do Benfica», parece ter ele vomitado tolamente!

É verdade, depois de um clube lhe ter aturado tanto tempo o vencimento dos ordenados em troca de quase nada, já nem sabemos se é palermice pura ou certa má fé.
Depois de tantos anos de Benfica e de ser tão apadrinhado e acarinhado pelo Presidente e adeptos, ainda não aprendeu, nem sequer com aquele, que o Benfica é que está acima de tudo o resto e de quaisquer balofas vaidades pessoais e que é ele o único que pode exigir respeito.
Outros que poderiam ter dado bem mais proveito – certamente que por infelicidade de Mantorras – na conquista da grande vitória que se pretendia, souberam ser humildes e interpretar a divisa do Benfica.
Mas Mantorras julgou-se uma “prima donna”!
Assim, nós, Benfiquistas, temos de concluir, com mágoa certamente, que alguma da humildade que por vezes reflectiu era apenas uma fachada ridícula sem conteúdo.
Será que terá aprendido com os novos velhos “mestres e exemplares praticantes da moralidade e dos valores”?

3. Ruben Micael tem razão para se sentir despeitado. Por duas vezes lhe foi negado o direito ao Manto Sagrado.
Naturalmente que ele só demonstrou uma ignorância crassa porque bem devia saber que o Manto Sagrado não serve em qualquer pelintra mas apenas aos dotados de virtudes futebolísticas, que ele apenas arranha, e de virtudes humanas, de que ele não tem a mínima noção.

Por mais esta Graça, obrigado Jesus!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A selecção de Queirós.

Já muito se escreveu sobre a selecção de Queirós! Selecção de Queirós no âmago do sentido conotativo do determinativo de posse.
De facto, muito dificilmente Queirós conseguirá unir os portugueses em volta de uma selecção que dificilmente se consegue considerar a Selecção de Portugal.
É uma selecção que foi escolhida por um português mas que é composta essencialmente por “estrangeirados”, num assomo de copianço bastardo do que fazem outros seleccionadores, nomeadamente o brasileiro.

É um assomo bastardo não porque, como os demais exemplos, tenha seleccionado “estrangeiros” de elevada craveira futebolística, conhecida e reconhecida por todos os portugueses e por todo o mundo futebolístico!
É um assomo bastardo porque selecciona estrangeiros nacionalizados, mesmo que eles tenham feito épocas decepcionantes ao serviço dos seus clubes, por via de lesões, ou tenham estado há mais de meio ano sem competir.
É um assomo bastardo porque selecciona “estrangeirados” de fraquíssima craveira futebolística e de desconhecidíssima projecção entre os portugueses e de mais povo da bola.

Carlos Queirós, o seleccionador da sua selecção, acaba de dizer parangonas tolas em conferência de imprensa. Julgando-se possuidor daquela sabichice inerente aos ignorantes das suas próprias proclamações, diz ele esperar que, no futuro, “mais jogadores portugueses sejam titulares nas suas equipas para poderem ser chamados regularmente à selecção”.

Ser titular para quê?!
Ser titular como Ricardo Costa, Daniel Fernandes ou José Castro têm sido nas suas equipas onde raramente têm jogado?!
Por que não oferece este seleccionador alvíssaras a quem, do povo português e, em particular, do povo futebolístico, nacional e não nacional, consiga ter uma ideia geral sobre as qualidades individuais, técnicas e tácticas dos ditos que não seja o mais puro desconhecimento?
De que valeu a Quim ser o mais titular não apenas dos guarda-redes mas mesmo de todos os futebolistas nacionais, se ele foi preterido por um que só jogou meia dúzia de jogos e por outro inteiramente desconhecido que talvez nem isso tenha jogado?
E quantas vezes foram titulares, esta época, Deco e Pepe?

Mas o seleccionador – medíocre tal como medíocre tem sido como treinador – Carlos Queirós é ainda um comediante de graça saloia e pacóvia. Vejam bem a sua outra afirmação de chapa, ainda na sua recente conferência de imprensa, que os jogadores que convocou “merecem a sua confiança”

Também era melhor que não merecessem! Já agora! Carlos Queirós até parece que podia convocar e, quiçá, já convocou, jogadores que lhe não mereciam confiança!
Era o que faltava! Mas, vindo de quem vem, já nem se nos ofereceria muito espanto!
De facto, muitos deles só podem merecer mesmo a confiança de Queirós porque, se nem esta merecessem, então restariam inteiramente órfãos de confiança!

Queirós é um seleccionador provinciano que terá conseguido apenas uma selecção para si e para aqueles que o bajulam e lhe querem baldadamente fazer sentir que percebe alguma coisa do que anda a fazer! Porque ele nem sequer tem noção alguma do que é tentar captar as boas graças e o fervor de um público adepto, antes se porta perante ele, com suas atitudes arrogantes, como se dele não precisasse minimamente.
É tão ignorantemente convencido que nem o exemplo ainda vivo do fervor Benfiquista perante a sua equipa, galvanizando-a para a conquista, o conseguiu convencer.


Aliás, convencido da sua sapiência provinciana sempre ele se mostrou alarvemente!
Daí que faça permanentemente questão de assinalar que a selecção que escolhe não é a selecção de Portugal mas a sua selecção!


PS: Entretanto, curvemo-nos perante o falecimento de um dos nossos a quem energúmenos do “porto B”, numa cópia perfeita do seu original, covardemente não permitiram festejar a sua alegria. É mais um herói do Benfica sacrificado por expressar o seu Benfiquismo.
Mas estes covardes pequeninos, afilhados da corrupção desportiva batoteira do alternadeiro mor nacional, não passarão porque serão sempre muito pequeninos! Serão sempre aquilo que, na realidade, são: NADA!
Apenas uns animais covardes e rastejantes que só levantam as patas da frente para servir de escarrador aos escarros dos seus batoteiros e conspurcados alienantes.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

PINCELADAS ENCARNADAS

1. Já lá vai um certo tempo mas a graça da desgraça permanece em graça. Foi cómico ouvir, certamente, falar em moral dos outros quando a moral própria foi de férias ou melhor, nunca entrou ao serviço.
Não é de claques que se trata, é de instituições e de dirigentes de instituições. Há instituições que são condenadas por tentativa de corrupção desportiva, o vexame mais infame, conquanto o comportamento seja doutro. Há dirigentes, dirigentes máximos, acentue-se, que são igualmente condenados por terem feito batota, ou tentado, corrompendo e ludibriando a verdade desportiva.
São os únicos exemplares destes belos exemplos mas vêm pregar moral em quem tem percursos centenários sem mancha de vergonha!
Mas não é de pasmar! Afinal, só tenta falar de moral quem de moral só conhece e pratica o imoral!


2. “Uma sociedade que se baseia na iniquidade e na injustiça pode tornar-se no mais fértil terreno para um louco enraivecido” (Times Literary Supplement, acerca do romance de Steven Saylor, “VOLTEFACE”).
A senhora juíza da Madalena e os senhores juízes da Relação mostraram a sua justiça no convencimento de um “conselho matrimonial” a um “desesperado e bom chefe, perdão, filho de família” que quase teve de ser arrastada para chegar à entrevista conselheira. Era um “filho de família” tão desesperado por pedir conselho que alegou vezes sem conta não ter tempo para comparecer.
Percebe-se … mas não o percebeu a senhora juíza da Madalena nem os juízes da Relação! O desesperado … por dar o conselho, como é óbvio! … era o conselheiro, não o presuntivo “aconselhado”!...
Mas outras autoridades há “benfeitoras” desta sociedade. A PSP cujo comissário desmentiu o que todo o país viu, as autoridades que assistiram “sentadas” ao jogo de golfe e isqueiro, os homens de mão do futebol, com Madaíl à cabeça, mai-lo governante responsável.
Toda a gente bem disposta, nada incomodada, no descanso dos “justos”, promovendo a sociedade à sua maneira. Aplanando e confraternizando com o louco enraivecido, inimputável e impune por via disso, com salamaleques de esquizofrenia sem necessidade de conselho psiquiatra.

3. Benfica passou um terço do campeonato a jogar contra 10, é verdade! Mas nem assim os seus jogadores se pouparam de levar muita trancada, patada, marcação de pitons em todo o lado e de todo o feitio.
É o tributo aos grandes mas os pequenos são pequenos para enxergar a grandeza.

4. Como dizia, sabendo do que dizia, um dos chefes da banda que melhor os presenteia, “nem sempre se ganha apenas dentro do campo”.
A memória pode ser curta mas é boa. É um chefe que esteve bem por dentro dos meandros das páginas mais negras e atentatórias da verdade desportiva. Sabe bem do que fala.
E mais sabe do que fala depois de ter presenciado, certamente in loco e bem acompanhado, a equipa sua protegida a jogar fora de campo e a vencer com golos nascidos fora de campo!
O homem até queria mostrar o bandulho, tomando banho nuzinho no fontenário central da sua “quinta”. E desse desejo ficou-me um assaz breve remorso, de resto bem compensado com as alegrias correspondentes às tristezas do promitente dos banhos.
Assaltou-me uma certa pena não terem os seus conterrâneos podido assistir à amostragem do bandulho! Embora bem o saibam de bandulho cheio, melhor presenciariam onde se encontram partes significativas dos seus pesares contributivos.

5. Zé Quintela nunca se esquece de apregoar que o seu clube é o Sporting! Não por que o diz mas porque faz questão de demonstrar o seu anti, por um lado, e o seu pró, pelo planeta ou seus satélites. Um sportinguista que se preza demonstra-o pelo seu apoio ao FC Porto ou seus satélites.
Desta vez coube a Zé Quintela desejar que fosse o professor Marcelo a festejar. Esqueceu-se de duas coisas.
O professor Marcelo diz que é do Braga para se tentar distinguir, que ele de Braga não sei que costela tem.
O professor Marcelo, para festejar, tem de tomar um bom banho nas águas sujas do Tejo e o tempo ainda vai friote para isso.

6. A Tavares o que é de Tavares! Deixem-lhe o prémio de consolação de pensar que a ave de rapina que lá tem é melhor do que Cardoso! Que diabo! Se Cardoso ganha os prémios do melhor, que ele fique satisfeito com o seu prémio de consolação!

sábado, 8 de maio de 2010

Ansiedade...

Que sonhas tu, rebelde coração ...

Que sonhas tu, rebelde coração,
Desafinando em viver de ansiedade,
Tornando-me viva e dolorosa tal verdade
Duma vivência ansiada em devoção?

Por que hás tu na sombra conspirar
Num ladino complôt contr’ ó sorrir,
Que tanto minhas preces te recusas a ouvir,
Meus ais, meus tormentos vãos p’ra t’ alegrar?

Neste peito te sentes assim tão comprimido?
E esbracejas nesta ingente dose de tortura
Em cadências que cavalgam minha desilusão,

Deixando assim meu ser pequeno e despido
De êxtases e bem nutrido de loucura?
Ó, que tanto me torturas, rebelde coração!


E nesta hora de Graças tantas...

E nesta hora de graças tantas, refulgentes,
Que este meu Benfica Glorioso me pespega
Em excelsa graça de Jesus com suas gentes,
Graças tantas na mirífica arte sua da refrega!

E a Águia ao gentio faz vergar em devoção
Em seu voo imperial de domínio e altivez
Que dele, Benfica, faz graça natural de campeão
E sentir ao mundo circundante a sua pequenez!

Por isso, coração que tanto t’ inquietas,
Que em êxtase, enlevado e mui agradecido
Dentro deste peito, deste berço, deste ninho

Num arroubo de paixão, de doçuras, de carinho,
Em dolce ânsia, honores de devoção, enternecido,
Por que não sonhas, te exaltas e t’ aquietas?




Mas hás por bem ...

Mas hás por bem inquietar-me de tormento
Nesta ansiedade que aperta este pobre coração?
É por bem saberes que, p
or ti, é eterna a devoção?
Que infindas estas horas, tresloucado sofrimento
!

Por que te atrasas, ó tempo do êxtase, da vaidade?
E sobram esbirros vãos de malfadado adiamento?
Ai, que o tormento é longo e a felicidade um momento!
Só qu' um segundo d' Amor por ti vale a eternidade!

Acode-me este Amor ardente, esta alegria imensa
De pertencer ao mais belo, ao sempre Glorioso!
E se este coração arde d' ansiedade bem pungente

Quero eu sempre morrer na labareda intensa,
Que torna belo este viver que, ufano e presunçoso,
Bem lhe quer bem mesmo qu' esteja descontente
!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Os cómicos do ridículo, as “verdades desportivas” e as nojices de “o nojo”

Zé Quintela tenta ser um cómico engraçado sem ter a mínima noção do que é a graça. Talvez complexado pela sombra cómica que o assombra com graça, de Ricardo Araújo Pereira. Com certeza na imensidão do seu mui sentido complexo de inferioridade clubística, ao que parece, na onda de todo o sportinguista que se preze e de cujos dirigentes sofreram contágio.
Por isso, Zé Quintela bem se esforça por ser cómico e mais se esgadunha por ser crítico na comicidade, sem perceber que a sua comicidade se encontra severamente instalada nas suas malfadadas e baldadas tentativas de graça.
E, assim, o mais que consegue é cair no ridículo alarve com que avara e inutilmente se esforça para sublimar os imensos desgostos desportivos que um clube tão submisso do regime e falho de identidade própria e de conquistas naturalmente lhe acarreta.
Todavia, temos de convir que, perante um presidente – que talvez tenha ajudado a eleger – que considera ser normal para o Sporting a conquista do segundo lugar do campeonato, não se pode esperar muito mais em termos de dotes de quem é falho de imaginação, de jeito e de predicados meritórios imanentes e congénitos.

O Senhor professor Jesualdo mostra-se também um digno servidor de dotes do ridículo. Dotes que, lá pelas bandas em que se instalou, parecem ter sobressaído de forma surpreendentemente espontânea.
Falamos, é claro, na nos últimos tempos muito badalada “verdade desportiva” que dança ao som de cantatas solenes revestidas de conferências de imprensa, manifestações e profissões de fé e arrependimento.
Se todos não conhecêssemos de cor aquela “verdade desportiva” que tão “entranhadamente” foi sendo prosseguida naquele reino de fervor batoteiro, perdão, de verdadeira profissão de fé em tamanhas orações e devoções de “eticidade” desportiva, ao longo de quase 30 anos, haveríamos de pensar que o professor Jesualdo se haveria tornado no monge superior, emérito confessor do cabido de tão extremosos professos da verdade.
Sabe-se que Portugal foi assaltado pelo relativismo ético dominante, em que “papas” da mentira e da batota desportiva, apesar de condenados, continuam no seu estilo simplório e provinciano a negar as evidências. Esse relativismo é, no entanto, muito mais assinalado por toda uma plêiade de falsos fariseus que não desistem de pregar o seu “evangelho” da vergonha e da falsidade ética dos valores da verdade.
Ainda para mais, bem acompanhados de tribunais e juízes que, numa abjuratória confissão da sua nobre missão, desistem de encontrar a verdade do caso concreto.
De facto, tais juízes tornaram-se burocratas das leis, agarram-se à sua letra, esquecendo o seu espírito e a sua razão. Por desleixo, se não quisermos pensar que por convicção, perseguem o “despacho” na sombra, dizem, da tecnicidade da lei, baldando-se da sua eticidade e do dever que emerge da Justiça de fazer Justiça.
Fica bem assim a um reino de batotice consumada arregimentar todos os seus apóstolos, caifazes, cains, fariseus e meros avençados lambe-botas, pregarem o seu “evangelho” da sua “verdade desportiva” de modo a ressuscitarem o seu “papa” da mentira condenado precisamente por ter corrompido, ou tentado na opinião dos contempladores da imundice, a real verdade desportiva.

De “verdades” e se tivermos em conta os junta-letras de “o jogo”, também estamos bem cheios. De facto, dá gosto vê-los comprazerem-se na nojice das suas falsidades, tentando valer-se da tradicional memória curta das gentes, esquecendo que ela nem sempre é tão curta quanto tais nojentos noticiadores pretenderiam.
De facto, que dizer mais de um junta-letras que, acerca dos acontecimentos tristes que se passaram no túnel da Luz, por obra e graça exclusiva de selvagens a que os defensores da eticidade vergonhosamente relativa e a fazer o pino apelidam de “bons chefes de família”, vem dizer, de um modo o mais nojento possível, que esses acontecimentos selvagens se consubstanciaram em incidentes entre os jogadores das duas equipas em confronto?
Onde é que alguém viu os jogadores do Benfica no meio do bacanal de selvajaria protagonizado pelos jogadores do FC Porto?
Nem a léguas, recatados que estavam todos eles nos seus domínios de paz e de sanidade mental, a resguardo da insanidade que, nos arredores, fazia arraial de selvajaria.
E, diga-se por amor à verdade, nunca nenhum dos muitos branqueadores da porcaria ousou vez alguma tamanha aleivosia, igual ou semelhante ao agora junta-letras de “o jogo” que ele ainda mais enojou!
Muitíssimos já apelidam o jornal “o jogo” de “o nojo”. Por isso, a saída de uma notícia nojenta só é confirmadora de que a fama se juntou ao proveito.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Campeoes Europeus em Futsal.

Pela primeira vez na historia um clube e campeao europeu de futebol de 11 e campeao europeu de futsal.
Mais uma vez estamos todos de parabens.Obrigado rapazes pois sinto que rejuvenesci :)


SLB4EVER Rumo****

sábado, 24 de abril de 2010

Cega ou zarolha?

Quem inventou aquela espécie de axioma segundo o qual a Justiça é cega, ou não conhecia a justiça portuguesa ou então não estava bom da cabeça. De facto, nunca em Portugal a justiça pareceu que fosse muito cega, sendo certo que também menos pareceu que visse alguma coisa de jeito.
Em Portugal, a justiça se tem encarregado de demonstrar quanto é zarolha, quanto direcciona a sua vesguice já sobejamente endémica para os interesses que, sendo seus, nunca foram os interesses da Justiça.
E já não temos de lamentar-nos só da dita justiça desportiva que nunca convenceu ninguém da sua justiça porque nunca ousou Justiça.

Em Portugal, a justiça da corrupção hoje tão em voga sempre se reverenciou perante a corrupção como típico crime de colarinho branco que ela nunca manifestou grande preocupação em sujar. Lá os colarinhos “sujos”, da ralé – para a senhora justiça portuguesa, naturalmente – os pilhas galinhas … bem, como eles já estão sujos da falta de posses para os engomar, é só dar um empurrãozito…

E temos aí o caso mais recente dos 200 contos oferecidos ao senhor vereador. Os senhores Desembargadores da Relação dão por certa a oferenda e a sua rejeição, não questionam o conceito de funcionário como veste do senhor vereador mas retiram-lhe os poderes de influenciar a decisão, por acção ou omissão, pretendida pela autor da oferenda.
Por que é que o senhor vereador não ficou com os 200 contos? Afinal, o senhor ofertante apenas queria ofertar, benemérito, o seu presente!...

Passemos mais uma vista de olhos ainda sobre a justiça penal, mais propriamente o processo “apito dourado”, e detenhamo-nos um pouco sobre as conclusões da justiça acerca da reunião “prazenteira” entre o senhor presidente do FC Porto e o árbitro que, daí a dois dias, ia apitar um jogo do seu clube.
É claro que a justiça portuguesa ainda então não foi cega! Ela viu o aprazimento de uma reunião, a “inocência dos inocentes” à mesa do café e da amena cavaqueira, as oferendas de um bom conselho familiar para as diabruras das “facadas no matrimónio” do “desvairado” progenitor do árbitro, que melhor do que ninguém para isso está habilitado aquele que quase toda a sua vida se tem multiplicado em acompanhamentos femininos, nem que seja para dar uns bons sopapos naquelas, mesmos esposas legítimas, que lhe ousem questionar os gostos das incessantes transições.
Claro que essa justiça já não viu, nem podia ver dado o seu estrábico direccionamento visual, o envelope que, embora tão pouco recheado na opinião do juiz Mortágua, fora oferecido em prémio desta aprazível companhia.

Nos domínios da chamada justiça desportiva do futebol, então temos não módicos exemplos da sua (in)justiça ao mais alto nível, praticada pelo fátuo e indecorosamente chamado Conselho de Justiça. E nem precisamos de nos determos sobre a forma como certos julgadores dessa mesma justiça tentam calar e até expulsar da liça aqueles que lhes apoquentem o seu fazimento da justiça.
Vejamos só alguns exemplos recentes, por ordem cronológica.

Quem foi que viu os adeptos do Benfica carregar pedras para um lugar onde pedras abundavam?
Ninguém, apenas as senhoras e os senhores do CJ! Quem guardava esses adeptos, estava junto a eles, era presente no seu raio de visão, não viu! Viu que era quem já lá estava há muito tempo, lá no lugar das pedras, os adeptos do Sporting que, de pedras bem aviados, pedras lançaram. E se com pedras foram rechaçados, foi com as pedras que eles arremeteram.

Aqui há uns tempos, Rogério Alves, presidente da assembleia-geral do Sporting, invectivou na imprensa a nomeação do árbitro Augusto Duarte para o Porto-Sporting, da Liga.
A Comissão Disciplinar condenou-o, ele recorreu para o tal conselho de justiça. O conselho de justiça apenas lhe diminuiu a pena, não sem se coibir de o censurar e lhe relembrar que estava, enquanto cumpria pena, restringido nos seus direitos, esclarecendo-o de que “não podia dar entrevistas ou fazer outras intervenções ou manifestações do género na comunicação social, em especial por ocasião de actos ou eventos do seu clube ou da respectiva sociedade desportiva”.

Pinto da Costa foi condenado por duas vezes a cumprir pena extra, uma vez que estava a cumprir pena e não observara as restrições que o “douto” conselho de justiça tão “afanosa e bondosamente” fez questão de relembrar a Rogério Alves.
Duas vezes recorreu Pinto da Costa para o conselho de justiça. Duas vezes este justiceiro conselho lhe deu razão, fazendo questão de sublinhar que não se podia impor a “lei da rolha”.

Rogério Alves tem azar e responsabilidades. Pertence a um clube submisso e a justiça do conselho de justiça não é cega. Vê bem quem é o dono, o amo e senhor, e quem são os subservientes.
E só a estes é que serve a dita “lei da rolha”, naturalmente. Um subserviente deve comer e calar e não era agora a justiça deste conselho de justiça que se dispunha a fazer de cega só para contentar os que teimam em afirmar que a Justiça é cega.

Mas significa isto que a justiça do conselho de justiça não seja cega … para o que lhe convém e quando lhe convém?
Estão muito enganados os que ousem pensar diferente!

Há cerca de 15 meses, o senhor major e presidente actual da assembleia geral da Liga disse o que quis, difamando a comissão disciplinar e, em especial, o seu presidente.
A comissão disciplinar e o seu presidente queixaram-se ao órgão de justiça hierarquicamente superior.
Pois bem, o estrábico conselho de justiça “não viu” nada ainda sobre esta queixa, mostrou ser cegueta até ao tutano!
E a queixa lá está a apodrecer, à espera da sua prescrição, se é que não prescreveu já!

Por tudo isto, a Justiça até pode ser cega mas que lhe não imponham o “sacrifício” de pretender ser cega nas lides portugueses, que ela aqui quer estar bem desperta para bem distinguir as suas conveniências.