quinta-feira, 13 de maio de 2010

PINCELADAS ENCARNADAS

1. Já lá vai um certo tempo mas a graça da desgraça permanece em graça. Foi cómico ouvir, certamente, falar em moral dos outros quando a moral própria foi de férias ou melhor, nunca entrou ao serviço.
Não é de claques que se trata, é de instituições e de dirigentes de instituições. Há instituições que são condenadas por tentativa de corrupção desportiva, o vexame mais infame, conquanto o comportamento seja doutro. Há dirigentes, dirigentes máximos, acentue-se, que são igualmente condenados por terem feito batota, ou tentado, corrompendo e ludibriando a verdade desportiva.
São os únicos exemplares destes belos exemplos mas vêm pregar moral em quem tem percursos centenários sem mancha de vergonha!
Mas não é de pasmar! Afinal, só tenta falar de moral quem de moral só conhece e pratica o imoral!


2. “Uma sociedade que se baseia na iniquidade e na injustiça pode tornar-se no mais fértil terreno para um louco enraivecido” (Times Literary Supplement, acerca do romance de Steven Saylor, “VOLTEFACE”).
A senhora juíza da Madalena e os senhores juízes da Relação mostraram a sua justiça no convencimento de um “conselho matrimonial” a um “desesperado e bom chefe, perdão, filho de família” que quase teve de ser arrastada para chegar à entrevista conselheira. Era um “filho de família” tão desesperado por pedir conselho que alegou vezes sem conta não ter tempo para comparecer.
Percebe-se … mas não o percebeu a senhora juíza da Madalena nem os juízes da Relação! O desesperado … por dar o conselho, como é óbvio! … era o conselheiro, não o presuntivo “aconselhado”!...
Mas outras autoridades há “benfeitoras” desta sociedade. A PSP cujo comissário desmentiu o que todo o país viu, as autoridades que assistiram “sentadas” ao jogo de golfe e isqueiro, os homens de mão do futebol, com Madaíl à cabeça, mai-lo governante responsável.
Toda a gente bem disposta, nada incomodada, no descanso dos “justos”, promovendo a sociedade à sua maneira. Aplanando e confraternizando com o louco enraivecido, inimputável e impune por via disso, com salamaleques de esquizofrenia sem necessidade de conselho psiquiatra.

3. Benfica passou um terço do campeonato a jogar contra 10, é verdade! Mas nem assim os seus jogadores se pouparam de levar muita trancada, patada, marcação de pitons em todo o lado e de todo o feitio.
É o tributo aos grandes mas os pequenos são pequenos para enxergar a grandeza.

4. Como dizia, sabendo do que dizia, um dos chefes da banda que melhor os presenteia, “nem sempre se ganha apenas dentro do campo”.
A memória pode ser curta mas é boa. É um chefe que esteve bem por dentro dos meandros das páginas mais negras e atentatórias da verdade desportiva. Sabe bem do que fala.
E mais sabe do que fala depois de ter presenciado, certamente in loco e bem acompanhado, a equipa sua protegida a jogar fora de campo e a vencer com golos nascidos fora de campo!
O homem até queria mostrar o bandulho, tomando banho nuzinho no fontenário central da sua “quinta”. E desse desejo ficou-me um assaz breve remorso, de resto bem compensado com as alegrias correspondentes às tristezas do promitente dos banhos.
Assaltou-me uma certa pena não terem os seus conterrâneos podido assistir à amostragem do bandulho! Embora bem o saibam de bandulho cheio, melhor presenciariam onde se encontram partes significativas dos seus pesares contributivos.

5. Zé Quintela nunca se esquece de apregoar que o seu clube é o Sporting! Não por que o diz mas porque faz questão de demonstrar o seu anti, por um lado, e o seu pró, pelo planeta ou seus satélites. Um sportinguista que se preza demonstra-o pelo seu apoio ao FC Porto ou seus satélites.
Desta vez coube a Zé Quintela desejar que fosse o professor Marcelo a festejar. Esqueceu-se de duas coisas.
O professor Marcelo diz que é do Braga para se tentar distinguir, que ele de Braga não sei que costela tem.
O professor Marcelo, para festejar, tem de tomar um bom banho nas águas sujas do Tejo e o tempo ainda vai friote para isso.

6. A Tavares o que é de Tavares! Deixem-lhe o prémio de consolação de pensar que a ave de rapina que lá tem é melhor do que Cardoso! Que diabo! Se Cardoso ganha os prémios do melhor, que ele fique satisfeito com o seu prémio de consolação!

sábado, 8 de maio de 2010

Ansiedade...

Que sonhas tu, rebelde coração ...

Que sonhas tu, rebelde coração,
Desafinando em viver de ansiedade,
Tornando-me viva e dolorosa tal verdade
Duma vivência ansiada em devoção?

Por que hás tu na sombra conspirar
Num ladino complôt contr’ ó sorrir,
Que tanto minhas preces te recusas a ouvir,
Meus ais, meus tormentos vãos p’ra t’ alegrar?

Neste peito te sentes assim tão comprimido?
E esbracejas nesta ingente dose de tortura
Em cadências que cavalgam minha desilusão,

Deixando assim meu ser pequeno e despido
De êxtases e bem nutrido de loucura?
Ó, que tanto me torturas, rebelde coração!


E nesta hora de Graças tantas...

E nesta hora de graças tantas, refulgentes,
Que este meu Benfica Glorioso me pespega
Em excelsa graça de Jesus com suas gentes,
Graças tantas na mirífica arte sua da refrega!

E a Águia ao gentio faz vergar em devoção
Em seu voo imperial de domínio e altivez
Que dele, Benfica, faz graça natural de campeão
E sentir ao mundo circundante a sua pequenez!

Por isso, coração que tanto t’ inquietas,
Que em êxtase, enlevado e mui agradecido
Dentro deste peito, deste berço, deste ninho

Num arroubo de paixão, de doçuras, de carinho,
Em dolce ânsia, honores de devoção, enternecido,
Por que não sonhas, te exaltas e t’ aquietas?




Mas hás por bem ...

Mas hás por bem inquietar-me de tormento
Nesta ansiedade que aperta este pobre coração?
É por bem saberes que, p
or ti, é eterna a devoção?
Que infindas estas horas, tresloucado sofrimento
!

Por que te atrasas, ó tempo do êxtase, da vaidade?
E sobram esbirros vãos de malfadado adiamento?
Ai, que o tormento é longo e a felicidade um momento!
Só qu' um segundo d' Amor por ti vale a eternidade!

Acode-me este Amor ardente, esta alegria imensa
De pertencer ao mais belo, ao sempre Glorioso!
E se este coração arde d' ansiedade bem pungente

Quero eu sempre morrer na labareda intensa,
Que torna belo este viver que, ufano e presunçoso,
Bem lhe quer bem mesmo qu' esteja descontente
!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Os cómicos do ridículo, as “verdades desportivas” e as nojices de “o nojo”

Zé Quintela tenta ser um cómico engraçado sem ter a mínima noção do que é a graça. Talvez complexado pela sombra cómica que o assombra com graça, de Ricardo Araújo Pereira. Com certeza na imensidão do seu mui sentido complexo de inferioridade clubística, ao que parece, na onda de todo o sportinguista que se preze e de cujos dirigentes sofreram contágio.
Por isso, Zé Quintela bem se esforça por ser cómico e mais se esgadunha por ser crítico na comicidade, sem perceber que a sua comicidade se encontra severamente instalada nas suas malfadadas e baldadas tentativas de graça.
E, assim, o mais que consegue é cair no ridículo alarve com que avara e inutilmente se esforça para sublimar os imensos desgostos desportivos que um clube tão submisso do regime e falho de identidade própria e de conquistas naturalmente lhe acarreta.
Todavia, temos de convir que, perante um presidente – que talvez tenha ajudado a eleger – que considera ser normal para o Sporting a conquista do segundo lugar do campeonato, não se pode esperar muito mais em termos de dotes de quem é falho de imaginação, de jeito e de predicados meritórios imanentes e congénitos.

O Senhor professor Jesualdo mostra-se também um digno servidor de dotes do ridículo. Dotes que, lá pelas bandas em que se instalou, parecem ter sobressaído de forma surpreendentemente espontânea.
Falamos, é claro, na nos últimos tempos muito badalada “verdade desportiva” que dança ao som de cantatas solenes revestidas de conferências de imprensa, manifestações e profissões de fé e arrependimento.
Se todos não conhecêssemos de cor aquela “verdade desportiva” que tão “entranhadamente” foi sendo prosseguida naquele reino de fervor batoteiro, perdão, de verdadeira profissão de fé em tamanhas orações e devoções de “eticidade” desportiva, ao longo de quase 30 anos, haveríamos de pensar que o professor Jesualdo se haveria tornado no monge superior, emérito confessor do cabido de tão extremosos professos da verdade.
Sabe-se que Portugal foi assaltado pelo relativismo ético dominante, em que “papas” da mentira e da batota desportiva, apesar de condenados, continuam no seu estilo simplório e provinciano a negar as evidências. Esse relativismo é, no entanto, muito mais assinalado por toda uma plêiade de falsos fariseus que não desistem de pregar o seu “evangelho” da vergonha e da falsidade ética dos valores da verdade.
Ainda para mais, bem acompanhados de tribunais e juízes que, numa abjuratória confissão da sua nobre missão, desistem de encontrar a verdade do caso concreto.
De facto, tais juízes tornaram-se burocratas das leis, agarram-se à sua letra, esquecendo o seu espírito e a sua razão. Por desleixo, se não quisermos pensar que por convicção, perseguem o “despacho” na sombra, dizem, da tecnicidade da lei, baldando-se da sua eticidade e do dever que emerge da Justiça de fazer Justiça.
Fica bem assim a um reino de batotice consumada arregimentar todos os seus apóstolos, caifazes, cains, fariseus e meros avençados lambe-botas, pregarem o seu “evangelho” da sua “verdade desportiva” de modo a ressuscitarem o seu “papa” da mentira condenado precisamente por ter corrompido, ou tentado na opinião dos contempladores da imundice, a real verdade desportiva.

De “verdades” e se tivermos em conta os junta-letras de “o jogo”, também estamos bem cheios. De facto, dá gosto vê-los comprazerem-se na nojice das suas falsidades, tentando valer-se da tradicional memória curta das gentes, esquecendo que ela nem sempre é tão curta quanto tais nojentos noticiadores pretenderiam.
De facto, que dizer mais de um junta-letras que, acerca dos acontecimentos tristes que se passaram no túnel da Luz, por obra e graça exclusiva de selvagens a que os defensores da eticidade vergonhosamente relativa e a fazer o pino apelidam de “bons chefes de família”, vem dizer, de um modo o mais nojento possível, que esses acontecimentos selvagens se consubstanciaram em incidentes entre os jogadores das duas equipas em confronto?
Onde é que alguém viu os jogadores do Benfica no meio do bacanal de selvajaria protagonizado pelos jogadores do FC Porto?
Nem a léguas, recatados que estavam todos eles nos seus domínios de paz e de sanidade mental, a resguardo da insanidade que, nos arredores, fazia arraial de selvajaria.
E, diga-se por amor à verdade, nunca nenhum dos muitos branqueadores da porcaria ousou vez alguma tamanha aleivosia, igual ou semelhante ao agora junta-letras de “o jogo” que ele ainda mais enojou!
Muitíssimos já apelidam o jornal “o jogo” de “o nojo”. Por isso, a saída de uma notícia nojenta só é confirmadora de que a fama se juntou ao proveito.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Campeoes Europeus em Futsal.

Pela primeira vez na historia um clube e campeao europeu de futebol de 11 e campeao europeu de futsal.
Mais uma vez estamos todos de parabens.Obrigado rapazes pois sinto que rejuvenesci :)


SLB4EVER Rumo****

sábado, 24 de abril de 2010

Cega ou zarolha?

Quem inventou aquela espécie de axioma segundo o qual a Justiça é cega, ou não conhecia a justiça portuguesa ou então não estava bom da cabeça. De facto, nunca em Portugal a justiça pareceu que fosse muito cega, sendo certo que também menos pareceu que visse alguma coisa de jeito.
Em Portugal, a justiça se tem encarregado de demonstrar quanto é zarolha, quanto direcciona a sua vesguice já sobejamente endémica para os interesses que, sendo seus, nunca foram os interesses da Justiça.
E já não temos de lamentar-nos só da dita justiça desportiva que nunca convenceu ninguém da sua justiça porque nunca ousou Justiça.

Em Portugal, a justiça da corrupção hoje tão em voga sempre se reverenciou perante a corrupção como típico crime de colarinho branco que ela nunca manifestou grande preocupação em sujar. Lá os colarinhos “sujos”, da ralé – para a senhora justiça portuguesa, naturalmente – os pilhas galinhas … bem, como eles já estão sujos da falta de posses para os engomar, é só dar um empurrãozito…

E temos aí o caso mais recente dos 200 contos oferecidos ao senhor vereador. Os senhores Desembargadores da Relação dão por certa a oferenda e a sua rejeição, não questionam o conceito de funcionário como veste do senhor vereador mas retiram-lhe os poderes de influenciar a decisão, por acção ou omissão, pretendida pela autor da oferenda.
Por que é que o senhor vereador não ficou com os 200 contos? Afinal, o senhor ofertante apenas queria ofertar, benemérito, o seu presente!...

Passemos mais uma vista de olhos ainda sobre a justiça penal, mais propriamente o processo “apito dourado”, e detenhamo-nos um pouco sobre as conclusões da justiça acerca da reunião “prazenteira” entre o senhor presidente do FC Porto e o árbitro que, daí a dois dias, ia apitar um jogo do seu clube.
É claro que a justiça portuguesa ainda então não foi cega! Ela viu o aprazimento de uma reunião, a “inocência dos inocentes” à mesa do café e da amena cavaqueira, as oferendas de um bom conselho familiar para as diabruras das “facadas no matrimónio” do “desvairado” progenitor do árbitro, que melhor do que ninguém para isso está habilitado aquele que quase toda a sua vida se tem multiplicado em acompanhamentos femininos, nem que seja para dar uns bons sopapos naquelas, mesmos esposas legítimas, que lhe ousem questionar os gostos das incessantes transições.
Claro que essa justiça já não viu, nem podia ver dado o seu estrábico direccionamento visual, o envelope que, embora tão pouco recheado na opinião do juiz Mortágua, fora oferecido em prémio desta aprazível companhia.

Nos domínios da chamada justiça desportiva do futebol, então temos não módicos exemplos da sua (in)justiça ao mais alto nível, praticada pelo fátuo e indecorosamente chamado Conselho de Justiça. E nem precisamos de nos determos sobre a forma como certos julgadores dessa mesma justiça tentam calar e até expulsar da liça aqueles que lhes apoquentem o seu fazimento da justiça.
Vejamos só alguns exemplos recentes, por ordem cronológica.

Quem foi que viu os adeptos do Benfica carregar pedras para um lugar onde pedras abundavam?
Ninguém, apenas as senhoras e os senhores do CJ! Quem guardava esses adeptos, estava junto a eles, era presente no seu raio de visão, não viu! Viu que era quem já lá estava há muito tempo, lá no lugar das pedras, os adeptos do Sporting que, de pedras bem aviados, pedras lançaram. E se com pedras foram rechaçados, foi com as pedras que eles arremeteram.

Aqui há uns tempos, Rogério Alves, presidente da assembleia-geral do Sporting, invectivou na imprensa a nomeação do árbitro Augusto Duarte para o Porto-Sporting, da Liga.
A Comissão Disciplinar condenou-o, ele recorreu para o tal conselho de justiça. O conselho de justiça apenas lhe diminuiu a pena, não sem se coibir de o censurar e lhe relembrar que estava, enquanto cumpria pena, restringido nos seus direitos, esclarecendo-o de que “não podia dar entrevistas ou fazer outras intervenções ou manifestações do género na comunicação social, em especial por ocasião de actos ou eventos do seu clube ou da respectiva sociedade desportiva”.

Pinto da Costa foi condenado por duas vezes a cumprir pena extra, uma vez que estava a cumprir pena e não observara as restrições que o “douto” conselho de justiça tão “afanosa e bondosamente” fez questão de relembrar a Rogério Alves.
Duas vezes recorreu Pinto da Costa para o conselho de justiça. Duas vezes este justiceiro conselho lhe deu razão, fazendo questão de sublinhar que não se podia impor a “lei da rolha”.

Rogério Alves tem azar e responsabilidades. Pertence a um clube submisso e a justiça do conselho de justiça não é cega. Vê bem quem é o dono, o amo e senhor, e quem são os subservientes.
E só a estes é que serve a dita “lei da rolha”, naturalmente. Um subserviente deve comer e calar e não era agora a justiça deste conselho de justiça que se dispunha a fazer de cega só para contentar os que teimam em afirmar que a Justiça é cega.

Mas significa isto que a justiça do conselho de justiça não seja cega … para o que lhe convém e quando lhe convém?
Estão muito enganados os que ousem pensar diferente!

Há cerca de 15 meses, o senhor major e presidente actual da assembleia geral da Liga disse o que quis, difamando a comissão disciplinar e, em especial, o seu presidente.
A comissão disciplinar e o seu presidente queixaram-se ao órgão de justiça hierarquicamente superior.
Pois bem, o estrábico conselho de justiça “não viu” nada ainda sobre esta queixa, mostrou ser cegueta até ao tutano!
E a queixa lá está a apodrecer, à espera da sua prescrição, se é que não prescreveu já!

Por tudo isto, a Justiça até pode ser cega mas que lhe não imponham o “sacrifício” de pretender ser cega nas lides portugueses, que ela aqui quer estar bem desperta para bem distinguir as suas conveniências.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Os clubes do nada...

De vez em quando e até com alguma insistência há uns certos “cafajestes” que se fartam de respingar acerca do que eles chamam a desgraça e a falência dos clubes portugueses e do futebol português em geral. Ele é “falência técnica” para aqui, “falência técnica” para ali, “os clubes estão de rastos”, “salários por pagar”, “dívidas ao fisco metidas na gaveta”, “sem dinheiro”, “sem nada”.
Tanto tem sido o azucrinar dos lamentos aos nossos ouvidos que até já nos convencemos da verdade dos respingos acerca do nada.

Mas não há nada como os factos, as realidades, os fenómenos! Perante eles, afinal são os camafeus da penúria os únicos que têm a cabeça cheia de nada, que os clubes, esse dizem e até demonstram que a sua bolsa nada em dinheiro.
Senão, vejamos.


O Sporting de Braga é o primeiro clube “endinheirado” que, por exemplo, sem praticamente nada de jogadores seus, sem estádio e outros nadas, nada em dinheiro tanto que faz questão de encher o estádio sem que os pagantes paguem nada.
E depois, contrariando o nada, sempre nada em dinheiro tanto, mais uma vez contrariando o nada, e leva os simpatizantes que não pagam nada, nem autocarro nem entrada, nada!
E prepara-se agora para fazer o mesmo na sua visita à Figueira da Foz! Mais nada!
É verdade que ele não tem estádio nem nada mas paga nada pelo estádio que lhe emprestam a custo de nada!

Agora é o Leixões a anunciar que os adeptos pagam nada no jogo contra o organismo autónomo de futebol de Coimbra porque querem que tais adeptos ajudem no tudo ou nada da subida ou da descida.
Mais um clube que nada com os cofres cheios de nada e que não leva nada ao jogo do tudo ou nada.
É certo que clubes destes são clubes do nada, em espectadores em que o nada só deixa de ser nada com o abono anual de família conhecido que, perante tanta penúria em domínios do nada, pouco mais chega do que a nada.

A nadar com os bolsos cheios de nada anda também o organismo autónomo de futebol de Coimbra. Jogadores, nada deste organismo, espectadores habituais aos jogos, pouco mais que nada!
Mas este organismo autónomo de futebol parece que nada. E tanto nada que se recusa a vender bilhetes que podem aliviar um pouco o seu habitual nada, anunciando que bilhetes se foram, de bilhetes já não há nada, quando há 7 mil bilhetes colocados a preços tanto acima do nada que o resultado foi o nada para os cofres do organismo autónomo que parece que nada.
Quem conhece, todavia, as vizinhanças deste nada, sabe que agora o organismo autónomo de futebol de Coimbra pode estar sempre acima do nada. Construíram um açude bem perto deste clube do nada, e fizeram do Basófias por apresentar de águas quase nada um excelente local de águas muito acima do nada!
Por isso, o organismo autónomo de futebol de Coimbra agora já nada nas águas do Mondego, que de dinheiro também anda bem pertinho do nada, por muito que se esforce por parecer que nada em dinheiro!

Curiosas são as observações do nosso conhecido Rui Santos, que sabemos ter muitas ideias que são muito uma mão cheia de nada, vir tecer considerações sobre o nada do clube do nada, nem de diferenças, nem de viscondes, nem de dinheiro, nem de siso futebolístico, nada!
Desta vez, fala muito do nada. Não entende nada sobre a venda por pouco mais de nada dos activos financeiros, não entende nada que o clube do nada contrate um treinador que nada sabe dos grandes e que no domínio internacional está igualmente no nada, não entende que o clube do nada, num momento tão cheio de nada, nem adeptos nem nada, dê 600 mil pilecas por um treinador do nada, não entende que o clube do nada contrate um jogador que vale nada, vale 6,5 milhões para jogar nada e se envie de férias a pagar nada.
Em suma, Rui Santos do clube do nada não entende nada mas ele de entendimentos também pouco mais entende que nada!
Se entendesse algo acima do nada, saberia que as suas alianças submissas é que o remeteram ao nada, conquanto ele já estivesse antes praticamente no nada.


Seja como for, que mais nenhum rezingão da imprensa venha arengar que os clubes estão falidos e estão no nada!
Que digam lhes parecer que eles de dinheiro, nada!
Porque a grande maioria deles bem faz parecer que, afinal, nada em dinheiro!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

As Graças Nossas de Jesus e as Desgraças dos Profetas da Desgraça

Caríssimos leitores e comentadores, que essa graça tendes em vossa magnanimidade e que magnânimos sois com vossa presença, ainda que só na graça do silêncio recatado.
Tendes notado por certo uma escassez de prosa neste cantinho de vivo e palpitante vermelho, uma escassez de prosa em tempos de tanta abundância de graças e glórias e prazeres sublimes da nossa mística familiar cheia de graça.
Tomai nota, porém, que tanto sossego se compraz com sossego tanto que reina agora lá pelas bandas dos necrófagos profetas da desgraça, vencidos e todavia convencidos da desgraça das suas previsões de desgraça!
Vencidos à força dos factos da desgraça das desgraças dos seus adivinhamentos da desgraça!
E a contragosto rendidos à graça da imensa graça de Jesus e de seus agraciados apóstolos!
Estes apóstolos e seu Messias são na sua graça artífices sublimes da graça da Águia Altaneira que na sua imensa graciosidade nos concede a graça do seu voo imperial que de graça enche milhões de corações palpitantes, enrouquecidos nas graças com que dão graças a Jesus e a seus agraciados apóstolos!

Vedes então, nobres leitores e comentadores da mui nobre e ilustre família Benfiquista, no seio do genuíno Povo d’aquém e d’além mar gerada e por imensa graça criada, robustecida e engrandecida, que, além das graças que já são tamanhas e tantas que abafaram as desgraças dos oráculos das desgraças de adivinhos desgraçados, pouco mais há a comentar de nota que de nota sempre seria infinitamente inferior à nota da nossa graça por com tanta graça termos, nós Benfiquistas, sido contemplados nesta família Benfiquista que, de graça sendo o seu natural estado, mais graça infinita vai vivendo na graça dos nossos dias.


Dizer que há um senil embrutecido de intelecto que até nega o sol mais como deficiência em perceber que é o belo sol do que por consciência do dislate que o alimenta, nem é graça mas a desgraça da ostentação do ridículo.
Por que não há-de um senil de intelecto barafustar contra um seu modo de vida inteira em vivência nas desgraças dos adversários que a sua vivência nos túneis, das antas primeiro e seu sucedâneo dragão, lhe proporcionaram em transes de batotices contra a verdade desportiva?
Em túneis se encontra domesticado o seu pobre intelecto e que ninguém ouse apoquentá-lo, que de sol ou de chuva pode ele duvidar ainda que sol ou chuva abrasem e inundem, mas de túneis nunca se atraiçoa, ou não se tivesse ele arrastado na lama que se lá junta ou lá coloca, disso se incumbindo, por incumbência, um guarda Abel, um pidá e até um Cerqueira da comunicação.

E vós, que vistes no glorioso túnel da Luz?
Uns raivosos condiscípulos desgraçados no intelecto das desgraças das batotices desportivas a arremeterem contra taipais, bandarilhas, muletas e todo o material que a vermelho ousasse graça.
Os intelectos de graça cheios presenciaram agressões, estocadas, arremetidas e patadas.
O intelecto da senilidade endémica lobrigou “bons chefes” ... das bestas, ou bestas chefes, que a coisa, por graça de quem tem graça, não ficou esclarecida.
Depois, só a senilidade inconsciente da desgraça que nele julga graça barafusta contra a arremetida para os curros das bestas da desgraça, aqueles curros que o desgraçado senil de intelecto engendrou e levou em urros à aprovação que julgou graça enquanto a desgraça, para nós graça, não prendeu lá as bestas da sua graça tornada em sua desgraça, aliás, para bem da nossa graça, da graça de intelectos cheios de graça, da graça do siso que, por graça a nós e desgraça a ele, se foi há muito da sua moleirinha sem graça.


Queríeis também, não por certo, que os pajens da submissão mais proporcionassem interesse de graça que a graça merecesse de uma citação?
Nem tanto! Inebriados tantos anos na submissão da desgraça de ficarem à frente do Glorioso cheio de graça, que graça plena é para eles tão pouca graça, agora apenas lhe deu para as graças de orarem a inovação de uma gerência “a porto”.
Uma “inovação” na fidelidade canina de uma imitação, conquanto pareçam tonterias de afirmação são para os tais imensa graça que eles não consciencializam o que é a desgraça degenerativa de um viscondado caído em desgraça e em graça ainda se julgando.


E aqui tendes, ilustres leitores e comentadores, a sobriedade da minha prosa em comunhão com a magreza do assunto e o fenecimento das desgraças dos profetas das desgraças que num reversivo andor se plasmaram em desgraças dos profetas!
E não queríeis todavia que eles predissessem em euforia as graças das graças com que Jesus respondeu às suas desgraças e a nós nos encheu de graças!