Certamente que, depois daquela estrondosa vitória sobre quem tão submisso é e que já há muito vendeu a alma ao diabo e se recusa a resgatá-la, uma pessoa só pode divertir-se ao recordar alguns ditos dos “ditos”. É para desanuviar a alma depois de tanta ansiedade e para dar largas à imensa alegria que nos vai nessa alma, agora e sempre alimentada pela Gloriosa Chama Imensa.
Para mim e para os da minha geração, é um saudoso mas maravilhoso regresso ao passado glorioso do nosso Glorioso. E as saudades são mais que muitas, bem mais em nossas vidas que viveram todos aqueles anos de imensa glória.
Vamos então ao desfile do divertimento.
Pós Liverpol, conquanto coração apertado de ansiedade pelo embate frente à gente submissa que, restejante embora, se julga formiga com catarro, deu-me algum prazer e divertimento que foi amenizando as ânsias incontidas neste coração vermelho, vermelho.
Devo esclarecer que a ansiedade nada teve a ver, nem com o embate de Liverpol, nem com o resultado, nem menos com a capacidade, competência e querer dos nossos bravos para despacharem, como despacharam, os submissos que rastejam nos ditos, nos gatafunhos e nas acções. Tinha a ver com o ultrapassar de mais uma etapa – nem lhe chamo obstáculo porque tais fedúncios submissos nem nunca foram obstáculo para o Glorioso – rumo à muito esplendorosa e desejada vitória final!
Liverpol foi para despachar a carga que se estava a tornar demasiada para os nossos bravos nesta ponta final do objectivo primordial do nosso querer mais profundo.
Os agoirentos das desgraças apareceram precisamente para divertir os Benfiquistas e unir ainda mais o Benfiquismo professado por eles, trazendo uma boa ajuda ao “desopilar” das ânsias incontidas e sofredoras que vagueiam nos nossos corações nas horas infindas de espera, no pré confronto demonstrativo de toda a classe dos nossos heróis.
Foi, de facto, gratificante em certa medida ouvir, ver e ler os agoirentos e pressagiadores das desgraças porque nós, Benfiquistas, somos uma enorme família de fé em Jesus e seus apóstolos e as desgraças profetizadas são apenas o reflexo dos ruminares raivosos da inveja dos infiéis da nossa religião sagrada cujo símbolo é a Águia Altaneira e Rainha dos Céus e da Terra, onde, em voos majestosos e altivos – só próprios das Rainhas – nos visita para fazer imperar o seu Grandioso Império sobre os infiéis que nos circundam.
Mas há mais nacos de prosa falada e escrita que nos tornam bem dispostos porque eles mais não são do que as emanações do rastejar das almas penadas que nem são Cristo, nem Alá ou Buda, mas apenas uns anti-Cristos párias e apátridas de religião e de fervor clubístico.
Disse-se e escreveu-se que um desses párias travestidos de jogador mas que, na realidade, mais adestrado está no marrar, socar e pontapear – a besta só marra e escouceia, ou tenta marrar e escoucear, porque são as únicas armas de que as progenitoras os dotaram – urrara não conhecer Luís Filipe Vieira mas apenas Pinto da Costa, o seu “papa” das mentiras e das batotices desportivas.
Que grande admiração! As bestas só conhecem o dono que lhes dá de comer e dois pontapés ou três no traseiro!
E algumas nem isso!
Que ponham tais prosas na boca da besta, não causa admiração! Admiração nos causam esses carteiros das bacoquices, ao prestarem-se a julgar notícia um mero urro de besta. Ou esses carteiros são carteiros de coisa nenhuma, sem prejuízo da avença própria, ou estão mais aparelhados com o urro da besta do que com pensares de pessoa humana.
É preciso não esquecer, de facto, que a ofensa a Luís Filipe Vieira adviria mas de um hipotético conhecimento. Que se saiba, uma pessoa de Bem, pessoa Pessoa, não dá guarida, treino ou sustento a bestas.
Por isso, elas nem vêm, nem essas Pessoas querem que venham, às lambeduras da mão
Outro prosador de coisa pouca até porque o seu clube pouca coisa lhe dá para prosar – coisa de algum mérito, sublinhe-se – foi o senhor Ernesto. Escreveu ele a certa altura da sua prosa tão aguada que lá pelos lados de Alvalade havia túneis pacíficos...
Safa, que o digam as fúcias de Liedson!
Por aquelas bandas podem ser pacíficos os que as visitam – desde que, alguns deles, não sejam estocados na arena e incentivados com a bandeira vermelha, que aí há marrada pela certa – mas os de lá de dentro ... ao murro uns aos outros!...
Bem, o presidente de tais túneis, é verdade, nem de túneis precisou para despir o casaco, arregaçar as mangas ... e crescer para a estocada! Nem teve medo do ferro que o adepto pudesse aparelhar!...
O prosador menino birrento a quem chamam Domingos torceu tanto e com tão pouca utilidade que, segundo ouvi uns rumores – prémios de quem está por perto – está nesta altura todo torcido. Rumores esses acompanhados daquelas birras do arco da velha que não serão muito fáceis de aturar.
O que vale é que tem um Salvador até já calejado em aturar birras.
Mas isso é lá com eles! Torça-se à vontade. Depois ... vá ao endireita...
O nosso chamado de “ministro”, personagem apagada, chupada, magricelas, cara imberbe e espinhada da sua imbecilidade, acaçapado numa cadeira de homem não à sua medida agarotada, ousou guinchar para dizer que, apesar de ninguém dar por ele, ali estava ele a fazer-se passar por gente.
Emudeceu o seu treinador da contenda e do autocarro!
Ou mandou-o calar, sabe-se lá!
E vai daí, pede respeito para com o Sporting, clube mais conhecido por o submisso ou “porto” B.
Não se surpreendam, caros benfiquistas. Um clube Grande, aliás, Enorme, como o nosso Glorioso Benfica, não pede respeito!
Exige respeito e dá-se ao respeito!
Mas um acaçapado e tão chupado rapazola, não meão mas pequeno, só podia estar estar a pedir respeito porque só pede respeito o pequeno “pró” pequeno.
Soltado o guincho, foi-se embora, ninguém mais deu por ele, muito menos pela sua falta!
Nem pelo guincho!
Acabou por se perceber a prosa de Carvalhal antes do Marítimo-Sporting. “ Não emito opinião”, disse – acerca de Ismailov – “porque posso dizer alguma asneira”...
Em tempos idos, apareceu um rapazote que, diziam, também dava uns piparotes na bola com um certo jeito. Meão de porte, de resto, próprio da idade imberbe, esperou-se que crescesse, em arcaboiço e dotes de bola.
Estacionou! Nem cresceu de peito, nem de mais jeito!
Nem de siso, nem de maneiras!
Gerado nos “forever”, herdeiro choramingas do “forever” que já era “ever” e se foi!
Cresceu no disparate! Na asneira agarotada dos ditos, traiçoeiro nas patadas!
E lá vai indo! Nem mais se fará homem!
À medida da pequenez do clube que o alberga.
E pronto! Cantando e rindo ... se vai sorrindo!
De alegria estampada pelo nosso Glorioso!