quarta-feira, 7 de abril de 2010

O novo “Messias”, os apóstolos “São Tomenses” e os “reformistas” mai-los “bobos da corte”

Dizer que Jesus veio salvar o futebol do Benfica que é a sua essência de vida é já cair num lugar comum tão badalada e comezinha tem sido a expressão.
Para uns, a frase transcende-se numa crença apostólica de fé e esperança desde o primeiro momento. São aqueles que, benditos na Terra, têm na Alma a Chama Imensa. Estes sempre gritaram cânticos de fé, esperança e louvor a Jesus e aos seus eleitos e mais próximos e obreiros do milagre pela grandiosidade da sua interpretação evangelizadora, seguindo em séquito triunfal a comitiva “messiânica”.
Para outros, só depois de uma conversão através de uma “evangelização” bem demonstrativa das artes salvíficas ao longo dos tempos e nas, por vezes, mais tormentosas ventanias. Uma conversão vencedora das resistências infindas, menos por desconfiança nas doutrinas que, desde a teoria à prática, foram sendo, sucessiva e em crescendo, patenteadas no seu grau mais elevado da perfeição atingível pelas forças terrenas, conquanto iluminadas pela palavra e pela acção de Jesus.

À boa maneira de São Tomé na sua desconfiada tendência para encarar a ressurreição, não se dirá, milagreira mas bem sustentada na prática doutrinal que se plasmou numa Chama Imensa de célebres concertos plenos de exuberância dos princípios da doutrina de Jesus, a sua desconfiança foi resistindo ao limite. Estamos, por sinal, a lembrar-nos de uma célebre frase que vimos redigida no jornal desportivo que, ó desconfiança maligna, até é o que mais tem feito ressoar os cânticos da evangelização de Jesus.
Jesus, mais a sua equipa redentora, acabara já de eliminar os hereges de doutrinação submissa e estranja que normalmente usam riscas atravessadas e se locomovem rastejantes, na casa destes e por uns expressivos 4-1. Acabara de eliminar, em seus próprios domínios, um adversário temível nas lutas das “guerras” futebolísticas europeias. Acabara de vencer a Taça da Liga com despacho goleador do grupo do reino “papal” dos infernos da batotice e do ódio canhestro.
Pois, ainda assim, o subscritor da frase, “Santomense” de fibra resistente ou obtusa, talvez mais obtusa do que resistente, se obstinava em fervor anedótico, dizendo que a doutrina do Benfica – leia-se, de Jesus e dos seus eleitos, aquela plêiade de evangelizadores que bem conhecemos – ainda tinha de provar a sua força salvadora e messiânica, nomeadamente no futuro confronto com os vermelhos mas infiéis “liverpoolianos”.

Para nós, os crentes do Reino da Águia Salvadora que Jesus veio encarnar nos nossos tempos, há mais alegria na Terra por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que, sem poderem dar o salto da redenção para o Reino da Luz, ou por resistências endógenas e genéticas, ou porque nem todos os que dizem, Senhor, Senhor, alcançarão o Reino dos Céus, que a Águia Rainha Altaneira nem a todos dá o perdão de os acolher.
De todo o modo, é a nossa génese de cristandade Benfiquista que nos impele à compaixão pelos infiéis de vários reinos, conquanto uns rastejantes em outros mas todos dominados pelas garras do mal e destinados às fogueiras que crepitam em busca dos seus anátemas naquele ínfero lugar das trevas.

Assim iluminados pela Luz da Verdade e do Alto, naquele Majestoso voo da sua deusa, a Rainha dos Céus e do Benfica, que desce das Alturas do Paraíso à Terra perante o olhar embebecido dos seus milhões de crentes, olhamos compassivos e com alguma dose de comiseração para apóstatas do mal como o Dr. Barroso que, na sua pregação do odioso e na sua oração pestífera deste dia, tece loas que pretende refulgentes a Jesus e ao seu discípulo Di Maria, qual Satanás que em cima do Templo oferece do pão ao Messias Salvador, num maligno atentatório da graça dos crentes que, jejuns e abstinências à parte, nem só de pão e de água vivem, mas em abundância das graças de Jesus e dos seus eleitos, na plenitude de suas bênçãos e exaltações redentoras com que amiúde presenteiam os seus crentes da fé do Reino da Luz.

Diga-se, todavia, que este belzebu disfarçado de cordeiro não deixa os crentes indiferentes. Se estes renegam o seu apologizar sacrílego, mais intrasigem na sua doutrinação pestífera quando o prosapiador exprime junto às suas cantatas labiosas um “o meu odiado Benfica”!
Anota-se apenas a sua malograda tentativa de resipiscência e renega-se num “vai-te satanás” porque está escrito que só ao Reino da Luz adorarás e a ele te submeterás.


No Reino da Luz agora mais iluminado por Jesus e seus eleitos, olha-se ainda com indulgência para os bobos da corte, que estes, se aos reinos da escuridão entregam as embustices dos seus espíritos, comprazem em tempos de catarse, suavizando os intervalos das manifestações magnificentes da doutrinação da equipa de Jesus.

José António Saraiva faz em pleno esse tempo adocicante com as suas bobices. Ele continua a demonstrar-se que é um treinador de religiões futebolísticas mal amado, incompreendido e incógnito nas suas artes depois de tantos esforços corriqueiros na demonstração das suas fracas capacidades.
Mas ele afirma que sabe! Afirma que “Jesus tem um problema a resolver no miolo”, desconchava-o nas suas peças por peças! Só é pena que deixe a solução milagreira nos escondedouros que lhe inspiram os oráculos, as adivinhações e os bruxedos!
Sim, porque o nosso “bobo da corte” do Reino da Luz Benfiquista não se afirma canhestro na propagandeação dos seus dotes afins!

Ao “miolo” chamavam antigamente as minhas avozinhas que Deus tem e as suas amigas compinchas, todas sentadas de frente nos patamares das escadas das suas casinhotas, uma graça mais carinhosa. Chamavam-lhe de “moleirinha” e certamente, perante os afãs de José António Saraiva, elas prefeririam sem dúvida ensinar-lhe que ao “problema do miolo” se devia colacionar o problema da sua “moleirinha”!

«Lá se viu, respingavam para si depois de umas benzeduras e sinais da cruz de “vai-te satanás que me tentas”, com beijo na mão ao findar, que a Jesus falte alguma coisa?!!!
“Problema de miolo”!...
O rapaz não está de certeza é bom da sua “moleirinha!...»

terça-feira, 6 de abril de 2010

A JUSTIÇA DA INJUSTIÇA

1. Os Estados democráticos e de tradição civilizacional ocidental adoptam com pompa e circunstância compêndios sobre a Justiça cujos princípios conferem a esta o estatuto de primeiro garante da consolidação dos valores fundamentais do Homem, com especial enfoque na dignidade da pessoa humana.
Na consecução destes valores, a concretização da aplicação da sanção aos prevaricadores deve espelhar e traduzir a medida da violação dos mesmos. A pena, “lato sensu”, tem um conteúdo de reprovação ética e como finalidades a prevenção geral – direccionada a toda a comunidade – a prevenção especial – com enfoque no próprio prevaricador, fazendo-o sentir a reprovação da comunidade e procurando evitar a sua reincidência e reassociá-lo – e a função reparadora dos danos causados à comunidade e aos lesados em concreto.

Ainda a propósito dos “castigos” a Hulk e Sapunaru aplicados pela justiça desportiva portuguesa, pela primeira vez deparamos com um artigo de opinião bem estruturado e concludente que, não apenas partindo do direito desportivo estrangeiro – cuja pesquisa comparativa é, pelo menos, alvo de grande modelo exemplificativo de decisões, conquanto só de propósitos enunciados – compara a pena final decidida a “uma notável reabilitação” dos prevaricadores agressores.
Este comentário, inserido no jornal record e pela pena de João Querido Manha, é um hino do sentimento do Homem comum perante a Justiça e traduz brilhantemente o mais elementar bom senso que, sendo a principal dose de que o julgador se deve servir perante a missão de fazer Justiça, tão arredio anda daquela função, em especial, mas não só, na justiça desportiva portuguesa.

João Querido Manha critica com fina ironia a justiça desportiva portuguesa, aconselhando “Guerrero” – jogador do Hamburgo que, muito recentemente, por ter atirado com uma garrafa de água à cara de um adepto foi desde logo castigado pelo seu clube e obrigado a pedir desculpa a toda a comunidade desportiva, através da televisão – a solicitar um qualquer parecer jurídico de um qualquer catedrático português para que este faça vingar a tese da “provocação acintosa e inaceitável pelo público agredido”.
Todavia, e João Querido Manha bem o acentua, a germano-jurisprudência desportiva não vai na esteira da luso-jurisprudência desportiva portuguesa para quem “levar provocação para casa não é filho de gente fina”.

E andou o CJ, como diz João Querido Manha, a “cirandar pela Europa”, acabando por exarar e consagrar aquilo que muitos comentadores desportivos portugueses fizeram com as suas cantatas despudoradas, exaltando os agressores como autênticos heróis, enquanto as vítimas acabaram por ser as vilãs da festa.
Gurreiro teve realmente azar de ter prevaricado na Alemanha, tal como já Cantona tivera em Inglaterra. Em Portugal teriam alguns estádios cheios de gente a cantar as suas façanhas, treinadores tipo professor Jesualdo prontos a reconhecerem-lhe os méritos das proezas, opinadores justiceiros com epopeias de feitos valorosos e ainda vigílias de desagravo à porta da justiça desportiva portuguesa a gritarem contra a “injustiça” de uma condenação e sanção dos agressores por tal feito.


2. Sob um título – ou subtítulo – totalmente desalinhado com o conteúdo fundamental da prosa versada em habitual e costumada verborreia, Miguel Sousa Tavares ocupa-se ainda deste assunto, naturalmente também para exaltar os “heróis” do túnel e azoinar o vilão, neste caso não as vítimas das “heróicas” brutalidades mas o que ousou sancionar aqueles.
É claro e natural que muita da sua prosa não tem qualquer interesse para qualquer leitor desapaixonado do reino futebolístico do ódio. A ela se pode aplicar, com toda a propriedade, o adjectivo por ele usado a (des)próprito de outro aspecto.
É uma prosa totalmente pífia.

Sem sequer nos impressionarmos com as suas usadas aldrabices factuais – diz, nomeadamente, que o CJ aniquilou toda a sentença da CD quando aquele aceitou tudo o que esta consagrou, naturalmente com excepção do que lhe inviabilizava a sua previamente querida desagravação da sanção – respingámos duas ideias que nos parecem pôr em destaque a sua incoerência de raciocínio, a menos que tenhamos de considerar tratar-se de uma pura e dura desonestidade intelectual.

Escreve Miguel Sousa Tavares – para quem ainda não saiba, este nosso comentador embirra com o facto de lhe retirarem Miguel do nome e acho que, com razão – que o caso Hulk não tem comparação com o caso Cantona.
A justificação, pasme-se, deve-se ao facto de este ter prevaricado perante um estádio cheio de gente e Hulk tê-lo feito nos esconsos corredores da Luz, à vista apenas de meia dúzia de pessoas.
Portanto, para Miguel Sousa Tavares não é o comportamento, com as suas circunstâncias e os seus resultados, o que conta.
Isto é, não é o comportamento prevaricador e os resultados o que conta, é a assistência que os presenciou.
Mas se nós escutarmos o senso comum, talvez seja natural que ele nos indica que quem escolhe lugares esguelhados é normalmente um covarde que quer praticar as suas “heróicas” acções pela calada.

Acrescenta ele algum arrazoado que as imagens de vídeo vigilância lhe inspiraram. Esquece que os jogadores foram expulsos pelo árbitro e que tais imagens não tiveram qualquer efeito, por impossibilidade legal – até ver – na sanção que lhe foi aplicada.

Miguel Sousa Tavares aproveita também para apelar à defesa de um tribunal desportivo com juízes impolutos e acima de toda a suspeita clubística.
É uma ideia bem interessante e que, penso, até todos os Benfiquistas a acolheriam de peito aberto. Só que ele devia começar por tentar convencer o presidente do seu clube a aceitá-lo e isso já parece tarefa bem difícil, se não mesmo impossível.

Mas a justificação é, de novo, engraçada. Escreve ele que tal tribunal devia julgar com base na equidade e na jurisprudência.
Eu creio que ele aplicou a palavra “equidade” com o sentido de “justiça” e a Justiça, que também é equidade nomeadamente como justiça retribuitiva, coloca em lugar de destaque os danos da vítima.
E Miguel de Sousa Tavares esqueceu-se completamente das vítimas e, em especial, daquela que teve de ser suturada com oito pontos na face.
Esqueceu-se, não é bem o caso. Sempre que dela se lembrou foi para a verberar como a má da fita porque teve a ousadia de “provocar”, muito embora seja relatado nos factos apurados e dados como provados que o chefe da segurança com maiores danos físicos até se encontrava e encontrou sempre numa posição de afastamento em relação aos incidentes que se iam desenrolando.

Apelar à jurisprudência – ao precedente do caso julgado anterior – é uma ideia boa. Só não se compreende que Miguel Sousa Tavares a defenda quando idolatra um acórdão do CJ que decidiu contra toda a jurisprudência anterior do mesmo órgão.

A maior justificação, porém, veio a final. Um tribunal desportivo assim constituído e a julgar de acordo com tais princípios viria substituir, diz, “regulamentos idiotas feitos por juristas incompetentes e aprovados em AG onde metade não sabe o que está a votar”.
Miguel Sousa Tavares apoda de “incompetentes” os juristas do seu clube e “idiotas” os regulamentos que o seu clube fez aprovar.
E concordo com ele. De facto, a suspensão preventiva de Hulk e Sapunaru deveu-se a estes juristas e todos sabem que os regulamentos em vigor se devem a juristas do seu clube, à cabeça dos quais está Guilherme Aguiar.
E concordo igualmente que metade – ou mesmo mais – não sabe o que está a votar. Mas isso é o que o presidente do seu clube quer, que eles, a troco de uns paliativos emprestados, se esqueçam da política do eucalipto que pratica e com a qual domina.

E foi por isso que o Benfica foi o único clube que não votou a emenda.
Miguel Sousa Tavares de vez em quando engana-se, inconscientemente, é certo, mas engana-se e nessa altura afirma verdades.
Ou seja, ele de vez em quando com a verdade se engana!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

PINCELADAS ENCARNADAS

1. Quero hoje começar por compartilhar convosco alguns momentos de boa disposição que certos comparsas da nossa praça futeboleira nos proporcionam. E começo pelo bem conhecido “artista” das letras que se assina José António Saraiva.

José António Saraiva já é nosso bem conhecido de há muito e de há muito já que íamos lendo as suas opiniões bacocas, diga-se, no jornal “expresso” que fez muito bem em ensinar-lhe a porta da rua como serventia da casa, a ele e a mais umas e uns espécimes que não são tão raros quanto isso. Todos eles, com a Cabrita igualmente na linha da frente, ficam muito melhor no dito jornal que agora usam e onde podem à vontade praticar o seu jornalismo de sarjeta dito de investigação e no qual fazem tudo.
São “investigadores” destinados à acusação e não à verdade, elaboram processos de intenção a torto e a direito, acusam, julgam e condenam aqueles que, previamente aos seus desígnios, já por eles estavam julgados e condenados.

José António Saraiva é engraçadote nas suas escrevinhadelas. Pacóvio e pateta, mas engraçadote. Anda ele desde o início da temporada futebolística a deixar bocejos de prosa um pouco confusos mas onde se conseguem descortinar por vezes alguns laivos de loas a Jorge Jesus e à equipa do Benfica.
Desde o começo, todavia, que a sua pena melíflua foi deixando entre aspas o oráculo próprio dos profetas das desgraças de que seria impossível a equipa do Benfica continuar a época inteira com a pujança física e futebolística que apresentava nos seus inícios, que era demais, que ninguém conseguia tanto, conselho para aqui, conselho para ali, que o homem julga-se entendido em tudo.

Quando o Benfica empatou em Setúbal, o nosso profeta das desgraças, que nem topa a desgraça da sua própria léria profética, veio sentenciar: “o Benfica pode ter perdido ali o campeonato”!
“Eu bem disse, eu bem avisei, eu bem previ e prefaciei, era impossível manter a pujança demonstrada a época inteira, Jesus puxou de mais no princípio e agora deu o berro”.
Mais coisa menos coisa foi esta a prosápia do nosso escrevinhador.
Mas a partir de Setúbal o Benfica embalou ainda mais pujante para as verdadeiras provas de fogo. Goleou na eliminatória da Liga Europa, goleou cá dentro, “gelou” os franceses no “Velodróme”, goleou o FC Porto e conquistou a Taça da Liga, venceu a segunda melhor equipa do campeonato no jogo da verdade.

Perante o cenário, o nosso profeta das desgraças deve ter-se encafuado nas suas desgraças de profeta, oráculo feito num nove, profecias que não convenceram Jesus mas apenas o pateta que as previu.
Calou-se como fazem todos os adivinhos de meia tigela quando a careca se lhes destapa.


2. Não me pronunciei muito detalhadamente sobre o acórdão do CJ porque este órgão deixa tudo no escuro, não divulga o seu arrazoado. No entanto, há algumas notas que se podem respingar do que foi possível saber.

Comece-se por acentuar que o CJ aceitou e deu como provada na íntegra a mesma matéria factual dada como provada pela CD. Ficou, pois, provado que os dois pugilistas travestidos de jogadores agrediram os seguranças nas condições descritas e com as consequências físicas relatadas.
No entanto, o CJ, contrariando várias decisões suas anteriores, conquanto proferidas por outros conselheiros, enquadrou os seguranças no conceito de público espectador e não “interveniente no jogo e com direito a permanecer no recinto desportivo”.
Esta interpretação fere, como já disse, os mais elementares princípios da hermenêutica jurídica, contraria a letra e o espírito da lei. Talvez por isso e apenas sobre aquilo que se respingou de algumas fontes, as justificações se apresentem tão descabeladas de senso e de convencimento. Dá a nítida impressão de que houve, “ab initio”, a ideia de tentar encaixar à força na letra e no espírito da lei o inovador conceito. O importante era conseguir apoio para a moldura disciplinar que se pretendia.

Desde o início que o enfoque da questão se tem centrado não nos comportamentos criminosos e suas consequências nas vítimas mas na moldura punitiva dos agentes. Por todos os meios se tentaram desculpabilizar estes sem se ter em conta que eles atentaram gravemente contra a integridade física de outrem, provocando-lhe danos físicos e naturalmente danos morais elevados.
Nunca ninguém se preocupou com a Justiça, apenas se ouvindo dizer aos torcionários do clube a que pertencem estes ditos jogadores que a penalização da CD foi excessiva. Ora, em termos de justiça comparativa, por exemplo, as punições do CJ a Hulk e Sapunaru comparadas com a de Vandinho atentam contra a própria Justiça nos seus alicerces fundamentais.
Vandinho, apenas por uma ameaça de pontapé que mal atingiu Raul José e não lhe provocou danos físicos, foi punido pelo CJ com três meses, que este órgão confirmou por inteiro a punição do CD. Cumpriu-se a lei.
Hulk e Sapunaru por várias agressões e tentativas de agressões, a soco e a pontapé, causando graves danos na integridade física de, pelo menos, uma das vítimas, foram apenas punidos pelo CJ com 3 e 4 jogos, respectivamente.

Aguardemos agora pela justiça penal para ver se ela faz mais Justiça. Não lhe vai ser difícil. A matéria factual que tipifica os crimes que foram cometidos pelos dois gangters está toda provada ou sê-lo-á facilmente recorrendo aos testemunhos que serviram de base à punição disciplinar e que foi acolhida pelos dois órgãos da justiça disciplinar desportiva.
E é bom não esquecer que as imagens do sistema de vídeo vigilância servem de prova na justiça penal.


3. Bem podem os dirigentes do FC Porto publicitar os pedidos de indemnização que entenderem. Aquilo é só para consumo interno, para mascarar a má gestão futebolística.

De facto, o direito à indemnização exige, em primeiro lugar, a prática de um facto ilícito. A CD praticou um facto lícito. Na sua acção punitiva, ela não estava a exercer um direito mas a cumprir um dever que lhe incumbe por via da missão que lhe foi legitimamente confiada.

Em segundo lugar, exige que a prática de facto ilícito seja cometida com dolo ou mera culpa. Alguém ousa dizer que a CD agiu com dolo?
Nem agiu com dolo nem com negligência, além do mais porque a sua interpretação jurídica sobre o enquadramento dos seguranças recolhe a maioria do aplauso jurídico, incluindo do órgão de justiça desportiva cujos conselheiros actuais decidiram inovar!

Finalmente, há ainda um aspecto que, apesar de fundamental para a condenação de indemnizar, ninguém ainda parece ter abordado. Quem pede indemnização alega danos provocados com dolo ou mera culpa pela prática de facto ilícito. Mas tem o ónus de provar o nexo de causalidade adequada entre a prática do facto ilícito e o dano provocado.

O FC Porto alega, segundo parece – manifestações de mau perder que são naturais em quem nem sequer nunca soube ganhar – que a suspensão de Hulk foi a causadora da perda do campeonato ou da previsível ausência da CL na próxima época desportiva.
Com é que se consegue provar o nexo de causalidade?
Alguém conseguirá provar, ao menos com alguma dose de verosimilhança e de normalidade, que a intervenção de Hulk nos jogos todos teria alterado os resultados desportivos da equipa?
Vejamos.
O FC Porto com Hulk perdeu, por exemplo, com o Sp. Braga, com o Marítimo, com o Benfica e até foi goleado pelo Arsenal. Empatou pelo menos com o Paços de Ferreira e com o Belenenses em sua própria casa.
O FC Porto sem Hulk goleou o Braga, o Sporting e o Nacional da Madeira, em casa deste.

Se a moda das indemnizações pegasse, então tínhamos um escarcéu de pedidos uma vez que o dia a dia da justiça civil é feita de decisões de tribunais superiores que revogam as decisões de tribunais hierarquicamente inferiores, em muitíssimas ocasiões absolvendo os condenados ou condenando os que na primeira instância haviam sido os vencedores.

Por tudo isto, estamos em crer que o FC Porto irá receber de uma pretensa indemnização tanto quanto recebeu o seu presidente por ter sido detido para interrogatório no processo apito dourado.

segunda-feira, 29 de março de 2010

COMO É DIFERENTE O FUTEBOL EM PORTUGAL

Nao deixa de ser irónico e até de pasmar, para mim claro, o que vi na final da Taça da Liga.
Primeiro e antes de tudo, continuo a defender que o BENFICA deveria sair dessa Taça.
Tem servido para que os árbitros, que nas competiçoes “mais importantes”, onde roubam a bom roubar o BENFICA, o beneficiem nessa taça cervejeira.
Sem a preocupaçao de hierearquizar, descrevo o que para mim foram as derrotas mais sonantes do FCPorto.
1º- no plano deportivo, a derrota foi claríssima. Nos dois aspectos que interessam, o FCPorto foi amplamente derrotado.
Perdeu por três golos sem resposta, o que desde já pressupoe, que o BENFICA, possui claramente um plantel muito superior técnicamente.
Durante todo o jogo, veio ao de cimo a abismal diferenta entre a Equipa de Stradivarious, e um grupo de gladiadores, á boa maneira da velha Roma.
2º - no plano disciplinar, a derrota ainda foi mais clara.
O FCPorto, ao longo de 30 anos de impunidade, criou para si próprio, uma aura de “intocabilidade.
Nao sabendo o que significa ser capitao de equipa, bruno alves deu um espectáculo triste, nao foi nem capitao nem jogador, foi uma espécimen que se quer erradicado dos campos de futebol.
Já nao se usa daquilo, aliás nunca se usou, só mesmo no FCPorto para criar e alimentar um energumeno mesmo à medida dum clube que deita mao a tudo para ganhar.
3º - no plano da arbitragem, com um jorge sousa absolutamente em pânico, pois perante os seus queridos super dragoes, e todo o staff que há mais de vinte anos promove ou despromove árbitros a seu bel-prazer, jorge sousa, viu-se na necessidade e no desejo de deixar os de azul e branco distribuir fruta, nao daquela de dormir obviamente, mas da fruta de doer, daquela fruta que considera que canela vai té ao pescoço.
E que bem que bruno alves o exemplificou.
Foi uma final triste, muito triste.
Se para o BENFICA significou além do mais que está no bom caminho, o que esta final da taça cervejeira, mostrou à saciedade e à sociedade o que é afinal de contas a boa organizaçao do clube dos treinadores mortos: um reino podrido, mas muito bem organizado.
Bastou um campeonato á medida da fraquíssima equipa que tem, para o fcporto, mostrar as garras e os dentes com que domina o futebol português, os braços com que asfixia esta pouca vergonha que campeia no futebol tuga.
Um tal de fernando gomes, demitiu-se dum qualquer cargo na estrutura do clube dos envelopes, numa manobra de cerco às chefias do futebol.
E parece que o assalto ao poder no futebol foi revigorado.
E, como era de esperar, os leves castigos a hulk e sopapu, foram praticamente “limpos”.
Na Inglaterra um tal de Cantona, esse sim um jogador genial, figura de prôa de um clube de prôa, agrediu um espectador e levou com a módica quantia de 15 meses.
Espectador, que por sinal o provocou e insultou.
Depois de entrarem na cabine, foram chamados cá fora e desembrestados a sairem de um qualquer curral, hulk e sopapu agrediram agentes do futebol, que foram depois qualificados de espectadores.
Espectadores especiais, já que só podem ver os jogos nos tuneis dos estádios.
Adiante.
Foram despenalizados e agora pedem indmenizaçao choruda…e claro armam-se em vítimas, maquilo que eles mesmos fizeram aprovar.
Parafraseando o Cardeal Gonzaga em “A Ceia dos Cardeais” “como é diferente o futebol em Portugal”.
No sábado passado, jogou-se contra um inimigo vulgar.
Muito mal vai o futebol de um País quando uma equipa trauliteira e praticamente inócua tem pretensoes a ser campea.
Nao fora o empolamento dado pela imprensa servil, e este brácoro, teria passado despercebido, pois foi empurrado por todo um ambiente criado artificialmente como intuito de derrotar o GLORIOSO.
Tristes coitados, deveriam ter ido depois do jogo ao Bom Jesus, agradecer o nao terem saído como sairam mexilhoes, nacionales setubels e outros que tais.
Mas lá que correram correram, muito diferente das perninhas abertas contra a casa-mae.
Seria da côr do Manto Sagrado, das malas vazias(já agora) com 50 mil dentro?
Como foram derrotados, ladraram furiosamente contra tudo o que mexia do BENFICA…desde o provocador DIMAGIA, ao profissionalíssimo JJ.
Boissoró, que agrediu CARDOZO em Braga, fracturou o perónio e o ligamento cruzado do joelho(nao interessa qual).
Justiça remanescente?
A verdade é que no tenho pena nenhuma.
Lá as fizeste cá as pagaste.
Estamos no único lugar que a História nos reservou: o PRIMEIRO.
Se Fosse num campeonato como deve ser, a diferenta do BENFICA, para os perseguidores era suficiente.
Mas sabemos que em Portugal, o futebol joga-se nos gabinetes onde se encomenda fruta se servem cafezinhos, se solicitam sumarissimos para o BENFICA e pede-se para limpar amarelos.
Só pergunto o que diriam se o Pedro Proença (para quando a expulsao de sócio do GLORIOSO?) oferecesse as insignias FIFA a JJ?.
Ou será que teve um rebate de conciencia e entendeu que nao as merecia?
Duvido.

domingo, 28 de março de 2010

O eclipse do siso

1. Ao contrário de muitas decisões anteriores, os senhores conselheiros do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol pensam agora que os seguranças de recinto desportivo não são considerados intervenientes no jogo, tal como polícias, bombeiros e outros equiparados de que são exemplo os apanha-bolas.
É uma concepcão “sui generis” e inovadora no mundo da justiça desportiva portuguesa que em todas as situações análogas anteriormente levadas à sua decisão consagrou jurisprudência de sentido contrário.
Esta concepcão é ainda singular porque os seguranças, polícias, bombeiros e outros equiparados são essenciais, por imperativo da lei, à realização do espectáculo desportivo, de tal forma que sem a sua presença não há jogo.

Assiste-se, pois, a uma involução na interpretação da norma jurídica, certamente defensável no plano académico mas não harmonizável com a evolução da vida.
Quanto a este ponto, não sei se os senhores conselheiros jubilados tiveram como Mestre o saudoso Professor Doutor Carlos Alberto da Mota Pinto.
Ensinava, efectivamente, esse saudoso e Insigne Mestre do Direito que a norma jurídica deve ser interpretada num sentido actualista, tendo em conta a normal evolução da vida a que ela se destina.
A norma é criada para regular a vida, pelo que na vida se deve inserir e não a vida inserir-se na norma.

Os senhores conselheiros, com uma interpretação muito restritiva e retrógrada, afrontaram ainda o conceito amplo de agente desportivo que a norma regulamentar da Liga consagrou. E outro princípio que os Mestres de Direito consagram é o de que, se o legislador não restringiu, não deve o intérprete restringir.


2. Mas a decisão torna-se ainda retrógrada tendo em conta o que se passa nas normas similares de direito europeu. Na Liga Inglesa e outras Ligas de futebol de primeira qualidade, a condenação da prevaricação corresponde ao sentimento comum dos apaniguados do futebol e está de acordo não apenas com a aplicação da Justiça mas ainda com a consagração do tão propalado princípio do “fair play” desportivo, palavra que em Portugal também enche a boca das autoridades.
Todavia, estas mesmas autoridades, quando são chamadas a aplicar a justiça, mesmo que só a justiça retribuitiva, parecem sempre lamentar a missão que lhes foi confiada. Assiste-se, quer da parte de alguma opinião, quer da parte dessas autoridades, a uma desculpabilização dos comportamentos atentatórios da são convivência desportiva, chegando-se muito perto de lamentar o infractor, quase o divinizando pela compaixão, e esquecendo-se completamente a vítima.
Nalguns casos, há mesmo arrotos desprezíveis a tentarem condenar a vítima por ela se ter queixado.


3. Não há dúvida! Em Portugal, a vítima desportiva tende a ser escorraçada, vilipendiada, maltratada e esquecida, talvez por se ter permitido inocentemente ser vítima.
Pelo contrário, o infractor quase é sacralizado, uma vez que todos os olhares e opiniões se dirigem para a eventual condenação deste, num estridente coro de lamentações e de compaixão, enquanto a vítima é esquecida, ostracizada, curando sosinha as feridas da brutalidade e da humilhação.
Melhor dizendo, o Portugal de brandos costumes inverteu no futebol os princípios fundamentais da civilização, vitimizando os algozes e algozando as vítimas.

Ao que tudo indica, porém – e já consta até dos jornais – tratou-se de mais uma cozinhada costumeira que se vai fazendo ao longo dos tempos naquele Conselho de Justiça.
Quanto à aplicação do direito ... essa varia consoante as influências clubísticas dominantes capazes, inclusive, de modificar intenções e mesmo convicções.
Para o Conselho de Justiça, a Justiça segue dentro de momentos ...


4. Tendo em conta toda esta lamúria para com o infractor e correlativo desprezo pela vítima, é patético e abjecto o comunicado do Sporting de Braga.
De facto, o comunicado é desprezível porque se insere na linha traçada da compaixão para com o infractor e desprezo pela vítima, invertendo-se totalmente os valores civilizacionais.

O comunicado é ainda patético porque assenta em fundamentos mistificadores da realidade, num delírio só próprio da demência intelectual quando contesta factos cuja verificação real pôde ser presenciada em todo o mundo e por toda a gente.
Razão tem aqueles que dizem que há certas mentes tão retorcidas que são capazes de contestar o próprio sol, a chuva e o vento, a fim de defenderem os princípios mais retrógrados e animalescos.

O comunicado é ainda patético porque, tendo a condenação do infractor Vandinho sido decidida por um órgão de justiça desportiva, foi depois confirmada unanimemente por outro órgão de justiça desportiva superior, em sede de recurso, que fez sua também a decisão de condenação que fora proferida em primeira instância.
Todavia, os proscritos da moralidade viram-se com toda a sua sanha persecutória contra a primeira instância, e em especial o seu presidente, e esquecem totalmente quem, em responsabilidade suprema de decisão hierarquicamente superior, confirmou a decisão primeira com uma decisão de total concordância.

De resto, se pensarmos bem e com espírito de boa fé e livre de segundas intenções, seria contra o órgão de segunda instância desportiva que os subscritores do patético comunicado poderiam ainda ter alguma legitimidade para contestar.
Com efeito, a agressão de Vandinho é semelhante, e até inferior nos resultados, à protagonizada por Hulk e Sapunuru. São ambas agressões contra a integridade física de pessoa humana.
Ora, a pessoa humana é tão importante na “veste” de um “interveniente no jogo” como noutra qualquer “veste”. É assim que a consideram as pessoas civilizadas e de boa fé.


5. Não foi assim que a consideraram os senhores conselheiros. No entanto, o erro moral e jurídico não esteve na manutenção do castigo a Vandinho.
Esteve na quase despenalização de Hulk e Sapunuru porque os senhores conselheiros, no seu conceito bizarro de pessoa humana, consideram mais importante a pessoa humana interveniente no espectáculo desportivo do que a pessoa humana assistente do espectáculo desportivo.
Para os senhores conselheiros, não existe pessoa humana. Logo, não lhes interessa a conduta criminosa, o crime em si, mas a qualidade da pessoa que sofreu na pele os actos concretizadores daquela conduta.
É uma nova forma de medir as pessoas aos palmos!...

Mas é claro que se compreende esta patetice “bracarense”. O Conselho de Justiça continua nas mãos do sistema que se mantém quase intocável, bastando para o comprovar – se necessário fosse – ler o correio da manhã de hoje.
A Comissão Disciplinar da Liga não, tem dado sobejas provas de independência e imparcialidade o que a feriu de morte porque teve a ousadia de, na aplicação efectiva da Justiça desportiva, a ter aplicado efectivamente àqueles que durante décadas despudoradamente atentaram contra ela.
O Sporting de Braga pouco se importa que o sistema o não tivesse favorecido neste aspecto concreto. Acostumou-se à babugem, segue o dono com fidelidade canina.


6. Toda a gente de boa fé sabe qual o motivo de toda esta direccionada chavasquice. O que pode surpreender e admirar é tão grande descaramento mas até isso já nem é inesperado. No fundo, advém de muita gente que nunca se impressionou com a batotice da mais negra página da verdade desportiva mas, quiçá, a coadjuvou e exaltou.

Nem sequer podemos ficar admirados com a pesporrência de tal gente ao considerar-se auto exaltadamente de “guerreiros”. Nem pensamos sequer que, com, tal prosápia, estão a ofender os verdadeiros Guerreiros que a história da humanidade consagrou. É que, além do mais, não ofende quem quer ...
Estes Guerreiros lutavam lealmente, eram cavalheiros, defendiam as virtudes civilizacionais a cuja missão dedicavam o seu espírito lutador.
Os auto proclamados de “guerreiros” lutam à traição, cultivam o destempero, defendem valores que a civilização condenou e condena.

Estes auto proclamados “guerreiros” são apenas terroristas!
Terroristas da verdade, da honestidade intelectual, do fair play, da verdade desportiva, dos valores morais e civilizacionais do Homem!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sabado todos de colete,mas todos mesmo.

Quem puder e quem concordar obviamente.
* ideia (bem sugestiva) do amcslb


SLB4EVER Rumo****

sábado, 20 de março de 2010

PROCURA-SE …

Jogador escorraçado do seu estágio, jogador corrido à “pedrada” do “nós”, os homens do clube da pedrada nacional, parece ter-se refugiado no consulado da sua Pátria. Teria ido pedir asilo político não por perseguição do seu país mas por escorraçamento no país pequenino da servidão e do armamento “nuclear” dos mísseis do pedregulho.

Já alguém disse ou escreveu que um director desportivo é contratado para contratar jogadores. Este director desportivo do “nós” e da gestão “à porto” foi contratado para expulsar os melhores jogadores.
Sá Pinto, seu antecessor, não expulsou e escorraçou Liedson porque, assim, ficaria sem parceiro para o pugilato e o jogo do murro, conquanto só os olhos, sobrancelhas, nariz e dentes do “levezinho”, por ser “leve”, claro está, tenham sido derrotados.

O “ministro” também joga “à ministro”.
Não consta que o desaparecido tenha dotes de pugilato. Todavia, o "ministro", ao que se diz, parece que tem. De resto, isto só revela uma coerência. Pedrada e murro são jogos assim não muito distantes.
Depois, já muitos sportinguistas se queixaram e afirmaram que aquilo por Alvalade só vai ao murro … e à pedrada, naturalmente! De outro modo, não há forma de endireitar aquela servidão de migalhas.

Contam os escaparates da história que o nosso – nosso, não, deles e só deles – “ministro” disciplinador do “nós” tem sido um “expert” em desatar nós. E dão-se alguns exemplos do brio “profissional” que o “ministro” do “nós” já evidenciou, numa coerente sequência que, agora, já ninguém ousa desancar.

No Dínamo de Moscovo havia a directiva disciplinadora que impunha aos jogadores a limpeza das próprias botas.
Todos os jogadores cumpriam!
O “ministro” do “nós” achava que o “nós” – ele – nada tinha a ver com isso!
A sua brilhante “disciplina” do “nós” deu-lhe direito a sair pela porta da rua, talvez não escorraçado mas, ainda assim, sem deixar inquietudes em ninguém.

No Atlético de Madrid – que, sem o “nós” do “ministro”, agora eliminou o clube com o “nós” do “ministro” – conta-se que, num treino, tão exímio “disciplinador” teve entrada duríssima sobre um jovem companheiro de treino e de clube.
Quando este ousou pedir satisfações, levou os seus murros da ordem como troco!
Claro que os adeptos do Atlético de Madrid pediram ao “ministro” do “nós”, e também dos murros, que se dedicasse a jogar futebol e não ao pugilismo.
Como não foram ouvidos! ...

Mas não está completa a imagem histórica do “disciplinador” do “nós”. Deixou de se ver na selecção, ao que dizem, por causa, precisamente, de o “ministro” do “nós” ter presenteado o “nós” da selecção com uma noitada!

Por tudo isto, se não sabemos ainda onde encontrar o “desaparecido”, sabemos ao menos quais as razões do seu escorraçamento.
Izmailov não parece ter jeito, tanto quanto se sabe, para as artes do pugilismo e do murro!
Por conseguinte, não serve de parceiro ao “disciplinador” do “nós” porque não entra no “nós” do “ministro”.

Enquanto se aguarda por notícias do desaparecido escorraçado do “nós” do “ministro”, o “ministro” deles, do clube da pedrada, vai tendo nós para desatar!
Mas agora ainda vai ter mais tempo, tempo de sobra, uma vez que ainda há bem pouco, “o vento levou tudo” … o que por lá havia ainda para levar, que não era muito!
Mas ficaram as pedras! E os punhos do “ministro”!
E os adeptos para os torneios da pedrada!