segunda-feira, 29 de março de 2010

COMO É DIFERENTE O FUTEBOL EM PORTUGAL

Nao deixa de ser irónico e até de pasmar, para mim claro, o que vi na final da Taça da Liga.
Primeiro e antes de tudo, continuo a defender que o BENFICA deveria sair dessa Taça.
Tem servido para que os árbitros, que nas competiçoes “mais importantes”, onde roubam a bom roubar o BENFICA, o beneficiem nessa taça cervejeira.
Sem a preocupaçao de hierearquizar, descrevo o que para mim foram as derrotas mais sonantes do FCPorto.
1º- no plano deportivo, a derrota foi claríssima. Nos dois aspectos que interessam, o FCPorto foi amplamente derrotado.
Perdeu por três golos sem resposta, o que desde já pressupoe, que o BENFICA, possui claramente um plantel muito superior técnicamente.
Durante todo o jogo, veio ao de cimo a abismal diferenta entre a Equipa de Stradivarious, e um grupo de gladiadores, á boa maneira da velha Roma.
2º - no plano disciplinar, a derrota ainda foi mais clara.
O FCPorto, ao longo de 30 anos de impunidade, criou para si próprio, uma aura de “intocabilidade.
Nao sabendo o que significa ser capitao de equipa, bruno alves deu um espectáculo triste, nao foi nem capitao nem jogador, foi uma espécimen que se quer erradicado dos campos de futebol.
Já nao se usa daquilo, aliás nunca se usou, só mesmo no FCPorto para criar e alimentar um energumeno mesmo à medida dum clube que deita mao a tudo para ganhar.
3º - no plano da arbitragem, com um jorge sousa absolutamente em pânico, pois perante os seus queridos super dragoes, e todo o staff que há mais de vinte anos promove ou despromove árbitros a seu bel-prazer, jorge sousa, viu-se na necessidade e no desejo de deixar os de azul e branco distribuir fruta, nao daquela de dormir obviamente, mas da fruta de doer, daquela fruta que considera que canela vai té ao pescoço.
E que bem que bruno alves o exemplificou.
Foi uma final triste, muito triste.
Se para o BENFICA significou além do mais que está no bom caminho, o que esta final da taça cervejeira, mostrou à saciedade e à sociedade o que é afinal de contas a boa organizaçao do clube dos treinadores mortos: um reino podrido, mas muito bem organizado.
Bastou um campeonato á medida da fraquíssima equipa que tem, para o fcporto, mostrar as garras e os dentes com que domina o futebol português, os braços com que asfixia esta pouca vergonha que campeia no futebol tuga.
Um tal de fernando gomes, demitiu-se dum qualquer cargo na estrutura do clube dos envelopes, numa manobra de cerco às chefias do futebol.
E parece que o assalto ao poder no futebol foi revigorado.
E, como era de esperar, os leves castigos a hulk e sopapu, foram praticamente “limpos”.
Na Inglaterra um tal de Cantona, esse sim um jogador genial, figura de prôa de um clube de prôa, agrediu um espectador e levou com a módica quantia de 15 meses.
Espectador, que por sinal o provocou e insultou.
Depois de entrarem na cabine, foram chamados cá fora e desembrestados a sairem de um qualquer curral, hulk e sopapu agrediram agentes do futebol, que foram depois qualificados de espectadores.
Espectadores especiais, já que só podem ver os jogos nos tuneis dos estádios.
Adiante.
Foram despenalizados e agora pedem indmenizaçao choruda…e claro armam-se em vítimas, maquilo que eles mesmos fizeram aprovar.
Parafraseando o Cardeal Gonzaga em “A Ceia dos Cardeais” “como é diferente o futebol em Portugal”.
No sábado passado, jogou-se contra um inimigo vulgar.
Muito mal vai o futebol de um País quando uma equipa trauliteira e praticamente inócua tem pretensoes a ser campea.
Nao fora o empolamento dado pela imprensa servil, e este brácoro, teria passado despercebido, pois foi empurrado por todo um ambiente criado artificialmente como intuito de derrotar o GLORIOSO.
Tristes coitados, deveriam ter ido depois do jogo ao Bom Jesus, agradecer o nao terem saído como sairam mexilhoes, nacionales setubels e outros que tais.
Mas lá que correram correram, muito diferente das perninhas abertas contra a casa-mae.
Seria da côr do Manto Sagrado, das malas vazias(já agora) com 50 mil dentro?
Como foram derrotados, ladraram furiosamente contra tudo o que mexia do BENFICA…desde o provocador DIMAGIA, ao profissionalíssimo JJ.
Boissoró, que agrediu CARDOZO em Braga, fracturou o perónio e o ligamento cruzado do joelho(nao interessa qual).
Justiça remanescente?
A verdade é que no tenho pena nenhuma.
Lá as fizeste cá as pagaste.
Estamos no único lugar que a História nos reservou: o PRIMEIRO.
Se Fosse num campeonato como deve ser, a diferenta do BENFICA, para os perseguidores era suficiente.
Mas sabemos que em Portugal, o futebol joga-se nos gabinetes onde se encomenda fruta se servem cafezinhos, se solicitam sumarissimos para o BENFICA e pede-se para limpar amarelos.
Só pergunto o que diriam se o Pedro Proença (para quando a expulsao de sócio do GLORIOSO?) oferecesse as insignias FIFA a JJ?.
Ou será que teve um rebate de conciencia e entendeu que nao as merecia?
Duvido.

domingo, 28 de março de 2010

O eclipse do siso

1. Ao contrário de muitas decisões anteriores, os senhores conselheiros do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol pensam agora que os seguranças de recinto desportivo não são considerados intervenientes no jogo, tal como polícias, bombeiros e outros equiparados de que são exemplo os apanha-bolas.
É uma concepcão “sui generis” e inovadora no mundo da justiça desportiva portuguesa que em todas as situações análogas anteriormente levadas à sua decisão consagrou jurisprudência de sentido contrário.
Esta concepcão é ainda singular porque os seguranças, polícias, bombeiros e outros equiparados são essenciais, por imperativo da lei, à realização do espectáculo desportivo, de tal forma que sem a sua presença não há jogo.

Assiste-se, pois, a uma involução na interpretação da norma jurídica, certamente defensável no plano académico mas não harmonizável com a evolução da vida.
Quanto a este ponto, não sei se os senhores conselheiros jubilados tiveram como Mestre o saudoso Professor Doutor Carlos Alberto da Mota Pinto.
Ensinava, efectivamente, esse saudoso e Insigne Mestre do Direito que a norma jurídica deve ser interpretada num sentido actualista, tendo em conta a normal evolução da vida a que ela se destina.
A norma é criada para regular a vida, pelo que na vida se deve inserir e não a vida inserir-se na norma.

Os senhores conselheiros, com uma interpretação muito restritiva e retrógrada, afrontaram ainda o conceito amplo de agente desportivo que a norma regulamentar da Liga consagrou. E outro princípio que os Mestres de Direito consagram é o de que, se o legislador não restringiu, não deve o intérprete restringir.


2. Mas a decisão torna-se ainda retrógrada tendo em conta o que se passa nas normas similares de direito europeu. Na Liga Inglesa e outras Ligas de futebol de primeira qualidade, a condenação da prevaricação corresponde ao sentimento comum dos apaniguados do futebol e está de acordo não apenas com a aplicação da Justiça mas ainda com a consagração do tão propalado princípio do “fair play” desportivo, palavra que em Portugal também enche a boca das autoridades.
Todavia, estas mesmas autoridades, quando são chamadas a aplicar a justiça, mesmo que só a justiça retribuitiva, parecem sempre lamentar a missão que lhes foi confiada. Assiste-se, quer da parte de alguma opinião, quer da parte dessas autoridades, a uma desculpabilização dos comportamentos atentatórios da são convivência desportiva, chegando-se muito perto de lamentar o infractor, quase o divinizando pela compaixão, e esquecendo-se completamente a vítima.
Nalguns casos, há mesmo arrotos desprezíveis a tentarem condenar a vítima por ela se ter queixado.


3. Não há dúvida! Em Portugal, a vítima desportiva tende a ser escorraçada, vilipendiada, maltratada e esquecida, talvez por se ter permitido inocentemente ser vítima.
Pelo contrário, o infractor quase é sacralizado, uma vez que todos os olhares e opiniões se dirigem para a eventual condenação deste, num estridente coro de lamentações e de compaixão, enquanto a vítima é esquecida, ostracizada, curando sosinha as feridas da brutalidade e da humilhação.
Melhor dizendo, o Portugal de brandos costumes inverteu no futebol os princípios fundamentais da civilização, vitimizando os algozes e algozando as vítimas.

Ao que tudo indica, porém – e já consta até dos jornais – tratou-se de mais uma cozinhada costumeira que se vai fazendo ao longo dos tempos naquele Conselho de Justiça.
Quanto à aplicação do direito ... essa varia consoante as influências clubísticas dominantes capazes, inclusive, de modificar intenções e mesmo convicções.
Para o Conselho de Justiça, a Justiça segue dentro de momentos ...


4. Tendo em conta toda esta lamúria para com o infractor e correlativo desprezo pela vítima, é patético e abjecto o comunicado do Sporting de Braga.
De facto, o comunicado é desprezível porque se insere na linha traçada da compaixão para com o infractor e desprezo pela vítima, invertendo-se totalmente os valores civilizacionais.

O comunicado é ainda patético porque assenta em fundamentos mistificadores da realidade, num delírio só próprio da demência intelectual quando contesta factos cuja verificação real pôde ser presenciada em todo o mundo e por toda a gente.
Razão tem aqueles que dizem que há certas mentes tão retorcidas que são capazes de contestar o próprio sol, a chuva e o vento, a fim de defenderem os princípios mais retrógrados e animalescos.

O comunicado é ainda patético porque, tendo a condenação do infractor Vandinho sido decidida por um órgão de justiça desportiva, foi depois confirmada unanimemente por outro órgão de justiça desportiva superior, em sede de recurso, que fez sua também a decisão de condenação que fora proferida em primeira instância.
Todavia, os proscritos da moralidade viram-se com toda a sua sanha persecutória contra a primeira instância, e em especial o seu presidente, e esquecem totalmente quem, em responsabilidade suprema de decisão hierarquicamente superior, confirmou a decisão primeira com uma decisão de total concordância.

De resto, se pensarmos bem e com espírito de boa fé e livre de segundas intenções, seria contra o órgão de segunda instância desportiva que os subscritores do patético comunicado poderiam ainda ter alguma legitimidade para contestar.
Com efeito, a agressão de Vandinho é semelhante, e até inferior nos resultados, à protagonizada por Hulk e Sapunuru. São ambas agressões contra a integridade física de pessoa humana.
Ora, a pessoa humana é tão importante na “veste” de um “interveniente no jogo” como noutra qualquer “veste”. É assim que a consideram as pessoas civilizadas e de boa fé.


5. Não foi assim que a consideraram os senhores conselheiros. No entanto, o erro moral e jurídico não esteve na manutenção do castigo a Vandinho.
Esteve na quase despenalização de Hulk e Sapunuru porque os senhores conselheiros, no seu conceito bizarro de pessoa humana, consideram mais importante a pessoa humana interveniente no espectáculo desportivo do que a pessoa humana assistente do espectáculo desportivo.
Para os senhores conselheiros, não existe pessoa humana. Logo, não lhes interessa a conduta criminosa, o crime em si, mas a qualidade da pessoa que sofreu na pele os actos concretizadores daquela conduta.
É uma nova forma de medir as pessoas aos palmos!...

Mas é claro que se compreende esta patetice “bracarense”. O Conselho de Justiça continua nas mãos do sistema que se mantém quase intocável, bastando para o comprovar – se necessário fosse – ler o correio da manhã de hoje.
A Comissão Disciplinar da Liga não, tem dado sobejas provas de independência e imparcialidade o que a feriu de morte porque teve a ousadia de, na aplicação efectiva da Justiça desportiva, a ter aplicado efectivamente àqueles que durante décadas despudoradamente atentaram contra ela.
O Sporting de Braga pouco se importa que o sistema o não tivesse favorecido neste aspecto concreto. Acostumou-se à babugem, segue o dono com fidelidade canina.


6. Toda a gente de boa fé sabe qual o motivo de toda esta direccionada chavasquice. O que pode surpreender e admirar é tão grande descaramento mas até isso já nem é inesperado. No fundo, advém de muita gente que nunca se impressionou com a batotice da mais negra página da verdade desportiva mas, quiçá, a coadjuvou e exaltou.

Nem sequer podemos ficar admirados com a pesporrência de tal gente ao considerar-se auto exaltadamente de “guerreiros”. Nem pensamos sequer que, com, tal prosápia, estão a ofender os verdadeiros Guerreiros que a história da humanidade consagrou. É que, além do mais, não ofende quem quer ...
Estes Guerreiros lutavam lealmente, eram cavalheiros, defendiam as virtudes civilizacionais a cuja missão dedicavam o seu espírito lutador.
Os auto proclamados de “guerreiros” lutam à traição, cultivam o destempero, defendem valores que a civilização condenou e condena.

Estes auto proclamados “guerreiros” são apenas terroristas!
Terroristas da verdade, da honestidade intelectual, do fair play, da verdade desportiva, dos valores morais e civilizacionais do Homem!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sabado todos de colete,mas todos mesmo.

Quem puder e quem concordar obviamente.
* ideia (bem sugestiva) do amcslb


SLB4EVER Rumo****

sábado, 20 de março de 2010

PROCURA-SE …

Jogador escorraçado do seu estágio, jogador corrido à “pedrada” do “nós”, os homens do clube da pedrada nacional, parece ter-se refugiado no consulado da sua Pátria. Teria ido pedir asilo político não por perseguição do seu país mas por escorraçamento no país pequenino da servidão e do armamento “nuclear” dos mísseis do pedregulho.

Já alguém disse ou escreveu que um director desportivo é contratado para contratar jogadores. Este director desportivo do “nós” e da gestão “à porto” foi contratado para expulsar os melhores jogadores.
Sá Pinto, seu antecessor, não expulsou e escorraçou Liedson porque, assim, ficaria sem parceiro para o pugilato e o jogo do murro, conquanto só os olhos, sobrancelhas, nariz e dentes do “levezinho”, por ser “leve”, claro está, tenham sido derrotados.

O “ministro” também joga “à ministro”.
Não consta que o desaparecido tenha dotes de pugilato. Todavia, o "ministro", ao que se diz, parece que tem. De resto, isto só revela uma coerência. Pedrada e murro são jogos assim não muito distantes.
Depois, já muitos sportinguistas se queixaram e afirmaram que aquilo por Alvalade só vai ao murro … e à pedrada, naturalmente! De outro modo, não há forma de endireitar aquela servidão de migalhas.

Contam os escaparates da história que o nosso – nosso, não, deles e só deles – “ministro” disciplinador do “nós” tem sido um “expert” em desatar nós. E dão-se alguns exemplos do brio “profissional” que o “ministro” do “nós” já evidenciou, numa coerente sequência que, agora, já ninguém ousa desancar.

No Dínamo de Moscovo havia a directiva disciplinadora que impunha aos jogadores a limpeza das próprias botas.
Todos os jogadores cumpriam!
O “ministro” do “nós” achava que o “nós” – ele – nada tinha a ver com isso!
A sua brilhante “disciplina” do “nós” deu-lhe direito a sair pela porta da rua, talvez não escorraçado mas, ainda assim, sem deixar inquietudes em ninguém.

No Atlético de Madrid – que, sem o “nós” do “ministro”, agora eliminou o clube com o “nós” do “ministro” – conta-se que, num treino, tão exímio “disciplinador” teve entrada duríssima sobre um jovem companheiro de treino e de clube.
Quando este ousou pedir satisfações, levou os seus murros da ordem como troco!
Claro que os adeptos do Atlético de Madrid pediram ao “ministro” do “nós”, e também dos murros, que se dedicasse a jogar futebol e não ao pugilismo.
Como não foram ouvidos! ...

Mas não está completa a imagem histórica do “disciplinador” do “nós”. Deixou de se ver na selecção, ao que dizem, por causa, precisamente, de o “ministro” do “nós” ter presenteado o “nós” da selecção com uma noitada!

Por tudo isto, se não sabemos ainda onde encontrar o “desaparecido”, sabemos ao menos quais as razões do seu escorraçamento.
Izmailov não parece ter jeito, tanto quanto se sabe, para as artes do pugilismo e do murro!
Por conseguinte, não serve de parceiro ao “disciplinador” do “nós” porque não entra no “nós” do “ministro”.

Enquanto se aguarda por notícias do desaparecido escorraçado do “nós” do “ministro”, o “ministro” deles, do clube da pedrada, vai tendo nós para desatar!
Mas agora ainda vai ter mais tempo, tempo de sobra, uma vez que ainda há bem pouco, “o vento levou tudo” … o que por lá havia ainda para levar, que não era muito!
Mas ficaram as pedras! E os punhos do “ministro”!
E os adeptos para os torneios da pedrada!

sexta-feira, 19 de março de 2010

O CLUBE DOS VISCONDES DA PEDRADA

1. O Sporting Clube de Portugal parece que mudou de nome e passou a chamar-se o Sporting Clube da Pedrada. De facto, já desde há uns tempos para cá que temos visto e ouvido os seus dirigentes e adeptos a jogarem à pedrada, aqueles metaforicamente e estes no afã da concretização dos incentivos dos seus chefes.
Salema Garção tornou-se, neste contexto, o maior incentivador da pedrada quando apelou aos adeptos do Sporting para receberem Atlético de Madrid e Simão Sabrosa num ambiente “extremamente difícil”. Excelente incendiário dos ânimos, porta-se na linha de uma elite de viscondes que, com a sua “finesse”, lá vão continuando na busca de algum alívio para os seus infortúnios desportivos.
Os holigans deste e de outros países não escarnecerão certamente de tal chefe.
A pedrada tornou-se, para esta gente de “fina” linhagem, o único meio de tentar alcançar uma vitória desportiva, agora que até o seu celeiro de migalhas se consome na magreza do pão nosso de cada dia.
É certo que estes títeres das virtudes desportivas não estão apenas escanzelados com a fome de vitórias desportivas e de massa para conseguirem dar a volta à situação de insolvência notória. Eles estão também incentivados pelos homens da justiça desportiva dispostos a concederem-lhe títulos que ganharam à pedrada.
Talvez por isso não seja de admirar que, frustradas agora as suas expectativas da vitória à pedrada, venham a recorrer desta vez para as instâncias “uefeiras”, na esperança de que elas tenham “aprendido” alguma coisa com os exemplares conselheiros da justiça federativa portuguesa.

2. Ainda relativamente à pedrada, a SIC deu uma amostra resplandecente do estado da actual credibilidade da informação dos “media” portugueses.
Efectivamente, foi-nos dado a ver pelas imagens dois pedreiros, um de camisola verde, a lançarem pedradas sobre uns autocarros de passageiros que estavam quase a parar. Depois, viram-se sair vários indivíduos do mesmo autocarro e, sem lançarem pedras, dirigirem-se para os que lhas estavam a arremessar, fazendo inclusive algumas piruetas para fintar a direcção que levavam as pedras a eles dirigidas. E só depois estes apedrejados começaram a ripostar, lançando pedras também.
Por conseguinte, as imagens mostram-nos dois indivíduos a arremessarem pedras contra os autocarros, mesmo antes de estes terem parado e de começarem a sair de lá os seus ocupantes.
Porém, para o lídimo repórter da SIC no local, as coisas não se passaram como as imagens nos mostram. Ou seja, este repórter quis fazer de vesgos todos os que viam as imagens e, então, vai de dizer que foram os ocupantes dos autocarros, adeptos do Atlético de Madrid segundo o seu relato, aqueles que deram início à peleja do arremesso das pedras.
Não sabemos com que intenção tais autocarros vieram parar naquele sítio e quais os desígnios dos seus ocupantes, não nos custando nada admitir que não vieram cheios de boas intenções. Todavia, as imagens que nos foram disponibilizadas mostram que dois atiradores, presume-se adeptos do Sporting, que já estavam a atirar pedras aos autocarros antes de eles terem parado completamente e antes de começarem de lá a sair os seus ocupantes.
O repórter da SIC tem outra verdade sobre a realidade e procura desmentir as próprias imagens da realidade.
Nada que neste país, em especial nos domínios do futebol, nos surpreenda já.

3. Ainda no reino do clube nacional da pedrada, foi engraçado ver e ouvir o mais tenro espécime da gestão “à porto”. Foi engraçado e curioso porque o homem chegou no meio de um silêncio sepulcral – talvez continuação das exéquias do treinador “forever” – e num silêncio de túmulo se tem mantido e para lá remetido a equipa de que dizem ser director desportivo.
O curioso da cena foi que o homem abriu o bico precisamente naquilo que a gestão “à porto” ensina dever estar de bico fechado, como coisa unicamente do foro interno.
E quando o homem necessita de, publicamente, se justificar, a coisa deixa muitas interrogações…
Tantas interrogações que já hoje pudemos ler um costumado opinador sportinguista que começa por perguntar no seu artigo de opinião se o jogador “matou alguém”.
Não há dúvida de que, para começar, o “ministro” está mesmo a ser ministro! Abre o bico quando o devia fechar, necessita de publicamente se justificar quando só deve justificação interna, escorraça um jogador que tem brilhado e … perde a eliminatória e tudo o que ao vento faltava levar!

4. Mesquita Machado continua a saga do desvirtuamento e mistificação da realidade, na senda de Tavares, Moreiras, Domingos e Salvadores.
E não deixa de ser curioso que se erija e esgrima a provocação como a mais miserável de todas as misérias, a responsável por todos os descaminhos e por todos os dislates.
Mas sabe-se que a provocação é o argumento dos que não têm argumentos!
A provocação não deixou de ser apenas um motivo de atenuação dos comportamentos que afrontam os valores do homem mas o mais pérfido dos crimes que santifica todas as outras actuações que, pensava-se, atentam contra tais valores.
A provocação justifica tudo! Nem é necessário que ela seja uma provocação injusta que os valores do direito penal exigem – pelo menos, no papel – para ser relevante, mas relevante apenas como atenuação de um comportamento criminoso. Só precisa de ser catalogada de mera provocação por quem lhe der na gana!
Depois, o Senhor Mesquita Machado também acha que um treinador não devia fazer queixa de um jogador por ele treinado e que o tenha agredido ou tentado agredir.
Também não deixa de ser “sui generis” este pensamento, principalmente numa altura em que tanto se discute a indisciplina escolar, em especial aquela que culmina na agressão de professores. Para Mesquita Machado, e na lógica do seu raciocínio – um treinado é um aluno do treinador e este um professor daquele – um professor, qualquer que seja, não deve nunca fazer queixa de um seu aluno, seja em que circunstância for.
É muito feio, diz o Senhor Mesquita Machado, na senda do treinador Paciência.
Por isso, alunos de, hipoteticamente, algum professor filho ou neto ou de qualquer modo familiar próximo do Senhor Mesquita Machado, podem arriar à vontade neste vosso professor que ele de vós não deverá fazer queixa porque é muito feio!
Já quanto aos outros professores, deveis ter calma porque estes podem não estar pelos ajustes e mandarem bugiar o Senhor Mesquita Machado e aquilo que ele diz.

Livrai-nos, Senhor, de tão “ilustres pedagogos”!

quinta-feira, 18 de março de 2010

BOÇALIDADES E DESONESTIDADES

1. Em termos literários, o escritor Miguel Sousa Tavares tem sido muito desancado pela crítica especializada por via da mistificação da realidade histórica que impressiona muitos dos seus romances. Não se trata, tanto quanto se depreende das críticas, de uma ficção romanceada de factos inverosímeis. Trata-se pura e simplesmente de uma invenção de datas e realidades históricas, ou por ignorância, ou simplesmente por mera desorientação memorial.
A questão não tem, só por si, grande significado no desenrolar normal da História ou mais concretamente da Humanidade, nem mesmo as invenções mirabolantes que, à custa desta mistificação, Miguel Sousa Tavares vai arrecadando.
Depois, também se percebe esta sua tendência que arremete sem êxito, naturalmente, contra a ditadura dos factos. Ela provém-lhe da escola futebolística implantada no seu clube que foi perito em desencantar factos que pretende históricos mas que só trapaceiam a História.

Indo ao fundo da questão e porque na actualidade a mentira muitas vezes repetida já não se transforma em verdade, a necessidade desta mistificação factual da História assenta, como é óbvio, em bases que tentam subverter a verdade e a realidade das coisas e é recurso à mão dos que não têm por si recursos da realidade histórica.
No fundo, estes mistificadores ou são mentalmente mentirosos da realidade ou são meros ignorantes e de intelecto obtuso que não têm consciência da realidade, não por responsabilidade própria mas por responsabilidade dos recursos de que o seu intelecto dispõe.
Os primeiros são intelectualmente desonestos, são os criadores da mentira e da consequente aldrabice. Não provocam grande dano na sociedade porque o estado civilizacional actual desta cria em si anticorpos próprios que arremessam com tais boçalidades para a cloaca dos detritos nauseabundos.

Não sei em que categoria devemos colocar Miguel Sousa Tavares, nem com isso estou muito preocupado. Não tem a mínima importância a sua catalogação em qualquer das categorias enunciadas, nem em quaisquer outras que se arrimem. São por demais sabidas as suas mentiras negatórias de um factualismo real que impõe a sua ditadura e que, por via disso, não admite argumentos que o contrariem.
Devemos, porém, ter em conta o esforço de Miguel Sousa Tavares para a originalidade das suas lucubrações na sua mistificação da realidade, originalidade essa que muito naturalmente não alcança. Não é, pois, à falta de labor intelectual que as suas mentiras sobre a realidade factual evanescente nas suas mirabolâncias nos aparecem na sua crueza de desonestidade intelectual.

A pretendida originalidade que Miguel Sousa Tavares tenta emprestar às suas comédias sobre a realidade histórica faz, todavia, com que aquelas até tenham algum sentido. Um sentido que não é, obviamente, coincidente com o querido pelo autor, mas que existe na factualidade que ele recria no seu imaginário.
Vejamos, a título de exemplo, as frases escritas no seu artigo de opinião em “a bola”, da passada terça-feira. Escrevia ele que a equipa do FC Porto não mais devia atravessar o túnel da Luz sem uma escolta de polícia, testemunhas e operadores de filmagens.

Mas, naturalmente!
A escolta de polícia poderia, nomeadamente, impedir um qualquer jogador daquela equipa de danificar a estrutura do mesmo túnel, que custou dinheiro ao Benfica! Se tal escolta não estivesse disposta a fazer apenas “ofício de corpo presente”, talvez um Fernando qualquer posteriormente fosse, se não castigado disciplinarmente pelas instâncias da Liga, ao menos responsabilizado civilmente pelos estragos causados com a patada.
Quanto a testemunhas, e partindo-se do princípio, falacioso é certo tendo em conta o seu promotor, de que elas testemunhariam apenas a verdade dos factos, talvez que Hulk e Sapunuru não ficassem apenas pela fraqueza das punições relativamente à força das suas brutas bestialidades. E mais, talvez que outros comparsas seus também tivessem de responder perante a justiça disciplinar da Liga!
E o mesmo se diga quanto à necessidade da equipa de filmagens, conquanto os relatos do ocorrido nos tenham transmitido a excelência daquelas filmagens que ficaram gravadas, que não foram aceites pela justiça do futebol mas que o serão pela justiça penal, se esta não estiver a dormir e for cega.

Continuando pela sua dissertação, extensa mas dizendo pouco, encontramos ainda a original conclusão sobre o golo do Benfica no seu jogo com o Nacional da Madeira. É original e ainda inédita, não apenas porque ninguém a descortinou a não ser ele próprio mas ainda porque ela afronta de novo a ditadura da realidade factual que a desmente e permite chamar intelectualmente mentiroso ao seu autor.

Alguns poderão dizer que Miguel Sousa Tavares se permite estas originalidades porque, no âmbito do futebol, ele tem propensão para a palermice.
Não vou tão longe. Creio que Miguel Sousa Tavares sofre apenas de uma vesguice intelectual direccionada para todas as coisas que impliquem o seu FC Porto, pela positiva ou pela negativa, sendo neste caso abrangidos os supostos adversários do seu clube e o não suposto mas real inimigo erigido por tais intelectos.


2. Houve alguém, não tenho agora a certeza se Miguel Sousa Tavares ou não, que escreveu, relativamente ao “penta” nos “emiratos” londrinos, esta rábula sem lhe desvendar os segredos dos seu significado.
“Se Jesualdo Ferreira estivesse no lugar de Venger e este no lugar daquele, o resultado teria sido mesmissimamente igual”!

Mas é claro!...

Concordando quase inteiramente com a conclusão, retiro daí o significado de que a equipa de futebol profissional do FC Porto não presta para nada!
Para nada, não! Para alguma coisa presta, tal como ficou sobejamente comprovado no túnel da Luz!
Ela não presta é, dizem muitíssimos e eu concedo, para jogar futebol que se veja!
Socorrendo-me de um jogador da mesma que afirmou jogar ela “de forma espectacular”, tenho de concluir que o espectáculo que ela proporcionou no seu jogo, com este parodiante à cabeça, foi deveras espectacular e deve ter feito saltar de satisfação no seu túmulo o destinatário dos prometimentos do “penta”, que, enfim, fora alcançado!


3. O Senhor Vítor Pereira, responsável pela nomeação dos árbitros para jogos da Liga, é, como a grandíssima maioria dos responsáveis deste país, um esquecido! Um esquecido com memória sectorial, fazendo apelo aos recônditos desta nas situações que lhe interessam e remetendo para os abismos do esquecimento a realidade que importa, ou sonegar ou mistificar.
Compreende-se, assim, que o Senhor Vítor Pereira venha dizer que “as preocupações sobre a ocorrência de novos incidentes no túnel do estádio, depois da partida ou durante o intervalo, como os que aconteceram no jogo entre o Sp. Braga e o Benfica, também orientado pelo mesmo árbitro, são exageradas”!

De facto, elas “são exageradas” é na sua mente porque o que aconteceu no túnel de Braga foi apenas aquilo que este árbitro – e, já agora, o seu auxiliar Ramalho – quis que tivesse acontecido.
Mais ninguém soube de nada, só o que a ditadura decisória do árbitro, agora alvo de tantos encómios pelo Senhor Vítor Pereira, ditou que tivesse acontecido.
É que o senhor Vítor Pereira devia ter referido o que toda a gente viu e ele certamente também!
E o que toda a gente viu – menos o senhor Ramalho, claro, apesar de estar junto aos acontecimentos e de frente para eles, como o comprovam, sem deixarem a mínima dúvida, as imagens televisivas – foi o jogador Cardozo, mais o seu treinador adjunto, a serem barbaramente agredidos!
E o que toda a gente viu foi em plena luz da noite, dos holofotes do campo e das televisões!
E o que toda a gente viu aconteceu no relvado, bem às claras, não nos túneis!
Por isso, o Senhor Vítor Pereira pode estar descansado sobre a existência ou não existência de túneis no estádio do Algarve!
E pode estar descansado porque a regra da ditadura decisória do árbitro, ainda que túnel houvesse, imporá o seu critério!
Assim, ainda que os acontecimentos tenham lugar à vista de todos os participantes, árbitros incluídos, e das televisões presentes, o seu tão elogiado árbitro fará maneira de esquecer o que aí se passar e ditará a sua lei nos esconsos lugares que lhe permitem reinar!

quarta-feira, 17 de março de 2010

JÁ NAO PODES VIVER MAIS TEMPO CONNOSCO (parte II)

Tiveste, pois, Pintinho, em tua casa da Madalena, A.Duarte para te pedir conselhos matrimoniais...para o Pai, que tem uma amante em...Lisboa, ele que até é de...Braga. ë mais comedido que tu que as mandas vir do Brasil.Procedeste à partilha do bolo das Ligas; determinaste o lugar que cada Clube ocuparia nas tabelas classificativas. Afirmaste que por ti, Lisboa já estaria a arder.Tudo isto eu vim a saber pela coragem de um tal Luís Filipe Vieira.
Conheces?
Das reunioes que tens com a tua gente donde saem verdadeiras bostas dirigidas ao GLORIOSO, guarneci e reforcei,tranquei-lhes a porta. Outros procedessem de igual modo.
Sendo assim, prossegue, Pinto da Bosta,o caminho encetado; sai do País de uma vez para sempre; as portas estão abertas; põe-te a caminho. Há muito que te reclamam como papa esses teus acompanhantes manhosos.
Leva também contigo todos os teus; se não todos, pelo menos o maior número possível. Limpa a cidade. Libertarás o País dum cancro galopante.
Já não podes conviver por mais tempo connosco; não o suporto, não o tolero, não o consinto.
Grande deverá ser o nosso reconhecimento para com os deuses imortais, por termos escapado a esta peste tão abominável, tão horrorosa e tão hostil à Pátria. Nunca mais a suprema segurança do Futebol deve ser posta em perigo por causa de um homem apenas. De tantas vezes que tu, Pintinho das Bufas, armaste ciladas ao honestíssimo BENFICA, a última das quais a medonha táctica dos tuneis, que tiveste o cuidado de fazer aprovar a suspensao de quem fosse "apanhado" a andar á traulitada, nos túneis dos estádios. E nao é que foram os teus gladiadores a serem apanhados pela tua própria lei, que agora e só agora pedes para ser considerada inconstitucional?
Mas agora é a todo o País do Futebol que tu diriges abertamente o teu ataque; são as casas das pessoas, como a de Luís Filipe Vieira que já mudou de casa por três vezes, é a vida de todos os cidadãos,é o Portugal inteiro, é tudo isto que tu arrastas para a ruína e a devastação. E, uma vez que não ouso ainda pôr em prática o que se imporia em primeiro lugar, pedir que tenhas uma doença incurável, tomarei uma posição mais moderada quanto ao rigor, porém mais útil no que toca à salvação comum. É que, se a doença te matar, continuará no Futebol o restante bando dos teus conjurados; mas, se tu saíres, como já há muito te estou convidando, o País ficará vazio dos teus sectários, dessa profunda sentina que empesta o Estado.
Então, Pinto da Bosta, que se passa? Hesitas em fazer por nosso desejo o que tu já deverias realizar por tua livre vontade? É a um inimigo público que o vulgar cidadao manda sair do País.Perguntas-me se para o exílio?
Não to ordeno, mas, se pedires o meu parecer, aconselho-to.
Que há, ó Pinto da Bosta, que ainda te possa causar prazer neste País, em que não há ninguém, fora dessa conjuração de homens depravados, que te não odeie, ninguém que te não deteste?
Que nódoa de escândalos familiares não foi gravada a fogo na tua vida? Que ignomínia de vida particular não anda ligada à tua reputação?
Que sensualidade esteve longe de teus olhos?
Que acção infamante deixaram de perpetrar as tuas mãos algum dia? Que torpeza esteve ausente de todo o teu corpo? Que jovem alternadeira haverá a quem não tenhas ilaqueado nas seduções da tua imoralidade,na libertinagem?
Pois quê? Há pouco, quando, com os cornos que te pôs a tua primeira mulher, esvaziaste a tua consciência como se um menino de côro fosses, bêbado de luxúria e comprimidos azuis, pelo novo (ou novos?) relacionamentos.
Nem menciono a perda dos teus campeonatos, que tu verás todos confiscados nos próximos anos, se a Justiça, como deve ser, tiver mao pesada.
Refiro-me a factos que dizem respeito não à infâmia pessoal dos teus vícios, não à tua penúria doméstica e à tua má fama, mas, sim, aos superiores interesses do Estado e à vida e segurança de todos nós.
Podes tu, Pinto da Bosta, sentir prazer na luz deste dia ou no ar deste céu que respiras, ao saberes que ninguém dos portugueses desconhece que, na véspera do BeiraBeira-FCPorkos,durante o consulado de Pinto de Soiza, Azelha Duarte se apresentou submisso e servil em tua casa, e dizias primeiro para tomar um cafezinho e conversar sobre nada, depois dizias para pedir conselhos matrimoniais.
Tens um grupo de homens preparado para dar a morte aos que a ti nao se submetam, ou que vejas como "perigo" em portência.
E já nem conto pois que não são nem desconhecidos nem poucos os delitos cometidos. Quantos golpes, vibrados de tal maneira, que parecia impossível escapar-lhes!
Nada adiantas, nada consegues, e, contudo, não desistes de tentar e de querer.
Quantas vezes a tua bífida língua qual punhal ignominioso a usas quando julgas necessário, para cravá-la no corpo e na alma de outrém.
E agora, que vida é esta que levas? Desejo neste momento falar-te de modo que se veja que não sou movido pelo rancor, que eu te deveria ter, mas por uma compaixão que tu em nada mereces. Se os meus amigos me temessem da maneira que todos os teus concidadãos te receiam, eu, por Hércules!, sentir-me-ia compelido a deixar a minha casa; e tu, a esta País, não pensas que é teu dever abandoná-lo?
E se eu me visse, ainda que injustamente, tão gravemente suspeito e detestado pelos meus concidadãos, preferiria ficar privado da sua vista a ser alvo do olhar hostil de toda a gente; e tu, apesar de reconheceres, pela consciência que tens dos teus crimes, que é justo e de há muito merecido o ódio que todos nutrem por ti, estás a hesitar em fugir da vista e da presença de todos aqueles a quem tu atinges na alma e no coração?
Se teus parceiros te temessem e odiassem e tu não os pudesses apaziguar de modo nenhum, retirar-te-ias, penso eu, do seu olhar para outra qualquer parte. Pois agora é a Pátria, mãe comum de todos nós, que te odeia e teme,e sabe que desde há muito não pensas noutra coisa que não seja o seu parricídio; e tu, nem respeitarás a sua autoridade, nem acatarás as suas decisões, nem te assustarás com o seu poder?