terça-feira, 2 de março de 2010

OS VENDILHÕES DO TEMPLO DA VERDADE DESPORTIVA

Carta a El-Rei, D. Luís Filipe sobre o estado da sua Armada Imperial e sobre outras questiúnculas…

Poderoso Rei D. Luís Filipe da Grande Pátria Benfiquista, Vós sois grande até nos gestos com que abordais a indecorosa saga dos infiéis do Teu Reino, nesses gestos altivos e soberanos com que desprezas a bruta gente e as suas arruaças de polichinelo.
Dizeis bem, como é de Vossa mercê: “nós, os Benfiquistas, falamos de nós porque somos Grandes, somos uma imensa Pátria sem fronteiras; falamos de nós porque é essa a nossa essência; a bruta gente fala de nós porque reconhece a nossa Grandeza”.

Vós não o dissestes, poderoso Rei da Nação Benfiquista, mas pressentiste-o. A bruta gente fala de nós porque não tem por que falar dela! A bruta gente é apátrida, Insigne Rei, não tem Nação e nem sequer clube de acolhimento, apenas cavernas e túneis.
A bruta gente não é qualquer coisa que não existe no seu imenso lago de obscurantismo. A bruta gente é somente anti Benfica, anti Pátria Benfiquista.
Sobeja-lhe a luta, não na busca da luz mas nas trevas do ódio, da inveja, do cinismo, da hipocrisia.

Se Vós, Augusto Rei da Gloriosa Nação Benfiquista, dissestes ao Reino que tendes a honra de governar, nesse teu egrégio conclave exigido pela imensa superioridade da Tua Nação, que nós, Benfiquistas, falamos de nós, também mui avisadamente acrescentastes que tal desígnio não colide com o ficarmos “menos atentos ou vigilantes em relação a alguns comportamentos que, apesar de absurdos, não são inocentes”.
E nem menos de Ti se esperaria, Nobre Rei, da Tua mui distinta prudência. Por isso, nós outros, Teus súbditos e orgulhosamente combatentes pela nossa amada Pátria que tendes o supremo Dom de Governar, sentimos mais do que um dever, um desmedido aprazimento em Te dar aviso atempado das nossa lutas contra os infiéis.

Augusto Rei, aqueles sem vergonha que, de entre a bruta gente, chefiam manifestações contra a verdade desportiva, camafeus vendilhões do templo da austera e mais genuína verdade das coisas, não se inquietam de alevantar a sua barraca à direita daqueles que comandam bandos de infiéis a arremeter contra lojas e gentes de elevada índole, tanto quanto Teus súbditos forem, para roubar tudo quanto avistam ao alcance dos seus ávidos e esgazeados instintos.
E montam as suas traquitanas a vender por trinta dinheiros aquela “verdade desportiva” tão acalentada pelos seus régulos, de tal modo que a estes houve por bem alguma justiça dos deuses da bola premiar com uma condenação pelas manigâncias com que tão distintamente cuidaram dessa mesma “verdade desportiva”.

Sabeis bem, Poderoso Rei da Insigne Pátria Benfiquista, o quanto são mafiosos estes bufarinheiros da verdade. E sabei-lo, tanto como nós, Teus súbditos de Nação tão Gloriosa, porque o seu caifás filho de caim é o maior traquineiro da hipocrisia. Bem sabeis, Augusto Rei, que ele tenta apoucar, sem o beliscar um pouqinho só, o imenso fervor e a altíssima metamorfose que levou a Tua Armada Imperial às demonstrações do mais estreme e fabuloso bailado da bola, deixando para trás as naves despedaçadas dos bufarinheiros gentios aplebeados mais que plebeus.
E, em sua sina de candongueiro, faz ele berraria e ordena berração à sua bruta gente contra as arbitragens que, dando-lhes encosto escorreito, nem assim lhes valeram, mirando-as na vesguice dos seus esgazeados olhares ao espelho da Tua Armada que só aos seus dons de virtuosismo, ao Céu sublime ascendida ainda pelo imenso cortejo dos Teus humildes mas fervorosos súbditos, deve a sua ascensão Gloriosa.

Poderoso Rei, sabei que aquela bruta e infiel besta, régulo mor dos vendilhões da verdade desportiva, grunhia em gestos e pateava em sinais, que não era “expert” em arbitragem e considerava que a arbitragem portuguesa era melhor do que a arbitragem em muitos países de primeiro plano do futebol europeu!
E clamava, vede, contra as pessoas que não sabiam nada de futebol e que, semanalmente nos programas televisivos da bola – que os Teus súbditos, aliás, bem desprezam por estarem infectados de bruta gente – passavam mais de 80% do tempo a discutir arbitragem e que tal retirava serenidade aos “homens do apito”!

Estultícia insana deste Teu súbdito seria ele cogitar sequer nos confins da sua mente que Vós, Augusto Rei, não sabíeis o que mudou na bruta gente. Vós, que bem sabeis que aquela insciente gente era e é totalmente gente bruta do reino do mal! Bem sabeis que ele se dirigia aos seus vendilhões da verdade desportiva que fazem vigílias ao reino das trevas, da ignomínia e da hipocrisia. Bem sabeis que ele assim se bufarinhava contra o vendilhão da verdade histórica, um tal Tavares, que de vez em quando põe o seu régulo chefe como um bruto pacóvio e provinciano, sempre acompanhado de gente pequenina.

E Tavares até tem razão, como bem sabeis, Poderoso Rei. Conheceis o guarda Abel da sua milícia. Conheceis o seu chauffeur, um bruto ímpio co-arguido criminalmente com o seu régulo mor e atropelador encartado de fotógrafos bisbilhoteiros. Conheceis o seu guarda-costas, o tal “pidá”, ímpio gentio das maiores “virtudes” que o levaram à choldra por anos largos.
Soubestes à pouco que a “Judite” coscuvilhou as contas do reino gentio e bruto, parece que por causa de gente dada com o tal régulo mor dos vendilhões, tudo gente de finuras tais que nem a justiça dos embotados deseja justiçar.

Como bem vedes e bem sabeis, Poderoso e Augusto Rei da Insigne Pátria Benfiquista, temos à nossa volta bufarinheiros de banha da cobra da sua “verdade desportiva” a fazer velórios bem dignos da sua ímpia gente na escuridão, que, como bem o dizeis, eles o sol da verdade e da honra até contestam!

Com Vossa Mercê

Pero Vaz de Caminha

segunda-feira, 1 de março de 2010

TÚNEIS E TOUPEIRAS, TOUPEIRAS E TÚNEIS …

Benfiquistas!

Por uma vez na vida dai crédito ao vendedor da banha da cobra, o nosso mui conhecido e douto Dr. Rui Moreira! Reparai que ele é um exímio lutador pela verdade desportiva e não só! Tende em conta que ele trava o combate da lisura e da honradez. Tanto trava um duro combate em nome de tais princípios que se alia a um chefe de claque que confessa no seu livro(?!!!) terem os seus liderados comprado bilhetes com notas falsas e ainda trazido os trocos da ordem! E mais confessa o dito chefe, seu companheiro nas lides e vigílias contra a falsidade e a roubalheira, que os comandados daquele entravam às centenas nas lojas e roubavam tudo o que lhes aparecia à frente!
Com tão honrosas “damas de honor”, a banha da cobra do nosso bem conhecido e douto Dr. Rui Moreira só pode mesmo fazer milagres de algibeira nas ditas verdades, lisuras e “honradezas”!

Mas, por uma vez, dai crédito a tão apostólico vendedor! Em Alvalade, houve toupeiras … e túneis!

Já toda a gente se havia queixado, desde treinadores e jogadores da casa até visitantes desejosos de praticar futebol, de que o relvado de Alvalade estava todo escalavrado. Só que, segundo bem se subentendia quando se não falava abertamente, atribuía-se a culpa da escalavradura a moléstias desconhecidas, seja nas raízes das ervinhas, seja nos arranjos arquitectónicos do Alvalade XXI que mais parecia um alva lixo dos impérios romanos da antiguidade, seja mesmo nas areias de incógnita proveniência.
Ora, foi preciso que o nosso conhecido vendedor de banha da cobra, o douto Dr. Rui Moreira, vir esclarecer que este campeonato era de toupeiras e de túneis para se ficar bem ciente da origem da moléstia que grassa no relvado de Alvalade!
De resto, só lhe fica bem tal descoberta, nem menos lhe seria exigível em nome da credibilidade dos seus afazeres. Se ele pretende ser um vendedor sério e credível do seu produto, tem de, ao menos, desencantar nem que seja uma só das moléstias de entre tantas que a sua banha da cobra se propõe sarar ou no mínimo aliviar.

Em Alvalade houve toupeiras. Por uma vez, houve toupeiras que laboram à luz do dia, afanosas, deixando as suas tarefas de sapa na escuridão dos túneis para o seu ex director desportivo e pugilista, tão ex que já não passeia por aquelas cavernas.
Por mais do que uma vez, houve toupeiras que só sabem laborar nos lugares esconsos, fora da luz do dia, ou escondidas sob as beneméritas ajudas arbitrais e outras manigâncias. Estas toupeiras, uma vez a descoberto, em plena luz solar ou dos projectores da iluminação, são ceguetas no seu ofício. Se ainda por cima o homem do apito não lhes deixa malhar no canastro de alguém, ficam tão atarantadas que nem sabem de que terra são.

Em Alvalade também houve túneis. Não, não, Benfiquistas! Não me estou a referir aos túneis de Sá Pinto! Estou a referir-me aos túneis de ontem!
Tanto houve túneis que os jogadores do Sporting houveram por bem, seguindo bons exemplos, esperar pacientemente no relvado enquanto as toupeiras, ceguetas da luz do dia mas trabalhadeiras nos esconderijos dos túneis, estivessem bem amansadas dentro das suas cavernas!

Benfiquistas!

Agora que destes crédito, dai também um pouco da vossa muita compaixão para com a chorona há pouco contratada pelo reino do douto Dr. Rui Moreira! Bem vedes que ela não teve em Alvalade, tal como solicitara, uma arbitragem tão boa como a do dragão, no jogo com os subordinados da pedreira!
Assim, a chorona não pôde cumprir a promessa e dedicar o título ao “incrível” dos murros e das patadas!
Ora bolas, tende um pouco de dó! Até porque o Deco, aquele que também sabe atirar com a chuteira na cara do árbitro “compadre”, já escolheu a chorona para o substituir na selecção do sistema. Uma selecção do sistema da pancadaria bem arregimentada pelo próprio seleccionador!
Assim, fica tudo em família!

E já agora, perguntais. E aquela choramingada travestida de conferência de imprensa pelo Nuno dizem que jogador mas não joga?
Obrigais aquelas toupeiras da verdade desportiva a ter de pedir perdão ao “incrível” macacão por lhe não poderem dedicar o título e cumprir a promessa de ganhar, ganhar?!
Tende dó, também! Vede que o ganhar, ganhar afinal era o perder, perder! E os protestantes, perdão, promitentes, não podem cumprir as suas promessas!
Quereis que a murraça e a patada se virem contra os próprios?!
Afinal de contas, até tendes um pouco de razão! O dito capitão da toupeirama até já deu o exemplo! Mas não deixa de ser “perverso” que permitais que aquilo vire uma tourada de toupeiras!
É verdade que tenho uma alternativa! Não sei se estais de acordo! De todo o modo, eu proponho que os choramingas e promitentes do título cheguem junto do “incrível” pugilista e lhe dêem um canudo em vez do falhado título! Que o peçam aos subordinados de Braga e, assim, aquele já pode ver o título do campeonato, estão a perceber?!

E finalmente, o meu último pedido, Benfiquistas!

Dai também um pouco da vossa imensa compaixão ao professor Jesualdo! Compensai-o da insensibilidade do “lagarto” atrevidote que não o atendeu no seu pedido, “deixem-nos jogar”!
Aqui para nós, devo dizer-vos que foi bem-feita a desfeita do “lagarto”! Afinal, para quê deixar jogar umas toupeiras que da bola não percebem nada? Ainda se fosse jogar ao soco, ao murro e à patada!
Bem, de qualquer modo não vos fica nada mal, Benfiquistas, um pouco de compaixão!

Está na nossa índole, na nossa essência, sermos grandes!
Sejamo-lo, Benfiquistas, também na hora do velório do título!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

OS COMPLEXOS SPORTINGUISTAS

Alguns jornais têm ultimamente abordado estar em marcha um entendimento entre Sporting e FC Porto na tentativa de lançarem um candidato comum à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
Da parte do FC Porto, percebe-se essa tentativa de aliança. Os seus dirigentes deixaram de poder influenciar as orientações e decisões do actual presidente da Liga, como o fizeram durante anos a fio desde há quase três décadas para cá. Diga-se que não é tanto a presidência que interessa mas essencialmente o poder de influenciar a Comissão de Arbitragem e a Comissão de Disciplina aquilo que, verdadeiramente, está na mira de quem não soube e não sabe fazer outra coisa para vencer dentro dos campos de futebol.
Foi essa independência face ao FC Porto que o actual presidente da Liga conseguiu impor de alguma forma, não apenas na presidência da Liga mas muito mais nas comissões de arbitragem e disciplina, que levaram a que, quer o FC Porto, quer o seu presidente, fossem condenados, ainda que levemente face aos seus procedimentos de décadas, por desrespeito à verdade desportiva, condenação advinda de uma tentativa de corrupção de árbitros.

E o Sporting?

Convém não esquecer que os presidentes da liga e da comissão de arbitragem são sportinguistas confessos e que ambos foram por ele apoiados na sua eleição e ou nomeação para os respectivos cargos.
Porém, o grande mal do Sporting – e do FC Porto, naturalmente – foi que, tanto Hermínio Loureiro como Vítor Pereira têm mantido, ou tentado manter, uma independência de algum relevo. Mais importante do que isso, Hermínio Loureiro sempre disse e defendeu que, com ele na presidência da Liga, as comissões de arbitragem e de disciplina gozariam da independência funcional própria de órgãos que decidem.
É claro que não é isto o que o FC Porto, e também o Sporting via reboque daquele, pretendem mas uma dependência à Valentim Loureiro para que, por via do presidente, a sua influência naquelas duas comissões se demonstre concretamente na ajuda desejada.

O FC Porto quer ganhar a qualquer preço e, para isso, tem de derrubar o Benfica, apoucá-lo com medidas disciplinares e arbitrais, porque sabe bem que o enorme poderio de um Benfica económica e financeiramente saudável, aliado à sua grandeza advinda da enorme implantação popular, a nível nacional e mesmo mundial, só pode ter como corolário as vitórias desportivas.
Num desporto sério, permanentemente neutro de influências espúrias que desvirtuem a sua verdade desportiva, o Benfica só não ganhará se ele próprio de enfraquecer a si mesmo ou se outrem o enfraquecer por virtude essencialmente do desvirtuamento da verdade desportiva.
O FC Porto demonstrou já sobejamente como ganhar através de meios ínvios que são do conhecimento geral através das escutas telefónicas do apito dourado que nos patentearam apenas uma amostra dos esconsos subterrâneos que foram percorridos para esse efeito.

Mas, e o Sporting, interrogamo-nos de novo?

O Sporting assistiu, tal como todos os outros desportistas, ao assalto ao poder dos órgãos de decisão do futebol e não só, levado a cabo pela actual presidência do FC Porto. Conhece bem os meandros escuros desse assalto, até porque teve um presidente – João Rocha – que verticalmente declinou a contratação de um treinador – José Maria Pedroto – quando este lhe disse e quase exigiu o que era necessário para torpedear a verdade desportiva e ganhar através da trapaça e da mentira.

A recusa de João Rocha teve efeitos ao nível das vitórias do Sporting e do FC Porto porque este aproveitou, precisamente, aquilo que a verticalidade de Sportinguistas como João Rocha rejeitaram. Começou aí o seu degredo de vitórias até que Pinto da Costa conseguiu aliar os sportinguistas para a sua, dele, causa, através de Roquette e do respectivo pacto.
A solução apareceu fácil. O Sporting sempre demonstrou um complexo de pretensa superioridade genética face ao Benfica, clube de raiz popular. O Sporting sempre demonstrou um enorme complexo de inferioridade face ao Benfica por mor das vitórias deste e da sua implantação cada vez mais vasta nos meios populares.

Mas, por quê a aliança descarada com o FC Porto nos últimos tempos?

O Benfica nunca antes desviou quaisquer jogadores do Sporting. Pelo contrário, foi o Sporting que, em tempos já longínquos, foi buscar quase toda a equipa do Benfica para conseguir vencer alguma coisa e nem assim conseguiu muito.
Não foi o Benfica que destronou o Sporting do segundo lugar nacional, quer em vitórias, quer em simpatizantes. Ou foi ele próprio porque se deixou manipular, por acção ou por omissão, ou foi o FC Porto, com grande ajuda sua, dele, Sporting.

Por outro lado, o FC Porto sempre torpedeou o Sporting, especialmente desde o consulado de Pinto da Costa, quando e sempre que a ocasião se revelou propícia.
O FC Porto “roubou-lhe” o melhor jogador de Portugal durante anos largos – Paulo Futre – assim conquistando vitórias e títulos, bem como desafogo financeiro e económico, à custa do Sporting!
Para só falar em tempos mais próximos, o FC Porto desviou-lhe jogadores como Paulo Assumpção que se vieram a revelar importantes em conquistas internas e externas.
E desviou-lhe, há bem pouco tempo, Ruben Micael que era bem mais importante, futebolística e economicamente, do que um Pongolle que entrou para as reservas.
O FC Porto, através do seu presidente, sempre torpedeou o Sporting, apesar do pacto, conforme se comprova pelas escutas telefónicas. Foi o pedido de sumaríssimo a Liedson, foi a humilhação própria de um pulha ao seu dedicado roupeiro, foi a humilhação pública ao seu actual presidente, através da recusa em cumprimentá-lo, deixando-o de “mão no ar” e gabando-se publicamente do feito.

Há um facto que parece indesmentível. O actual Sporting, em especial grande parte dos seus “notáveis”, perdeu toda a sua identidade. E perdeu-a, quer através do seu incompreensível complexo de inferioridade face ao Benfica que mal nenhum lhe fez a não ser ganhar com as armas da verdade desportiva, quer através da sua subordinação canina apenas na ânsia de comer algumas migalhas que sobejem da “mesa” do presidente do FC Porto e, com isso, mitigar e sublimar aquele seu complexo de inferioridade.

Os Sportinguistas não querem ganhar desportivamente, querem apenas ficar à frente do Benfica e, com isso, sentirem que ganharam ao Benfica. Há mesmo sportinguistas que não se importam de ficar classificados no penúltimo lugar da tabela, se o Benfica ficar atrás deles.
Por isso, Bettencourt nunca atirou as culpas para dentro, a não ser ultimamente em pequenos flashes. A culpa dos maus resultados desportivos da sua equipa de futebol provinha apenas da euforia das vitórias do Benfica e dos seus adeptos. Temos a impressão de que, se o Benfica hipoteticamente ainda estivesse pior, os dirigentes sportinguistas manter-se-iam descansadinhos à sombra da sua submissão ao FC Porto.

Não nos admiramos, pois, que os dirigentes sportinguistas busquem de novo o encosto às manigâncias desportivas, através da ajuda ao FC Porto do controlo dos órgãos da Liga, em especial das comissões de arbitragem e disciplina. Não é que o Sporting pense que venha a conseguir muitas vitórias desportivas. Nalgum recôndito escuro deverá ter pequena dose de sagacidade para saber que o FC Porto só lhe concederá, como o passado o comprova, as migalhas que não quiser ou não puder comer. O Sporting apenas procura que o FC Porto volte a ser rei e senhor absoluto, destronando o Benfica por meios ínvios da verdade desportiva e, à sombra daquele, acoitar-se para ficar à frente deste.

O FC Porto, sabem-no alguns sportinguistas mas não os seus dirigentes – ou demonstram que não – só concederá aquilo que não quiser. O Sporting é, para os dirigentes do FC Porto, apenas e só o trampolim para o domínio dos órgãos dirigentes do futebol nacional que eles não querem de modo algum independentes.
E quando e sempre que for necessário, o FC Porto pisará o Sporting e deixá-lo-á à beira da valeta, quando ele já lhe não for de préstimo algum.

Mas os dirigentes do Sporting não se importam. Eles já demonstraram que podem ser pisados e aviltados por Pinto da Costa. Não têm amor próprio. Seguem o adágio dos tristes e dos sem verticalidade ou orgulho, “quanto mais me bates mais gosto de ti”.
Por isso, pensamos que o último apelo de uma associação de adeptos sportinguista para que Bettencourt não receba Pinto da Costa com “especial cordialidade”, mas apenas com aquela formalidade devida nos espectáculos desportivos, caia em saco roto.

Bettencourt também já deu sobejas mostras de que prefere que a sua equipa perca hoje do que arredar o seu “amigo” da luta pelo título nacional.
Bettencourt é dos que acham que a luta da sua equipa pelo quarto lugar é menos importante do que impedir que o Benfica seja campeão.
É a sua demonstração de fidelidade canina a quem lhe dá pontapés no rabo sempre que o entenda conveniente.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A promoção da hipocrisia, da mentira e da violência.

Diz-se que as gerações mais antigas convivem dificilmente com as novas, que aquelas não acompanharam o evoluir dos tempos, as mudanças verificadas, que ficaram enquistadas nas suas tradições.
Pode até ser e não me custa admiti-lo. Todavia, eu e muitos outros do meu tempo ou com mais anos de vida convivemos muito bem com a modernidade, com as metamorfoses do tempo, com o sentir genuinamente puro das novas gerações, com os seus anseios mais profundos, com muitas das suas novas visões do mundo e dos costumes.

Houve, é evidente, grandes mudanças nos costumes sociais. Tais mudanças atingiram mesmo o conteúdo de princípios de vida, rompendo com tradições e adaptando-as à evolução dos novos tempos.

Nenhuma destas revoluções nos costumes e nos princípios me causa qualquer engulho. Há, inclusive, princípios que numa determinada época podem mesmo ser considerados de valores éticos e noutra não.
No entanto, de uma coisa estou seguro. Continua a haver princípios fundamentais da ética que são perenes, intemporais, imutáveis. São princípios fundamentais da pessoa humana, valores absolutos que continuam a ser defendidos por (quase) todos, já que eles consubstanciam o humanismo dos seres racionais.
Princípios como a verdade, a verticalidade, a seriedade, a honradez, o respeito integral pela pessoa humana nas suas vertentes física e moral, não mudaram e não mudarão, enquanto houver humanismo nos seres racionais.

Em todos os tempos também houve sempre os que não se adaptavam ao respeito por estes princípios. Eram franjas da sociedade que a sociedade rejeitava, conquanto mantivesse, ao lado de uma reacção de punição, de prevenção e de reparação, também uma postura humanista de reinserção.
Mas o que não havia – e não se crê que haja, tratando-se apenas de uma franja sem vergonha – era uma excepção de reacção àqueles princípios e de promoção social de (falsos) valores como os da hipocrisia, da mentira, da negação da verdade, da valorização da violência, da desonestidade, do desrespeito, enfim, pela pessoa humana.
E então no desporto, considerada escola de virtudes, essa rejeição de valores e a promoção da anti ética assumem ainda mais relevância, consolidando-se num total desrespeito pelos valores éticos fundamentais e imutáveis.

Como se pode entender, então, que uma associação de pessoas humanas, um sindicato, possa atribuir um prémio “fairplay” a uma equipa de futebol – sem o menor respeito pelos jogadores que não intervieram nem “acolheram” os comportamentos de desrespeito pela pessoa humana – que tem três jogadores que, à vista de todos, se envolveram em agressões a outras pessoas, num jogo de futebol?
Só pode ser mesmo considerado um estímulo à promoção da violência, conjuntamente com uma aprovação implícita, mas não menos clara, de agressões a outros seres, alguns, colegas de profissão e também jogadores que àquela associação igualmente competia defender.
Aquela associação pode ser um sindicato de jogadores mas, com toda a certeza e face aos valores éticos e profissionais que estão aqui em causa não é uma associação que, com tais atitudes, seja defensora daqueles que supostamente quer defender e que, quiçá, teria ao menos o dever ético de defender.

Também é uma negação de valores éticos fundamentais e, pelo contrário, uma promoção da hipocrisia, da mentira e do desrespeito pela pessoa humana, em conjugação com um branqueamento de actos de violência ou corrupção, aquilo a que se tem assistido ultimamente relativamente a certos comportamentos ligados a um clube de futebol que se diz de grande mas que tem sido apoucado com atitudes pequeninas, seja pelos seus dirigentes, seja por alguns serventuários que tentam um branqueamento daquelas atitudes, sem se importarem com a promoção de actos imorais que as sua condutas comportam.
Estamos a referir-nos àqueles que se insurgem contra as escutas telefónicas do apito dourado apenas porque, segundo entendem, tais escutas não são juridicamente válidas, tentando branquear os comportamentos atentatórios dos valores da verdade e da honestidade.
E àqueles que pensam que se pode atentar impunemente contra a integridade física de alguém, escapando à punição devida porque este alguém tem um certo estatuto jurídico, como se este estatuto, qualquer que fosse, lhe retirasse a sua natureza de pessoa humana.

Promover conferências de imprensa ou manifestações pela verdade desportiva quando se está condenado, precisamente, por desrespeito a essa mesma verdade desportiva é o cúmulo da hipocrisia e do cinismo, uma pantomima do ridículo e da desonestidade intelectual no seu grau mais puro.

Esta autêntica “revolução” promovida nos valores éticos fundamentais da pessoa humana não é uma revolução das gerações actuais, uma consequência do natural evoluir civilizacional.
É apenas um golpe de mão de meia dúzia de seres que perderam toda a (pouca) vergonha que alguma vez possuíram e que querem subverter tais princípios éticos moldando-os às suas conveniências de despudorado arrimo de valores atentatórios de toda a decência humana.
Seres para quem a vergonha e a verdade se transformaram em hipocrisia e mentira.

As novas gerações contemporâneas rejeitam tanto esta negação dos valores fundamentais da pessoa humana quanto as gerações passadas!
As novas gerações actuais rejeitam a imbecilidade, guia da mentira e da pouca-vergonha!
São idealistas, sabem pensar pela sua cabeça e não têm memória curta nem são marionetas de salafrários detergentes das imundices de algumas atitudes e consciências.
Mantêm no seu ideário natural a defesa daqueles valores civilizacionais que foram sendo transmitidos geracionalmente ao longo dos séculos.

Os que hipocritamente negam estes valores, em defesa de uma sua conveniência aviltante, momentânea ou duradoira, são franjas que não conseguem adequar-se à ética do viver comum e que, como dizia o Presidente Luís Filipe Vieira, há que combater no plano dos princípios éticos para que se sujeitem a essa mesma ética, reparando devidamente o mal que fizeram e fazem à sociedade que os rodeia.

Pessoas e clubes que querem ganhar a todo o custo, pisando a verdade e a justiça à sombra do seu cinismo hipócrita e mentiroso, são seres abjectos que nunca souberam ganhar, quanto mais perder.
São seres para os quais a História não guardará qualquer lugar de relevo.
Nem sequer aquela história que eles impudicamente inventaram.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

OS MORALISTAS DA IMORALIDADE

Sob os auspícios do “papa” mentiroso e contando com os seus bons ofícios, foi de há cerca de 30 anos para cá implantado o reino do mal, da batotice e da corrupção desportiva, da mentira, do ódio e da guerrilha permanente. Este reino foi vagamente condenado pela justiça desportiva e quase abençoado pela justiça penal portuguesa!
Mas foi severamente condenado no tribunal da consciência popular, já agora, o verdadeiro tribunal na falta de tribunal que se preze.

O “papa” da mentira e da corrupção elegeu para guia ideológico do seu “papado” de podridão dos valores do desporto os princípios do maquievelismo serôdio segundo o qual, como têm comprovado todos os bispos e arcebispos, curas e abades, e também a caterva dos fiéis do mal dos seus catequizados, os fins justificam os meios.
Naturalmente que, para triunfar, foi necessário o denodo dos catequizadores profissionais, esmerados branqueadores dos meios para poderem glorificar os fins. Estes catequizadores, em tempos de ataque dos valores do bem e do desporto, metamorfoseiam-se de pudicos moralistas da imoralidade da sua doutrina. Clamam pela “justiça” da injustiça, tornam-se arautos da hipocrisia e da mentira no encobrimento dos meios nojentos postos a descoberto, abençoam o ódio, a mentira, a trapaça.


Comecemos por destacar, de entre estes catequizadores, o moralista e desprezível pregador da imoralidade, Miguel Sousa Tavares, para dizer apenas duas simples palavras: mentiroso e hipócrita.
Mentiroso, tal como se manifesta em todos os seus escritos de branqueamento das imoralidades do seu reino “papal”.
Hipócrita, na revelação das suas convicções de que são bons exemplos as suas prédicas sobre as escutas. As que envolvem Sócrates, não deviam ser divulgadas mas, tendo-o sido … “não se pode enterrar a cabeça na areia”
E as que envolvem o seu “papa” cujas “virtudes” venera?

Claro, todos ainda têm a percepção de que um ser que respira não pode ter a cabeça sempre atolada, ainda que seja na miséria e no lodaçal pregado pela “cúria papal” da mentira e da corrupção erigidas como valores da sua moral da imoralidade!
E Miguel Sousa Tavares tem a dele bem enterrada nesse lamaçal, coisa de facto tornada bem visível – e não era necessário de todo – com a divulgação das escutas do apito dourado relativamente ao seu “sumo pontífice”.


Lugar de destaque no rol dos catequizadores das moralidades da imoralidade tem também o nosso chefe dos vendedores e exímio vendedor da banha da cobra que só meia dúzia de almas penadas ainda compra. A comprová-lo, aí está o velório que ontem chefiou na invicta cidade do Porto.
De facto, para um clube que se diz e acha grande apenas porque pensa só no Grande, no Maior, vê-se o quanto é pequenino porque, se não propriamente no bairro citadino em que está acantonado mas de qualquer modo junto a ele, apenas consegue arregimentar 250 pessoas para o arraial no adro da sua paróquia e nem todas estas são seus paroquianos.
Afinal, mesmo adepto de um clube no seio e em nome do qual implantaram o reino da corrupção e da mentira, o reino da moral da imoralidade, ainda há muita gente que recusa a catequização e a baixeza dos meios.

Acontece que este catequizador de banha da cobra barata apregoa verdades com as suas mentiras. O “campeonato das toupeiras e dos túneis” é o campeonato que a equipa do seu clube, sob os auspícios do “papa” da mentira e da corrupção desportivas e com as bênçãos branqueadoras dos vendedores da banha da cobra como ele, tem andado a jogar! E não apenas de agora mas de há quase três décadas para cá. Porque se não há guarda Abel, há “pidá”! Se não há “pida”, há macacos. Se não há macacos, há motoristas encartados no atropelamento. E se não há motoristas encartados no atropelamento, há incríveis macacos e bêbados trauliteiros travestidos de futebolísticas.
Tudo isto promovido e apoiado por ditos chefes de segurança da insegurança.


Para que a catequização evangelizadora do reino da mentira e da corrupção desportivas ficasse no ponto, só faltava mesmo na “cúria papal” um Evangelista que antes de o ser já o era.
Diz o nosso Evangelista, catequista do ignorantismo julgado sapiente, que o caso podia ser “pacífico” se “julgado atempadamente”...
Denota e publicita a sua estupidez em duas penadas. Esquece que foi o reino “papal” que impôs as demoras, se demoras houve, querendo-as em outros. Esquece que, no reino “papal” da mentira e da corrupção desportivas, a condenação da sua moral da imoralidade nunca o tornaria “pacífico”.

Mas este pregador da moral da imoralidade revela-se ainda um pregador de meia tigela, não nos meios mas nos fins. Mete nojo ver que uma condenação purificadora dos que atentam contra as virtudes do desporto possa ser considerada um “grave dano ao futebol”. Mas não é causa de estupefacção que alguém de todo ignorante do que é o bom senso venha apelar ao bom senso para os outros sem primeiro tomar para si a dose de bom senso de que necessita e que não é tão acanhada quanto isso.

Este bigorrilha da ética desportiva também tem o topete de dizer que a magnanimidade da pena concreta aplicada ao macaco incrível devia ainda ter sido mais indulgente porque tal pugilista travestido de jogar de futebol é … uma mais valia para a Liga portuguesa, conquanto ressalve, como todos os outros moralistas da imoralidade, que o comportamento daquele é criticável!


Como podemos verificar, estes apóstolos da mentira, da desvergonha e da corrupção desportivas que transformam o desporto, escola de virtudes, nas suas virtudes de indignidades, ressalvam, assim a modos que um dourar da pílula, o criticismo dos comportamentos. É o seu modo ínvio de apelar às atenuações dos castigos “imerecidos” para criticar os merecidos castigos.
Qualquer castigo aos seus, de facto, na vontade destes catequistas da mentira e da corrupção desportiva, deveria ser um castigo, sim, mas para quem tem de fazer justiça, nem que seja pelos mínimos.
E um castigo para os que levam no coiro sem culpa nenhuma.

A divisa destes trauliteiros da verdade e da moral é, “dizem que sou bom? É quanto me basta! Posso arriar a giga no pandeiro dos outros que não me pode acontecer nada de mal! Sou bom! Ora essa! P’rá próxima vou mesmo arriar naqueles que pedem benevolência para as minhas porradas, Evangelistas, Tavares, Moreiras e quejandos”.

Por que não apregoar então, “Cristiano Ronaldo, tu és o melhor do mundo ou, no limite, o segundo melhor do mundo que, no meio de tanta gente, é um lugar de grande destaque. Podes arriar à grande e à francesa em quem te apetecer. Estás desculpado, és o maior do mundo, és uma mais valia para o futebol mundial! Ah! E já agora leva este recado a Messi, ele que parece ser agora o melhor! Diz-lhe que também tem autorização destes moralistas de pacotilha, ou melhor, destes moralistas da imoralidade, para dar trancada em barda, sem que a responsabilidade pelos actos praticados o obrigue a responder pelos seus actos. Diz-lhe que é um bom chefe de família e que estes moralistas da imoralidade te provocaram, o que encerra bem mais verdade do que as suas trôpegas orações à provocação dos seus!
Estes moralistas da imoralidade apelarão por ele, por ti, por todos os que são mais valia para o espectáculo ou para qualquer coisa em que os tais moralistas da imoralidade tenham interesses.

Claro, vocês podem ir introvertendo que tais maltrapilhos da decência sempre dirão, para se justificar do injustificável, que os “meninos” não deviam fazer traquinices, que as traquinices são criticáveis! Mas isso é só de boca, é só para inglês ver e tu já estiveste nos ingleses até deves saber mais do que eles! É só por descargo das suas consciências inconscientes!
Mas fica sabendo ainda que só precisa de um descargo de consciência quem não tem consciência por ter a sua consciência embotada pelas suas rezas do maquievelismo do reino “papal” da mentira e da corrupção desportivas portuguesas. Esses precisam do detergente do seu catecismo das “virtudes” da hipocrisia, da mentira e do ódio.

Dizem que o desporto é uma escola de virtudes! E é! Só que tudo depende da perspectiva!
E a cada um a perspectiva que merece!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O CORO DE CHORÕES DO PROFESSOR JESUALDO

O professor Jesualdo cada vez se esmera mais na representação da trágico-comédia que invadiu o reino “papal” da corrupção desportiva portuguesa desde que a Águia Gloriosa resolveu subir bem alto e lá do alto desferir bicadas no passeio tradicional daquela equipa dita de futebol, “assoberbada” com benefícios e mais benefícios arbitrais.
A partir de então, o professor Jesualdo substituiu aquele seu ar de superioridade bacoca que costumava exibir em tempo de vacas gordas – como se os grandes méritos das vitórias fossem seus e não mais das ajudas tradicionais bem conhecidas – pela cara chorona de Madalena não arrependida mas sobranceira, tal como se fosse determinação dos deuses da Fortuna o ajoelhamento reverente de todas as outras equipas e as ajudas farfalhudas de árbitros.

Com aquele seu ar chorão apropriado à representação trágico-cómica, embrulhado a condizer numa arrogância insolente à medida, passou agora a declamar a deixa do “deixem-nos jogar”.
O professor Jesualdo já não quer defrontar equipas com a sua equipa dita de futebol mas que alberga muito travesti. Pode acontecer, como tem acontecido, que alguma das equipas que defronte lhe ganhe ou não o deixe ganhar, apesar de todos os favorecimentos. É que, consoante reconheceu um seu pupilo, tais favorecimentos não têm sido muitos, não têm sido os necessários em todas as partidas.
Num confronto de duas partes, é natural que cada uma queira jogar os seus trunfos e não deixar que a outra jogue os dela, para assim chegar à vitória. Pedir “deixem-nos jogar”, é pedir que a outra parte se abstenha de o fazer e, em consequência, da hipótese do triunfo da sua causa.

A nova face da choradeira do professor Jesualdo – que tem de olhar para cima para ver o cimo da classificação e, assim, mais se lhe estramboticando a visão – apresenta, de facto, uma simbiose estranha ao apelar à falta de comparência no jogo das equipas suas adversárias sem apelar à ausência dessas equipas. Explicando melhor, o apelamento do professor Jesualdo mistifica-se numa comparência com falta de comparência.
Assim a modos como a equipa dos serventuários Salvador e Domingos cujos jogadores vieram apenas reverenciar o “papa”, seu patrão, e não jogar futebol.
Assim como o árbitro que vê muito mal as linhas de baliza e que também vê pessimamente as “cargas” punidas com grande penalidade, quando os “as bestas” de “carga” estão com a vestimenta do dito patrão.

O “deixem-nos jogar” do professor Jesualdo é somente o apelativo convite aos árbitros para que os seus jogadores possam “jogar” com todas as armas e de todas as maneiras e feitios, mesmo os não permitidos nas leis do futebol, e para que esses mesmos árbitros proíbam os jogadores adversários de fazerem a mínima barreira aos desejos dos seus.
O professor Jesualdo não o diz expressamente, terá algum receio das consequências porque agora as prédicas do seu “pontífice” já podem valer suspensões. Todavia, se pudesse, até apelava para que os adversários se sentassem todos no seu meio campo e, de preferência, bem juntinho às linhas laterais.


Como toda a gente sabe, o FC Porto contratou em Janeiro uma nova marioneta chorona. Pode dizer-se que a administração “papal” possui todos os atributos da bondade e que, nessa esteira, programou escrupulosamente a época desportiva, dotando a sua equipa de jogadores suficientes em número e em dotes ditos futebolísticos. Pode dizer-se que o próprio “papa” reconheceu essas bondades e se elogiou a si próprio com a auto suficiência e com a falta de petróleo.
E não se diga que, mau grado o novo reforço fosse nas horas e dias, poucos, antecedentes, apenas um luxo que o treinador não mais se dispensou de “vestir”, afinal, as bondades acima recitadas foram postas em causa.
Nada disso! O que aconteceu – e aqui vai de novo comprovada a bondade da dita administração “papal” – foi que o “papa” verificou perspicazmente que o número de choronas, num reino ora vitimizado por dispor de pugilistas e artistas do murro, da cacetada e da patada, travestidos de jogadores de futebol, era ainda muito insuficiente para formar o rol de carpideiras necessário ao coro dos campeões dos chorões.
O reino “papal” não é composto só de prédicas e missas à Divina Previdência. Quando a Águia acorda e dá bicadas, também há velórios em tal reino!
Ora, a chorona contratada é mesmo uma valente chorona! Chora por tudo e por nada e com um ar de tal modo insolente e reguingueiro que a sua superioridade chorona abrilhanta convenientemente o coro e reabilita os milhões de euro que a sua carpidura custou.

Ademais do que foi dito já, esta diva do choramingo reles e bafiento também se sabe queixar dos insuficientes favorecimentos à sua equipa coral. E sabe dizer verdades! De facto, com arbitragens que lhes perdoem todos os penaltis que os chorões seus colegas cometem e lhes proporcionem todos os outros favorecimentos que eles requerem, então não havia de dedicar o título?
De resto, esta chorona não necessita de se preocupar quanto a isso. Tem sempre um título para dedicar ao “incrível” porque o título do maior chorão ninguém lhe consegue já retirar, principalmente depois da veladura do treinador “forever”.

Pense-se, todavia, que os ditos da chorona estão em verdadeira consonância com os ditos do chefe do coro de chorões, o professor Jesualdo. Fazem parte do mesmo complemento. Há “solos”, é certo, mas todos numa composição sinfónica adestrada e adequada aos velórios “papais”.

Ouçamos a música chorona e congratulemo-nos com os velórios que não é para menos que a Águia dá as suas valentes bicadas!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Acórdão da CD da Liga e os incidentes no túnel da Luz

Podemos afirmar que todo o processo disciplinar envolvendo os incidentes do túnel da Luz foi particularmente rápido, tanto mais tendo em conta a já natural morosidade da nossa máquina judicial, a todos os níveis e em todos os sectores.
A instrução, respeitando todos os procedimentos regulamentares e deparando-se com o caso especial das festividades natalícias que fez diminuir substancialmente os dias úteis, estava pronta um mês depois da abertura do processo, momento em que se deduziu a acusação.
Pelo meio, o instrutor envolveu-se mesmo em diligências externas, buscando elementos de prova que pudessem sustentar uma acusação fundamentada ou o arquivamento do processo, sem “delegar” tais “démarches” nos serviços postais.
O mesmo instrutor teve que contar ainda com o “empecilho” de alguns requerimentos dos jogadores envolvidos, protestando contra uma “inexplicável morosidade do processo” que só atrasava o normal desenrolar do processo e esquecendo-se convenientemente de que os prazos e as diligências instrutórias estavam consagrados no RD aprovado para a época 2009/2010 sob grande influência do clube patrão que os fez aprovar pensando em outros e não em si próprio.
De salientar ainda requerimento para consulta do processo de instrução quando o requerente – jogadores envolvidos – devia saber que, face ao segredo de justiça consagrado nos mesmos regulamentos, tal não lhe era possível.
Na linguagem jurídica corrente, tais procedimentos são comummente designados de expedientes dilatórios.

Após a dedução da acusação, sua notificação, apresentação do rol de testemunhas e sua audição, bem como alegações de direito, num exaustivo e formalmente correcto exercício – ou, possibilidade de exercício – do direito de defesa até à decisão de mérito passaram-se somente três semanas. Não houve, pois, tempos mortos, uma vez que há prazos a respeitar que não podem ser abreviados.
De salientar que os jogadores acusados apenas apresentaram a sua defesa no último dia do prazo para o efeito.

Em síntese e no que ora nos interessa resumidamente, apuraram-se os seguintes factos:

«A maior parte dos jogadores e staff técnico do FC Porto entrou no seu balneário antes dos jogadores e staff técnico do Benfica que, diga-se, só entrou depois de o primeiro ter entrado;
Ficaram no túnel os jogadores Hulk e Sapunaru, o chefe da segurança do FC Porto, Fernando Oliveira e alguns elementos do staff técnico e dirigente do mesmo clube, designadamente Acácio Valentim, Rui Cerqueira e José Gomes;
Quando a equipa de arbitragem entrou, parou porque a passagem para o seu balneário estava ocupada com todos estes elementos, mais os assistentes de recinto desportivo (ARD, seguranças ou stewards) e alguns elementos da PSP;
Os ARD abriram então os braços para o lado afim de que os elementos do FC Porto recuassem e permitissem passagem aos árbitros, tendo conseguido desimpedir essa passagem;
Provada uma posterior discussão entre um steward e Fernando Oliveira, dizendo este para aquele “larga-me, não me empurres”, ao mesmo tempo que colocava uma mão sobre ele e o afastava;
O delegado da Liga aconselhou Fernando Oliveira a entrar no seu balneário;
Provado por declarações do 4º árbitro João Ferreira que o steward que estava junto de Fernando Oliveira se manteve com as mãos atrás das costas ou caídas ao longo do corpo;
Provado que o supervisor dos ARD, Sandro Correia, se manteve sempre afastado e não participou sequer no cordão de stewads que abriu caminho para o balneário ao trio de arbitragem.
Provado que Fernando Oliveira se dirigiu a Sandro Correia, quando estava a discutir com o outro steward, dizendo-lhe que os culpados da situação eram eles por terem empurrado os elementos do FC Porto para abrir a passagem para o trio de arbitragem. Desconhece-se qual “situação” porque estava tudo calmo na altura e nunca houvera antes qualquer situação comprometedora;
Sandro Correia apenas ripostou, dizendo “vão lá para dentro… voltem lá para cima…”;
Mas os dois jogadores e restante staff do FC Porto continuaram no túnel e não recolheram ao balneário;
Entretanto e por terem ouvido a voz exaltada de Fernando Oliveira, praticamente todos os jogadores do FC Porto que estavam dentro do seu balneário saíram também para fora dele nessa altura;
Sandro Correia afastou-se então ainda mais e pede reforços à PSP;
Hulk vai atrás dele e tenta atingi-lo com um soco que só não acertou porque Sandro Correia se desviou. Hulk tentou agredi-lo com mais dois socos, conseguindo-o, e um pontapé cuja marca ficou nas roupas daquele;
Sapunaru acorre também e desfere um violento soco na testa de Sandro Correia, fazendo-lhe uma ferida suturada com oito pontos. Sapunaru dá ainda um soco nas costas e um pontapé no steward Ricardo;
Provou-se que não houve quaisquer insultos verbais dos stewards;
Provou-se que não houve quaisquer agressões dos stewads;
Provou-se que Hulk e Sapunaru agiram com dolo directo.

Não se provaram agressões de outros jogadores do FC Porto porque não foram mencionadas nos relatórios dos árbitros, delegado da Liga ao jogo e da polícia.

A decisão esforçou-se por demonstrar exaustivamente que os stewards são agentes inseridos no conceito do RD e “intervenientes no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo”, bem como acerca da demonstração do túnel como parte do “recinto desportivo”.
Tudo isto, como se sabe, contra a tese da defesa.
Pode dizer-se que a sua exaustiva justificação convence, tal como convencem os termos latos da definição de “agente desportivo” que consta do artigo 1º do RD.
Todavia, sabe-se ainda que o Conselho de Justiça da FPF tem um conceito mais restrito e já revogou um acórdão do CD da Liga, precisamente acerca de Rui Cerqueira, director de comunicação do FC porto. Esta revogação deu origem a um inédito pedido de anulação do respectivo acórdão, por parte da CD da Liga.
O que nos parece singular é que, se o CJ não considerou Rui Cerqueira agente desportivo, com que legitimidade ele permanece no túnel junto ao staff do FC porto. Se não é agente desportivo, não tem legitimidade para permanecer naquele recinto desportivo.
Incongruências da justiça portuguesa e, em especial, da desportiva.

De acordo com os factos provados, a pena deve ser doseada entre os máximos e mínimos previstos no RD. No entanto, já não se compreende minimamente que a CD da Liga atenuasse especialmente as penas.
De facto, a provocação foi a única atenuante que a CD considerou verificada e, na verdade, não se descortinam quaisquer outras.
A provocação consta como atenuante geral ao lado de outras alencadas no artigo 47º do RD.

Porém, a atenuação especial exige (artigo 50º do RD) que haja circunstâncias anteriores, contemporâneas ou posteriores à infracção que diminuam “de forma acentuada” a ilicitude do facto ou a culpa do agente.
Este princípio corresponde “ipsis verbis” ao princípio sancionatório consagrado no Código Penal Português, o qual é subsidiariamente aplicável ao direito sancionatório desportivo.
Ora, a doutrina e a jurisprudência portuguesas consagram que a “diminuição de forma acentuada” tem lugar apenas quando o agente actue sob uma ameaça grave, quando a sua actuação seja determinada por motivo honroso, quando tenha sido tentado ou solicitado pela própria vítima, quando haja uma provocação injusta ou uma ofensa imerecida ou que o acto tenha sido seguido de arrependimento sincero e se tenha traduzido em atitudes concretas, especialmente no acto de reparar os danos causados na medida do possível.
As mesmas doutrina e jurisprudência entendem ainda uniformemente que o facto provocador deve possuir uma proporção evidente com o acto criminoso. Só assim a provocação se pode considerar grave, sendo que só podem considerar-se como provocações injustas ou ofensas imerecidas as que não possam ser imputadas aos agentes do facto criminoso.

A CD fala num “quadro geral de provocação” embora tenha ficado provado que não houve quaisquer agressões ou insultos por parte dos ofendidos, factos que a mesma CD não se cansa de ressalvar no seu acórdão.
Então, quais os factos que ela arregimenta para poderem preencher esse “quadro geral de provocação”?
Estes.
Antes do jogo, um steward pediu a identificação a Reinaldo Teles, que não vinha identificado e que só o foi por intermédio de Rui Costa.
Os stewards, ao fazerem o cordão humano com os braços estendidos para desviarem os elementos do FC Porto e darem passagem aos árbitros, bem como ao pedirem que tais elementos recolhessem ao seu balneário, exerceram uma “conduta desnecessária e inadequada”, frase que é uma mera cláusula indeterminada, sem conteúdo factual que a suporte.
O supervisor e ofendido Sandro Correia, que se manteve sempre afastado, “provocou” também os jogadores agressores ao dizer-lhes esta singela frase, “vão lá para dentro… voltem lá para cima…”.
Depois, é com base nestes indícios de interpretação dúbia que a CD, antes tão zelosa na busca dos factos que fundamentassem a sua actuação, agora conclui por “uma conduta desnecessária e inadequada”, “uma conduta desestabilizadora”, um “excesso de zelo”, um “quadro geral de provocação”.
Tudo cláusulas indeterminadas sem factualidade que as suporte.
Apimenta estas conclusões com o facto de o FC Porto ter perdido o jogo, coisa essa já exaltante “per se”, como se uma equipa de desporto não tenha de estar preparada para qualquer dos resultados possíveis.
Esquece que os elementos do FC Porto, em especial os jogadores e treinadores, deviam ter recolhido ao seu balneário para se preparem e saírem rumo ao seu destino, uma vez terminado o jogo.
Esquece que foram esses elementos, em especial jogadores e treinadores, que, permanecendo sem qualquer razão no exterior desse balneário, eles, sim, perpetraram com essa actuação uma atitude provocatória.
Esquece, apesar de várias vezes o ter acentuado ao longo do seu acórdão, que a missão fundamental dos stewads era e é a da manutenção da ordem e bom funcionamento do evento desportivo.

Em suma, face à factualidade e ao senso comum, os verdadeiros provocadores foram os jogadores e outros elementos do staff dirigente e técnico do FC Porto que permaneceram no túnel e não recolheram ao seu balneário. O que ficaram lá a fazer?
E o maior provocador foi, ainda conforme à matéria factual apurada, o chefe de segurança Fernando Oliveira que, com a sua teimosia e atitude prepotente, conduziu os jogadores do seu clube à prática das atitudes arruaceiras que, de resto, são uma marca do seu clube desde o consulado do “papa”.
Fernando Oliveira foi um digno aluno executor do clima de guerrilha que aquele “papa” condenado implantou quando chegou ao futebol português.

Somos um país de brandos costumes, tal como se ouve dizer bastas vezes. Tão brandos que nos fazem ter um quadro geral de molduras penais substancialmente mais brando do que praticamente todos os outros países. Tão brandos que a essa brandura ainda nos esforçamos denodadamente, não para fazer com que os criminosos reparem o mal feito à sociedade e a elementos desta, mas para lhes perdoar as suas acções como se elas fossem meras “travessuras de criança mimada”!

A CD actuou sob pressão do medo, titubeante, quase a pedir desculpa por ter de aplicar a justiça desportiva de que foi incumbida, sendo um sinal evidente a patética encenação pública do anúncio dos castigos, mais uma encenação de pedido de desculpas e de justificações próprias do que uma encenação destinada à aplicação da verdadeira Justiça desportiva.
É verdade que esta CD, juntamente com a actual direcção da Liga, ainda que muito magnanimamente, teve o mérito de acabar com a total impunidade de um clube desportivo e dos seus agentes.
Uma impunidade que fazia com que se conseguissem afastar castigos através do tráfico de influências e de chantagens, contando com a colaboração de muita imprensa vendida e de muitos junta letras avençados.
Um sentimento de impunidade ainda bem patente na doutrinação e lavagem ao cérebro daquele grupo de jogadores(?) que ontem se juntou para soletrar o que apodaram de comunicado, numa patética demonstração de desconhecimento dos limites entre o bem e o mal, entre o justo e o injusto, entre as virtudes desportivas e a sua subversão.

A CD da Liga Portuguesa de Futebol Profissional não aguentou tanta pressão do reino desportivo do mal, daqueles que só com muita dificuldade conseguem conformar externamente os seus comportamentos à verdade e à lisura desportivas.
E, conquanto não recebendo agradecimento, dourou-lhes a pílula tanto quanto lhe foi possível!
E foi muito!