Lembro-me desde miúdo – e já lá vão muitos anos – ouvir falar dos célebres fenómenos do Entroncamento. Todavia, parece que eles se começaram a manifestar agora, não naquela localidade mas em outras, umas por razões de circunstância, outra que talvez não seja tanto assim.
E estenderam-se ao futebol, um futebol de que ouvíramos já falar bastante em fenómenos!
Mas não nestes!
Há coisas, de facto, diríamos tão aberrantes que já ficamos na dúvida sobre se os ditos fenómenos se devem à invenção imaginativa de cérebros especiais ou a cegueiras enviesadas num certo sentido e com um certo raio de acção. Por exemplo, pegou moda, ou a deformação das formas do terreno de jogo, ou a criação de regras futebolísticas novas que nada têm a ver com as dimensões desse espaço, conquanto ele continue a aparecer demarcado com linhas brancas.
Perante o que se tem passado esta época na pedreira, parece difícil concluir por uma de duas alternativas: “os árbitros assistentes vêem de menos ou vêem de mais”?
Eu explico!
O árbitro assistente do encontro entre Braga-Marítimo, mesmo junto à bola e à linha que demarcava o terreno de jogo, não viu essa bola para lá da linha ou viu essa linha para lá da bola?
O árbitro assistente, que todos viram pela televisão estar junto ao pugilato dos jogadores do Braga em Cardoso, afastou-se daí quando lhe conveio ou porque já tinha visto tudo o que queria ver?
E viu de menos ou viu de mais que o comum dos mortais?
Esta última questão parece de resposta fácil. Tal árbitro assistente viu de mais, viu mesmo o que mais ninguém viu! Ou, falando mais apropriadamente, viu o contrário do que toda a gente viu!
Toda a gente viu que Cardoso fora o agredido. O árbitro assistente viu que Cardoso fora agressor!
E isto sem esquecer ou ignorar o facto de toda gente ter visto que o árbitro assistente estava a ver e a assistir às agressões em Cardoso.
As incertezas quanto ao raio de visão para os lados da pedreira vão-se, porém, dissipando gradualmente.
Novo exemplo!
Salvador falou há poucos dias em «manobras estranhas e inqualificáveis que estão a ser urdidas nos corredores do poder». Não definiu que manobras eram essas ou a quem aproveitavam.
Todavia, essa dúvida foi agora dissipada. Salvador referia-se nitidamente às “manobras” para aumentar o terreno de jogo necessário a que o Braga marcasse o seu golo da vitória.
Foram, de facto “manobras inqualificáveis urdidas nos corredores do poder”, daquele poder que manda, como certas escutas referem!
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
Mas, confesso, podía esperar que Salvador falasse em "manobras". Mas surpreendeu-me que as adjectivasse de "inqualificáveis"!
O leitor facilmente depreenderá a razão.
Há, porém, uma nuance que até pode configurar um caso sintomático de atentado ao pudor. Antes, parece que as “manobras” eram “urdidas” nos quartos! Era aí que, segundo essas escutas, se comia a boa “fruta”!
Segundo Salvador, parece agora que tais “manobras” passaram a ser "urdidas" mesmo nos lugares públicos, isto é, nos lugares de passagem, da “fruta”, dos “fruteiros” e dos garçons e garçonetes!
Em suma, de acordo com as palavras de Salvador, as "manobras" são agora “urdidas” … nos “corredores”!
Será da pressa em saborear a “fruta”?
Domingos tem cara de menino birrento e é um menino birrento. Por isso, conhece bem e sabe como lidar com as criancinhas de que é ama mui apta a cuidar das traquinices dos seus infantes.
Assim foi com Rentería. A criança parece que mijou fora do penico, escapuliu-se à sesta, aceita o bombom que pedira.
Domingos põe a criança de castigo. Cumprido este, a criança vai à escola e deve ter tirado um “bom mais”. Então, apressada, corre para os braços da ama, a chorar, a chorar muito, coitadinha!
Mas diz-se que não era choradeira de alegria, não! Domingos percebe destas coisas! Segundo disse, a criança chorava de arrependimento por ter aceitado a guloseima que suplicara e por não ter dormido a sestinha da praxe como a ama lhe ditara!
Educação é educação! Domingos, menino birrento, sabe apreciar estas atitudes! Sabe quanto custa a satisfação de vontades de criancinhas e meninos de bibe! Quando quis o caneco da bola de prata, também choramingou muito e fez birras que só terminaram quando lhe ofereceram outro caneco parecido!
Mas criança, é criança, não distingue o certo do incerto, o verdadeiro da imitação!
E estenderam-se ao futebol, um futebol de que ouvíramos já falar bastante em fenómenos!
Mas não nestes!
Há coisas, de facto, diríamos tão aberrantes que já ficamos na dúvida sobre se os ditos fenómenos se devem à invenção imaginativa de cérebros especiais ou a cegueiras enviesadas num certo sentido e com um certo raio de acção. Por exemplo, pegou moda, ou a deformação das formas do terreno de jogo, ou a criação de regras futebolísticas novas que nada têm a ver com as dimensões desse espaço, conquanto ele continue a aparecer demarcado com linhas brancas.
Perante o que se tem passado esta época na pedreira, parece difícil concluir por uma de duas alternativas: “os árbitros assistentes vêem de menos ou vêem de mais”?
Eu explico!
O árbitro assistente do encontro entre Braga-Marítimo, mesmo junto à bola e à linha que demarcava o terreno de jogo, não viu essa bola para lá da linha ou viu essa linha para lá da bola?
O árbitro assistente, que todos viram pela televisão estar junto ao pugilato dos jogadores do Braga em Cardoso, afastou-se daí quando lhe conveio ou porque já tinha visto tudo o que queria ver?
E viu de menos ou viu de mais que o comum dos mortais?
Esta última questão parece de resposta fácil. Tal árbitro assistente viu de mais, viu mesmo o que mais ninguém viu! Ou, falando mais apropriadamente, viu o contrário do que toda a gente viu!
Toda a gente viu que Cardoso fora o agredido. O árbitro assistente viu que Cardoso fora agressor!
E isto sem esquecer ou ignorar o facto de toda gente ter visto que o árbitro assistente estava a ver e a assistir às agressões em Cardoso.
As incertezas quanto ao raio de visão para os lados da pedreira vão-se, porém, dissipando gradualmente.
Novo exemplo!
Salvador falou há poucos dias em «manobras estranhas e inqualificáveis que estão a ser urdidas nos corredores do poder». Não definiu que manobras eram essas ou a quem aproveitavam.
Todavia, essa dúvida foi agora dissipada. Salvador referia-se nitidamente às “manobras” para aumentar o terreno de jogo necessário a que o Braga marcasse o seu golo da vitória.
Foram, de facto “manobras inqualificáveis urdidas nos corredores do poder”, daquele poder que manda, como certas escutas referem!
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
Mas, confesso, podía esperar que Salvador falasse em "manobras". Mas surpreendeu-me que as adjectivasse de "inqualificáveis"!
O leitor facilmente depreenderá a razão.
Há, porém, uma nuance que até pode configurar um caso sintomático de atentado ao pudor. Antes, parece que as “manobras” eram “urdidas” nos quartos! Era aí que, segundo essas escutas, se comia a boa “fruta”!
Segundo Salvador, parece agora que tais “manobras” passaram a ser "urdidas" mesmo nos lugares públicos, isto é, nos lugares de passagem, da “fruta”, dos “fruteiros” e dos garçons e garçonetes!
Em suma, de acordo com as palavras de Salvador, as "manobras" são agora “urdidas” … nos “corredores”!
Será da pressa em saborear a “fruta”?
Domingos tem cara de menino birrento e é um menino birrento. Por isso, conhece bem e sabe como lidar com as criancinhas de que é ama mui apta a cuidar das traquinices dos seus infantes.
Assim foi com Rentería. A criança parece que mijou fora do penico, escapuliu-se à sesta, aceita o bombom que pedira.
Domingos põe a criança de castigo. Cumprido este, a criança vai à escola e deve ter tirado um “bom mais”. Então, apressada, corre para os braços da ama, a chorar, a chorar muito, coitadinha!
Mas diz-se que não era choradeira de alegria, não! Domingos percebe destas coisas! Segundo disse, a criança chorava de arrependimento por ter aceitado a guloseima que suplicara e por não ter dormido a sestinha da praxe como a ama lhe ditara!
Educação é educação! Domingos, menino birrento, sabe apreciar estas atitudes! Sabe quanto custa a satisfação de vontades de criancinhas e meninos de bibe! Quando quis o caneco da bola de prata, também choramingou muito e fez birras que só terminaram quando lhe ofereceram outro caneco parecido!
Mas criança, é criança, não distingue o certo do incerto, o verdadeiro da imitação!