segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

As “manobras” de Salvador e as “criancinhas” de Domingos

Lembro-me desde miúdo – e já lá vão muitos anos – ouvir falar dos célebres fenómenos do Entroncamento. Todavia, parece que eles se começaram a manifestar agora, não naquela localidade mas em outras, umas por razões de circunstância, outra que talvez não seja tanto assim.
E estenderam-se ao futebol, um futebol de que ouvíramos já falar bastante em fenómenos!
Mas não nestes!

Há coisas, de facto, diríamos tão aberrantes que já ficamos na dúvida sobre se os ditos fenómenos se devem à invenção imaginativa de cérebros especiais ou a cegueiras enviesadas num certo sentido e com um certo raio de acção. Por exemplo, pegou moda, ou a deformação das formas do terreno de jogo, ou a criação de regras futebolísticas novas que nada têm a ver com as dimensões desse espaço, conquanto ele continue a aparecer demarcado com linhas brancas.

Perante o que se tem passado esta época na pedreira, parece difícil concluir por uma de duas alternativas: “os árbitros assistentes vêem de menos ou vêem de mais”?
Eu explico!
O árbitro assistente do encontro entre Braga-Marítimo, mesmo junto à bola e à linha que demarcava o terreno de jogo, não viu essa bola para lá da linha ou viu essa linha para lá da bola?
O árbitro assistente, que todos viram pela televisão estar junto ao pugilato dos jogadores do Braga em Cardoso, afastou-se daí quando lhe conveio ou porque já tinha visto tudo o que queria ver?
E viu de menos ou viu de mais que o comum dos mortais?

Esta última questão parece de resposta fácil. Tal árbitro assistente viu de mais, viu mesmo o que mais ninguém viu! Ou, falando mais apropriadamente, viu o contrário do que toda a gente viu!
Toda a gente viu que Cardoso fora o agredido. O árbitro assistente viu que Cardoso fora agressor!
E isto sem esquecer ou ignorar o facto de toda gente ter visto que o árbitro assistente estava a ver e a assistir às agressões em Cardoso.

As incertezas quanto ao raio de visão para os lados da pedreira vão-se, porém, dissipando gradualmente.
Novo exemplo!
Salvador falou há poucos dias em «manobras estranhas e inqualificáveis que estão a ser urdidas nos corredores do poder». Não definiu que manobras eram essas ou a quem aproveitavam.
Todavia, essa dúvida foi agora dissipada. Salvador referia-se nitidamente às “manobras” para aumentar o terreno de jogo necessário a que o Braga marcasse o seu golo da vitória.
Foram, de facto “manobras inqualificáveis urdidas nos corredores do poder”, daquele poder que manda, como certas escutas referem!
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Mas, confesso, podía esperar que Salvador falasse em "manobras". Mas surpreendeu-me que as adjectivasse de "inqualificáveis"!
O leitor facilmente depreenderá a razão.

Há, porém, uma nuance que até pode configurar um caso sintomático de atentado ao pudor. Antes, parece que as “manobras” eram “urdidas” nos quartos! Era aí que, segundo essas escutas, se comia a boa “fruta”!
Segundo Salvador, parece agora que tais “manobras” passaram a ser "urdidas" mesmo nos lugares públicos, isto é, nos lugares de passagem, da “fruta”, dos “fruteiros” e dos garçons e garçonetes!
Em suma, de acordo com as palavras de Salvador, as "manobras" são agora “urdidas” … nos “corredores”!
Será da pressa em saborear a “fruta”?

Domingos tem cara de menino birrento e é um menino birrento. Por isso, conhece bem e sabe como lidar com as criancinhas de que é ama mui apta a cuidar das traquinices dos seus infantes.
Assim foi com Rentería. A criança parece que mijou fora do penico, escapuliu-se à sesta, aceita o bombom que pedira.
Domingos põe a criança de castigo. Cumprido este, a criança vai à escola e deve ter tirado um “bom mais”. Então, apressada, corre para os braços da ama, a chorar, a chorar muito, coitadinha!
Mas diz-se que não era choradeira de alegria, não! Domingos percebe destas coisas! Segundo disse, a criança chorava de arrependimento por ter aceitado a guloseima que suplicara e por não ter dormido a sestinha da praxe como a ama lhe ditara!

Educação é educação! Domingos, menino birrento, sabe apreciar estas atitudes! Sabe quanto custa a satisfação de vontades de criancinhas e meninos de bibe! Quando quis o caneco da bola de prata, também choramingou muito e fez birras que só terminaram quando lhe ofereceram outro caneco parecido!
Mas criança, é criança, não distingue o certo do incerto, o verdadeiro da imitação!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O PEDALAR DE BETTENCOURT E A FALTA DE PEDALAGEM DO PROFESSOR

Tal como o Benfica – e até o FC Porto em menor escala – o Sporting já foi um clube ecléctico. Praticava uma série de modalidades ditas amadoras entre as quais se destacavam o ciclismo, o basquetebol e o hóquei em patins, para referir as mais conhecidas e que já há anos não pratica. De referir que no ciclismo, o Sporting foi internamente muito forte com corredores como João Roque, Joaquim Agostinho e Marco Chagas.
Nos tempos que correm, o Sporting pratica o andebol, o futsal e o atletismo como modalidades mais conhecidas. Mas os seus dirigentes afirmam que continua a ser a instituição desportiva mais ecléctica do país, apresentando cerca de 30 modalidades desportivas que pratica, conhecidas, poucas, desconhecidas, muitas!
Delas sobressaem a canastra, a sueca e a bisca lambida, bem como algumas mais do género.

Mas a coisa vai mudar e … melhorar! Com Bettencourt, tudo no Sporting tem mudado e … melhorado, graças a Deus!
Graças a Deus é como quem diz! Graças a Bettencourt! Foi Bettencourt quem introduziu a dança saltitona a enaltecer o “lampião” e a dança da maraca folclórica, mais duas modalidades expoentes do ecletismo do seu clube.

Bem, mas isso foi nas alturas em que no reino do leão se respirava confiança na comezaina das migalhas sobrantes da mesa do “papa”. Depois … depois a mesa do “papa” viu-se minguada pelo devorar insaciável da Águia Imperial e já só se consola com as migalhas que antes rejeitava e iam alimentando o leão tornado cordeiro! Ou galinha … talvez mais galinha do que cordeiro por causa da natureza das sobras.

O leão começou, todavia, a entrar em depressão. Toda a gente já sabia que a causa eram as bicadas em forma da Águia Insaciável, de novo Rainha dos Céus. Mas Bettencourt achou por bem demonstrá-lo, num despudor aperreado de sentido proibitivo.
Era lá admissível o voo da Águia e a euforia dos seus adeptos?!!!

De deprimido, o leão passou a esperançoso! Depois de muito criticar em quem o ousara deprimir, Bettencourt, fez um velório ao seu treinador “forever”, adestrou-se na arte do pugilato, arregaçou as mangas, cresceu para o adepto, exorcizou as hastes declamando alto e bom som que não era corno, combateu os terroristas e foi-se às compras com sorrisinhos e novas promessas de muitas alegrias.
A estas manifestações de humor chamam os entendidos de doença bipolar mas Bettencourt não sabe disso! Compras feitas, sorrisos esperançosos, numa boa, ei-lo de partida para férias a fim de gozar devidamente o seu novo período de melhorias humorosas.
Pelo meio, mais uma modalidade se desenhou no imenso eclectismo do leão. O pugilato forte e feio entre o seu director desportivo e o dono do balneário.

No entretanto, o leão leva dois piparotes de estalo, o primeiro a dizer definitivamente adeus à miragem do título, o segundo colocando-o fora da carroça da Taça de Portugal, bem recheado, não de migalhas mas com uma abada de golos no papo.
Bettencourt regressa apressado para ver “in loco” o leão voltar a ser estraçalhado, agora pelas bicadas da Águia Imperial e no seu covil … ou poleiro!

A baderna em que há anos o leão se vinha transformando alcançava agora o seu zénite. Numa semana, o leão perdia quase tudo! Quase tudo e não tudo porque é preciso deixar alguma coisa para gozo de inglês, tão debicado pela mesma Águia Altiva ele fora na sua anterior viagem.

Bettencourt, de novo na fase da depressão, é, no entanto, um leão corajoso nas promessas. E ei-lo na pedalagem! É de novo o ciclismo que Bettencourt quer implementar no reino do leão?
A promessa está feita. O Sporting “terá de pedalar muito”, preconiza ele na sua prédica dos mal-aventurados! Não tem Joaquim Agostinho nem Marco Chagas, mas incentiva à pedalagem. Com uma organização à Pinto da Costa – que tem a bondade de deixar muitos milhões de euro na conta bancária privada, mesmo em ano de fortes prejuízos – agora sem medo de escutas porque a justiça civil portuguesa é benemérita … e cega!

Organização à Pinto da Costa, conjuntamente com o incremento da nova modalidade do pedalar, pedalar, Bettencourt está de novo de peito feito!
Como diz Quintela e como já vão dizendo abertamente outros sportinguistas, é verdade que o Sporting não fala nas escutas mas devia falar das escutas.
Mas isso não incomoda Bettencourt tal como o não incomoda ficar de mão no ar… Ídolo é ídolo e se Bettencourt não consegue chegar a mais, fica-se pelo desejo e pela promessa do desejo.
E assim se vai consumindo, e ao leão, na sua vivência bipolar. É o merecimento devido a quem se arrasta na pedincha do lugar de sacristão do “reino papal”.

E a Águia Gloriosa, e toda a sua prole mui numerosa nos quatro cantos do mundo, bem se refastela com as bicadas e com o seu olhar lá do alto sobre o leão rastejante cá nos baixos.


Com o “papa” castigado, é o professor pitosga o mais lídimo porta-voz da agremiação regionalista e condenada na justiça desportiva por corrupção desportiva tentada.
A Taça da Liga já se vem disputando há meses e há meses que se destinou o estádio do Algarve para disputar a sua final.
Independentemente da bondade deste “destino”, se alguém queria comentar, que comentasse em tempo oportuno. Agora, comentar só depois de saber que era um dos que lá conseguiram assento, parece e é desculpa de mau pagador.

Compreende-se, porém, que a desculpa não seja assim tanto ou quanto descabida. Aliás, a agremiação condenada define-se a si própria, nos actos, nos comportamentos … e nas palavras! É, pois, perfeitamente compreensível que se sinta desconfortável com a deslocação dos seus adeptos.
Por vezes, o professor pitosga pode ter um hiato, conquanto não consciente, na sua estrábica visão das coisas e definir a situação de acordo com a realidade dos factos. O professor pitosga teve, pois, um intervalo de bom senso ao reconhecer, implícita mas bem distintamente, que a agremiação que lhe paga é uma agremiação de âmbito menos do que regional, uma agremiação localizada num recanto de uma cidade.
Por isso, se quer ter adeptos no Algarve, tem de os transportar desse recanto citadino.

O Benfica não precisa disso, joga em qualquer parte do país e do mundo e tem sempre adeptos. Mas é precisamente este pormenor relevante o que distingue os Grandes daqueles que, apregoando-o em seus desejos, apenas são pequeninos na sua acção.
Logo, quando se lhes depara um acontecimento fora do seu recanto acanhado, só podem mesmo dar a conhecer a sua pequenez.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

“FUTEPUGILATO” NACIONAL E BOBICES DE ENCOMENDA

Salvador e o seu Braga não param de nos divertir com as suas truanices mais ou menos pindéricas. Salvador alimenta o folclore provinciano do “papa”, com este remetido ao silêncio. As suas “manobras estranhas e inqualificáveis que estão a ser urdidas nos corredores” … são um facto. Salvador só não disse abertamente em que corredores estavam tais manobras a ser urdidas mas também não era preciso. Basta analisar, ademais, sem grande profundidade ser necessária, para facilmente intuir que são os “corredores” da sua mente os que, entupidos pela catequese “pintista”, não dão guarida a qualquer resquício de bom senso.
A questão das relações de amizade e simpatia entre Rentería e o seu anterior preparador físico é o novo mote das palermices bracarenses. Salvador nem sequer tem o tino de pensar que, se o jogador estava em estágio e lhe era obrigação não sair do recolhimento, então que se arremine contra ele ou, em última análise, contra os seus empregados que não exerceram como deviam a guarda que queria impor.
Rentería já não é nenhum catraio que precise de outrem para bem se saber comportar. E não se comportou mal a seguir, que dizem ter feito o golo mais bonito da sua equipa.
De resto, o pretexto é tão ridículo quanto as suas palhaçadas. Salvador virou bobo da corte e quer bem fazer o seu mester. E se quer plateia, oferece o “lanche” de borla. 30 mil de folguedos gratuitos! O Braga não precisa de pagar a “pedreira”, tais contas são com a Câmara e esta é benemérita. Pagam os munícipes, quer queiram, quer não! Mas dá para fazer a festa! E resulta! Até já há um diário desportivo que fala em “banho de multidão” … e contabiliza 100 pessoas!
Para debicar contra um clube – que, diga-se, não lhe ligou patavina, de resto, conforme à ridicularia da farsa teatral – que costuma ter em média, e não num jogo apenas, 50 mil pessoas no seu estádio a pagar, não de borla, e 5 mil no treino, não deixa de ser sintomático!…
Acrescente-se, porém, que em Braga tem chovido muito! É fácil, assim, apanhar um bom banho… Alguém daquele diário desportivo até já devia estar com a cabeça um pouco amolecida!

Não restam quaisquer dúvidas de que o futebol português inaugurou uma nova era, a era do pugilato e da patada.
Houve em tempos não muito idos um seleccionador que, quando deu por ela, estava no chão agarrado aos queixos. Gratificações adequadas ao não seleccionamento do pugilista “in casu”.
Aqui há poucos anos, o seleccionador nacional “cortou a fita” dos treinadores e pegou-se com um adversário. Mas talvez tenha seguido o exemplo dos corta fitas dos governos portugueses e feito só uma pré inauguração, deixando para depois o acabamento dos “acessos”.
Esta época, não, a inauguração não foi um mero pró-forma mas uma actuação modelar, um desempenho de execução continuada, um “modus faciendi” aprimorado.
Em Braga os jogadores da equipa local demonstraram toda a sua arte no pugilato e na patada contra Óscar Cardoso e Raul José!
Os jogadores do FC Porto não se ficam nas “covas” – seria uma desconsideração serem apenas os satélites a fazerem a demonstração das novas artes futebolísticas – agora sobre os seguranças que, querendo-os segurar e salvar a pele dos árbitros, acabaram sem segurança a servir de sacos de treino!
Num balneário esverdeado, se as vitórias são parcas, farto é o arraial que tem como figurantes director desportivo e jogador mal direccionado!
Segue-se aquele inestimável jogador do FC Porto, perito nos arraiais de pancada sobre os adversários. Se não tem adversário, vai de estaleca nas ventas do colega!
Para não destoar – mal parecia o treinador do sistema ficar fora do sistema – é de novo o seleccionador nacional, o actual não o antigo, quem parte para a demonstração cabal da arte do pugilismo! Diz quem assistiu, uma assistência VIP, assinale-se, que, se méritos futebolísticos se lhe não conheciam, a demonstração de pugilato parece ter convencido!
A África do Sul, todavia, já está ataviada com tais conhecimentos e, por conseguinte, já não teme o novel pugilista. Ele já passou por tais paragens, conquanto tivesse sido reenviado à procedência em tempo oportuno para os sul africanos!

Dizem que José António Saraiva é arquitecto mas não se lhe conhece obra no ramo. É, no entanto, um comentador bem aperaltado na sua escrita.
Aperaltado e prestimoso é também ele desde que começou a cronicar naquele diário desportivo dos “banhos de multidão”. Comenta quase sempre sobre o Benfica, que não é atoleimado ao ponto de não desejar que a sua escrita, na forma e no conteúdo, passe completamente desapercebida. E sempre no seu estilo sentencioso.
Desta vez, sob o título “Benfica quebrou?”, sentencia que o Benfica pode ter perdido em Setúbal o título de campeão. Por quê?
Porque no princípio o Benfica atacava com muitos e defendia com muitos e agora já não!
Mas José António Saraiva vai mais longe, relembra a sua judicatura de há três meses e a sentença que então proferiu. Escreve ele que seria “muito difícil ao Benfica manter o ritmo. Jesus fez um início de campeonato deslumbrante, mas puxou talvez demais pelos jogadores (alguns muito frágeis fisicamente). Agora o desgaste está a cobrar a factura.”
Depois ainda tece algumas considerações sobre certos jogadores.
Diga-se abonadamente que José António Saraiva coloca as questões a sim a modos que, se não é gato, é gata! É certo que o Benfica pode ter perdido o título em Setúbal, como o pode ter perdido com o Marítimo na primeira jornada, como o pode ter perdido com o Sporting, em Olhão, na “pedreira”, etc, etc. Até o pode ter perdido no jogo que ganhou ao FC Porto apenas por 1-0 e porque o árbitro não assinalou a grande penalidade escandalosa por mão do cebola. Igualmente, no penalti falhado pelo Leiria nos descontos do seu jogo com o FC Porto! Ou no golo com a mão de Falcão ao Paços de Ferreira!
Por outro lado, também é verdade que pode ter ganho o mesmo título com a vitória ao FC Porto na Luz, com a vitória sobre o Guimarães, com a vitória em Guimarães. Até com a goleada dada ao Setúbal! E ao Leixões! E ao Nacional! E à Académica! E ao Marítimo no Funchal!
Sabe-se lá se o campeonato não pode vir a ser decidido por goal-average?
Em suma, o Benfica pode perder ou ganhar o título de mil e uma maneiras mas o cariz especulativo de José António Saraiva é mais restrito. Ele pretende somente exprimir o desejo de que as coisas assim aconteçam. Comedido nos méritos, limita-se à redacção que seu mestre-escola lhe ensinou, muito certinha nos pontos e vírgulas. Acrescenta-lhe umas pitadinhas de necromante, quiçá num seguidismo “papal” em retórica ao mestre defunto, e todo se delambe nos seus predicados.
Agora, uma coisa é importante que se assinale. Alguém conhecia tais dotes de treinador, de preparador físico ou de perito na arte de julgar qualidades futebolísticas de jogadores de futebol?
Se não se lhe conhece atavio de monta na arte arquitectural para que, dizem, foi formado, terá ele despontado, ao menos aqui, nas subtilezas da arte futebolística?
Eu confesso humildemente que desconheço! E tenho cá uma fezada de que José António Saraiva também conhece tanto disso como de alguidares de azeite!
Mas vai-se divertindo! Escrevendo sobre o Benfica, claro!... Com quem mais poderia ter ele a veleidade de sonhar que outrem dedicasse uma pausa para a leitura, apressada, dos seus escritos?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

INFANTÁRIOS, INFANTIS E ALEGRETES

Carta a El-Rei, D. Luís Filipe sobre o estado da sua Armada Imperial e sobre outras questiúnculas…

Poderoso Rei D. Luís Filipe da Grande Pátria Benfiquista, Vós já sabíeis da existência de um reino fatídico, ditatorialmente governado por um “papa” que pratica as desvirtudes da manigância, da batotice e da corrupção desportiva, mentiroso que mente ao próprio Papa, o verdadeiro, sem a mínima desfaçatez. É um reino satânico com um satanás “papal” a enrolar as suas vítimas arbitrais em procelosas doses de “fruta”, a dar conselhos maritais com intenções demoníacas a troco de uns envelopinhos recheados que, para o seu carregador de forquilhas o apreçador Juiz Mortágua são preços de saldo e sem inflação.
Este satanás anda hoje muito aviltado nas suas diatribes mas de bico calado que abre de vez em quando e não deita labaredas. É que as suas fogueiras satânicas estão agora muito amolentadas por causa da Tua Armada Invencível que se foi aos belzebus e os exorcizou sem piedade, deixando-os endemoninhados na arte do pugilato e depois assados e cozidos nas chamas lentas de uma prolongada penitência pelos seus asquerosos actos e comportamentos, aspudos para bom conhecimento.

Bem, mas hoje, Poderoso Rei, venho falar-te de outras coisas que se vão passando no meio de infiéis que, sendo ainda primos achegados do “papa” satanás, se estiolam nuns estrebuchamentos contra a Fé do Teu Glorioso Reino num ridiculoso avantajado tanto quanto chavelhudo.

Te conto primeiro, Augusto rei, que um belzebu sacrílego de nome, que “salvador” do reino do mal não é ele mas só um naco de papel de embrulho das tentações de seu amo, o “papal” satanás, vem arrabujar-se contra um servo Teu que só ousou de magnânimidade caridosa que é a Tua Lei.
Acontece, Poderoso Rei D. Luís Filipe, que era hora de sesta no infantário e o nosso belzebu sacrílego de nome houve por bem não consertar aias de seus infantes e há deixado grande inquietação pelo destempero da criança em busca da verdadeira luz do Teu Reino. E, destarte, se arreminou contra Teu apóstolo benfazejo, antes que contra a sua criadagem. E à criança desregrada resolveu amimar com histórias do tio patinhas, palavras do mestre Jesus, na vez de a arretar pelo despautério da fuga à soneca, o que a Teu Reino bem parece ser de mor educação.
Mas Vós, Augusto Rei, Vós sois benevolente e nem pedis mais do que um naco de comiseração.

Passemos, pois, ao outro.

O outro, Poderoso Rei, Vós bem tentais acometê-lo mas ele logo se deixa arrapinar por o “papa” satanhoco.
É verdade que ele se arregalou com o seu novo compincha adestrador de caleches e nos seus prometimentos de muitas e muitas alegrias.
E tem cumprido, a “serra de neve”! Deu esfusiantes alegrias ao reino satânico com uma abada enfiada em suas rabiças. Mas igualmente ao Teu reino de Luz! E a outros mais, num esbanjamento prolífero de alegramentos.

Não penseis muito, Augusto Rei da Gloriosa Pátria Benfiquista Imortal, neste treitento das bilhéticas, que nesse assunto ele se porta à altura dos belzebus bilhostres. As suas palavras são percas de tempo, os seus 30% são águas encalhadas que nem os polícias do Teu Augusto Reino conferem. Não Vos lembrais já das suas rabularias sobre o Teu Fundo de Jogadores?
É de certeza certo que um belzebu enfezado no “papa” satanás não tomará siso em ordem.

Por isso, Augusto Rei da Águia Gloriosa, perdoai a todos os belzebus e ao satanás amo e atendei-os a todos na Tua Magnanimidade Imperial! Se eles atenazam em árbitros é porque a Tua Águia Rainha dos Céus manda lá do Alto as suas excomungações a tais sacrílegos e olha-os de soslaio nas suas arrecuas.

Com Vossa Mercê

PERO VAZ DE CAMINHA

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Carta a El-Rei, D. Luís Filipe

As pacovices da semana

Sabe Vossa Alteza, El-Rei da Grande Pátria Benfiquista, D’Aquém e D’Além-Mar que, em honra das armas e das divisas de Sua Majestade, o seu Mui Nobre Reino pratica a Fé, a Esperança e a Caridade.
Estas Mui Nobres Virtudes do Evangelho do Símbolo da Águia Gloriosa e Altaneira plasmam-se no Vosso Reino Benfiquista como um dom metafísico do seu existir ontológico.

A Fé e a Esperança são os dons que, inscritos nos Santos Evangelhos que compõem o Antigo e o Novo Testamento do Benfiquismo e pregados pelos Seus Apóstolos, preenchem os recônditos da Alma Benfiquista dos Teus humildes súbditos.
A Caridade é o dom que estes humildes fiéis do Teu Reino, sob inspiração de Vossa Alteza, praticam devotadamente para com os degradados ontófagos, infiéis cuja vivência nestas terriolas vizinhas do Vosso Augusto Reino nos confrange pela sua nudez de gentios das cavernas e, por mais que Vossos devotados Apóstolos os tentem converter à única e verdadeira Fé com as suas sacrossantas e inflamadas prédicas do bom-senso, ainda não conseguiram passar além da sua entranhada esterquice.

A caridade, Majestoso Rei de seu tão Majestoso Reino, é o dom que este humilde servo ousa dever pedir-Vos que ordenais seja a prioridade dos Vossos Apóstolos para a conversão final dos estercorários Tavares, Moreira e Aguiar.
De facto, no seu acrimonioso achinfrinar, cada qual escreve ou vomita tolices pegadas que, se ficam a condizer com o seu ser e viver, não são suportáveis à luz da Caridade do Vosso Reino Majestoso.

Tavares escreve, por exemplo, que os réus do túnel da Luz estão trocados e tem razão, Augusto Rei. Lá deviam assentar os nadegudos “papa” condenado e a cumprir pena e seu acólito sacristão, o mestre-escola Jesualdo, que estes não têm sabido lidar as bestas, metê-las em ordenha nos curros e arredondar-lhes as antenas para a pega.

Aguiar revela-se um emérito açulador contra o benemérito colocador das escutas na audição do mundo inteiro. Neste mui pobre particular, Augusta Majestade, usai de toda a Vossa magnanimidade e perdoai-lhes que eles se esgadunhem contra os sons e se arrepimpem dos conteúdos.

Moreira aventura-se mesmo a ser um comicieiro burlesco, tal o atormentamento que acomete o seu delinquido, indigente e infiel pensamento. Assim, no transvario do seu pungimento, até já vai gesticulando no seu grunhideiro ululante um arvoamento de gritadeira “às armas, às armas, aqui del-rei, já uma assembleia-mor”!...
E termina com uma profissão de fé nativa e infiel, contrária aos Evangelhos do Benfiquismo de que Vós sois o mais Alto Guardião. Na sua ululação, vocifera que acabar é preciso com o domínio dos altos Céus que a Vossa Águia insigne ousa dominar!

Venerando Rei, estes infiéis do paganismo conspurcado com o atoleiro da corrupção, em estultilóquios de tonterias que lhe obnubilam todo o discernimento da realidade em que se afundaram, adejam no mundo das trevas do paganismo e ainda não viram a Luz!

A ajuntar a estes infiéis pagãos, tens de colocar na tua mira do perdão o infiel Bettencourt, tão infiel ao seu clube que prometeu alegrias e foi ao Carnaval do Rio!
E deixa a sua equipa na alegria das cabazadas por atacado!
Este bruto infiel esquece a palavra, tanto quanto esquece que o colonialismo a que o gentio e seu infiel antepassado Roquette submeteu o seu clube, no acordo de protectorado militante com o reino da corrupção futebolística, só concedia aos nativos indígenas as migalhas da esterqueira em que vão vegetando na sua infesta religião.
Bettencourt manda às malvas a acribologia do seu impulso promissório e, numa peroração infiel contra os seus antepassados, mais do que contra o seu corrupto colonizador, mostra-se arreminado até contra as suas propriedades que não quer cheias mas sempre a menos de meia haste. Bettencourt prefere arremediar-se com a sua pobreza de gentes do que aceder a vender os bilhetes que lhe matam a fome.

Meu Nobre Rei e Senhor, sabe Sua Alteza muito bem como terminam as profissões de fé dos gentios que vivem mergulhados no paganismo. Elas até conseguem cumprir-se algumas vezes, mesmo que advenham dum obnóxio e num engasgo fedúncio, como sequelas das arremetidas dos adeptos à saída de velório de soledade a treinadores “forever” que talvez tenham ido “forever” e que provocam um furor de peito feito e mangas arregaçadas à trauliteiro!

Termino a minha prédica já longa, não querendo importunar mais Sua Alteza, Meu Rei, com as minhas encomendações.
Porém, ao acabar, peço humildemente a Sua Majestade, El-Rei D. Luís Filipe da Grande e Mui Nobre Pátria Benfiquista, D’Aquém e D’Além Mar, que use de toda a Sua Magnanimidade Caridosa, que continue a ser um excelso acribólogo nos Seus Decretos Reais.
Com a humildade devida por um Vosso súbdito fiel, Vos peço pois que, na Vossa Régia Bênção e na Penitência que acheis por bem conceder, ordeneis aos Vossos súbditos que executem uma infundice adequada a tão grande e variegada patetice de uns infiéis gentios que não ousam ouvir os Vossos Evangelhos do Benfiquismo, apesar da mui esforçada pregação dos Vossos Fiéis Apóstolos.

Com Vossa Mercê,

PERO VAZ DE CAMINHA

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A PALHAÇADA DOS PALHAÇOS

A comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional responsabilizou finalmente os covardes agressores do jogador Óscar Cardoso e do treinador Raul José. Baseou a sua decisão nas imagens televisivas da SIC, nos testemunhos apresentados pelas partes e nas próprias declarações dos implicados.
Acerca das imagens, escreve a CD “ipsis verbis”:
«Registamos que as imagens televisivas constantes dos … DVD, nos mais diversos ângulos e de forma conjugada são nítidas, esclarecedoras e conclusivas - permitem com todo o rigor, clareza e fidedignidade perceber a conduta dos arguidos … bem como o comportamento do técnico Raul José».

As imagens são objectivas, não permitem diferentes leituras nem precisam de palavras!
Por isso, só autênticos palhaços podem sobre elas tecer considerações alarves, de modo a tentar mistificar a verdade que encerram e demonstram. São palhaços que nunca souberam o que era um pingo de vergonha e cuja dignidade se esvai no seu rosnar e abanar de cauda para agradar ao dono.

Domingos Paciência vem dizer que a “injustiça” feita aos seus jogadores “não os vai desmoralizar”.
Injustiça houve, e grande! Houve a injustiça de os continuar a deixar jogar futebol, quando eles demonstraram com sobejas provas, que não eram dignos dessa contemplação.
Se houvesse justiça, Vandinho e Mossoró não teriam jogado a segunda parte do jogo contra o Benfica, deixando a sua equipa a jogar com oito jogadores!
Se houvesse justiça, estes jogadores não deviam ter continuado a jogar e talvez que a equipa do Braga tivesse o que merecia devido ao seu mau comportamento.
Depois, ninguém os quer desmoralizar. Querem apenas que seja feita justiça e que, mesmo os covardes, assumam as suas responsabilidades.

Carlos Freitas diz que, «…como não tem sido possível derrotá-la dentro do campo, esta acção visa tornar-nos mais fracos».
Foi precisamente o que o Braga, através dos seus jogadores – e limitamo-nos apenas aos factos provados ou possíveis de provar, até ao momento – tentou fazer com o Benfica, torná-lo mais fraco para o derrotar, retirando-lhe injustamente o seu melhor goleador da competição.
Depois, é tão torpe nas suas insinuações, está tão atolado na lama das manigâncias que tem o topete de dizer que estranha o “timing” da decisão.
Pois é, tal decisão já devia ter sido tomada há muito, tal a torpeza escandalosa que as acções dos seus jogadores assumiram. Mas convinha-lhes! Por isso, foram sempre protelando tanto quanto puderam. Por duas vezes, repete-se, por duas vezes pediram adiamentos de diligências, nomeadamente, de audições de testemunhas e dos próprios arguidos. Por que não tiveram então pressa?
Acresce que a acusação foi proferida e notificada aos arguidos e ao Braga em 21 de Dezembro. Por essa acusação, o Braga sabia, ou devia saber, o que a esperava. Ou pensava que ainda conseguia manobrar esta CD? Mas o Major – que, escandalosamente, ainda ocupa um lugar na estrutura directiva do futebol português – já não risca ou risca pouco e o “papa” seu amo está castigado, está a cumprir pena!
Se não contratou mais ninguém, “sibi imputat” !
Afirmar que não existe nenhuma imagem que consubstancie tentativa de agressão de Vandinho é baixo porque é querer apenas lançar poeira ou fazer dos outros cegos. Muitos dos seus compinchas de branqueamento têm falado em daltonismo mas o mal é de estrabismo direccionado.
Pois não! As imagens praticamente provam a agressão e ter sido condenado apenas por tentativa já foi um dom do princípio “in dúbio pro reo” pelo qual devia estar agradecido.
Quanto ao facto de nenhum relatório arbitral ou policial fazer referência às agressões, isso deve-se apenas à incompetência dos mesmos, aqueles que assistiram e viraram costas numa demissão de responsabilidades execrável. Lá o árbitro e seus assistentes, esses estavam sob controlo, não é? E o polícia que se vê na televisão a demitir-se da sua missão de preservar a ordem, era conhecido da casa!...
Agora, a mais risível desta personagem cujas palavras apenas provocam nojo é a que se refere a Vandinho. Diz ele que «é reconhecida a sua conduta séria e profissional»
De facto, tão séria e profissional que, interrogado no processo, Vandinho afirmou perante os instrutores, sem qualquer pejo ou vergonha, não saber que aquele a quem deu um pontapé era o treinador adjunto do Benfica, Raul José. Um treinador adjunto que o treinou durante um ano inteiro e cujo treinamento tinha findado há menos de meio ano!
Que memória tão curta a desta conduta “séria e profissional”!…
Vandinho mentiu com quantos dentes tem na boca. Mas isso são meros biscates, “é reconhecida a sua conduta séria e profissional”
Acreditamos, apesar de tudo! É aquela “conduta séria e profissional” a que todos os escroques se prestam para defender a corrupção, o compadrio e o tráfico de influências que perpassou pelo futebol português.

Para Salvador, vai apenas uma resposta que os factos não desmentem. O Braga não precisa de antecipar jogos para ser primeiro porque, para já, tem sido último em tudo. Foi último na Liga Europa, foi último na Taça da Liga, foi último na Taça de Portugal.
Resta-lhe apenas a Liga Sagres para não ser último.

O “record” também teve de albergar um dito jornalista pequenino para que ele pudesse tecer as suas alarvidades nojentas e direccionadas. Mais um que se presta à defesa do vale tudo, sem qualquer pejo ou resquício de vergonha.
Começa ele por comparar as possibilidades financeiras de Benfica, FC Porto e Braga como se tal argumento pudesse justificar o vale tudo menos futebol e, assim, tentar que o Braga se possa equiparar na luta ao maior poderio económico-financeiro dos restantes. O que as imagens da pedreira revelam seria a moeda de troca que deveria ser concedida ao Braga para equilibrar os pratos da balança.
Este – Eugénio Queirós – não tem a mínima pudicícia em atacar as imagens, uma vez que elas são claras e objectivas, desmentindo as considerações que as contrariem. Logo, há que tentar minar a sua qualidade, aliás, excelente qualidade, dizendo que elas foram “tiradas da bancada” e “em voo picado”. Quem sabia que tal personagem junta letras era tão “qualificado” em imagens, quando tem tanta dificuldade na qualificação das palavras para a qual faz de conta estar preparado?

Em voo picado para o atoleiro da porcaria estão estes escroques que defendem o indefensável e se juntam à escumalha da corrupção, do nepotismo e do tráfico de influências.
Tal como o Braga e toda a escória que branqueia a tremenda sujidade das acções e comportamentos de corrupção agora postos ainda mais a nu, o argumento, o reles argumento espelho de quem o usa, é a presumida provocação. A provocação branqueia tudo. Se alguém quer fazer mal ao vizinho, arranje uma provocação e está desculpado, mesmo que depois mate esse vizinho!

Manuel Fernandes, o Setúbal não pode queixar-se de ter recebido um jogador castigado. Nem pode dizer que é aberrante castigar o Setúbal. O Setúbal, quando se dispôs a receber o jogador, devia ter sido previdente. Sabia, ou devia saber, que contra ele havia uma acusação e que certamente ele seria castigado, tão clara foi a sua actuação agressora.
Contratando-o, apesar disso, “sibi imputat”.

E só posso terminar, citando o nosso grande Afonso Melo, “Os túneis e as cavernas”, in “O Benfica, de 05-02-2010, pag. 3:

«Comprar árbitros, com prostitutas ou outros favores, é torpe; insistir na deficiência mental de uma pessoa para a amesquinhar é próprio de um pulha; insultar pelas costas alguém de quem se finge ser amigo é cobardice; copiar páginas inteiras de livros e assiná-las como se fossem próprias é abjecto.
Quem mente e se contradiz por submissão é um verme; quem nega as evidências e procura atirar sobre outrem o nojo das suas acções é um biltre; quem se presta a tudo para defender a corrupção, o compadrio, o nepotismo e o tráfico de influências é um escroque»
.

Eis o retrato desta gente sem pudor!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A Gloriosa gripe “B”

No reino “papal” da corrupção desportiva portuguesa continua a haver grande azáfama. Detergentes, branqueadores, abrilhantadores, catequistas e deformadores conscienciosos de consciências e verdades, desportivas e históricas, confundem-se e atropelam-se numa cacofonia de auto lavagens cerebrais.
O reino das catacumbas das negociatas de manigâncias desportivas foi posto a nu, justiçado pela justiça do Povo depois de “injustiçado” pela injustiçosa justiça da Justiça.

Sofrendo de gripe “B”, uma gripe Gloriosa que sofreu profunda mutação de virulência para a qual o reino da corrupção desportiva não consegue “vacina” que lhe acuda, soltam-se as vozes das tropelias costumadas e sabidas, os aprendizes enfurecem-se e dão cornadas no que encontram na frente, em especial se vermelho for, os lídimos operadores do encabrestamento não conseguem exercer o professorado do cabresto, o mestre dos mestres falha a faena e há touros – ou gladiadores?! – que recusam a arena, mestres da servidão batem com a porta febrilmente.

Detergentes, abrilhantadores, branqueadores, catequistas e deformadores tentam aplacar a epidemia, sem sucesso. A Gloriosa gripe “B”, transportada nas asas da sua Rainha dos Céus, não dá de si e ataca cada dia mais acrimoniosamente.
Não! Detergentes, abrilhantadores, branqueadores, catequistas e deformadores ao serviço da cúria “papal” condenada por corrupção desportiva portuguesa já foram “chão que deu uvas”! Eles próprios já se sentem tão epidémicos de si mesmos que, em reviramentos esotéricos, cuidam do mal cuidando do bem.

O catequista e deformador – da realidade histórica dos factos – filho da Mui Nobre e Insigne Poetisa de Portugal, é um dos epidémicos que rumina do mal intuindo a cura. Escreve ele que os réus do túnel da Luz estão trocados e nós acreditamos. E acreditamos que este catequista e deformador não acredita naquilo que intuitivamente acredita.

Os verdadeiros réus do túnel da Luz, antes que o incrível macaco, o sapo não sei onde, o cebola, o galinheiro dos frangos, são o mestre “papa” do ódio e das manigâncias desportivas, do regionalismo e do centralismo bacocos, acompanhado do seu “professor” que, se ensina, se é que ensinar é preciso, seus aprendizes na arte do pugilato, os devia ensinar nos comportamentos, não nos comportamentos descomportados mas nos comportamentos comportados.
Verdadeiros réus são também todos aqueles detergentes, branqueadores, abrilhantadores, catequistas e deformadores que lhes branqueiam e abrilhantam as roupagens, catequizam as cabeças e deformam as suas acções.
Pelo que, em concordância com a discordância deste catequista e deformador, devemos concluir, ainda assim, que ele intui a verdade nas inverdades que catequiza e deforma.

Em “o jogo” há um grande jogo de encobrimentos. Também detergentes branqueadores, abrilhantadores, maus catequistas e bons deformadores.
Vejamos um tal Maia de nome, detergente saloio se julgando de humorista sem humor. A sua peça de roupa suja, a que ele quer mais suja para puxar os méritos do branqueamento, é a hipotética confusão da CD da LPFP relativa ao sapo não sei onde.
Teria hipoteticamente esta CD, num lapsus calami evidente, confundido o clube a que pertence este que dizem de jogador de futebol que pratica artes marciais indevidas mas devidas à sua toleima, esteja ou não entrado na pinga?
Teria a CD confundido, de facto, o planeta com o satélite?

Seja como for, Maia já percebeu sem perceber que para esta CD “tanto faz castigar um jogador do FC Porto como um jogador do Braga”. Por isso, pica e repenica que “vai tudo sempre dar ao mesmo”
Como se vê e lê, nem preciso sendo grande meditação, outro que, atacado com a epidemia que deixa os tolos atoleimados, diz o óbvio! Cuida bem do mal cuidando que é mal e intuindo da cura.

Vai tudo dar ao mesmo porque o mesmo é tudo!... Planeta e satélite rodam em torno de si mesmos, sendo que satélite retorna ao planeta o que leva do planeta. Apesar de, disse o “papa” do reino do detergente e branqueador Maia, em dístico desconforme mas conforme à sua asnice, o adversário do planeta ser o satélite.
Maia, pensar-se-ia, deveria, assim, estar agradecido como agradecido deveria estar o seu “pontífice” das manigâncias desportivas já condenadas.
Mas Maia está infectado e julga desinfectar-se … infectando-se!