sábado, 6 de fevereiro de 2010

Carta a El-Rei, D. Luís Filipe

As pacovices da semana

Sabe Vossa Alteza, El-Rei da Grande Pátria Benfiquista, D’Aquém e D’Além-Mar que, em honra das armas e das divisas de Sua Majestade, o seu Mui Nobre Reino pratica a Fé, a Esperança e a Caridade.
Estas Mui Nobres Virtudes do Evangelho do Símbolo da Águia Gloriosa e Altaneira plasmam-se no Vosso Reino Benfiquista como um dom metafísico do seu existir ontológico.

A Fé e a Esperança são os dons que, inscritos nos Santos Evangelhos que compõem o Antigo e o Novo Testamento do Benfiquismo e pregados pelos Seus Apóstolos, preenchem os recônditos da Alma Benfiquista dos Teus humildes súbditos.
A Caridade é o dom que estes humildes fiéis do Teu Reino, sob inspiração de Vossa Alteza, praticam devotadamente para com os degradados ontófagos, infiéis cuja vivência nestas terriolas vizinhas do Vosso Augusto Reino nos confrange pela sua nudez de gentios das cavernas e, por mais que Vossos devotados Apóstolos os tentem converter à única e verdadeira Fé com as suas sacrossantas e inflamadas prédicas do bom-senso, ainda não conseguiram passar além da sua entranhada esterquice.

A caridade, Majestoso Rei de seu tão Majestoso Reino, é o dom que este humilde servo ousa dever pedir-Vos que ordenais seja a prioridade dos Vossos Apóstolos para a conversão final dos estercorários Tavares, Moreira e Aguiar.
De facto, no seu acrimonioso achinfrinar, cada qual escreve ou vomita tolices pegadas que, se ficam a condizer com o seu ser e viver, não são suportáveis à luz da Caridade do Vosso Reino Majestoso.

Tavares escreve, por exemplo, que os réus do túnel da Luz estão trocados e tem razão, Augusto Rei. Lá deviam assentar os nadegudos “papa” condenado e a cumprir pena e seu acólito sacristão, o mestre-escola Jesualdo, que estes não têm sabido lidar as bestas, metê-las em ordenha nos curros e arredondar-lhes as antenas para a pega.

Aguiar revela-se um emérito açulador contra o benemérito colocador das escutas na audição do mundo inteiro. Neste mui pobre particular, Augusta Majestade, usai de toda a Vossa magnanimidade e perdoai-lhes que eles se esgadunhem contra os sons e se arrepimpem dos conteúdos.

Moreira aventura-se mesmo a ser um comicieiro burlesco, tal o atormentamento que acomete o seu delinquido, indigente e infiel pensamento. Assim, no transvario do seu pungimento, até já vai gesticulando no seu grunhideiro ululante um arvoamento de gritadeira “às armas, às armas, aqui del-rei, já uma assembleia-mor”!...
E termina com uma profissão de fé nativa e infiel, contrária aos Evangelhos do Benfiquismo de que Vós sois o mais Alto Guardião. Na sua ululação, vocifera que acabar é preciso com o domínio dos altos Céus que a Vossa Águia insigne ousa dominar!

Venerando Rei, estes infiéis do paganismo conspurcado com o atoleiro da corrupção, em estultilóquios de tonterias que lhe obnubilam todo o discernimento da realidade em que se afundaram, adejam no mundo das trevas do paganismo e ainda não viram a Luz!

A ajuntar a estes infiéis pagãos, tens de colocar na tua mira do perdão o infiel Bettencourt, tão infiel ao seu clube que prometeu alegrias e foi ao Carnaval do Rio!
E deixa a sua equipa na alegria das cabazadas por atacado!
Este bruto infiel esquece a palavra, tanto quanto esquece que o colonialismo a que o gentio e seu infiel antepassado Roquette submeteu o seu clube, no acordo de protectorado militante com o reino da corrupção futebolística, só concedia aos nativos indígenas as migalhas da esterqueira em que vão vegetando na sua infesta religião.
Bettencourt manda às malvas a acribologia do seu impulso promissório e, numa peroração infiel contra os seus antepassados, mais do que contra o seu corrupto colonizador, mostra-se arreminado até contra as suas propriedades que não quer cheias mas sempre a menos de meia haste. Bettencourt prefere arremediar-se com a sua pobreza de gentes do que aceder a vender os bilhetes que lhe matam a fome.

Meu Nobre Rei e Senhor, sabe Sua Alteza muito bem como terminam as profissões de fé dos gentios que vivem mergulhados no paganismo. Elas até conseguem cumprir-se algumas vezes, mesmo que advenham dum obnóxio e num engasgo fedúncio, como sequelas das arremetidas dos adeptos à saída de velório de soledade a treinadores “forever” que talvez tenham ido “forever” e que provocam um furor de peito feito e mangas arregaçadas à trauliteiro!

Termino a minha prédica já longa, não querendo importunar mais Sua Alteza, Meu Rei, com as minhas encomendações.
Porém, ao acabar, peço humildemente a Sua Majestade, El-Rei D. Luís Filipe da Grande e Mui Nobre Pátria Benfiquista, D’Aquém e D’Além Mar, que use de toda a Sua Magnanimidade Caridosa, que continue a ser um excelso acribólogo nos Seus Decretos Reais.
Com a humildade devida por um Vosso súbdito fiel, Vos peço pois que, na Vossa Régia Bênção e na Penitência que acheis por bem conceder, ordeneis aos Vossos súbditos que executem uma infundice adequada a tão grande e variegada patetice de uns infiéis gentios que não ousam ouvir os Vossos Evangelhos do Benfiquismo, apesar da mui esforçada pregação dos Vossos Fiéis Apóstolos.

Com Vossa Mercê,

PERO VAZ DE CAMINHA

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A PALHAÇADA DOS PALHAÇOS

A comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional responsabilizou finalmente os covardes agressores do jogador Óscar Cardoso e do treinador Raul José. Baseou a sua decisão nas imagens televisivas da SIC, nos testemunhos apresentados pelas partes e nas próprias declarações dos implicados.
Acerca das imagens, escreve a CD “ipsis verbis”:
«Registamos que as imagens televisivas constantes dos … DVD, nos mais diversos ângulos e de forma conjugada são nítidas, esclarecedoras e conclusivas - permitem com todo o rigor, clareza e fidedignidade perceber a conduta dos arguidos … bem como o comportamento do técnico Raul José».

As imagens são objectivas, não permitem diferentes leituras nem precisam de palavras!
Por isso, só autênticos palhaços podem sobre elas tecer considerações alarves, de modo a tentar mistificar a verdade que encerram e demonstram. São palhaços que nunca souberam o que era um pingo de vergonha e cuja dignidade se esvai no seu rosnar e abanar de cauda para agradar ao dono.

Domingos Paciência vem dizer que a “injustiça” feita aos seus jogadores “não os vai desmoralizar”.
Injustiça houve, e grande! Houve a injustiça de os continuar a deixar jogar futebol, quando eles demonstraram com sobejas provas, que não eram dignos dessa contemplação.
Se houvesse justiça, Vandinho e Mossoró não teriam jogado a segunda parte do jogo contra o Benfica, deixando a sua equipa a jogar com oito jogadores!
Se houvesse justiça, estes jogadores não deviam ter continuado a jogar e talvez que a equipa do Braga tivesse o que merecia devido ao seu mau comportamento.
Depois, ninguém os quer desmoralizar. Querem apenas que seja feita justiça e que, mesmo os covardes, assumam as suas responsabilidades.

Carlos Freitas diz que, «…como não tem sido possível derrotá-la dentro do campo, esta acção visa tornar-nos mais fracos».
Foi precisamente o que o Braga, através dos seus jogadores – e limitamo-nos apenas aos factos provados ou possíveis de provar, até ao momento – tentou fazer com o Benfica, torná-lo mais fraco para o derrotar, retirando-lhe injustamente o seu melhor goleador da competição.
Depois, é tão torpe nas suas insinuações, está tão atolado na lama das manigâncias que tem o topete de dizer que estranha o “timing” da decisão.
Pois é, tal decisão já devia ter sido tomada há muito, tal a torpeza escandalosa que as acções dos seus jogadores assumiram. Mas convinha-lhes! Por isso, foram sempre protelando tanto quanto puderam. Por duas vezes, repete-se, por duas vezes pediram adiamentos de diligências, nomeadamente, de audições de testemunhas e dos próprios arguidos. Por que não tiveram então pressa?
Acresce que a acusação foi proferida e notificada aos arguidos e ao Braga em 21 de Dezembro. Por essa acusação, o Braga sabia, ou devia saber, o que a esperava. Ou pensava que ainda conseguia manobrar esta CD? Mas o Major – que, escandalosamente, ainda ocupa um lugar na estrutura directiva do futebol português – já não risca ou risca pouco e o “papa” seu amo está castigado, está a cumprir pena!
Se não contratou mais ninguém, “sibi imputat” !
Afirmar que não existe nenhuma imagem que consubstancie tentativa de agressão de Vandinho é baixo porque é querer apenas lançar poeira ou fazer dos outros cegos. Muitos dos seus compinchas de branqueamento têm falado em daltonismo mas o mal é de estrabismo direccionado.
Pois não! As imagens praticamente provam a agressão e ter sido condenado apenas por tentativa já foi um dom do princípio “in dúbio pro reo” pelo qual devia estar agradecido.
Quanto ao facto de nenhum relatório arbitral ou policial fazer referência às agressões, isso deve-se apenas à incompetência dos mesmos, aqueles que assistiram e viraram costas numa demissão de responsabilidades execrável. Lá o árbitro e seus assistentes, esses estavam sob controlo, não é? E o polícia que se vê na televisão a demitir-se da sua missão de preservar a ordem, era conhecido da casa!...
Agora, a mais risível desta personagem cujas palavras apenas provocam nojo é a que se refere a Vandinho. Diz ele que «é reconhecida a sua conduta séria e profissional»
De facto, tão séria e profissional que, interrogado no processo, Vandinho afirmou perante os instrutores, sem qualquer pejo ou vergonha, não saber que aquele a quem deu um pontapé era o treinador adjunto do Benfica, Raul José. Um treinador adjunto que o treinou durante um ano inteiro e cujo treinamento tinha findado há menos de meio ano!
Que memória tão curta a desta conduta “séria e profissional”!…
Vandinho mentiu com quantos dentes tem na boca. Mas isso são meros biscates, “é reconhecida a sua conduta séria e profissional”
Acreditamos, apesar de tudo! É aquela “conduta séria e profissional” a que todos os escroques se prestam para defender a corrupção, o compadrio e o tráfico de influências que perpassou pelo futebol português.

Para Salvador, vai apenas uma resposta que os factos não desmentem. O Braga não precisa de antecipar jogos para ser primeiro porque, para já, tem sido último em tudo. Foi último na Liga Europa, foi último na Taça da Liga, foi último na Taça de Portugal.
Resta-lhe apenas a Liga Sagres para não ser último.

O “record” também teve de albergar um dito jornalista pequenino para que ele pudesse tecer as suas alarvidades nojentas e direccionadas. Mais um que se presta à defesa do vale tudo, sem qualquer pejo ou resquício de vergonha.
Começa ele por comparar as possibilidades financeiras de Benfica, FC Porto e Braga como se tal argumento pudesse justificar o vale tudo menos futebol e, assim, tentar que o Braga se possa equiparar na luta ao maior poderio económico-financeiro dos restantes. O que as imagens da pedreira revelam seria a moeda de troca que deveria ser concedida ao Braga para equilibrar os pratos da balança.
Este – Eugénio Queirós – não tem a mínima pudicícia em atacar as imagens, uma vez que elas são claras e objectivas, desmentindo as considerações que as contrariem. Logo, há que tentar minar a sua qualidade, aliás, excelente qualidade, dizendo que elas foram “tiradas da bancada” e “em voo picado”. Quem sabia que tal personagem junta letras era tão “qualificado” em imagens, quando tem tanta dificuldade na qualificação das palavras para a qual faz de conta estar preparado?

Em voo picado para o atoleiro da porcaria estão estes escroques que defendem o indefensável e se juntam à escumalha da corrupção, do nepotismo e do tráfico de influências.
Tal como o Braga e toda a escória que branqueia a tremenda sujidade das acções e comportamentos de corrupção agora postos ainda mais a nu, o argumento, o reles argumento espelho de quem o usa, é a presumida provocação. A provocação branqueia tudo. Se alguém quer fazer mal ao vizinho, arranje uma provocação e está desculpado, mesmo que depois mate esse vizinho!

Manuel Fernandes, o Setúbal não pode queixar-se de ter recebido um jogador castigado. Nem pode dizer que é aberrante castigar o Setúbal. O Setúbal, quando se dispôs a receber o jogador, devia ter sido previdente. Sabia, ou devia saber, que contra ele havia uma acusação e que certamente ele seria castigado, tão clara foi a sua actuação agressora.
Contratando-o, apesar disso, “sibi imputat”.

E só posso terminar, citando o nosso grande Afonso Melo, “Os túneis e as cavernas”, in “O Benfica, de 05-02-2010, pag. 3:

«Comprar árbitros, com prostitutas ou outros favores, é torpe; insistir na deficiência mental de uma pessoa para a amesquinhar é próprio de um pulha; insultar pelas costas alguém de quem se finge ser amigo é cobardice; copiar páginas inteiras de livros e assiná-las como se fossem próprias é abjecto.
Quem mente e se contradiz por submissão é um verme; quem nega as evidências e procura atirar sobre outrem o nojo das suas acções é um biltre; quem se presta a tudo para defender a corrupção, o compadrio, o nepotismo e o tráfico de influências é um escroque»
.

Eis o retrato desta gente sem pudor!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A Gloriosa gripe “B”

No reino “papal” da corrupção desportiva portuguesa continua a haver grande azáfama. Detergentes, branqueadores, abrilhantadores, catequistas e deformadores conscienciosos de consciências e verdades, desportivas e históricas, confundem-se e atropelam-se numa cacofonia de auto lavagens cerebrais.
O reino das catacumbas das negociatas de manigâncias desportivas foi posto a nu, justiçado pela justiça do Povo depois de “injustiçado” pela injustiçosa justiça da Justiça.

Sofrendo de gripe “B”, uma gripe Gloriosa que sofreu profunda mutação de virulência para a qual o reino da corrupção desportiva não consegue “vacina” que lhe acuda, soltam-se as vozes das tropelias costumadas e sabidas, os aprendizes enfurecem-se e dão cornadas no que encontram na frente, em especial se vermelho for, os lídimos operadores do encabrestamento não conseguem exercer o professorado do cabresto, o mestre dos mestres falha a faena e há touros – ou gladiadores?! – que recusam a arena, mestres da servidão batem com a porta febrilmente.

Detergentes, abrilhantadores, branqueadores, catequistas e deformadores tentam aplacar a epidemia, sem sucesso. A Gloriosa gripe “B”, transportada nas asas da sua Rainha dos Céus, não dá de si e ataca cada dia mais acrimoniosamente.
Não! Detergentes, abrilhantadores, branqueadores, catequistas e deformadores ao serviço da cúria “papal” condenada por corrupção desportiva portuguesa já foram “chão que deu uvas”! Eles próprios já se sentem tão epidémicos de si mesmos que, em reviramentos esotéricos, cuidam do mal cuidando do bem.

O catequista e deformador – da realidade histórica dos factos – filho da Mui Nobre e Insigne Poetisa de Portugal, é um dos epidémicos que rumina do mal intuindo a cura. Escreve ele que os réus do túnel da Luz estão trocados e nós acreditamos. E acreditamos que este catequista e deformador não acredita naquilo que intuitivamente acredita.

Os verdadeiros réus do túnel da Luz, antes que o incrível macaco, o sapo não sei onde, o cebola, o galinheiro dos frangos, são o mestre “papa” do ódio e das manigâncias desportivas, do regionalismo e do centralismo bacocos, acompanhado do seu “professor” que, se ensina, se é que ensinar é preciso, seus aprendizes na arte do pugilato, os devia ensinar nos comportamentos, não nos comportamentos descomportados mas nos comportamentos comportados.
Verdadeiros réus são também todos aqueles detergentes, branqueadores, abrilhantadores, catequistas e deformadores que lhes branqueiam e abrilhantam as roupagens, catequizam as cabeças e deformam as suas acções.
Pelo que, em concordância com a discordância deste catequista e deformador, devemos concluir, ainda assim, que ele intui a verdade nas inverdades que catequiza e deforma.

Em “o jogo” há um grande jogo de encobrimentos. Também detergentes branqueadores, abrilhantadores, maus catequistas e bons deformadores.
Vejamos um tal Maia de nome, detergente saloio se julgando de humorista sem humor. A sua peça de roupa suja, a que ele quer mais suja para puxar os méritos do branqueamento, é a hipotética confusão da CD da LPFP relativa ao sapo não sei onde.
Teria hipoteticamente esta CD, num lapsus calami evidente, confundido o clube a que pertence este que dizem de jogador de futebol que pratica artes marciais indevidas mas devidas à sua toleima, esteja ou não entrado na pinga?
Teria a CD confundido, de facto, o planeta com o satélite?

Seja como for, Maia já percebeu sem perceber que para esta CD “tanto faz castigar um jogador do FC Porto como um jogador do Braga”. Por isso, pica e repenica que “vai tudo sempre dar ao mesmo”
Como se vê e lê, nem preciso sendo grande meditação, outro que, atacado com a epidemia que deixa os tolos atoleimados, diz o óbvio! Cuida bem do mal cuidando que é mal e intuindo da cura.

Vai tudo dar ao mesmo porque o mesmo é tudo!... Planeta e satélite rodam em torno de si mesmos, sendo que satélite retorna ao planeta o que leva do planeta. Apesar de, disse o “papa” do reino do detergente e branqueador Maia, em dístico desconforme mas conforme à sua asnice, o adversário do planeta ser o satélite.
Maia, pensar-se-ia, deveria, assim, estar agradecido como agradecido deveria estar o seu “pontífice” das manigâncias desportivas já condenadas.
Mas Maia está infectado e julga desinfectar-se … infectando-se!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A justiça dos justiceiros da justiça

A justiça deste país, a justiça civil ou a justiça do futebol, tem sido tão injusta que, quando ela se lembra de praticar a justiça, todos dizem que praticou … injustiça. E, talvez não curiosamente, quem mais enche a boca de injustiça quando a justiça pratica a justiça são os que, planetas ou satélites, beneficiaram da justiça na sua prática de injustiça.

Todo o mundo teve agora oportunidade de ouvir as escutas do apito dourado. Ficou a saber quem era o chefe supremo dos cordelinhos da manigância, tirou as suas conclusões e praticou a sua justiça, a justiça do povo quase sempre mais justiça do que a justiça da justiça.
Os conversadores não negam as suas conversas, clamam à justiça que não é justo ouvir de sua justiça.

O mundo inteiro também viu as bárbaras agressões perpetradas pelos jogadores do Braga, à luz do dia e das câmaras televisivas que não quiseram esconder os factos, uma vez que há sempre algumas que só por conveniência fazem ou não fazem a sua justiça a tais factos.
Vandinho agrediu o treinador adjunto do Benfica, Cardoso tentou proteger, foi covardemente agredido.
No fim, a justiça faz a sua justiça na vítima, vítima dos agressores e da justiça do árbitro, uma justiça esta que o mundo não viu e sobre a qual não pode aplicar a justiça. Ou aplicou a justiça de que o árbitro aplicou a justiça que não foi justiça e deixou de aplicar a justiça que era justiça.

Domingos, excepção do povo, também pratica a sua justiça, considerando que a justiça que, finalmente, praticou justiça não praticou justiça para com aqueles que praticaram a sua justiça, à vista de todo o mundo, no físico dos até aqui injustiçados com a justiça e a quem agora se fez justiça quando, enfim, se praticou justiça.
Mas Domingos diz de sua justiça o que todos nós sabemos, que nasceu e cresceu no futebol! E nasceu e cresceu no futebol que encomendava e mandava na justiça. Na justiça que não praticava justiça ou que praticava a sua justiça que não era justiça.
Domingos diz que a sua equipa está preparada até para ser pontapeada no chão. Não sei se, sendo-o, Domingos quer justiça que pratique justiça. Mas o que sei e todo o mundo também sabe de justiça é que a sua equipa está preparada para fazer justiça com os punhos e as patas, uma justiça que pode ser a sua justiça mas não é justiça.

Carlos Freitas é outra excepção que quer que a justiça pratique a sua justiça e não a justiça que pratica a justiça. Freitas diz que não há justiça no momento em que a justiça pratica a justiça. É que Freitas também entende que a justiça pode ser a justiça da fraude à justiça. Se a justiça que pratica a justiça tivesse praticado a justiça mais cedo, então o Braga poderia, com a sua justiça, defraudar os efeitos que a justiça que praticou a justiça pretendia alcançar.
Freitas com a sua justiça de fraude à justiça poderia contratar outros jogadores e assim se faria justiça fugindo à justiça.
A justiça de Freitas apela à justiça das imagens para dizer de sua justiça que não há imagens, relatórios arbitrais ou policiais que possam levar a justiça a praticar justiça.
Freitas não faz justiça à justiça das imagens televisivas. Acresce que a sua justiça sobre o relatório dos árbitros ou dos polícias é uma justiça que faz justiça ao virar de costas à justiça por parte do árbitro assistente e do polícia que, assim, também fazem a sua justiça que não é justiça.
Mas como as imagens das câmaras televisivas “disponíveis” fazem a devida justiça a esta justiça de árbitros e polícias, a justiça pode fazer justiça, conquanto não a justiça de Freitas.

Manuel Tavares, director de “o jogo”, é mais uma personagem acostumada à justiça da sua justiça. E é engraçado ler a sua escrita sobre a justiça da subserviência clubista. A sua justiça é a de que o seu confrade de “a bola” não pratica justiça nos comentários aos factos revelados pelas imagens do sistema de videovigilância porque esta justiça é a justiça da subserviência, enquanto que a justiça de Tavares é a justiça clubisticamente “independente”, embora seja a justiça de quem em tempos idos mandava na justiça que não praticava a justiça.
Manuel Tavares é um amásio da justiça, tanto que não é justiça a justiça que Gomes queria nas contas da justiça do “papa”. Justiça é a de Angelino que, estando de fora da justiça das contas, faz justiça à justiça do “papa” que, até agora, a justiça do futebol só praticou justiça, e pouca justiça, quando, com justiça, achou que era de justiça condenar o papa pela justiça que este tinha feito ao futebol com a sua justiça.
É que, para Manuel Tavares, só a justiça que tem sido a justiça do presidencialismo dá sucesso ao sucesso da justiça das manigâncias do sucesso que não é devido à justiça que pratica justiça.

Bruno Alves também resolveu praticar a sua justiça. Mas inovou. Sem adversários por perto, frustrado talvez por não ter feito de sua justiça no túnel da Luz, fez justiça nas ventas de Tomás Costa.
Não se sabe se o professor resolveu praticar justiça porque é de justiça afirmar que ele não pratica justiça nos seus pupilos, antes permite que estes pratiquem livremente a sua justiça. Um professor que clama contra a justiça que pratica justiça e é um liberal com a justiça da justiça dos seus pupilos.

Todos estes justiceiros da justiça que não pratica a justiça estão de tal modo atolados na justiça das manigâncias e batotices desportivas sobre a justiça, a justiça da justiça e a justiça da justiça da verdade dos resultados desportivos, que não enxergam o quão enlameados estão com a sua justiça que tudo o que não seja a justiça da sua justiça não é justiça, mesmo que a justiça que é e deve ser justiça tenha, enfim, praticado justiça.
Esperamos agora que a justiça possa, ainda aqui, praticar a justiça nestes papagaios da justiça!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O “petróleo papal”, os “desmentidos dos desmentidos” e as “coincidências”

O gladiador foice

Esperava sinceramente que as “nascentes” de petróleo subitamente a borbulhar das entranhas da fossa de Contumil tivessem maior “rentabilidade” do que a que acabaram por ter.
Mas, pensando bem, até as compreendo! Acostumadas que estava a analfabetos de primeira que necessitavam de 4 ou 5 minutos para fazerem uns meros rabiscos a que chamavam de “assinar”, não contavam com uma resposta ainda mais rápida de um gladiador a fazer jus à sua fama e, já agora, proveito.

Não foi, de facto, coisa que não me passasse pela cabeça. Os jornais e televisões noticiaram-nos um gladiador que disse que vinha mas chegou atrasado. E chegou com uma bela dama que, com todo o respeito, dizem ser, e nós acreditamos, a digna esposa do nosso gladiador. E tudo cheirou a ar de passeio...

Mas, num ápice, o nosso gladiador foi-se!...
E toda uma “esmerada” e muito elogiada organização pelos pares do reino, deu mais um exemplo da actual (des)organização modelo!
Caramba, se a coisa tinha a ver com a amplidão dos movimentos de braços, mãos e punhos, não é isso que a história deste gladiador comprova! Talvez por isso tenha sido difícil detectá-la num primeiro relance!

Pessoalmente, não acredito nisso! O prestimoso gladiador deve ter excelente faro para os “perfumes” de Contumil. Por um lado, cheirou-lhe a “cebola” podre por perto. Por outro, cheirou-lhe a gás da flatulência de sua “eminência”, o “papa”.
Ora, isto é tudo menos petróleo, terá concluído, e bem, o nosso gladiador. Talvez ainda tenha arriscado e exigido cheirar a prova dos petro-mensais, anuais, de assinatura, etc, etc!
Só cheirou a flatulência “episcopal”, não do Bispo de Roma, mas do “bispo” GPS da Madalena!
E o nosso gladiador “foice”, não esteve com meias medidas!
Foi-se!...

Murmura-se que à última hora o gladiador teria sido oferecido ao Benfica mas que os seus ilustres dirigentes lhe terão gritado.

«Vade retro gladiador! Aqui não é o covil do “papa” de Contumil»!

E o administrador pisgou-se

Outro que dizem não ter cheirado o petróleo foi o administrador presumidamente dos petro euros! Mas esse, enfim, já deve conhecer bem o cheiro da flatulência. Quando lhe quiseram impingir a peta do petróleo, ele cheirou, cheirou, meteu o nariz e concluiu que chamar petróleo àquela fedorenta flatulência era demasiado para as suas já tão massacradas narinas.
E pisgou-se!

Diz-se que o gladiador foi a gota de água. Ambos se convenceram de que flatulência é flatulência e petróleo é petróleo.
E que petróleo … só em Lisboa!
E tudo se recompôs! Apesar de tão gaseificada flatulência!...

“O jogo” dos desmentidos dos desmentidos

Tal como todos já sabemos, o jornal “o jogo” é o bombeiro da cúria papal. Não é apenas um pacote de detergente das cloacas “papais” mas ainda um espumante gaseificado que tenta derramar espuma sobre as fogueiras no desespero de as tentar branquear e, quiçá, abafar.
Não consegue!
Mas a culpa do fracasso não é apenas de “o jogo”, se bem que “o jogo” já tivesse obrigação de saber que a flatulência do “papa” não se apaga nem abafa, por mais detergentes e espumas e gás carbónico que nele se derramem.
De resto, o gás carbónico deve ser amigo da flatuosidade feijoal. E amigos não se combatem!

O jornal “o jogo” é ainda um somítico nas suas relações com os seus concorrentes. Um somítico impertinente e desconchavado.
Quem disse que ele tentava informar?
O que lhe importa é tentar desmentir o indesmentível!
E desmente-se a si próprio!

O seu título é : «imagens negam capa d’abola».
O seu subtítulo já é: «imagens do túnel não esclarecem mais agressões».

Não esclarecer é deixar na dúvida. Nem prova o sim, nem prova o não.
Claro que isto já chega para aquelas bandas. Eles estão bem acostumados com a justiça que não quer nada com a Justiça! Com aquela justiça para quem tudo o que vem daqueles lados é “não provado” o que as escutam afirmam “provado”.

E o Braga foi a termas?!!!...

Aqui há dias soube-se que certo empresário teria oferecido dinheiro aos capitães do Leixões para ganharem ou empatarem com o Benfica. Este empresário teria dito que actuava em nome do Braga.
O Braga abespinhou-se e, noticiou-se, pespegou-lhe com processo-crime.

É a tal coisa da justiça portuguesa. Divinizou o princípio do “in dúbio pro reo”.
Convenhamos que o princípio é moralmente muito defensável porque concretiza a máxima humanista dos países civilizados, “vale mais um criminoso à solta do que um inocente na prisão”.
Mas não é absoluto, ou melhor, não é escapatória para a falta de empenho investigatório nem para a cobardice do estar bem com Deus e com o diabo.
Mas como a prova não é averiguada nas investigações ou, sendo-o, não é lá muito valorada nos julgamentos, a ameaça, concretizada ou não, de um processo-crime é a defesa mais fácil do encobrimento.

Por este andar, façamos votos para que, em Portugal, não haja tantos criminosos na rua que os inocentes se sintam mais seguros na prisão.

Murmura-se já com algum ruído que um dirigente de Braga teria sido visto a almoçar na Curia com dois jogadores do União de Leiria, o adversário do Benfica já amanhã.
Nada de especial! A Curia é uma excelente estância termal! O resto … serão coincidências!...
Por coincidência, dois jogadores do Leiria, equipa que, por coincidência, joga amanhã contra o Benfica, terão ido visitar a Curia!
Também por coincidência, um dirigente do Braga, equipa que, ainda por coincidência, disputa o primeiro lugar com o Benfica, também terá resolvido visitar a Curia, no mesmo dia e à mesma hora!

Portugal é o país das coincidências!...
Por coincidência, o árbitro necessitou de pedir aconselhamentos matrimoniais na residência particular do “papa”, em vésperas de apitar um jogo da equipa deste!
Por coincidência, os jogadores do Leiria e o dirigente do Braga terão ido a banhos no mesmo dia!...

Sempre ouvi dizer que “não há regra sem excepção”… Quase acreditei mas, meditando um pouco mais, cheguei a outra conclusão.
Se, de facto, “não há regra sem excepção”, então há, pelo menos, uma regra sem excepção! É “a regra de não haver regra sem excepção”!

Em termos de regras, também conhecemos aquela que diz “não há fumo sem fogo”.
Só que esta regra, em Portugal, está desregrada de excepções!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

No andor dos “quinhentinhos” e da “fruta”

1. E já são quatro jornadas seguidas de escândalo arbitral subserviente ao reino “papal” da fruta e da corrupção desportiva condenada. Quatro jornadas seguidas de favorecimento descaradamente dissonante da verdade desportiva.
Vítor Pereira fala em más arbitragens, arbitragens incompetentes. Todavia, parece que o mais incompetente é ele porque continua a escolher a dedo esses “incompetentes” – eufemismo de subserviência “fruteira” – para os jogos da equipa do “papa”. Se não fosse incompetente, não teria nomeado, nomeadamente, Xistras, Costas e Elmanos – e também Lucílios – já bem conhecidos apreciadores do pitéu que a “cúria papal” lhes coloca à disposição.

No jogo contra o Leiria, Elmano descobre que o guardião leiriense tem mãos e braços no lugar em que as pessoas sensatas e de perfeito juízo apenas vêm cara, nariz e olhos.
Mas Elmano não tem olhos na cara! Ou tem e estão revirados com o ruminar do pensamento na “fruta”!

Lucílio é também um mãos largas de olhos em bico na apetência da mesma “fruta”. No jogo da Luz deixa jogar andebol em jogo de futebol e não marca penalti contra o prevaricador, seguido do cartão amarelo devido pelo atrevimento que, para Lucílio, não foi mais do que um belo lance de andebol aéreo num jogo ganho por uma equipa cheia de futebol. O “cebola” do clube da “fruta” pôde, assim, “desfrutar” até ao fim.

Passados que são apenas alguns dias, aparece um Costa, aparentado de nome – e de manigâncias arbitrais com o seu “papa” – também ele de olhos em bico. Logo nos minutos iniciais, a besta que joga na equipa do dono do “pomar” tem licença para espezinhar e agredir um adversário sem direito ao vermelho, a cor que se mostra aos toiros para os enfurecer. Costa terá pensado que, para tal besta, já nem necessário é mostrar-lhe o vermelho para ela pespegar as suas habituais marradas.
Não contente, Costa – que é Rui mas, felizmente, não o nosso – esquece a agressão violenta de Belluschi, atirando com a bola na cara de um adversário. Costa é devotado e está aguado.
Mas a faena ainda não terminara, não fosse o “papa” sentir-se insatisfeito, coisa bem provável que a sua equipa estava a perder, apesar de tantas oferendas arbitrais. Benze o golo marcado com a mão, rumina que uma peça de “frutinha” já cá canta, falta a segunda de sobremesa.
Por isso, este Costa de olhos revirados faz que confunde peito com mãos e braços, solta o seu apito “chama fruta” e ordena que o adversário jogue com menos um. Não bastavam 14 contra 11, o empate persistia. Era preciso experimentar 14 contra 10!
Nem assim chegou para a sobremesa, Costa deve ter-se sentido frustrado com a privação.

Na Madeira, uma xistralhada à medida da procissão, à sua medida e à medida do “papa”. Fucile agarra um adversário dentro da sua área?
Ora, jogou à bola, murmura Xistra a pensar na “frutaria” de Contumil! …
A ave rasteira dá um pontapé num adversário?
É ave do clube da “fruta”, o melhor é deixá-la andar! O vermelho vai pô-lo, de certeza, ainda mais descabreado!
Vermelho?!!!… Só o do interior da “frutinha” madura!!!...
Álvaro Pereira encosta-se a um adversário, está ensonado, o adversário não lhe dá colo, o mafarrico cai … então, marca-se penalti e põe-se na rua o infiel! Cabe lá nalguma cabeça bem pensante – da “frutalhada papal” – alguém não dar colo à equipa do “papa” mentiroso e condenado?!

Enquanto esta procissão de rebaldaria se passava na Madeira, na Catedral assistia-se a grande futebol, futebol empolgante, a grandes golos como consequência de fabulosas jogadas de puro espectáculo futebolístico!
Sem precisar do colo de árbitro algum! Sem promessas de fruta, sem promessas de nada.
Mas Elmano estava lá! E esse sabe bem onde está a “fruta”. Por isso, em vez de colo arreia “palmatoadas”, faz-se desentendido, zela pelos seus interesses.
Mas esta equipa de sonho que faz jus ao majestoso voar da sua Águia Rainha, joga contra onze, joga contra catorze! E não se perturba! E até dá goleadas!

A verdade é que Elmano podia disfarçar os favores ao “padrinho” com a tremenda incompetência que, em cada jogo, patenteia. É o árbitro das invenções das leis de futebol. Tem leis próprias que todos desconhecem. Não liga puto às linhas brancas que demarcam o terreno de jogo. Para ele, o espaço prolonga-se até ao infinito. Não distingue as partes do corpo dos jogadores. Para ele, tudo é braço ou mão, não há cara, nem peito, nem nada. E ainda menos há cabeça, que ele dá, em cada apitadela que intervém, mostras sobejas de que a sua nem para usar chapéu! Está atolada em “fruta”!

2. Parece haver uma certa razão, seja nos oradores, bispos, arciprestes ou abades, em resguardarem a expressão “levados ao colo” para certas ocasiões e espaços geográficos. Há motivos muito palpáveis, alguns com que os Benfiquistas se congratulam, outros nem tanto!
Mas a satisfação dos primeiros consegue superar o incómodo dos segundos.

A expressão “levados ao colo” ouve-se sempre que o clube do “papa” – ambos condenados por corrupção desportiva – está em dificuldades e não ganha o campeonato. Só esperamos que ela, daqui em diante, se repita muitas e muitas vezes.
Essa expressão, tomem nota, é sinónimo de tentativa de disfarçar insuficiências. E que os Benfiquistas se não preocupem, antes se regozijem com o aumento desse ruído. Quanto mais ensurdecedor ele se revelar, tanto maiores serão as insuficiências do clube “papal”.

Finalmente, o reverso da medalha. A expressão “levados ao colo” não é consentânea com a definição dos favorecimentos arbitrais que, directa e indirectamente, o clube da “fruta” recebe. O clube do “papa” não é “levado ao colo”. É levado num andor muitíssimo bem adornado de notas dos “quinhentinhos”, a preços do Juiz Mortágua, devidamente actualizados com o factor de correcção monetária devido pela sua natural inflação.
E por muito que os olhos do professor pitosga se escanzelem num estrabismo direccionado pela oratória do reino da “fruta”.

3. Ainda bem que o pequeno Manel conseguiu arribar do seu infortúnio. Os Benfiquistas não desejam desgraças físicas ou mentais a ninguém, ainda que um cretino seja um cretino.
Saudamos, muito naturalmente, o seu restabelecimento físico.
Mas saudamos ainda mais o que nos pareceu ser a sua ressuscitação mental. De facto, parece que o pequeno Manel, no seu sono de combate pela vida, felizmente com sucesso, combateu também os seus complexos de subserviência ao “papa”. A comprová-lo, as suas declarações compreensivelmente de impotência e raiva com uma arbitragem que ele, prevenindo uma punição, diz apenas ter roçado a imoralidade mas que ultrapassou essa imoralidade com a natural descontracção de quem só deseja encher a barriga de “fruta”.
Veremos se é para continuar ou foi apenas um grito de convalescença.

sábado, 30 de janeiro de 2010

PINCELADAS ENCARNADAS

Deixem-nos jogar … a batatada?

Na apresentação do jogo contra o Sporting, Domingos utilizou a que começa a ser já uma célebre frase, “deixem-nos jogar”
Domingos sabe bem a doutrina toda daquela cúria do “papa” condenado por corrupção desportiva. Foi catequizado como convém, tornou-se aprendiz e agora já declama o ofício de mestre.
Daí que ele se tenha limitado a recitar frase idêntica já ouvida noutras bandas nesta mesma época desportiva, proferida pelo professor Jesualdo, quando este pediu “deixem jogar o Hulk”.


O apelo do professor Jesualdo foi, porém, mal entendido pelo comum dos agentes do foro desportivo, incluindo comunicação social amansada.
Mas não por Domingos, que este conhece bem, por (de)formação profissional, o conceito e o sentido do paleio que dimana daquela escola.

Não era propriamente a arte de dar pontapés na bola o que aquele professor pedia que deixassem fazer ao seu pupilo. Neste pormenor até nem havia grande incómodo em deixá-lo recrear-se. Ele se encarregava de não fazer mossa nas outras equipas, tantas as vezes que perdia a bola. A esse propósito, aliás, Hulk já ganhou o campeonato das “bolas perdidas”.
O que o professor Jesualdo solicitava era que o seu pupilo pudesse exercitar os dotes para que está devidamente credenciado, os dotes de pugilista e de gladiador que, por serem congénitos e devidamente aperfeiçoados na formação da sua personalidade com a catequese “papal”, são aqueles em que ele consegue alguma notação.
E tanto assim era que o professor Jesualdo, agora que o seu pupilo se encontra suspenso das suas artes de pugilato, deve ter pedido ao “papa” outro gladiador, este já de nome e fama e, ao que dizem, também de farto proveito!
O professor Jesualdo deve ter pedido ao “papa” porque, enfim, enquanto o treinador “não necessita de jogadores”, o “papa” não compra!…

Domingos também deve estar lembrado daquela cena de pancadaria que os seus “deixem-nos jogar” arriaram em Óscar Cardoso.
Mas Domingos até não tem grande razão para pedir o que concedido já lhe foi. É certo que um seu pugilista foi punido com a suspensão de dois jogos. Mas o que serviu de “saco de treino” aos seus gladiadores de baixo calibre também o foi … muito provavelmente por não os ter deixado “jogar” mais!.. Além disso, grande parte dos seus pugilistas, que tão bem exerceram os seus dotes de capangas reles no corpo de Óscar Cardoso, até hoje ainda nem uma beliscadura sofreram por causa da contenda!

Mas não se pense que Domingos é parolo assim de graça. Pode e tem cara de menino birrento mas da catequese “papal” está bem amestrado. O que ele pede é que os árbitros sejam complacentes. Ele conhece bem a máxima futebolística consignada na frase “uma equipa joga o que a outra deixa jogar”.
Por isso, o seu “deixem-nos jogar” é apenas um apelo, quiçá, um aviso por encomenda – “manda quem pode, obedece quem tem juízo” – aos árbitros para que estes impeçam os outros de jogar … contra eles!

O seu apelo foi, naturalmente, seguido pelo árbitro do jogo contra o Benfica. Este árbitro não apenas impediu que a equipa do Benfica marcasse golos cristalinamente limpos como fez os possíveis para que ela não jogasse. Deu um excelente contributo ao expulsar do jogo o seu avançado Óscar Cardoso, até hoje apenas se sabendo que o pecado deste foi servir de saco de pancada da equipa cujo timoneiro apela ao “deixem-nos jogar”.

Só que um apelo a um ex-membro da claque do “papa” comandada pelo macaco nem é muito necessária e Domingos sabe disso. Logo, o seu aviso tem outros destinatários que possam estar mais desatentos o que, valha a verdade, nem tem sido a norma neste campeonato.
E assim se justifica devidamente o apelo do menino birrento, bom aluno aprendiz da catequese “papal” e melhor mestre ainda na sua prática.


2. Senhor Silva, e a jogatana “levezinho” - Sá Pinto?

Confesso que achei piada à frase que o jornal “a bola” hoje deu à estampa relativamente à crónica de Ernesto Ferreira da Silva e, naturalmente, da autoria deste opinador.
Pois o nosso cronista escreve a certa altura:

«Na liga dos túneis, o Sporting perde por falta de comparência…»

Estamos acostumados a que os sportinguistas esqueçam facilmente o quanto são comidos pelo “papa” que trata abaixo de cão o seu roupeiro e mesmo o seu presidente Bettencourt.
Sabemos, por isso, que eles têm memória curta! Só não sabíamos que essa memória era tão acanhada e que em menos de 15 dias se esfumava. Mas nunca é tarde…

Ora vamos lá a ver! Se não estamos em erro, há muito pouco tempo, a única jogatana de que se teve notícia jogou-se precisamente no túnel do Sporting. Pronto, se quiser, também nas suas imediações e balneário adentro.
Só que o Sporting faz uma jogatana “a solo”, uma jogatana tipo solteiros e casados, tudo com gente da casa. Foi um jogo de sa(ra)pinto(ados) e “levezinhos”!
Bem, “levezinhos” é forma de expressão. Na verdade, mostraram-no algumas fotografias, nas fúcias do “levezinho” parece que a coisa foi bem … “pesadinha”!... Bem “pesadinha” e … pisadinha!...
No túnel do Sporting e seus arredores, parece que quem sofreu golos foram as ventas de Liedson. Sá Pinto marcou golos, e que golos, nas “trombetas” do “levezinho”!
Mas pensamos que também marcou golo … na própria baliza porque resolveu abandonar o seu campeonato! …

O Senhor Silva pode estar descansado porque ao Sporting não será marcada falta de comparência. Os pugilistas e gladiadores do reino “papal” não o convidaram para o jogo! Talvez tivessem pensado que ele não se aguentava!...
Depois, como o Sporting resolveu jogar a sua jogatana de túnel e balneário sem convidar ninguém, também aos outros não será marcada falta de comparência!