quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A Gloriosa gripe “B”

No reino “papal” da corrupção desportiva portuguesa continua a haver grande azáfama. Detergentes, branqueadores, abrilhantadores, catequistas e deformadores conscienciosos de consciências e verdades, desportivas e históricas, confundem-se e atropelam-se numa cacofonia de auto lavagens cerebrais.
O reino das catacumbas das negociatas de manigâncias desportivas foi posto a nu, justiçado pela justiça do Povo depois de “injustiçado” pela injustiçosa justiça da Justiça.

Sofrendo de gripe “B”, uma gripe Gloriosa que sofreu profunda mutação de virulência para a qual o reino da corrupção desportiva não consegue “vacina” que lhe acuda, soltam-se as vozes das tropelias costumadas e sabidas, os aprendizes enfurecem-se e dão cornadas no que encontram na frente, em especial se vermelho for, os lídimos operadores do encabrestamento não conseguem exercer o professorado do cabresto, o mestre dos mestres falha a faena e há touros – ou gladiadores?! – que recusam a arena, mestres da servidão batem com a porta febrilmente.

Detergentes, abrilhantadores, branqueadores, catequistas e deformadores tentam aplacar a epidemia, sem sucesso. A Gloriosa gripe “B”, transportada nas asas da sua Rainha dos Céus, não dá de si e ataca cada dia mais acrimoniosamente.
Não! Detergentes, abrilhantadores, branqueadores, catequistas e deformadores ao serviço da cúria “papal” condenada por corrupção desportiva portuguesa já foram “chão que deu uvas”! Eles próprios já se sentem tão epidémicos de si mesmos que, em reviramentos esotéricos, cuidam do mal cuidando do bem.

O catequista e deformador – da realidade histórica dos factos – filho da Mui Nobre e Insigne Poetisa de Portugal, é um dos epidémicos que rumina do mal intuindo a cura. Escreve ele que os réus do túnel da Luz estão trocados e nós acreditamos. E acreditamos que este catequista e deformador não acredita naquilo que intuitivamente acredita.

Os verdadeiros réus do túnel da Luz, antes que o incrível macaco, o sapo não sei onde, o cebola, o galinheiro dos frangos, são o mestre “papa” do ódio e das manigâncias desportivas, do regionalismo e do centralismo bacocos, acompanhado do seu “professor” que, se ensina, se é que ensinar é preciso, seus aprendizes na arte do pugilato, os devia ensinar nos comportamentos, não nos comportamentos descomportados mas nos comportamentos comportados.
Verdadeiros réus são também todos aqueles detergentes, branqueadores, abrilhantadores, catequistas e deformadores que lhes branqueiam e abrilhantam as roupagens, catequizam as cabeças e deformam as suas acções.
Pelo que, em concordância com a discordância deste catequista e deformador, devemos concluir, ainda assim, que ele intui a verdade nas inverdades que catequiza e deforma.

Em “o jogo” há um grande jogo de encobrimentos. Também detergentes branqueadores, abrilhantadores, maus catequistas e bons deformadores.
Vejamos um tal Maia de nome, detergente saloio se julgando de humorista sem humor. A sua peça de roupa suja, a que ele quer mais suja para puxar os méritos do branqueamento, é a hipotética confusão da CD da LPFP relativa ao sapo não sei onde.
Teria hipoteticamente esta CD, num lapsus calami evidente, confundido o clube a que pertence este que dizem de jogador de futebol que pratica artes marciais indevidas mas devidas à sua toleima, esteja ou não entrado na pinga?
Teria a CD confundido, de facto, o planeta com o satélite?

Seja como for, Maia já percebeu sem perceber que para esta CD “tanto faz castigar um jogador do FC Porto como um jogador do Braga”. Por isso, pica e repenica que “vai tudo sempre dar ao mesmo”
Como se vê e lê, nem preciso sendo grande meditação, outro que, atacado com a epidemia que deixa os tolos atoleimados, diz o óbvio! Cuida bem do mal cuidando que é mal e intuindo da cura.

Vai tudo dar ao mesmo porque o mesmo é tudo!... Planeta e satélite rodam em torno de si mesmos, sendo que satélite retorna ao planeta o que leva do planeta. Apesar de, disse o “papa” do reino do detergente e branqueador Maia, em dístico desconforme mas conforme à sua asnice, o adversário do planeta ser o satélite.
Maia, pensar-se-ia, deveria, assim, estar agradecido como agradecido deveria estar o seu “pontífice” das manigâncias desportivas já condenadas.
Mas Maia está infectado e julga desinfectar-se … infectando-se!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A justiça dos justiceiros da justiça

A justiça deste país, a justiça civil ou a justiça do futebol, tem sido tão injusta que, quando ela se lembra de praticar a justiça, todos dizem que praticou … injustiça. E, talvez não curiosamente, quem mais enche a boca de injustiça quando a justiça pratica a justiça são os que, planetas ou satélites, beneficiaram da justiça na sua prática de injustiça.

Todo o mundo teve agora oportunidade de ouvir as escutas do apito dourado. Ficou a saber quem era o chefe supremo dos cordelinhos da manigância, tirou as suas conclusões e praticou a sua justiça, a justiça do povo quase sempre mais justiça do que a justiça da justiça.
Os conversadores não negam as suas conversas, clamam à justiça que não é justo ouvir de sua justiça.

O mundo inteiro também viu as bárbaras agressões perpetradas pelos jogadores do Braga, à luz do dia e das câmaras televisivas que não quiseram esconder os factos, uma vez que há sempre algumas que só por conveniência fazem ou não fazem a sua justiça a tais factos.
Vandinho agrediu o treinador adjunto do Benfica, Cardoso tentou proteger, foi covardemente agredido.
No fim, a justiça faz a sua justiça na vítima, vítima dos agressores e da justiça do árbitro, uma justiça esta que o mundo não viu e sobre a qual não pode aplicar a justiça. Ou aplicou a justiça de que o árbitro aplicou a justiça que não foi justiça e deixou de aplicar a justiça que era justiça.

Domingos, excepção do povo, também pratica a sua justiça, considerando que a justiça que, finalmente, praticou justiça não praticou justiça para com aqueles que praticaram a sua justiça, à vista de todo o mundo, no físico dos até aqui injustiçados com a justiça e a quem agora se fez justiça quando, enfim, se praticou justiça.
Mas Domingos diz de sua justiça o que todos nós sabemos, que nasceu e cresceu no futebol! E nasceu e cresceu no futebol que encomendava e mandava na justiça. Na justiça que não praticava justiça ou que praticava a sua justiça que não era justiça.
Domingos diz que a sua equipa está preparada até para ser pontapeada no chão. Não sei se, sendo-o, Domingos quer justiça que pratique justiça. Mas o que sei e todo o mundo também sabe de justiça é que a sua equipa está preparada para fazer justiça com os punhos e as patas, uma justiça que pode ser a sua justiça mas não é justiça.

Carlos Freitas é outra excepção que quer que a justiça pratique a sua justiça e não a justiça que pratica a justiça. Freitas diz que não há justiça no momento em que a justiça pratica a justiça. É que Freitas também entende que a justiça pode ser a justiça da fraude à justiça. Se a justiça que pratica a justiça tivesse praticado a justiça mais cedo, então o Braga poderia, com a sua justiça, defraudar os efeitos que a justiça que praticou a justiça pretendia alcançar.
Freitas com a sua justiça de fraude à justiça poderia contratar outros jogadores e assim se faria justiça fugindo à justiça.
A justiça de Freitas apela à justiça das imagens para dizer de sua justiça que não há imagens, relatórios arbitrais ou policiais que possam levar a justiça a praticar justiça.
Freitas não faz justiça à justiça das imagens televisivas. Acresce que a sua justiça sobre o relatório dos árbitros ou dos polícias é uma justiça que faz justiça ao virar de costas à justiça por parte do árbitro assistente e do polícia que, assim, também fazem a sua justiça que não é justiça.
Mas como as imagens das câmaras televisivas “disponíveis” fazem a devida justiça a esta justiça de árbitros e polícias, a justiça pode fazer justiça, conquanto não a justiça de Freitas.

Manuel Tavares, director de “o jogo”, é mais uma personagem acostumada à justiça da sua justiça. E é engraçado ler a sua escrita sobre a justiça da subserviência clubista. A sua justiça é a de que o seu confrade de “a bola” não pratica justiça nos comentários aos factos revelados pelas imagens do sistema de videovigilância porque esta justiça é a justiça da subserviência, enquanto que a justiça de Tavares é a justiça clubisticamente “independente”, embora seja a justiça de quem em tempos idos mandava na justiça que não praticava a justiça.
Manuel Tavares é um amásio da justiça, tanto que não é justiça a justiça que Gomes queria nas contas da justiça do “papa”. Justiça é a de Angelino que, estando de fora da justiça das contas, faz justiça à justiça do “papa” que, até agora, a justiça do futebol só praticou justiça, e pouca justiça, quando, com justiça, achou que era de justiça condenar o papa pela justiça que este tinha feito ao futebol com a sua justiça.
É que, para Manuel Tavares, só a justiça que tem sido a justiça do presidencialismo dá sucesso ao sucesso da justiça das manigâncias do sucesso que não é devido à justiça que pratica justiça.

Bruno Alves também resolveu praticar a sua justiça. Mas inovou. Sem adversários por perto, frustrado talvez por não ter feito de sua justiça no túnel da Luz, fez justiça nas ventas de Tomás Costa.
Não se sabe se o professor resolveu praticar justiça porque é de justiça afirmar que ele não pratica justiça nos seus pupilos, antes permite que estes pratiquem livremente a sua justiça. Um professor que clama contra a justiça que pratica justiça e é um liberal com a justiça da justiça dos seus pupilos.

Todos estes justiceiros da justiça que não pratica a justiça estão de tal modo atolados na justiça das manigâncias e batotices desportivas sobre a justiça, a justiça da justiça e a justiça da justiça da verdade dos resultados desportivos, que não enxergam o quão enlameados estão com a sua justiça que tudo o que não seja a justiça da sua justiça não é justiça, mesmo que a justiça que é e deve ser justiça tenha, enfim, praticado justiça.
Esperamos agora que a justiça possa, ainda aqui, praticar a justiça nestes papagaios da justiça!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O “petróleo papal”, os “desmentidos dos desmentidos” e as “coincidências”

O gladiador foice

Esperava sinceramente que as “nascentes” de petróleo subitamente a borbulhar das entranhas da fossa de Contumil tivessem maior “rentabilidade” do que a que acabaram por ter.
Mas, pensando bem, até as compreendo! Acostumadas que estava a analfabetos de primeira que necessitavam de 4 ou 5 minutos para fazerem uns meros rabiscos a que chamavam de “assinar”, não contavam com uma resposta ainda mais rápida de um gladiador a fazer jus à sua fama e, já agora, proveito.

Não foi, de facto, coisa que não me passasse pela cabeça. Os jornais e televisões noticiaram-nos um gladiador que disse que vinha mas chegou atrasado. E chegou com uma bela dama que, com todo o respeito, dizem ser, e nós acreditamos, a digna esposa do nosso gladiador. E tudo cheirou a ar de passeio...

Mas, num ápice, o nosso gladiador foi-se!...
E toda uma “esmerada” e muito elogiada organização pelos pares do reino, deu mais um exemplo da actual (des)organização modelo!
Caramba, se a coisa tinha a ver com a amplidão dos movimentos de braços, mãos e punhos, não é isso que a história deste gladiador comprova! Talvez por isso tenha sido difícil detectá-la num primeiro relance!

Pessoalmente, não acredito nisso! O prestimoso gladiador deve ter excelente faro para os “perfumes” de Contumil. Por um lado, cheirou-lhe a “cebola” podre por perto. Por outro, cheirou-lhe a gás da flatulência de sua “eminência”, o “papa”.
Ora, isto é tudo menos petróleo, terá concluído, e bem, o nosso gladiador. Talvez ainda tenha arriscado e exigido cheirar a prova dos petro-mensais, anuais, de assinatura, etc, etc!
Só cheirou a flatulência “episcopal”, não do Bispo de Roma, mas do “bispo” GPS da Madalena!
E o nosso gladiador “foice”, não esteve com meias medidas!
Foi-se!...

Murmura-se que à última hora o gladiador teria sido oferecido ao Benfica mas que os seus ilustres dirigentes lhe terão gritado.

«Vade retro gladiador! Aqui não é o covil do “papa” de Contumil»!

E o administrador pisgou-se

Outro que dizem não ter cheirado o petróleo foi o administrador presumidamente dos petro euros! Mas esse, enfim, já deve conhecer bem o cheiro da flatulência. Quando lhe quiseram impingir a peta do petróleo, ele cheirou, cheirou, meteu o nariz e concluiu que chamar petróleo àquela fedorenta flatulência era demasiado para as suas já tão massacradas narinas.
E pisgou-se!

Diz-se que o gladiador foi a gota de água. Ambos se convenceram de que flatulência é flatulência e petróleo é petróleo.
E que petróleo … só em Lisboa!
E tudo se recompôs! Apesar de tão gaseificada flatulência!...

“O jogo” dos desmentidos dos desmentidos

Tal como todos já sabemos, o jornal “o jogo” é o bombeiro da cúria papal. Não é apenas um pacote de detergente das cloacas “papais” mas ainda um espumante gaseificado que tenta derramar espuma sobre as fogueiras no desespero de as tentar branquear e, quiçá, abafar.
Não consegue!
Mas a culpa do fracasso não é apenas de “o jogo”, se bem que “o jogo” já tivesse obrigação de saber que a flatulência do “papa” não se apaga nem abafa, por mais detergentes e espumas e gás carbónico que nele se derramem.
De resto, o gás carbónico deve ser amigo da flatuosidade feijoal. E amigos não se combatem!

O jornal “o jogo” é ainda um somítico nas suas relações com os seus concorrentes. Um somítico impertinente e desconchavado.
Quem disse que ele tentava informar?
O que lhe importa é tentar desmentir o indesmentível!
E desmente-se a si próprio!

O seu título é : «imagens negam capa d’abola».
O seu subtítulo já é: «imagens do túnel não esclarecem mais agressões».

Não esclarecer é deixar na dúvida. Nem prova o sim, nem prova o não.
Claro que isto já chega para aquelas bandas. Eles estão bem acostumados com a justiça que não quer nada com a Justiça! Com aquela justiça para quem tudo o que vem daqueles lados é “não provado” o que as escutam afirmam “provado”.

E o Braga foi a termas?!!!...

Aqui há dias soube-se que certo empresário teria oferecido dinheiro aos capitães do Leixões para ganharem ou empatarem com o Benfica. Este empresário teria dito que actuava em nome do Braga.
O Braga abespinhou-se e, noticiou-se, pespegou-lhe com processo-crime.

É a tal coisa da justiça portuguesa. Divinizou o princípio do “in dúbio pro reo”.
Convenhamos que o princípio é moralmente muito defensável porque concretiza a máxima humanista dos países civilizados, “vale mais um criminoso à solta do que um inocente na prisão”.
Mas não é absoluto, ou melhor, não é escapatória para a falta de empenho investigatório nem para a cobardice do estar bem com Deus e com o diabo.
Mas como a prova não é averiguada nas investigações ou, sendo-o, não é lá muito valorada nos julgamentos, a ameaça, concretizada ou não, de um processo-crime é a defesa mais fácil do encobrimento.

Por este andar, façamos votos para que, em Portugal, não haja tantos criminosos na rua que os inocentes se sintam mais seguros na prisão.

Murmura-se já com algum ruído que um dirigente de Braga teria sido visto a almoçar na Curia com dois jogadores do União de Leiria, o adversário do Benfica já amanhã.
Nada de especial! A Curia é uma excelente estância termal! O resto … serão coincidências!...
Por coincidência, dois jogadores do Leiria, equipa que, por coincidência, joga amanhã contra o Benfica, terão ido visitar a Curia!
Também por coincidência, um dirigente do Braga, equipa que, ainda por coincidência, disputa o primeiro lugar com o Benfica, também terá resolvido visitar a Curia, no mesmo dia e à mesma hora!

Portugal é o país das coincidências!...
Por coincidência, o árbitro necessitou de pedir aconselhamentos matrimoniais na residência particular do “papa”, em vésperas de apitar um jogo da equipa deste!
Por coincidência, os jogadores do Leiria e o dirigente do Braga terão ido a banhos no mesmo dia!...

Sempre ouvi dizer que “não há regra sem excepção”… Quase acreditei mas, meditando um pouco mais, cheguei a outra conclusão.
Se, de facto, “não há regra sem excepção”, então há, pelo menos, uma regra sem excepção! É “a regra de não haver regra sem excepção”!

Em termos de regras, também conhecemos aquela que diz “não há fumo sem fogo”.
Só que esta regra, em Portugal, está desregrada de excepções!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

No andor dos “quinhentinhos” e da “fruta”

1. E já são quatro jornadas seguidas de escândalo arbitral subserviente ao reino “papal” da fruta e da corrupção desportiva condenada. Quatro jornadas seguidas de favorecimento descaradamente dissonante da verdade desportiva.
Vítor Pereira fala em más arbitragens, arbitragens incompetentes. Todavia, parece que o mais incompetente é ele porque continua a escolher a dedo esses “incompetentes” – eufemismo de subserviência “fruteira” – para os jogos da equipa do “papa”. Se não fosse incompetente, não teria nomeado, nomeadamente, Xistras, Costas e Elmanos – e também Lucílios – já bem conhecidos apreciadores do pitéu que a “cúria papal” lhes coloca à disposição.

No jogo contra o Leiria, Elmano descobre que o guardião leiriense tem mãos e braços no lugar em que as pessoas sensatas e de perfeito juízo apenas vêm cara, nariz e olhos.
Mas Elmano não tem olhos na cara! Ou tem e estão revirados com o ruminar do pensamento na “fruta”!

Lucílio é também um mãos largas de olhos em bico na apetência da mesma “fruta”. No jogo da Luz deixa jogar andebol em jogo de futebol e não marca penalti contra o prevaricador, seguido do cartão amarelo devido pelo atrevimento que, para Lucílio, não foi mais do que um belo lance de andebol aéreo num jogo ganho por uma equipa cheia de futebol. O “cebola” do clube da “fruta” pôde, assim, “desfrutar” até ao fim.

Passados que são apenas alguns dias, aparece um Costa, aparentado de nome – e de manigâncias arbitrais com o seu “papa” – também ele de olhos em bico. Logo nos minutos iniciais, a besta que joga na equipa do dono do “pomar” tem licença para espezinhar e agredir um adversário sem direito ao vermelho, a cor que se mostra aos toiros para os enfurecer. Costa terá pensado que, para tal besta, já nem necessário é mostrar-lhe o vermelho para ela pespegar as suas habituais marradas.
Não contente, Costa – que é Rui mas, felizmente, não o nosso – esquece a agressão violenta de Belluschi, atirando com a bola na cara de um adversário. Costa é devotado e está aguado.
Mas a faena ainda não terminara, não fosse o “papa” sentir-se insatisfeito, coisa bem provável que a sua equipa estava a perder, apesar de tantas oferendas arbitrais. Benze o golo marcado com a mão, rumina que uma peça de “frutinha” já cá canta, falta a segunda de sobremesa.
Por isso, este Costa de olhos revirados faz que confunde peito com mãos e braços, solta o seu apito “chama fruta” e ordena que o adversário jogue com menos um. Não bastavam 14 contra 11, o empate persistia. Era preciso experimentar 14 contra 10!
Nem assim chegou para a sobremesa, Costa deve ter-se sentido frustrado com a privação.

Na Madeira, uma xistralhada à medida da procissão, à sua medida e à medida do “papa”. Fucile agarra um adversário dentro da sua área?
Ora, jogou à bola, murmura Xistra a pensar na “frutaria” de Contumil! …
A ave rasteira dá um pontapé num adversário?
É ave do clube da “fruta”, o melhor é deixá-la andar! O vermelho vai pô-lo, de certeza, ainda mais descabreado!
Vermelho?!!!… Só o do interior da “frutinha” madura!!!...
Álvaro Pereira encosta-se a um adversário, está ensonado, o adversário não lhe dá colo, o mafarrico cai … então, marca-se penalti e põe-se na rua o infiel! Cabe lá nalguma cabeça bem pensante – da “frutalhada papal” – alguém não dar colo à equipa do “papa” mentiroso e condenado?!

Enquanto esta procissão de rebaldaria se passava na Madeira, na Catedral assistia-se a grande futebol, futebol empolgante, a grandes golos como consequência de fabulosas jogadas de puro espectáculo futebolístico!
Sem precisar do colo de árbitro algum! Sem promessas de fruta, sem promessas de nada.
Mas Elmano estava lá! E esse sabe bem onde está a “fruta”. Por isso, em vez de colo arreia “palmatoadas”, faz-se desentendido, zela pelos seus interesses.
Mas esta equipa de sonho que faz jus ao majestoso voar da sua Águia Rainha, joga contra onze, joga contra catorze! E não se perturba! E até dá goleadas!

A verdade é que Elmano podia disfarçar os favores ao “padrinho” com a tremenda incompetência que, em cada jogo, patenteia. É o árbitro das invenções das leis de futebol. Tem leis próprias que todos desconhecem. Não liga puto às linhas brancas que demarcam o terreno de jogo. Para ele, o espaço prolonga-se até ao infinito. Não distingue as partes do corpo dos jogadores. Para ele, tudo é braço ou mão, não há cara, nem peito, nem nada. E ainda menos há cabeça, que ele dá, em cada apitadela que intervém, mostras sobejas de que a sua nem para usar chapéu! Está atolada em “fruta”!

2. Parece haver uma certa razão, seja nos oradores, bispos, arciprestes ou abades, em resguardarem a expressão “levados ao colo” para certas ocasiões e espaços geográficos. Há motivos muito palpáveis, alguns com que os Benfiquistas se congratulam, outros nem tanto!
Mas a satisfação dos primeiros consegue superar o incómodo dos segundos.

A expressão “levados ao colo” ouve-se sempre que o clube do “papa” – ambos condenados por corrupção desportiva – está em dificuldades e não ganha o campeonato. Só esperamos que ela, daqui em diante, se repita muitas e muitas vezes.
Essa expressão, tomem nota, é sinónimo de tentativa de disfarçar insuficiências. E que os Benfiquistas se não preocupem, antes se regozijem com o aumento desse ruído. Quanto mais ensurdecedor ele se revelar, tanto maiores serão as insuficiências do clube “papal”.

Finalmente, o reverso da medalha. A expressão “levados ao colo” não é consentânea com a definição dos favorecimentos arbitrais que, directa e indirectamente, o clube da “fruta” recebe. O clube do “papa” não é “levado ao colo”. É levado num andor muitíssimo bem adornado de notas dos “quinhentinhos”, a preços do Juiz Mortágua, devidamente actualizados com o factor de correcção monetária devido pela sua natural inflação.
E por muito que os olhos do professor pitosga se escanzelem num estrabismo direccionado pela oratória do reino da “fruta”.

3. Ainda bem que o pequeno Manel conseguiu arribar do seu infortúnio. Os Benfiquistas não desejam desgraças físicas ou mentais a ninguém, ainda que um cretino seja um cretino.
Saudamos, muito naturalmente, o seu restabelecimento físico.
Mas saudamos ainda mais o que nos pareceu ser a sua ressuscitação mental. De facto, parece que o pequeno Manel, no seu sono de combate pela vida, felizmente com sucesso, combateu também os seus complexos de subserviência ao “papa”. A comprová-lo, as suas declarações compreensivelmente de impotência e raiva com uma arbitragem que ele, prevenindo uma punição, diz apenas ter roçado a imoralidade mas que ultrapassou essa imoralidade com a natural descontracção de quem só deseja encher a barriga de “fruta”.
Veremos se é para continuar ou foi apenas um grito de convalescença.

sábado, 30 de janeiro de 2010

PINCELADAS ENCARNADAS

Deixem-nos jogar … a batatada?

Na apresentação do jogo contra o Sporting, Domingos utilizou a que começa a ser já uma célebre frase, “deixem-nos jogar”
Domingos sabe bem a doutrina toda daquela cúria do “papa” condenado por corrupção desportiva. Foi catequizado como convém, tornou-se aprendiz e agora já declama o ofício de mestre.
Daí que ele se tenha limitado a recitar frase idêntica já ouvida noutras bandas nesta mesma época desportiva, proferida pelo professor Jesualdo, quando este pediu “deixem jogar o Hulk”.


O apelo do professor Jesualdo foi, porém, mal entendido pelo comum dos agentes do foro desportivo, incluindo comunicação social amansada.
Mas não por Domingos, que este conhece bem, por (de)formação profissional, o conceito e o sentido do paleio que dimana daquela escola.

Não era propriamente a arte de dar pontapés na bola o que aquele professor pedia que deixassem fazer ao seu pupilo. Neste pormenor até nem havia grande incómodo em deixá-lo recrear-se. Ele se encarregava de não fazer mossa nas outras equipas, tantas as vezes que perdia a bola. A esse propósito, aliás, Hulk já ganhou o campeonato das “bolas perdidas”.
O que o professor Jesualdo solicitava era que o seu pupilo pudesse exercitar os dotes para que está devidamente credenciado, os dotes de pugilista e de gladiador que, por serem congénitos e devidamente aperfeiçoados na formação da sua personalidade com a catequese “papal”, são aqueles em que ele consegue alguma notação.
E tanto assim era que o professor Jesualdo, agora que o seu pupilo se encontra suspenso das suas artes de pugilato, deve ter pedido ao “papa” outro gladiador, este já de nome e fama e, ao que dizem, também de farto proveito!
O professor Jesualdo deve ter pedido ao “papa” porque, enfim, enquanto o treinador “não necessita de jogadores”, o “papa” não compra!…

Domingos também deve estar lembrado daquela cena de pancadaria que os seus “deixem-nos jogar” arriaram em Óscar Cardoso.
Mas Domingos até não tem grande razão para pedir o que concedido já lhe foi. É certo que um seu pugilista foi punido com a suspensão de dois jogos. Mas o que serviu de “saco de treino” aos seus gladiadores de baixo calibre também o foi … muito provavelmente por não os ter deixado “jogar” mais!.. Além disso, grande parte dos seus pugilistas, que tão bem exerceram os seus dotes de capangas reles no corpo de Óscar Cardoso, até hoje ainda nem uma beliscadura sofreram por causa da contenda!

Mas não se pense que Domingos é parolo assim de graça. Pode e tem cara de menino birrento mas da catequese “papal” está bem amestrado. O que ele pede é que os árbitros sejam complacentes. Ele conhece bem a máxima futebolística consignada na frase “uma equipa joga o que a outra deixa jogar”.
Por isso, o seu “deixem-nos jogar” é apenas um apelo, quiçá, um aviso por encomenda – “manda quem pode, obedece quem tem juízo” – aos árbitros para que estes impeçam os outros de jogar … contra eles!

O seu apelo foi, naturalmente, seguido pelo árbitro do jogo contra o Benfica. Este árbitro não apenas impediu que a equipa do Benfica marcasse golos cristalinamente limpos como fez os possíveis para que ela não jogasse. Deu um excelente contributo ao expulsar do jogo o seu avançado Óscar Cardoso, até hoje apenas se sabendo que o pecado deste foi servir de saco de pancada da equipa cujo timoneiro apela ao “deixem-nos jogar”.

Só que um apelo a um ex-membro da claque do “papa” comandada pelo macaco nem é muito necessária e Domingos sabe disso. Logo, o seu aviso tem outros destinatários que possam estar mais desatentos o que, valha a verdade, nem tem sido a norma neste campeonato.
E assim se justifica devidamente o apelo do menino birrento, bom aluno aprendiz da catequese “papal” e melhor mestre ainda na sua prática.


2. Senhor Silva, e a jogatana “levezinho” - Sá Pinto?

Confesso que achei piada à frase que o jornal “a bola” hoje deu à estampa relativamente à crónica de Ernesto Ferreira da Silva e, naturalmente, da autoria deste opinador.
Pois o nosso cronista escreve a certa altura:

«Na liga dos túneis, o Sporting perde por falta de comparência…»

Estamos acostumados a que os sportinguistas esqueçam facilmente o quanto são comidos pelo “papa” que trata abaixo de cão o seu roupeiro e mesmo o seu presidente Bettencourt.
Sabemos, por isso, que eles têm memória curta! Só não sabíamos que essa memória era tão acanhada e que em menos de 15 dias se esfumava. Mas nunca é tarde…

Ora vamos lá a ver! Se não estamos em erro, há muito pouco tempo, a única jogatana de que se teve notícia jogou-se precisamente no túnel do Sporting. Pronto, se quiser, também nas suas imediações e balneário adentro.
Só que o Sporting faz uma jogatana “a solo”, uma jogatana tipo solteiros e casados, tudo com gente da casa. Foi um jogo de sa(ra)pinto(ados) e “levezinhos”!
Bem, “levezinhos” é forma de expressão. Na verdade, mostraram-no algumas fotografias, nas fúcias do “levezinho” parece que a coisa foi bem … “pesadinha”!... Bem “pesadinha” e … pisadinha!...
No túnel do Sporting e seus arredores, parece que quem sofreu golos foram as ventas de Liedson. Sá Pinto marcou golos, e que golos, nas “trombetas” do “levezinho”!
Mas pensamos que também marcou golo … na própria baliza porque resolveu abandonar o seu campeonato! …

O Senhor Silva pode estar descansado porque ao Sporting não será marcada falta de comparência. Os pugilistas e gladiadores do reino “papal” não o convidaram para o jogo! Talvez tivessem pensado que ele não se aguentava!...
Depois, como o Sporting resolveu jogar a sua jogatana de túnel e balneário sem convidar ninguém, também aos outros não será marcada falta de comparência!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

BENEFÍCIOS ESTATAIS E PETRÓLEO NO REINO “PAPAL”

1. FC Porto beneficiado em cerca de 300 milhões de euro mais Centro de Estágio

O Tribunal de Contas, pela sua auditoria de 2006, determinou que o FC Porto foi beneficiado com subsídios estatais e camarários que, somados, dão um total aproximado de 226 milhões de euro.
De acordo com as suas conclusões, bem demonstradas e apoiadas em gráficos integrados nesta auditoria, o FC Porto beneficiou de apoios directos de mais de 137 milhões de euro.
Em apoios indirectos, este mesmo clube recebeu mais de 84 milhões de euro dos cofres públicos, conclui a mesma Auditoria.

Estas não são conclusões de um qualquer jornal, não são sequer conclusões de uma qualquer polícia, sem a mínima desconsideração para a sua elevada competência.
São considerações de um tribunal, de uma entidade completamente isenta e competente.

As conclusões do Tribunal de Contas são apoiadas e até reforçadas pela Inspecção-Geral de Finanças que também investigou os apoios públicos de que o FC Porto beneficiou.
Mais, a Inspecção-Geral de Finanças concluiu mesmo que os apoios indirectos calculados em mais de 84 milhões de euro pelo Tribunal de Contas, estavam sub-avaliados.
De facto, segundo o relatório final da Inspecção-Geral de Finanças, a Câmara de Nuno Cardoso avaliou parcelas de terreno cedidas ao FC Porto em 27 milhões de euro, quando elas valiam 55,5 milhões, a preços do mercado.
Isto é, a Câmara de Nuno Cardoso concedeu ao FC Porto um benefício ilegal e escondido de 28,5 milhões de euro.

Deste modo, actualizando o montante total apurado pela Auditoria do Tribunal de Contas (226 milhões de euro) com o montante de apoios “escondidos” na sub-avaliação camarária (28,5 milhões de euro), verificamos que o FC Porto beneficiou de apoios públicos, estatais e camarários, de 254,5 milhões de euro.
Mas há mais.

Por que motivo o “dragão”, orçado inicialmente em cerca de 123 milhões de euro, acabou apenas por custar 98 milhões de euro?
Ou seja, quando a marca registada e generalizada é a da derrapagem, na maioria dos casos bem acentuada, de todos os orçamentos iniciais, qual o “milagre” desta enorme “excepção”?

A resposta encontra-se na empresa de capitais públicos Metro do Porto. De facto, diz-se sem ter sido desmentido, que a empresa Metro do Porto assumiu os custos de construção das fundações daquele estádio, apenas porque ali construiu uma “estação” do metro.
A empresa Metro do Porto podia ter assumido apenas a construção da “estação” que, de todo o modo, se enquadrava na construção de uma acessibilidade ao mesmo estádio.
E o FC Porto foi presenteado com cerca de mais de 27 milhões de euro.

Somando agora todos os valores já apurados, verifica-se que, a custos de 2004, o benefício dos dinheiros públicos ao FC Porto rondou mais de 278 milhões de euro.

O Centro de Estágio do Olival foi construído com dinheiros públicos camarários. O FC Porto beneficia dele a troco de uma renda simbólica.
Porém, acontece que este Centro de Estágio foi incluído no património de uma fundação. Esta fundação tem a sede no estádio do dragão e dois dos seus administradores são nomeados pelo FC Porto, enquanto a Câmara Municipal de Gaia apenas nomeia um.
O que significa ou pode significar isto?
Que a Câmara se prepara para transferir, ainda que a longo prazo, o Centro de Estágio do Olival para o património do FC Porto.

Em suma, não bastou terem sido os dinheiros públicos a construírem uma importante estrutura desportiva posta ao serviço de uma instituição privada praticamente de graça.
Tudo se prepara para, a final, se entregar essa estrutura paga com o dinheiro dos contribuintes à referida instituição privada.

2. E o petróleo tardou a jorrar … mas jorrou em altas labaredas

Nada melhor do que um empate em casa – e conseguido com a mão do “papa” – contra uma equipa em dificuldades de manutenção para fazer jorrar petróleo nos quintos daquele que dizia há bem pouco:

«Se o treinador entende que não necessita de jogadores, vou contratar jogadores para quem, para mim?»
«Aqui não há petróleo.»

Pois, mas o “papa” faz sempre o contrário daquilo que em suas “orações” recita! O petróleo acabou por jorrar no seu quintal e jorrar em tais quantidades que os supostos poços de Lisboa só podem ter vergonha das suas “nascentes”.

Façam-se as contas ao petróleo que jorrou e jorra do reino “papal” condenado por batotice desportiva.
São 3 milhões “de barris” por 60% de um passe.
São mais 5,5 milhões de “barris”, acrescidos de 75% de 9 milhões, - custo de Farias, ou seja, mais 6,75 milhões de “barris” – num total de 12,25 milhões de “barris” pela totalidade de outro passe.
No total, este petróleo do reino “papal” jorrou em mais quantidade do que todas as “nascentes” da segunda circular, lado direito ou lado esquerdo, mais acima ou mais abaixo.

O petróleo da “cúria papal” jorrou para o poço privado do “papa”.
De facto, o treinador “não necessita de jogadores”! Logo, o “papa” comprou os jogadores para ele talvez se divertir numas jogatanas como, de resto, anunciara já!
Só que são jogatanas de “barris” de petróleo, desenganem-se aqueles a quem já lhes crescia a água na boca pensando em “fruta”, em cafezinhos ou em envelopinhos.

Mas o petróleo jorrou ainda de uma nova “nascente” de volume assinalável!
Os “barris” de petróleo do reino “papal” dão ainda para ceder gratuitamente ao Boca Juniores um jogador que custou em “barris” de petróleo a módica quantia de 4,2 milhões, jogador que não tem nem um minuto jogado na equipa do “papa” e que, ainda por cima, vai receber o ordenado inteirinho … dos poços de petróleo do reino da corrupção desportiva condenada!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A GUERRILHA DE PINTO DA COSTA E SEUS APANIGUADOS

O jornalista Paulo Curado escreve hoje no “público” um artigo sobre o título «futebol português em "guerra civil"». O articulista pretende apoiar as conclusões nos ditos dos bem conhecidos Moreira e Costa que, ao que me dizem – não contribuo para a publicidade e para a medição de audiências de programas tão rascas – pavoneiam as suas baboseiras num programa de televisão qualquer. Pretendendo o citado e parcial jornalista dar um colorido de imparcialidade ao seu dramazito de trazer por casa, junta uma frase, apenas uma frase, que atribui a Toni.

De entre algumas frases “modelo”, podemos destacar as seguintes:

«FC Porto e Benfica travam luta sem tréguas dentro e fora dos relvados» …

«Num clima de guerra aberta, FC Porto e Benfica estão a transformar a presente temporada num campo de batalha dentro e fora dos relvados» …

«Discursos inflamados de dirigentes, pancadaria nos túneis de acesso aos balneários, castigos disciplinares mais ou menos polémicos, revelações de escutas telefónicas no Youtube ... Tudo está a contribuir para transformar a temporada de 2009-10 numa das mais explosivas das últimas décadas ou mesmo de sempre» …

Estas afirmações são, pretensamente, a tradução dos sentimentos do painel (a dois) que o jornalista convocou. Como seria de esperar, demonstram sobejamente a parcialidade do dito jornalista, uma parcialidade, aliás, que lhe não fica mal desde que a assuma e não tente “vendê-la” como objectividade, rigor ou equidistância.

Concedamos que haja, de facto, “guerra civil fora dos relvados” … Todavia, os factos dizem-nos com total rigor que essa guerra tem apenas um contendor bem conhecido e que é apenas o FC Porto.
É o FC Porto que está a transformar a época desportiva “numa luta sem tréguas”, dentro e fora dos relvados, seja por si, seja por intermédio dos seus satélites.
É o presidente do FC Porto o único que faz discursos inflamados, irradiando da sua figura apenas ódio por tudo quanto se lhe não vergue às suas conveniências.
É o presidente do FC Porto que, possuído de uma torpeza sem igual, apoda os outros com adjectivos que só a ele assentam como uma luva, tal como o demonstram as suas cavaqueiras escutadas e agora divulgadas pelo mundo inteiro.
É o treinador do FC Porto com as suas reiteradas e aberrantes críticas à arbitragem, mesmo quando é descaradamente favorecido.
São os jogadores do FC Porto os únicos que demonstram o ódio que aprendem na escola do “papa”, e demonstram-no com factos e não apenas com palavras. São eles que andam a treinar e a exercer o pugilato, são eles os agressores e os agentes da pancadaria nos túneis.
E quando não actuam estes jogadores, actuam os do seu satélite da pedreira. Todavia, estes nem precisam de túneis para exercitar os dotes da escola do clube dominante. É mesmo em plena luz do sol ou das estrelas, junto aos relvados, frente às câmaras de televisão, a elementos da equipa de arbitragem e da polícia, que fogem a sete pés.
São árbitros do sistema corrupto condenado na justiça desportiva por tentativa de corrupção aqueles que, escudando-se convenientemente no escuro do túnel e no seu absolutismo covarde, resolvem punir o agredido e absolver os agressores.

O professor Jesualdo, então, merece um especial destaque pelo papel que tem desempenhado nesta guerra fora dos relvados. Ele critica despudoradamente as arbitragens que têm favorecido à descarada a sua equipa, é míope com as atitudes dos seus jogadores e cisma ter visões ao longe sobre fantasiosos benefícios ao seu mais directo adversário.
O professor Jesualdo nunca conseguiu ver a trave no próprio olho, desculpa-se do mau futebol com o velho e gasto argumento da “equipa em construção” e “no jogo seguinte estará melhor”!
O professor Jesualdo nunca sequer conseguiu ter mão no seu balneário ou demonstrar ser um razoável condutor dos homens que tem à sua disposição.
O professor Jesualdo tem permitido, ao longo dos anos que leva no treinamento do clube condenado por corrupção tentada, que os seus jogadores abandonem o balneário para darem vazão aos seus baixos instintos de pugilistas e agressores.
O professor Jesualdo, tem permitido aos seus jogadores portarem-se como meros rufias, de resto, numa concludente manifestação de bem aprender da escola do ódio e da corrupção desportiva.

Por que é que o jornalista não aproveita para apreciar o papel do professor Jesualdo nos tumultos perpetrados pelos jogadores que comanda?

O Benfica tem-se limitado a fazer a sua “guerra”, mas uma “guerra” puramente futebolística e somente dentro dos relvados, impondo o seu futebol que é o mais vistoso e se situa muito acima dos paupérrimos espectáculos desportivos dados por quase todas as outras equipas intervenientes.

Os dirigentes do Benfica mantêm-se surdos e mudos a provocações destes incendiários e, sensatamente, não respondem a provocações de tacanhez moral!
Os dirigentes do Benfica não falam de arbitragens nem mandam os capangas e compinchas falar de arbitragens!
O treinador e os jogadores do Benfica igualmente não falam de arbitragens, mesmo quando são fortemente penalizados por elas, preferindo com elevação afirmar que os jogos se ganham dentro do campo. Jorge Jesus leva os seus jogadores para o balneário e não os deixa andar por aí aos caídos e a demonstrar os seus maus instintos.

O “painelista” Moreira aproveita para dar as suas estocadas contra a Liga e respectivo Presidente, a Liga que teve o topete de chamar os bois pelos nomes e condenar o seu clube e o seu presidente. Moreira quer um presidente da liga “tutti fruti”, um presidente que mande em tudo, e tudo ordene.
Independência (funcional) da Comissão de Arbitragem e da Comissão Disciplinar, nem pensar. O que era bom era um presidente à Major!...
É a falta do parceiro e do poder para fazer as suas cavaqueiras de batotice desportiva aquilo que mais corrói o FC Porto, seus dirigentes e seus malabaristas dos factos e branqueadores de profissão.

O satélite Costa fala em túneis!
E deve falar! Só que não consegue fugir da canga que o seu partido aceitou com o acordo Roquette-Pinto da Costa. De outro modo, teria de dizer, sendo fiel aos factos, que as questões dos túneis surgiram porque o FC Porto está a 6 pontos da liderança dupla do campeonato e o seu próprio clube está a 12. Teria de dizer que as “guerras” nos túneis se devem aos pugilistas do FC Porto e dos seus esbirros.
E também aos pugilistas do seu próprio clube!
O satélite Costa, todavia, vai mais longe. Numa auto contrição que só lhe fica bem, vai dizendo que o clima de guerrilha tem a sua origem no facto de alguns clubes terem problemas de resultados desportivos ou passivos colossais.
De facto, os resultados do seu clube têm sido uma autêntica miséria para quem queria ser campeão. Ter 12 pontos de atraso numa altura destas e tanta gente à sua frente é, na verdade, muito ponto! Depois, relativamente aos passivos colossais – como se estima o do seu clube, no seu conjunto, expressamente camuflado por Bettencourt para que ele não fosse falado na comunicação social – o problema maior não é o do seu montante! É o da obtenção de meios para o pagar e o seu clube tem, de facto, muito poucos meios.
Por isso, o seu clube era capaz de contabilizar a crédito as receitas do fundo de jogadores, como já o fizera antes. O Benfica até se dá ao luxo – de resto, de acordo com o que ditam as boas regras contabilísticas – de contabilizar no seu passivo as receitas provenientes do seu fundo de jogadores. Na altura própria, essas receitas actuarão no amortizar sensível desse passivo.
Mas o clube do Costa … olha em frente e não descortina sequer dez réis para mandar tocar um cego!

Vir falar num clima de “guerra civil” é mais uma tentativa de desviar as atenções para o verdadeiro problema. Mas até dá gozo ver como toda uma horda de avençados se une na defesa do seu caudilho e lhe tenta fabricar um balão de espuma para o proteger.
Vem um e descobre umas gravações de vídeo já um tanto bolorento e, a seguir, descobre que, em vez de estar a contribuir para o acalmar das chamas que queimam a sua “cúria papal”, está a chegar pólvora à fogueira e a recordar provas do pugilato a que nos habituaram certos jogadores do FC Porto.
À pressa, descobre que as imagens não valem!...
Vem outro e descobre um pretenso favor da Câmara de Lisboa ao Benfica, no valor de 65 milhões de euros! Esquece convenientemente as investigações que provaram um benefício ao FC Porto no montante de quase 400 milhões.
Tem a ajuda de uma televisão das televisões de caca que temos neste país, encabrestadas também ao reino “papal” da corrupção desportiva que titula “investigação ao Benfica” quando a investigação é à Câmara Municipal e a empresas da mesma.

Mas a questão é bem simples e bem outra. A questão centra-se, em primeiro lugar, no atraso pontual do FC Porto em relação ao Benfica.
Em segundo, na tentativa de abafar a surpresa, o desprezo e mesmo a indignação – contra o agente e contra quem, principalmente na justiça penal, o branqueou – que perpassam por todo o mundo.
Finalmente, pressionar a justiça desportiva no sentido de a conduzir a uma indulgência indigna contra quem patenteou, reiteradamente até, instintos de rufia e de baixa moral.

Um parágrafo final para Falcão. Mostra-se ele candidamente surpreendido por lhe terem anulado 3 golos em dois jogos. Vai daí, acrescenta que «gostaria de pensar que não há coisas estranhas a passar-se no campeonato português».

Pois pergunte aí em casa, homem! Pergunte ao seu patrão! Em Portugal, não haverá com toda a certeza quem melhor saberá dessas coisas de que ele!
E já agora, fique ao menos com uma consolação. Anularam-lhe 3 golos, não foi?!
Pois deviam ter-lhe anulado 4!
Se gostava de pensar que “não há coisas estranhas a passar-se no futebol português”, tivesse começado por confessar ao árbitro que marcou o seu último golo … com a mão!
Além de ficar a saber, contribuía ainda para que essas coisas estranhas de que fala, e que se passam (e passavam!) efectivamente no futebol português, deixassem de se passar!

Curioso ... para os ingénuos! Falcão falou na presença de jornalistas de "a bola"!