sábado, 30 de janeiro de 2010

PINCELADAS ENCARNADAS

Deixem-nos jogar … a batatada?

Na apresentação do jogo contra o Sporting, Domingos utilizou a que começa a ser já uma célebre frase, “deixem-nos jogar”
Domingos sabe bem a doutrina toda daquela cúria do “papa” condenado por corrupção desportiva. Foi catequizado como convém, tornou-se aprendiz e agora já declama o ofício de mestre.
Daí que ele se tenha limitado a recitar frase idêntica já ouvida noutras bandas nesta mesma época desportiva, proferida pelo professor Jesualdo, quando este pediu “deixem jogar o Hulk”.


O apelo do professor Jesualdo foi, porém, mal entendido pelo comum dos agentes do foro desportivo, incluindo comunicação social amansada.
Mas não por Domingos, que este conhece bem, por (de)formação profissional, o conceito e o sentido do paleio que dimana daquela escola.

Não era propriamente a arte de dar pontapés na bola o que aquele professor pedia que deixassem fazer ao seu pupilo. Neste pormenor até nem havia grande incómodo em deixá-lo recrear-se. Ele se encarregava de não fazer mossa nas outras equipas, tantas as vezes que perdia a bola. A esse propósito, aliás, Hulk já ganhou o campeonato das “bolas perdidas”.
O que o professor Jesualdo solicitava era que o seu pupilo pudesse exercitar os dotes para que está devidamente credenciado, os dotes de pugilista e de gladiador que, por serem congénitos e devidamente aperfeiçoados na formação da sua personalidade com a catequese “papal”, são aqueles em que ele consegue alguma notação.
E tanto assim era que o professor Jesualdo, agora que o seu pupilo se encontra suspenso das suas artes de pugilato, deve ter pedido ao “papa” outro gladiador, este já de nome e fama e, ao que dizem, também de farto proveito!
O professor Jesualdo deve ter pedido ao “papa” porque, enfim, enquanto o treinador “não necessita de jogadores”, o “papa” não compra!…

Domingos também deve estar lembrado daquela cena de pancadaria que os seus “deixem-nos jogar” arriaram em Óscar Cardoso.
Mas Domingos até não tem grande razão para pedir o que concedido já lhe foi. É certo que um seu pugilista foi punido com a suspensão de dois jogos. Mas o que serviu de “saco de treino” aos seus gladiadores de baixo calibre também o foi … muito provavelmente por não os ter deixado “jogar” mais!.. Além disso, grande parte dos seus pugilistas, que tão bem exerceram os seus dotes de capangas reles no corpo de Óscar Cardoso, até hoje ainda nem uma beliscadura sofreram por causa da contenda!

Mas não se pense que Domingos é parolo assim de graça. Pode e tem cara de menino birrento mas da catequese “papal” está bem amestrado. O que ele pede é que os árbitros sejam complacentes. Ele conhece bem a máxima futebolística consignada na frase “uma equipa joga o que a outra deixa jogar”.
Por isso, o seu “deixem-nos jogar” é apenas um apelo, quiçá, um aviso por encomenda – “manda quem pode, obedece quem tem juízo” – aos árbitros para que estes impeçam os outros de jogar … contra eles!

O seu apelo foi, naturalmente, seguido pelo árbitro do jogo contra o Benfica. Este árbitro não apenas impediu que a equipa do Benfica marcasse golos cristalinamente limpos como fez os possíveis para que ela não jogasse. Deu um excelente contributo ao expulsar do jogo o seu avançado Óscar Cardoso, até hoje apenas se sabendo que o pecado deste foi servir de saco de pancada da equipa cujo timoneiro apela ao “deixem-nos jogar”.

Só que um apelo a um ex-membro da claque do “papa” comandada pelo macaco nem é muito necessária e Domingos sabe disso. Logo, o seu aviso tem outros destinatários que possam estar mais desatentos o que, valha a verdade, nem tem sido a norma neste campeonato.
E assim se justifica devidamente o apelo do menino birrento, bom aluno aprendiz da catequese “papal” e melhor mestre ainda na sua prática.


2. Senhor Silva, e a jogatana “levezinho” - Sá Pinto?

Confesso que achei piada à frase que o jornal “a bola” hoje deu à estampa relativamente à crónica de Ernesto Ferreira da Silva e, naturalmente, da autoria deste opinador.
Pois o nosso cronista escreve a certa altura:

«Na liga dos túneis, o Sporting perde por falta de comparência…»

Estamos acostumados a que os sportinguistas esqueçam facilmente o quanto são comidos pelo “papa” que trata abaixo de cão o seu roupeiro e mesmo o seu presidente Bettencourt.
Sabemos, por isso, que eles têm memória curta! Só não sabíamos que essa memória era tão acanhada e que em menos de 15 dias se esfumava. Mas nunca é tarde…

Ora vamos lá a ver! Se não estamos em erro, há muito pouco tempo, a única jogatana de que se teve notícia jogou-se precisamente no túnel do Sporting. Pronto, se quiser, também nas suas imediações e balneário adentro.
Só que o Sporting faz uma jogatana “a solo”, uma jogatana tipo solteiros e casados, tudo com gente da casa. Foi um jogo de sa(ra)pinto(ados) e “levezinhos”!
Bem, “levezinhos” é forma de expressão. Na verdade, mostraram-no algumas fotografias, nas fúcias do “levezinho” parece que a coisa foi bem … “pesadinha”!... Bem “pesadinha” e … pisadinha!...
No túnel do Sporting e seus arredores, parece que quem sofreu golos foram as ventas de Liedson. Sá Pinto marcou golos, e que golos, nas “trombetas” do “levezinho”!
Mas pensamos que também marcou golo … na própria baliza porque resolveu abandonar o seu campeonato! …

O Senhor Silva pode estar descansado porque ao Sporting não será marcada falta de comparência. Os pugilistas e gladiadores do reino “papal” não o convidaram para o jogo! Talvez tivessem pensado que ele não se aguentava!...
Depois, como o Sporting resolveu jogar a sua jogatana de túnel e balneário sem convidar ninguém, também aos outros não será marcada falta de comparência!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

BENEFÍCIOS ESTATAIS E PETRÓLEO NO REINO “PAPAL”

1. FC Porto beneficiado em cerca de 300 milhões de euro mais Centro de Estágio

O Tribunal de Contas, pela sua auditoria de 2006, determinou que o FC Porto foi beneficiado com subsídios estatais e camarários que, somados, dão um total aproximado de 226 milhões de euro.
De acordo com as suas conclusões, bem demonstradas e apoiadas em gráficos integrados nesta auditoria, o FC Porto beneficiou de apoios directos de mais de 137 milhões de euro.
Em apoios indirectos, este mesmo clube recebeu mais de 84 milhões de euro dos cofres públicos, conclui a mesma Auditoria.

Estas não são conclusões de um qualquer jornal, não são sequer conclusões de uma qualquer polícia, sem a mínima desconsideração para a sua elevada competência.
São considerações de um tribunal, de uma entidade completamente isenta e competente.

As conclusões do Tribunal de Contas são apoiadas e até reforçadas pela Inspecção-Geral de Finanças que também investigou os apoios públicos de que o FC Porto beneficiou.
Mais, a Inspecção-Geral de Finanças concluiu mesmo que os apoios indirectos calculados em mais de 84 milhões de euro pelo Tribunal de Contas, estavam sub-avaliados.
De facto, segundo o relatório final da Inspecção-Geral de Finanças, a Câmara de Nuno Cardoso avaliou parcelas de terreno cedidas ao FC Porto em 27 milhões de euro, quando elas valiam 55,5 milhões, a preços do mercado.
Isto é, a Câmara de Nuno Cardoso concedeu ao FC Porto um benefício ilegal e escondido de 28,5 milhões de euro.

Deste modo, actualizando o montante total apurado pela Auditoria do Tribunal de Contas (226 milhões de euro) com o montante de apoios “escondidos” na sub-avaliação camarária (28,5 milhões de euro), verificamos que o FC Porto beneficiou de apoios públicos, estatais e camarários, de 254,5 milhões de euro.
Mas há mais.

Por que motivo o “dragão”, orçado inicialmente em cerca de 123 milhões de euro, acabou apenas por custar 98 milhões de euro?
Ou seja, quando a marca registada e generalizada é a da derrapagem, na maioria dos casos bem acentuada, de todos os orçamentos iniciais, qual o “milagre” desta enorme “excepção”?

A resposta encontra-se na empresa de capitais públicos Metro do Porto. De facto, diz-se sem ter sido desmentido, que a empresa Metro do Porto assumiu os custos de construção das fundações daquele estádio, apenas porque ali construiu uma “estação” do metro.
A empresa Metro do Porto podia ter assumido apenas a construção da “estação” que, de todo o modo, se enquadrava na construção de uma acessibilidade ao mesmo estádio.
E o FC Porto foi presenteado com cerca de mais de 27 milhões de euro.

Somando agora todos os valores já apurados, verifica-se que, a custos de 2004, o benefício dos dinheiros públicos ao FC Porto rondou mais de 278 milhões de euro.

O Centro de Estágio do Olival foi construído com dinheiros públicos camarários. O FC Porto beneficia dele a troco de uma renda simbólica.
Porém, acontece que este Centro de Estágio foi incluído no património de uma fundação. Esta fundação tem a sede no estádio do dragão e dois dos seus administradores são nomeados pelo FC Porto, enquanto a Câmara Municipal de Gaia apenas nomeia um.
O que significa ou pode significar isto?
Que a Câmara se prepara para transferir, ainda que a longo prazo, o Centro de Estágio do Olival para o património do FC Porto.

Em suma, não bastou terem sido os dinheiros públicos a construírem uma importante estrutura desportiva posta ao serviço de uma instituição privada praticamente de graça.
Tudo se prepara para, a final, se entregar essa estrutura paga com o dinheiro dos contribuintes à referida instituição privada.

2. E o petróleo tardou a jorrar … mas jorrou em altas labaredas

Nada melhor do que um empate em casa – e conseguido com a mão do “papa” – contra uma equipa em dificuldades de manutenção para fazer jorrar petróleo nos quintos daquele que dizia há bem pouco:

«Se o treinador entende que não necessita de jogadores, vou contratar jogadores para quem, para mim?»
«Aqui não há petróleo.»

Pois, mas o “papa” faz sempre o contrário daquilo que em suas “orações” recita! O petróleo acabou por jorrar no seu quintal e jorrar em tais quantidades que os supostos poços de Lisboa só podem ter vergonha das suas “nascentes”.

Façam-se as contas ao petróleo que jorrou e jorra do reino “papal” condenado por batotice desportiva.
São 3 milhões “de barris” por 60% de um passe.
São mais 5,5 milhões de “barris”, acrescidos de 75% de 9 milhões, - custo de Farias, ou seja, mais 6,75 milhões de “barris” – num total de 12,25 milhões de “barris” pela totalidade de outro passe.
No total, este petróleo do reino “papal” jorrou em mais quantidade do que todas as “nascentes” da segunda circular, lado direito ou lado esquerdo, mais acima ou mais abaixo.

O petróleo da “cúria papal” jorrou para o poço privado do “papa”.
De facto, o treinador “não necessita de jogadores”! Logo, o “papa” comprou os jogadores para ele talvez se divertir numas jogatanas como, de resto, anunciara já!
Só que são jogatanas de “barris” de petróleo, desenganem-se aqueles a quem já lhes crescia a água na boca pensando em “fruta”, em cafezinhos ou em envelopinhos.

Mas o petróleo jorrou ainda de uma nova “nascente” de volume assinalável!
Os “barris” de petróleo do reino “papal” dão ainda para ceder gratuitamente ao Boca Juniores um jogador que custou em “barris” de petróleo a módica quantia de 4,2 milhões, jogador que não tem nem um minuto jogado na equipa do “papa” e que, ainda por cima, vai receber o ordenado inteirinho … dos poços de petróleo do reino da corrupção desportiva condenada!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A GUERRILHA DE PINTO DA COSTA E SEUS APANIGUADOS

O jornalista Paulo Curado escreve hoje no “público” um artigo sobre o título «futebol português em "guerra civil"». O articulista pretende apoiar as conclusões nos ditos dos bem conhecidos Moreira e Costa que, ao que me dizem – não contribuo para a publicidade e para a medição de audiências de programas tão rascas – pavoneiam as suas baboseiras num programa de televisão qualquer. Pretendendo o citado e parcial jornalista dar um colorido de imparcialidade ao seu dramazito de trazer por casa, junta uma frase, apenas uma frase, que atribui a Toni.

De entre algumas frases “modelo”, podemos destacar as seguintes:

«FC Porto e Benfica travam luta sem tréguas dentro e fora dos relvados» …

«Num clima de guerra aberta, FC Porto e Benfica estão a transformar a presente temporada num campo de batalha dentro e fora dos relvados» …

«Discursos inflamados de dirigentes, pancadaria nos túneis de acesso aos balneários, castigos disciplinares mais ou menos polémicos, revelações de escutas telefónicas no Youtube ... Tudo está a contribuir para transformar a temporada de 2009-10 numa das mais explosivas das últimas décadas ou mesmo de sempre» …

Estas afirmações são, pretensamente, a tradução dos sentimentos do painel (a dois) que o jornalista convocou. Como seria de esperar, demonstram sobejamente a parcialidade do dito jornalista, uma parcialidade, aliás, que lhe não fica mal desde que a assuma e não tente “vendê-la” como objectividade, rigor ou equidistância.

Concedamos que haja, de facto, “guerra civil fora dos relvados” … Todavia, os factos dizem-nos com total rigor que essa guerra tem apenas um contendor bem conhecido e que é apenas o FC Porto.
É o FC Porto que está a transformar a época desportiva “numa luta sem tréguas”, dentro e fora dos relvados, seja por si, seja por intermédio dos seus satélites.
É o presidente do FC Porto o único que faz discursos inflamados, irradiando da sua figura apenas ódio por tudo quanto se lhe não vergue às suas conveniências.
É o presidente do FC Porto que, possuído de uma torpeza sem igual, apoda os outros com adjectivos que só a ele assentam como uma luva, tal como o demonstram as suas cavaqueiras escutadas e agora divulgadas pelo mundo inteiro.
É o treinador do FC Porto com as suas reiteradas e aberrantes críticas à arbitragem, mesmo quando é descaradamente favorecido.
São os jogadores do FC Porto os únicos que demonstram o ódio que aprendem na escola do “papa”, e demonstram-no com factos e não apenas com palavras. São eles que andam a treinar e a exercer o pugilato, são eles os agressores e os agentes da pancadaria nos túneis.
E quando não actuam estes jogadores, actuam os do seu satélite da pedreira. Todavia, estes nem precisam de túneis para exercitar os dotes da escola do clube dominante. É mesmo em plena luz do sol ou das estrelas, junto aos relvados, frente às câmaras de televisão, a elementos da equipa de arbitragem e da polícia, que fogem a sete pés.
São árbitros do sistema corrupto condenado na justiça desportiva por tentativa de corrupção aqueles que, escudando-se convenientemente no escuro do túnel e no seu absolutismo covarde, resolvem punir o agredido e absolver os agressores.

O professor Jesualdo, então, merece um especial destaque pelo papel que tem desempenhado nesta guerra fora dos relvados. Ele critica despudoradamente as arbitragens que têm favorecido à descarada a sua equipa, é míope com as atitudes dos seus jogadores e cisma ter visões ao longe sobre fantasiosos benefícios ao seu mais directo adversário.
O professor Jesualdo nunca conseguiu ver a trave no próprio olho, desculpa-se do mau futebol com o velho e gasto argumento da “equipa em construção” e “no jogo seguinte estará melhor”!
O professor Jesualdo nunca sequer conseguiu ter mão no seu balneário ou demonstrar ser um razoável condutor dos homens que tem à sua disposição.
O professor Jesualdo tem permitido, ao longo dos anos que leva no treinamento do clube condenado por corrupção tentada, que os seus jogadores abandonem o balneário para darem vazão aos seus baixos instintos de pugilistas e agressores.
O professor Jesualdo, tem permitido aos seus jogadores portarem-se como meros rufias, de resto, numa concludente manifestação de bem aprender da escola do ódio e da corrupção desportiva.

Por que é que o jornalista não aproveita para apreciar o papel do professor Jesualdo nos tumultos perpetrados pelos jogadores que comanda?

O Benfica tem-se limitado a fazer a sua “guerra”, mas uma “guerra” puramente futebolística e somente dentro dos relvados, impondo o seu futebol que é o mais vistoso e se situa muito acima dos paupérrimos espectáculos desportivos dados por quase todas as outras equipas intervenientes.

Os dirigentes do Benfica mantêm-se surdos e mudos a provocações destes incendiários e, sensatamente, não respondem a provocações de tacanhez moral!
Os dirigentes do Benfica não falam de arbitragens nem mandam os capangas e compinchas falar de arbitragens!
O treinador e os jogadores do Benfica igualmente não falam de arbitragens, mesmo quando são fortemente penalizados por elas, preferindo com elevação afirmar que os jogos se ganham dentro do campo. Jorge Jesus leva os seus jogadores para o balneário e não os deixa andar por aí aos caídos e a demonstrar os seus maus instintos.

O “painelista” Moreira aproveita para dar as suas estocadas contra a Liga e respectivo Presidente, a Liga que teve o topete de chamar os bois pelos nomes e condenar o seu clube e o seu presidente. Moreira quer um presidente da liga “tutti fruti”, um presidente que mande em tudo, e tudo ordene.
Independência (funcional) da Comissão de Arbitragem e da Comissão Disciplinar, nem pensar. O que era bom era um presidente à Major!...
É a falta do parceiro e do poder para fazer as suas cavaqueiras de batotice desportiva aquilo que mais corrói o FC Porto, seus dirigentes e seus malabaristas dos factos e branqueadores de profissão.

O satélite Costa fala em túneis!
E deve falar! Só que não consegue fugir da canga que o seu partido aceitou com o acordo Roquette-Pinto da Costa. De outro modo, teria de dizer, sendo fiel aos factos, que as questões dos túneis surgiram porque o FC Porto está a 6 pontos da liderança dupla do campeonato e o seu próprio clube está a 12. Teria de dizer que as “guerras” nos túneis se devem aos pugilistas do FC Porto e dos seus esbirros.
E também aos pugilistas do seu próprio clube!
O satélite Costa, todavia, vai mais longe. Numa auto contrição que só lhe fica bem, vai dizendo que o clima de guerrilha tem a sua origem no facto de alguns clubes terem problemas de resultados desportivos ou passivos colossais.
De facto, os resultados do seu clube têm sido uma autêntica miséria para quem queria ser campeão. Ter 12 pontos de atraso numa altura destas e tanta gente à sua frente é, na verdade, muito ponto! Depois, relativamente aos passivos colossais – como se estima o do seu clube, no seu conjunto, expressamente camuflado por Bettencourt para que ele não fosse falado na comunicação social – o problema maior não é o do seu montante! É o da obtenção de meios para o pagar e o seu clube tem, de facto, muito poucos meios.
Por isso, o seu clube era capaz de contabilizar a crédito as receitas do fundo de jogadores, como já o fizera antes. O Benfica até se dá ao luxo – de resto, de acordo com o que ditam as boas regras contabilísticas – de contabilizar no seu passivo as receitas provenientes do seu fundo de jogadores. Na altura própria, essas receitas actuarão no amortizar sensível desse passivo.
Mas o clube do Costa … olha em frente e não descortina sequer dez réis para mandar tocar um cego!

Vir falar num clima de “guerra civil” é mais uma tentativa de desviar as atenções para o verdadeiro problema. Mas até dá gozo ver como toda uma horda de avençados se une na defesa do seu caudilho e lhe tenta fabricar um balão de espuma para o proteger.
Vem um e descobre umas gravações de vídeo já um tanto bolorento e, a seguir, descobre que, em vez de estar a contribuir para o acalmar das chamas que queimam a sua “cúria papal”, está a chegar pólvora à fogueira e a recordar provas do pugilato a que nos habituaram certos jogadores do FC Porto.
À pressa, descobre que as imagens não valem!...
Vem outro e descobre um pretenso favor da Câmara de Lisboa ao Benfica, no valor de 65 milhões de euros! Esquece convenientemente as investigações que provaram um benefício ao FC Porto no montante de quase 400 milhões.
Tem a ajuda de uma televisão das televisões de caca que temos neste país, encabrestadas também ao reino “papal” da corrupção desportiva que titula “investigação ao Benfica” quando a investigação é à Câmara Municipal e a empresas da mesma.

Mas a questão é bem simples e bem outra. A questão centra-se, em primeiro lugar, no atraso pontual do FC Porto em relação ao Benfica.
Em segundo, na tentativa de abafar a surpresa, o desprezo e mesmo a indignação – contra o agente e contra quem, principalmente na justiça penal, o branqueou – que perpassam por todo o mundo.
Finalmente, pressionar a justiça desportiva no sentido de a conduzir a uma indulgência indigna contra quem patenteou, reiteradamente até, instintos de rufia e de baixa moral.

Um parágrafo final para Falcão. Mostra-se ele candidamente surpreendido por lhe terem anulado 3 golos em dois jogos. Vai daí, acrescenta que «gostaria de pensar que não há coisas estranhas a passar-se no campeonato português».

Pois pergunte aí em casa, homem! Pergunte ao seu patrão! Em Portugal, não haverá com toda a certeza quem melhor saberá dessas coisas de que ele!
E já agora, fique ao menos com uma consolação. Anularam-lhe 3 golos, não foi?!
Pois deviam ter-lhe anulado 4!
Se gostava de pensar que “não há coisas estranhas a passar-se no futebol português”, tivesse começado por confessar ao árbitro que marcou o seu último golo … com a mão!
Além de ficar a saber, contribuía ainda para que essas coisas estranhas de que fala, e que se passam (e passavam!) efectivamente no futebol português, deixassem de se passar!

Curioso ... para os ingénuos! Falcão falou na presença de jornalistas de "a bola"!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

PINCELADAS ENCARNADAS

1º As gentes do futebol foram há uns tempos alertadas – não surpreendidas, bem entendido – por um certo zurro de um asno que, traduzido na comunicação social escrita e falada, prometeu alto e bom som marcar um golo ao Benfica, caso jogasse.
Não marcou e levou 6 nas ventas!
Deu mais umas zurradas sem nenhuma importância e calou-se.

Apareceu mais tarde, andou pelas feiras de jornais e televisões a ofertar a carcaça a quem mais desse, publicitou a banha da cobra convencido de que tinha dotes de prima donna futebolística, declarou leilão aberto à maior oferta.
Todavia, dizem os entendidos, o dono do seu cabresto já o tinha trespassado ao reino da corrupção desportiva condenada que só esperava o momento em que algum petróleo pudesse brotar na sua quinta.
Esse petróleo brotou com o empate que o Paços de Ferreira lhe impôs.
Digamos ser naturalíssimo que, a haver trespasse, ele só poderia acontecer para um feirante que estivesse à mesma altura do negócio da carcaça trespassada. Trespasse que não seja para o mesmo “ramo” de negociata não é trespasse.

E o asno, mal sente o pé dentro do novo curral, estende a beiçola satisfeito e … come da palha da casa!
Alguém sugeriu que ele andou amnésico durante uns tempos!
A questão está desfocada! Andou amnésico, é um facto, mas somente porque se encontrava fora do ambiente da curralada para que estava talhado.
Mal se sente no seu covil, beiços a jeito, e eis uma zurraria agradecida, toda repenicada de aprazimento mas desafinada no tom e no som, conquanto pensando que estava a zurrar uma ária melodiosa.

2º Havia algumas almas ingénuas que poderiam ter pensado outra coisa do filho da Insigne Poetiza portuguesa, posto perante a verdade nua e crua dos sons das escutas telefónicas do apito dourado. Ingenuamente, pensaram que ele se demarcaria da podridão e baixa moral que os diálogos escutados patentearam.

Enganaram-se! Afinal de contas, o filho de tão Ilustre Senhora não passa de mais um pacote de detergente. Insurge-se contra a ilegalidade da difusão dos sons das escutas. Não se insurge contra a baixeza moral que elas revelam, contra os baixos valores que os autores da cavaqueira vergonhosa vomitam. Como se a ilegalidade material, a afronta dos valores da Moral, do Direito e da Justiça, pudesse ser branqueada pela ilegalidade formal da divulgação das vozes da (des)vergonha.

Não contente com a sua acção branqueadora, ainda tenta desvirtuar a verdade dos factos, o que, naturalmente, não consegue. Luís Filipe Vieira nunca telefonou a Valentim Loureiro para escolher árbitros, fazer outros pedidos ilegais ou combinar maroscas desviantes. Essas “aventuras” têm outros sons e outros tons!
Recebeu do Major Valentim Loureiro, tal como todos os presidentes dos clubes – incluindo Pinto da Costa – que, nessa época, se encontravam nas meias finais da Taça de Portugal, um telefonema daquele Major a propor-lhe certos árbitros para o encontro Benfica-Belenenses. Segundo foi divulgado, era hábito à época o árbitro desses encontros ser nomeado por consenso dos dois clubes intervenientes.
De resto, Luís Filipe Vieira fez ver ao Major que não lhe interessava nenhum árbitro proposto porque todos eram “para roubar”. E acrescentou a dado passo que certo árbitro (Paulo Paraty) não seria nomeado porque o presidente do Belenenses não concordava com ele.

Miguel Sousa Tavares alinha na cegueira dos que seguem quem deveria ter vergonha na cara, coisa sempre tão apregoada quão sempre desmentida na sua prática de baixeza e de torpeza.
Ser clubista é uma coisa. Que essa clubite possa vergar alguém a branquear a baixeza moral e o ataque mais despudorado a valores da condição humana e da verdade, seja a desportiva, seja outra qualquer, é outra coisa bem diferente!
O filho da Insigne Poetisa fez a sua escolha. Ele é que sabe com quem e com aquilo que se sente bem!

3º. Um habitual comentador de “o record” que se assina como Octávio Ribeiro tem passado praticamente despercebido ao longo dos tempos. A sua opinião é vulgarmente tão sensaborona, tão sem sumo e desinteressante que não prende a atenção de ninguém.
Todavia, na sua última crónica deu uma mostra do que realmente pode ser e trazia escondido.

Sobre o título “os túneis e Sá Pinto”, depois da confrangedora costumeira da sua escrita, resolveu escrever quase a terminar este parágrafo revelador:

«Quanto aos túneis da vergonha, sabe-se agora que há uma zona de justiça privada em Portugal. Onde as imagens aparecem ou não conforme os interesses dos malabaristas. E onde a um hooligan de colete se passa a dar o pomposo nome de steward. Tudo isto na contagem decrescente para um FC Porto-Benfica».

Só me interessa a frase, porque é ela que pode definir a personagem que a escreveu, «e onde a um hooligan de colete se passa a dar o pomposo nome de stewward».

Quem gosta e tem prazer de desenvolver a sua língua pátria troca o dito “nome pomposo” pela palavra genuína “segurança”. Seja como for, a profissão de “segurança” é uma profissão tão nobre como todas as outras. Nela haverá, assim, elementos bons e também os elementos “podres”.
Apelidar de rufia, desordeiro ou outro estigma qualquer todo o que exerce esta profissão é generalizar indecorosamente tais epítetos a todos os seus profissionais.
E define o seu autor, não apenas enquanto homem de princípios mas ainda em relação às “cores” da sua preferência.
Se não é, parece, pois porta-se como mais um pacote de detergente branqueador, querendo branquear comportamentos agressivos e desconformes aos valores desportivos através do estigma lançado sobre toda uma profissão.

Em todo o lado e em todas as profissões, há, efectivamente, elementos ruins.
Em “o record” ficamos agora a saber que, pelo menos, há Octávio Ribeiro.

4. Só por manifesta desatenção alguém pode agora ficar minimamente surpreendido com a notícia das tentativas de premiar jogadores para que eles se comportem de certa maneira em certas partidas de futebol no nosso país.
Como se isso constituísse novidade desde há um quarto de século para cá!

Novidade, novidade, é a sua divulgação porque o que o Povo sabe na sua intuição genuína da verdade é a constante e reiterada camuflagem que tem sido feita ao longo de todo este período de tempo.
Mas agora, tudo o que possa desviar os holofotes do núcleo central de onde emanou toda esta corrupção desportiva, é aproveitado para o abafar e branquear.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

AS IMAGENS DE VIDEOVIGILÂNCIA E O BOM SENSO

Li um artigo de opinião de Luís Avelãs, in record de 25-01-2010, em que o seu autor exprimia veementemente não concordar, cito, «com regulamentações que, de forma resumida, parecem talhadas para proteger quem erra. Sempre pensei que a justiça existia para punir os prevaricadores e/ou ressarcir quem é prejudicado. Hoje, não tenho tanta certeza».

Destaco e cito outros passos do seu artigo que me parecem relevantes:

«E nestes casos de "Apitos" e cenas "hardcore" nos trajectos relvado-balneário, só por clubite exacerbada é que alguém pode considerar que, por causa da lei X ou Y, o material existente deve ser ignorado. Como se fosse possível "apagar" algo que é real...».

«Para mim, sons ou imagens que confirmem práticas irregulares por parte de dirigentes, técnicos, jogadores ou árbitros devem ser utilizadas para castigar quem errou».

Vem isto a propósito das notícias sobre a validade da prova consubstanciada em imagens de vídeo, para efeitos disciplinares aplicáveis a jogadores de futebol. Os casos mais recentes e que fazem correr toda esta tinta na comunicação social são os dos incidentes no túnel da Luz, os verificados no jogo de Dezembro transacto entre Benfica-FC Porto e os verificados no jogo entre os mesmos contendores em Setembro de 2008.

Sem se saber muito bem com que intenções, ou sabendo-se demasiado bem – seja como for, sustentado nos seus servicinhos clientelares pelo Povo Português, ou seja, em maioria bem destacada pela Nação Benfiquista – houve um jornalista avençado ao serviço do reino condenado por tentativa de corrupção, já bem conhecido dessas lides de cerviz dobrada à espera da bênção do respectivo “papa” – este também punido com pena pelos mesmos motivos e fundamentos – que desenterrou imagens vídeo do jogo da época futebolística transacta.

Esse mesmo avençado deve ter sido alertado – a toleima do seu excesso de voluntarismo obnubilou-lhe o de si já ínfimo siso – para o facto de o seu servicinho só poder prejudicar os destinatários do “regalito” com que ele pretendia os bons olhados do seu “pontífice”. Há os chamados presentes envenenados e alguém do reino pretensamente presenteado pela tolice do asno junta letras lhe terá puxado as orelhas (de burro) para lhe fazer ver os efeitos nefastos da sua pantominice.
O resultado parece ter sido a “descoberta” serôdia de uma lei que, segundo estas preclaras “inteligências”, proibia o uso probatório das imagens obtidas pelos sistemas de videovigilância dos recintos desportivos.
Vejamos.

É verdade que o artigo 18º-6 da Lei 39/2009, de 30 de Julho reza, “ipsis verbis”:

«O organizador da competição desportiva pode aceder às imagens gravadas pelo sistema de videovigilância para os efeitos exclusivamente disciplinares desportivos previstos na presente lei».

Esclareçamos que o “organizador da competição desportiva” é, no caso em análise, a LPFP por delegação da FPF.
Também é verdade que, apreciando entre outros o disposto no artigo 46º desta mesma Lei, verificamos que «os efeitos exclusivamente disciplinares desportivos previstos na presente lei» são aplicáveis a clubes, associações e sociedades desportivas.

Não tenho por totalmente líquida a interpretação literal dos normativos citados. A lei em causa estabelece na sua essencialidade um regime penal sancionatório para os responsáveis nela definidos que atentem contra qualquer dos princípios que são a sua “ratio legis” e que se encontram contidos na própria designação da Lei em destaque – «regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos desportivos».
A punição disciplinar desportiva é apenas um apêndice, um mero complemento daquele regime sancionatório.

Ao analisarmos o Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (RD da LPFP) deparamos com um preceito que determina a obrigação de a mesma LPFP instaurar, “ex officio”, procedimento disciplinar contra quem tenha sido condenado definitivamente na justiça civil por infracção que constitua simultaneamente natureza disciplinar (art. 6º-6)
Ora, a agressão ou tentativa de agressão praticada por um jogador contra um interveniente no jogo ou com direito de acesso ou de permanência no recinto desportivo é considerada infracção muito grave (art. 115º)
Por sua vez, a Comissão Disciplinar (CD) pode deliberar com base, além do mais, “em todos os demais meios de prova em direito admitidos” e, “por sua iniciativa ou a requerimento das partes interessadas”, a CD “socorrer-se-á … de quaisquer meios probatórios adequados” (art. 172º-1 e 2)

É verdade que se pode argumentar não ser o vídeo meio de prova “em direito admitido”, por força do normativo inserto no art.18º-6 supra citado e, com fundamento no mesmo, concluir que ele, vídeo, também não integra um “meio probatório adequado”.
A ser assim, todavia, podemos deparar-nos com situações embaraçosas.

De facto, ninguém duvida que uma agressão de um jogador mesmo que a um segurança pode constituir um crime de ofensas corporais e, em consequência, ser punido pela lei penal.
Ora, se o jogador vier a ser condenado definitivamente (trânsito em julgado da sentença condenatória) por esse crime, como essa infracção penal constitui simultaneamente infracção de natureza disciplinar, a CD da LPFP pode, se ainda não tiver prescrito o respectivo procedimento, instaurar oficiosamente um processo disciplinar ao mesmo agente desportivo e vir a sancioná-lo por esse comportamento.
Isto é, a justiça penal condenou, quiçá, com recurso à prova fornecida pelo vídeo. A justiça disciplinar desportiva não pode fazê-lo num primeiro momento por falta de prova, uma vez que não pode recorrer ao vídeo. Mas já pode fazê-lo num momento posterior através da prova advinda do processo penal que se pode ter baseado nesse mesmo vídeo.

Em direito existe um princípio jurídico consagrado em lei que diz entre outras coisas que o intérprete deve presumir ter o legislador consagrado as melhores soluções e exprimido convenientemente o seu pensamento legislativo.
Mas a interpretação literal e restrita do citado artigo 18º-6 vai frontalmente contra este princípio e consagra o absurdo jurídico acima expresso.
Onde cabe o bom senso do legislador e do intérprete?

Também para mim e não apenas para o articulista supra identificado – e creio firmemente que ainda para o legislador – «a lei mais justa que existe em todo o mundo é a do bom-senso».
Não será lei “strito sensu” mas é, pelo menos, um princípio de direito natural em que as leis de um estado de direito se devem basear e consagrar.

Posto isso e voltando ao famigerado artigo 18º-6 da Lei 39/2009, a expressão «o organizador da competição desportiva pode aceder às imagens gravadas pelo sistema de videovigilância…» deve ser interpretado como concedendo à sua entidade disciplinar (no caso a CD da LPFP) um direito de exigir as imagens gravadas pelo sistema de videovigilância, para os efeitos disciplinares que nela são previstos.
Esclarecendo melhor. A CD da LPFP não tem o direito de exigir ao clube promotor do espectáculo ou às entidades a quem, hipoteticamente, tenham sido facultadas para os efeitos na lei previstos, que lhe sejam facultadas tais imagens para outros fins que não os previstos no artigo 18º-6.
Todavia, ela não está impedida de basear a sua convicção nas mesmas imagens desde que delas tenha conhecimento, seja por que via for, incluindo a livre iniciativa do clube promotor do espectáculo desportivo.

O normativo inserto no aludido artigo 18º-6 concede um direito e delimita o âmbito de exercício desse mesmo direito.
Mas em parte alguma consagra uma proibição de utilizar as mesmas imagens como prova das infracções disciplinares cometidas por um jogador.
O objectivo deste normativo não é o de restringir meios de prova! É o de conceder um direito de exigir determinados meios de prova, conquanto delimite o âmbito do direito concedido.

Parafraseando mais uma vez o citado comentador, também «o bom senso jurídico na interpretação e aplicação da lei exige que, sem prejuízo da investigação inicial, as autoridades não se esqueçam daquilo que apuraram».

PS: O registo das imagens deve «ser conservado durante 90 dias, prazo findo o qual são destruídos em caso de não utilização nos termos da legislação penal e processual penal aplicável», conforme determina o referido artigo 18º-2 da Lei 39/2009.
Não se sabe, pois, a que título ainda havia registos de imagens do sistema de videovigilância recolhidas há cerca de ano e meio!

sábado, 23 de janeiro de 2010

NO REINO DOS JAGUNÇOS

O reino “papal” condenado por corrupção desportiva na forma tentada é um pontificado “sui generis”. De entre as suas especificidades muito próprias e trambiqueiras, destaca- se a sua muito complexa guarda imperial, composta de vários espécimes de jagunços, cada qual com o seu domínio e objectivo definidos.
O que se vai esbatendo já da memória das gentes é que reino “papal” tão específico se fundou sobre uma jagunçada e que o seu primeiro jagunço, na arte de cangaceiro e de trambiqueiro, tal como na sua linhagem hierárquica, foi o “papa”.
Foi ele, de facto, quem comandou o golpe de mão que afastou do poder insignes dirigentes e o consagrou como “papa” supremo do seu tenebroso pontificado.

Bem cedo a guarda imperial dos jagunços começou a sua azáfama na moldagem dos espíritos e dos corpos à doutrina trambiqueira.
Daremos só alguns exemplos, os que consideramos de maior relevância para a história da jagunçada que impõe e defende a doutrina “papal” da batotice desportiva e promove o seu catequético ensino.

De 1988 a 1990, estava o reino “papal” na sua adolescência, jornalistas da bola, record, público e jornal de notícias sentiram no corpo o catequético domínio da jagunçada “papal” em que ganhava um certo relevo um tal “Tónio Maluco”. O JN meteu-se no “AVEIROGATE” que envolvia directamente o “papa”.
Em 1991 era a equipa do Benfica e os seus dirigentes, destaque para o seu Presidente, Jorge de Brito, os que recebiam a catequese “papal” através do murro cangaceiro dos jagunços do túnel das Antas, agora comandados pelo guarda Abel.
Depois daquele episódio em Coimbra, no mesmo ano de 1991, que mostrou a figura caquéctica de José Pratas a correr de uma ponta do campo à outra mais rápido do que a notícia em tempo real a correr mundo, fugindo dos punhos catequizadores de jagunços pseudo futebolistas, seguem-se reiterados episódios para catequizar a comunicação social a gosto do jagunço-mor, tanto nos anos de fim de século como nos alvores do século actual.

Por vezes, a jagunçada também foi chamada a trabalhos de “limpeza” da própria “cúria”. Podemos destacar que, no ano 2000, um jogador americano não quis rescindir a bem, rescindiu com a catequese do murro, mesmo na presença dos “arciprestes”, Fernando Gomes e Fernando Assumpção.
Mais recentemente, Adriano recebeu nova dose de catecismo "papal".

No presente século, nem a própria esposa casada e recasada escapou à doutrinação cangaceira. E treinadores houve que tiveram de se escapulir para não sofrerem no canastro os efeitos catequísticos dos jagunços da “cúria papal”. Lembramo-nos de Co-Adrianse e de Mourinho.
Quem também não conseguiu escapar com o corpo ao “manifesto” jagunceiro foi o vereador de Gondomar, Ricardo Bexiga.
De resto, os próprios ditos jogadores de futebol da equipa “pontifícia” igualmente compartilharam, já tivemos um exemplo, ora da jagunçada, ora da catequese jagunceira.
E, como mais à frente iremos verificar, tais jogadores, seja por força das carcaças doridas com a catequese jagunça, seja por força da doutrinação e treinamento catequístico, a verdade é que viraram nuns actuais e muito sérios concorrentes jagunços dos jagunços da pesada.
Actuam nos túneis, próprios ou emprestados.

O lugar-tenente jagunço foi-se modificando ao longo dos tempos. Começou no “Tónio” Maluco, prosseguiu com o guarda Abel e encontra-se confiado actualmente ao macaco.

Mas estes são os jagunços do campo e da pesada. Há ainda, como todos sabem, os jagunços catequistas na amestração da comunicação social “papista”, os chamados junta-letras ou escrevinhadores avençados.
O reino “papal” foi adequando a sua guarda cangaceira aos ditames dos tempos. Aliás, para impor e manter o seu reino de corrupção desportiva já condenado, a “cúria papal” necessita cada vez mais de jagunços de diversificadas naturezas e aptidões. Reformado o guarda Abel cuja farpela lhe dava acesso ao túnel das antas, considerada a necessidade de estender a catequese a outros túneis, a jagunçada da pesada não conseguia, por falta de “visto”, entrar no teatro das operações.
Numa época dominada pela crise económica, não é de estranhar que “o reino papal” tente reduzir custos. Vai daí, extingue a categoria profissional de jogador de futebol na sua “cúria” e substitui-a pela categoria profissional do jagunço pseudo jogador de futebol.
Está assim resolvida a questão dos “vistos” dos túneis emprestados ao mesmo tempo que a crise está a ser razoavelmente enfrentada.

Até há pouco, sempre os jagunços se devotaram à sua faena de “touros da morte” sem que a justiça deste país, mesmo a desportiva, os tivesse incomodado, conquanto seja um país que tem leis proibitivas da matança do touro mas ao mesmo tempo uma justiça que não faz justiça a ninguém e muito menos ao “papa” ou à sua gente. Os jagunços passearam as suas jagunçadas, peito a descoberto, sem incómodo que os tolhesse.
É verdade que os jagunços da pesada tiveram há pouco tempo um pequeno revés. O lugar-tenente macaco e outros da sua trupe foram condenados quando, na faina do seu sustento, foram apanhados pela polícia na candonga da venda da bilhética fornecida pela “cúria papal” como paga dos seus bons ofícios cangaceiros.
E como encontraram um juiz com um hiato de aprendizagem!...
Esperemos que ele não venha a ser, mais tarde ou mais cedo, bem catequizado! …
Os jagunços junta-letras escrevinham sem pena maior do que a sua apalermada escrevinhadura.

Todavia, os jagunços pseudo jogadores de futebol tiveram azar com o seu pugilato no túnel da Águia Altaneira que sempre ferozmente bicou na catequese “papal”. A Gloriosa Águia tinha a arena e o ringue pejados de “minas” que fizeram com que todas as suas bem conhecidas faenas ficassem documentadas para memória futura. Só assim se ficaram a conhecer, se bem que já intuídos, os dotes pugilistas de alguns jagunços mais parecidos com macacos, e de sua companhia ilimitada.

Aconteceu há dias um “escândalo” que abalou profundamente a “cúria papal” já de si tão abalada nos últimos tempos. As escutas das suas trambiquices foram publicitadas devidamente em todo o mundo.
O terramoto foi arrasador, a cúria tremeu como varas verdes, o “papa” ensandeceu ainda mais! Os jagunços numa azáfama, tentando apagar fogos e desviar atenções!

Há um certo jagunço catequista na comunicação social catequizada mas fundamentalmente sustentada pela Nação Benfiquista, que ela vive dos impostos do Povo, jagunço esse que, sabendo-se já entranhado em jagunçadas iguais, acode célere a dobrar os costados. Feito isso, vai desencantar imagens da faena que, em 2008, os jagunços pseudo jogadores de futebol já haviam proporcionado no mesmo palco da sua actuação pugilista bem recente.
Este jagunço inventa uma notícia fantoche sobre uma quimérica agressão a um segurança que se prestou ao papel de jagunço das costas dobradas perante o “papa”. Para a documentar, papalvo como é, apresenta imagens como prova.

E que provam essas imagens?
Para além de provarem que o jagunço catequista é um palerma, provam e bem que, afinal, os dotes cangaceiros do jagunço macaco e do jagunço frangueiro estavam já bem adestrados no pugilato e que a sua faena recente não fora uma faena primária, sendo que os jagunços já eram reincidentes.
Não provam mais nada do que isso!

O jagunço voluntarioso vem ainda com aquela sua pateta tirada de que as câmaras foram “alinhadas”.
Pois foram! Foram colocadas no sítio por quem tinha o dever de o fazer, mais de duas horas antes do início do jogo, estariam os jogadores ainda a descansar no hotel!

Mais palerma ainda é a desculpa do FC Porto para a não participação da inventona da agressão. Uma “agressão” fantasmagórica que não foi vista por mais ninguém, nem árbitros, nem delegado ao jogo, nem polícias.
“Parcialidade” da CD da Liga!...
A “parcialidade” de o ter condenado por corrupção desportiva na forma tentada e o seu “papa”, igualmente condenado pelo mesmo motivo, nem sequer ter recorrido?
O medo da “parcialidade” de a mesma CD vir a aplicar sanções aos jagunços pseudo jogadores de futebol que as imagens provam estar a exercer pugilato?
Bem, a ser assim, então o Benfica nunca mais deve participar às autoridades judiciais do Porto, Relação incluída, quaisquer factos criminosos que possa sofrer, com receio, este fundado, de que tais autoridades sejam “parciais”, já que elas enfiaram o barrete das juras e das orações do “papa” e ilibaram-no por falta de prova, quando as conversas telefónicas escutadas o condenaram.

De quem está de cabeça perdida perante a confissão mundial da batotice desportiva condenada, só argumentos palermas são de esperar.
O problema foi que o FC Porto calou-se bem caladinho e o “papa” impôs o seu silêncio “oratório”. Era preciso que se não falasse em tal coisa, não viessem os seus jagunços pseudo jogadores de futebol a serem “premiados”, mais uma vez, por estes seus dotes de pugilismo.
Só que este jagunço catequista e escrevinhador, de tão atarantados que todos andam, foi de um voluntarismo apatetado e apalermado e nem sequer mediu as consequências para o reino “papal” e para os seus compinchas jagunços pseudo jogadores de futebol.
Pelo menos, a catequese deste voluntarioso jagunço já mereceu um belo título na imprensa:
«Hulk e Helton ao murro na Luz».
Este é aquele voluntarismo palerma que, quiçá, até o próprio “papa” era capaz de dispensar aos seus jagunços.

Atarantados com a prova que a sua "prova" faz, vêm agora, à cautela, dizer que as imagens não podem servir de prova!...
E como não há outros testemunhos! ...
Que safa, deve ter dito o apatetado jagunço voluntarioso na sua prestação serviçal!...

Perante os dotes de pugilato dos jagunços pseudo jogadores de futebol que a “cúria papal” alberga, ficamos na dúvida sobre se Sá Pinto foi seu mestre ou seu aprendiz.
Pela diferença de idades e compasso temporal de faenas pugilísticas, a nossa propensão vai para Sá Pinto mestre.
E que bem que aprenderam estes jagunços pseudo jogadores de futebol!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O PALHAÇO

(Adaptação livre do artigo de opinião de Mário Crespo, de 14-12-2009
In http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1446678&opiniao=M%E1rio%20Crespo)

O palhaço é contratado para implementar, dirigir e preservar a união do balneário e provoca a divisão e foge com metade da equipa para Leiria.
O palhaço é contratado para servir e serve-se para provocar um golpe de estado e tomar as rédeas do poder.
O palhaço diz-se defensor da paz e faz a guerra Norte-Sul.
O palhaço diz-se sério e engana a verdade histórica e enterra os obreiros do seu clube, retirando-os da memória das gentes.
O palhaço apresenta-se honesto e domestica os árbitros com fruta, viagens pagas, “conselhos matrimoniais”.
O palhaço é apanhado a combinar a falsificação de resultados e a corromper a verdade desportiva, não nega o que disse mas nega o que não disse.
O palhaço diz que está à disposição da verdade e pisga-se para Espanha quando a verdade o quer confrontar.
O palhaço ora e apela à Justiça Divina e mente ao Papa.
O palhaço jura pela filha e não identifica se pela filha biológica se pela filha amásia que apresentou ao Papa.
O palhaço diz que está vivo e bem vivo, temente a Deus, e fala com os mortos e faz-lhe promessas nado-mortas.
O palhaço arma-se defensor de uma região e essa região está-se nas tintas para o palhaço.
O palhaço é apanhado a falar indignamente sobre um seu semelhante e fala em inventonas sórdidas para o denegrir.
O palhaço é um labrego e um grosseiro e julga que é irónico.
O palhaço arma-se em forte e é um covarde que diz que não disse aquilo que disse.
O palhaço combina telefonicamente a batotice desportiva e depois diz que quem o ouviu o insulta porque ouviu o que não devia ouvir.
O palhaço diz que é reconhecido no estrangeiro e justifica com o reconhecimento de um … português.
O palhaço trama na sombra, batoteia, ameaça, usa a ordinarice com os seus semelhantes que não lhe servem a trama e apoda os outros com os adjectivos miseráveis e mal-educados que lhe forram a vestimenta ordinária com que encapotou o seu carácter e a sua personalidade.
O palhaço é inimputável na justiça civil porque esta justiça que o havia de punir diz que não está provado o que as suas conversas provam com evidência.
O palhaço é condenado na justiça desportiva e saracoteia-se em palhaçadas e almoçaradas benzidas pelos ditos (palhaços) representantes da Nação, quais detergentes branqueadores da batotice condenada.
O palhaço é condenado na justiça desportiva por corrupção na forma tentada e este país de palhaços senta-o e acolhe-o sob a asa do seu mais alto representante.

E, com tudo isto e a força da Águia Gloriosa, o palhaço tem vindo a perder cada vez mais a vergonha, se vergonha algum dia teve ou conheceu.
Os poderes do desporto são levados há muito pelas tramóias e batotices do palhaço mas comportam-se igualmente como palhaços que são, palhaços coadjuvantes do palhaço.

Este é, de facto, o país desportivo do palhaço. E, parafraseando Mário Crespo (in op e loc cit), continuará a ser o país do palhaço.
A verdade desportiva é que está a mais no país do palhaço. E continuará a mais enquanto os palhaços do Governo, da Justiça civil e dos órgãos dirigentes do futebol o deixarem por cá andar.
A escolha é realmente simples.
Ou a verdade desportiva, ou o palhaço.