1. A boa imprensa do sistema conotado com a corrupção desportiva gosta de, em grandes parangonas, anunciar os gastos do Benfica com a aquisição de jogadores. Costuma publicitar com pompa e circunstância os montantes e a respectiva capacidade futebolística desses jogadores, evidenciando ou pretendendo os lados negativos da gestão.
Sobre a gestão do seu patrono, um silêncio religiosamente guardado sempre que a notícia não interessa, ou uma cantata devota a uma “excelente” gestão que, sabe-se pelo apito dourado, foi realmente excelente na manobra corrupta de todos os agentes decisivos nos resultados desportivos e, depois, no jogo das escondidas que conseguiu manter impunemente com as autoridades encarregues da justiça civil, o que talvez até nem tenha sido das coisas mais difíceis, atendendo ao estado comatoso em que tal justiça se encontra.
Aí, ninguém tem dúvidas.
Já alguém quis colocar reticências à também apregoada “excelência” de um quadro médico-desportivo, quando houve clubes que reprovaram uma transferência por falta de cuidado dentário.
Foi somente um aceno circunscrito, passageiro e envergonhado pelo destoar da consonância reverencial.
Porém, nos gastos e na valia futebolística dos contratados, tudo em silêncio.
2. Pondo em evidência as contratações da presente época desportiva, o Benfica gastou, de facto, cerca de 25 milhões de euro, sendo o grande “bolo” representado por 7,5 milhões com Ramires, 7,0 milhões com Xavi Garcia, 5,0 milhões com Saviola.
O FC Porto, o tal clube da gestão desportiva de excelência gastou mais ou menos os mesmos 25 milhões de euro com as suas aquisições. Recordando-as em espécie, foram 25 milhões em jogadores como Álvaro Pereira, Varela, Orlando Sá, Maicon, Miguel Lopes, Beto, Belluschi, Falcão, Valeri e Prediger.
Compare-se agora a produtividade futebolística das aquisições do Benfica com estas aquisições da “excelência”.
Falcão, o nome que parece ser o mais sonante para a boa imprensa de que falamos, lá vai indo, agora sim, agora não.
Álvaro Pereira também vai jogando porque não há por lá melhor para a posição. E vai ajudando os adversários que agradecem, alguns envergonhados, outros nem tanto.
De Belluschi se teciam também grandes loas mas não se sabe por onde pára. Sabe-se que não anda na vadiagem pelos cabarés e casas de “fruta” porque, então, já teria sido notícia a chamada de atenção da milícia do “papa” condenado, que não costuma ser nada meiga.
Há quem diga que a suposta vedeta não joga por birra do professor Jesualdo. Mas isso são birras, sim, mas de alguns “portistas” desalinhados, ao menos temporariamente, que se vão “passando” com os empates e as derrotas que o seu clube vai sofrendo e com a consequente diferença pontual para o Benfica.
3. O maior e o melhor Estádio do país, com direito a pavilhões de modalidades, piscinas e outros equipamentos, já se encontra quase pago, faltando saldar apenas 28 milhões de euro.
O estádio da gestão de “excelência”, sem pavilhões, sem nada, custando muito menos, naturalmente, de que aquele, ainda deve, pelo menos, 50 milhões de euro, conforme o afirmado por um gestor da respectiva SAD.
Este passivo de 50 milhões, convém não esquecer, não entra no passivo que a dita SAD menciona nas suas contas à CMVM.
Fica mais ou menos no segredo da cúria “papal”.
4. O presidente condenado por corrupção desportiva tentada disse não há muito tempo que o seu adversário era o Braga e não era o Benfica.
A notícia vai sendo confirmada pela sua boa imprensa, através de jornalistas e comentadores desportivos. Veja-se, a título de exemplo, um tal Feio deputado europeu que escreve no recorde. Ainda há dois dias, referindo-se ao seu clube, escreveu textualmente:
«É certo que na Liga se encontra em situação que não permite falhas para que seja possível alcançar o Sp. Braga».
Ainda bem! Assim, podemos ter uma luta interessante pelo segundo lugar, uma vez que o outro satélite de Lisboa luta agora mas é para não descer. A menos que esse deputado também saiba de algo que se interligue com a continuada batota desportiva impune de que já se viu um vergonhoso exemplo no último jogo que o Benfica disputou em Braga.
5. O mesmo presidente fez bem questão de acentuar que não interferiu na recusa de Vilas Boas em treinar o Sporting, acrescentando que não é presidente deste clube para avalizar os treinadores que ele contrata.
Sabe-se por experiência que este “papa” que é capaz de mentir ao próprio Papa, o verdadeiro, quando faz uma negação tão solene, isso só pode significar a confirmação do facto negado.
Mas adiante, porque, se é verdade que ele não foi eleito presidente do Sporting pelos sócios deste clube, é ele que, efectivamente, tem comandado o actual e outros presidentes do seu clube satélite lisboeta.
A negação do cargo de presidente é, por conseguinte, mais uma confirmação do seu contrário.
Não ser presidente, de direito, não o impede de ser presidente, de facto.
6. Para o Sporting também não é mal feito porque, se os seus dirigentes máximos ainda não sabem que o “papa” condenado usou sempre a táctica do eucalipto, já vai sendo tempo de aprenderem.
Que o aprendam à sua custa é apenas um acto de justiça.
Umas facadas pelas costas, todavia, ainda não deram resultado e um presidente a quem foi deixada a mão estendida, com direito a gabarolice pública, telefónica e tudo, pelo autor da “façanha”, vai-se manifestando um autêntico asno e não apenas nesse aspecto.
Sobre a gestão do seu patrono, um silêncio religiosamente guardado sempre que a notícia não interessa, ou uma cantata devota a uma “excelente” gestão que, sabe-se pelo apito dourado, foi realmente excelente na manobra corrupta de todos os agentes decisivos nos resultados desportivos e, depois, no jogo das escondidas que conseguiu manter impunemente com as autoridades encarregues da justiça civil, o que talvez até nem tenha sido das coisas mais difíceis, atendendo ao estado comatoso em que tal justiça se encontra.
Aí, ninguém tem dúvidas.
Já alguém quis colocar reticências à também apregoada “excelência” de um quadro médico-desportivo, quando houve clubes que reprovaram uma transferência por falta de cuidado dentário.
Foi somente um aceno circunscrito, passageiro e envergonhado pelo destoar da consonância reverencial.
Porém, nos gastos e na valia futebolística dos contratados, tudo em silêncio.
2. Pondo em evidência as contratações da presente época desportiva, o Benfica gastou, de facto, cerca de 25 milhões de euro, sendo o grande “bolo” representado por 7,5 milhões com Ramires, 7,0 milhões com Xavi Garcia, 5,0 milhões com Saviola.
O FC Porto, o tal clube da gestão desportiva de excelência gastou mais ou menos os mesmos 25 milhões de euro com as suas aquisições. Recordando-as em espécie, foram 25 milhões em jogadores como Álvaro Pereira, Varela, Orlando Sá, Maicon, Miguel Lopes, Beto, Belluschi, Falcão, Valeri e Prediger.
Compare-se agora a produtividade futebolística das aquisições do Benfica com estas aquisições da “excelência”.
Falcão, o nome que parece ser o mais sonante para a boa imprensa de que falamos, lá vai indo, agora sim, agora não.
Álvaro Pereira também vai jogando porque não há por lá melhor para a posição. E vai ajudando os adversários que agradecem, alguns envergonhados, outros nem tanto.
De Belluschi se teciam também grandes loas mas não se sabe por onde pára. Sabe-se que não anda na vadiagem pelos cabarés e casas de “fruta” porque, então, já teria sido notícia a chamada de atenção da milícia do “papa” condenado, que não costuma ser nada meiga.
Há quem diga que a suposta vedeta não joga por birra do professor Jesualdo. Mas isso são birras, sim, mas de alguns “portistas” desalinhados, ao menos temporariamente, que se vão “passando” com os empates e as derrotas que o seu clube vai sofrendo e com a consequente diferença pontual para o Benfica.
3. O maior e o melhor Estádio do país, com direito a pavilhões de modalidades, piscinas e outros equipamentos, já se encontra quase pago, faltando saldar apenas 28 milhões de euro.
O estádio da gestão de “excelência”, sem pavilhões, sem nada, custando muito menos, naturalmente, de que aquele, ainda deve, pelo menos, 50 milhões de euro, conforme o afirmado por um gestor da respectiva SAD.
Este passivo de 50 milhões, convém não esquecer, não entra no passivo que a dita SAD menciona nas suas contas à CMVM.
Fica mais ou menos no segredo da cúria “papal”.
4. O presidente condenado por corrupção desportiva tentada disse não há muito tempo que o seu adversário era o Braga e não era o Benfica.
A notícia vai sendo confirmada pela sua boa imprensa, através de jornalistas e comentadores desportivos. Veja-se, a título de exemplo, um tal Feio deputado europeu que escreve no recorde. Ainda há dois dias, referindo-se ao seu clube, escreveu textualmente:
«É certo que na Liga se encontra em situação que não permite falhas para que seja possível alcançar o Sp. Braga».
Ainda bem! Assim, podemos ter uma luta interessante pelo segundo lugar, uma vez que o outro satélite de Lisboa luta agora mas é para não descer. A menos que esse deputado também saiba de algo que se interligue com a continuada batota desportiva impune de que já se viu um vergonhoso exemplo no último jogo que o Benfica disputou em Braga.
5. O mesmo presidente fez bem questão de acentuar que não interferiu na recusa de Vilas Boas em treinar o Sporting, acrescentando que não é presidente deste clube para avalizar os treinadores que ele contrata.
Sabe-se por experiência que este “papa” que é capaz de mentir ao próprio Papa, o verdadeiro, quando faz uma negação tão solene, isso só pode significar a confirmação do facto negado.
Mas adiante, porque, se é verdade que ele não foi eleito presidente do Sporting pelos sócios deste clube, é ele que, efectivamente, tem comandado o actual e outros presidentes do seu clube satélite lisboeta.
A negação do cargo de presidente é, por conseguinte, mais uma confirmação do seu contrário.
Não ser presidente, de direito, não o impede de ser presidente, de facto.
6. Para o Sporting também não é mal feito porque, se os seus dirigentes máximos ainda não sabem que o “papa” condenado usou sempre a táctica do eucalipto, já vai sendo tempo de aprenderem.
Que o aprendam à sua custa é apenas um acto de justiça.
Umas facadas pelas costas, todavia, ainda não deram resultado e um presidente a quem foi deixada a mão estendida, com direito a gabarolice pública, telefónica e tudo, pelo autor da “façanha”, vai-se manifestando um autêntico asno e não apenas nesse aspecto.


