domingo, 1 de novembro de 2009

CHOVER NO MOLHADO …



Depois da primeira derrota nesta Liga Sagres, podem-se escalpelizar todas as condicionantes que a explicam, toda a envolvência que rodeou a partida, antes e no decorrer da mesma.
Podem discutir-se à saciedade a menos boa performance da nossa equipa como um todo e a melhor performance táctica do adversário.
Podem discutir-se mesmo as más decisões arbitrais, a sua influência no resultado, a sua visão distorcida dos lances, a sua parcialidade flagrante a favor de um dos contendores.
Nada disso interessa ao futuro do Benfica Não vale a pena chover no molhado.

Conheceu-se antecipadamente a tremenda pressão de Salvador e Paciência sobre a arbitragem. Era bastante previsível que ela tinha de dar os frutos desejados pelos seus autores, começando logo por lhe ser oferecido um árbitro a jeito.
Todos conhecemos as abrangências do sistema e todos sabemos bem as filiações dos coactores e os laços de familiaridade que os coenvolvem com o dito.

A nossa lei futebolística disciplinar, na esteira, de resto, dos mandos e desmandos da UEFA e da FIFA, não se rege pelo que todos vêem através das câmaras de tv ou dos olhos dos presentes. Por vezes, concede-se raramente e a contragosto uma excepção quando os próprios árbitros dizem que os seus olhos não viram.
A “justiça” disciplinar futebolística rege-se pela ditadura da visão e da escrita do árbitro.

Também não vale a pena esperar pela repercussão que as cenas vergonhosas da entrada do túnel e as agressões descaradas e covardes de que aí foi vítima Óscar Cardozo possam provocar nos que deviam zelar pela “justiça” desportiva.
Se, para o árbitro, Óscar Cardozo foi réu e não a vítima, nada feito. O árbitro não viu o que toda a gente viu e foi documentado pelas câmaras. Viu o que quis ver e daí não sai.
E a “justiça” desportiva acompanha-o com prazer e mãos lavadas à moda de Pilatos.
Os jornais e as televisões também não se vão preocupar muito. Vai ser mais comentada a pretensa simulação de Saviola e o cartão amarelo que ele levou de que os próprios golos do Braga ou mesmo o golo mal anulado a Luisão.

Foi esse o recado dado por Paciência antes do jogo. Os árbitros são bons – e viu-se! – os jogadores é que enganam os árbitros!
Só não se preocupou com os jogadores que cometem as faltas de forma subtil, às escondidas, tentado camufladamente que os árbitros não vejam ou, vendo, não liguem ao que viram, e, depois, ainda levantam as mãos a fazerem-se de “inocentes”, quando não a pedir o amarelo que, pelas leis do jogo, vale um amarelo para quem pede.
Para Paciência, quem engana são, por um lado, sempre os das outras equipas que não a sua e são mesmo aqueles que, por causa da tal falta subtil e escamoteada – ou feita da conta que não foi vista – são obrigados a estatelar-se no relvado.
Se forem jogadores de Paciência a cometerem essas faltas subtis e longe das vistas dos árbitros, ele vai ficar chateado é com quem sofreu a falta e caiu, não com quem a provocou. Tal como não ficou chateado com o jogador do Braga que cavou o penalti nos últimos minutos do jogo com o Marítimo e que lhe permitiu a vitória. E também não ficou nada chateado com o árbitro que não viu um penalti em Alvalade contra a sua equipa e outro no seu próprio estádio contra o Belenenses.

Mas isso foi há muito tempo, ainda o Benfica não tinha igualado a sua equipa em pontos, nem estava prestes a defrontá-lo!

Paciência, que tanto se chateia e chateia, foi visto ficar chateado com as agressões por detrás, à má fila e covardes, dos seus jogadores, Ney Santos e Mossoró a Óscar Cardozo, à entrada do túnel, como sobejamente demonstram as câmaras e pelo menos um jornal dá conta visual da cena?
O jornal “record”, efectivamente, relata que os seguranças do Braga, na tentativa de acalmar os jogadores, «agrediram o avançado encarnado» e que, «antes de entrar para o túnel, a equipa de arbitragem afastou-se da confusão para ter uma visão privilegiada de tudo o que aconteceu».

É evidente que a arbitragem teve uma visão “privilegiada” … do que lhe interessou, evidentemente.

Paciência ficou, provavelmente, chateado mas foi com o mal menor – que não deixa de ser mal e que não desculpamos, pois nos chateou também – do gesto indecoroso de Di Maria.

Paciência é um homem muito versátil. Fica chateado com as coisas que o afrontam, não com as que afrontam e enlameiam o futebol e os outros intervenientes desse desporto, mesmo que vindas de jogadores seus.
Fica chateado porque os adeptos do Benfica acompanham a sua equipa e estão contentes com ela, demonstrando em campo esse contentamento. Fica chateado, ainda que esse acompanhamento seja a sopa dos pobres dos clubes visitados, o seu décimo terceiro mês e os proventos de todos os meses que estão para trás e dos que se seguem até à próxima visita, como ainda agora aconteceu com o que actualmente lhe paga o ordenado. Clube este que bem se aproveitou para colocar os bilhetes a um preço escandaloso.

Mas, repetimos, não vale a pena chover no molhado e derramar lágrimas de crocodilo que não levam a lado nenhum.
Sabe bem o Benfica e sabem-no igualmente os Benfiquistas que, para vencer, o Benfica tem de ter uma equipa formada por jogadores de muito superior qualidade técnica e táctica, como é o caso. Mas, para além disso, sabem ainda que o Benfica tem de jogar o triplo ou o quádruplo dos seus adversários, tem de correr muito mais, de os massacrar com querer, garra, trabalho e suor em bica.
E marcar muitos golos a fim de que os que vierem a ser aproveitados pelos árbitros ainda cheguem para vencer.

Jorge Jesus sabe bem disso e vai continuar na sua lide, tal como até agora. Um jogo menos conseguido tem de ser somente um acidente de percurso na caminhada traçada. Há que seguir em frente e não olhar para trás, com redobrado trabalho, garra, querer e classe … e suor, muito suor!

E os Benfiquistas têm também de redobrar o seu apoio e a sua união em torno da nossa equipa.
Sempre alerta, mas cada vez mais unidos e empenhados no apoio incondicional que levará à vitória final.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O SENHOR "PROFESSOR", AS PATACAS E AS PATACOADAS

1. Não sei se o professor Jesualdo sofre com o mal das alturas.
Sofre de certeza do mal de ver ao perto. Sofre também do mal de ver ao longe.

Não sei se o professor Jesualdo foi algum dia professor, professor daqueles que ensina a sério, professor daqueles que é capaz de transmitir ensinamento.
Pouco lhe conhecemos de relevo no seu magistério. E o que lhe conhecemos dos últimos anos não é nada de diferente do que conhecemos de treinadores com a 4ª classe ou pouco mais que, no mesmo covil em que ele agora se encontra, também por aí se limitaram a aproveitar as benesses da corrupção desportiva implantada pelo “papa”.
De facto, apenas o conhecemos do aproveitamento petulante que consegue das benevolentes e fartas dádivas dos árbitros e da máquina da batotice desportiva semeadas pelo seu agora “papado”.

Sabemos, contudo, que se tornou no aluno mais aprendiz e zeloso da escola da corrupção desportiva condenada e que dá constantemente sobejas provas de ter bem aprendido a sabujice do meio sabidão e putrefacto em que mergulhou.

O professor Jesualdo sofre do mal de ver ao perto. É míope, muitas vezes daltónico, se lhe perguntam o que se passou no jogo da sua equipa e das benesses arbitrais com que ela consegue ir pontuando, responde que não reparou ou que não é da sua competência analisar o trabalho dos amigalhaços vestidos de preto.
Sofre do mal de ver ao longe, não porque não veja, afirma até que vê “muito bem” a centenas de quilómetros de distância o que se passa no “quintal do vizinho”!...
Só que vê tudo de olhos em bico mas isso é mal das lições que, como aluno diligente, aprendeu depressa naquela casa das “virtudes” da batota desportiva semeada há dezenas de anos e da qual ainda colhe frutos em abundância nada despicienda.

O professor Jesualdo também é dos que pensa ser crime que os Benfiquistas levem ao colo a sua equipa, vibrem com ela, a acompanhem para todo o lado, encham os cofre e as barrigas de fome dos clubes que visitam.
Mas já considera muito louvável que a sua equipa e as equipas satélites do seu “papado” sejam levadas ao colo pelos árbitros, nos seus jogos e nos dos seus rivais.
E não precisamos de ir mais longe, professor Jesualdo. Basta analisar o último jogo da sua equipa que só ganhou ao último classificado com as ajudas habituais, marcando golos em fora de jogo, vendo penaltis serem perdoados à sua equipa e vendo uma agressão descarada do seu carroceiro Bruno Alves ser branqueada e não avermelhada como devia.
Vendo … mas não enxergando, porque era “ao perto” ou era da competência dos “amigalhões”!...
Do outro lado, do tal que enxerga porque é ao longe, conquanto de olhos em bico, viu-se um árbitro a permitir um empate com um golo falso, numa tentativa de conseguir somar mais um benefício para o seu clube. Mas Jesualdo, que vê muito bem, já não viu isto, na sua vesguice selectiva!...

E não sou eu que o afirmo, professor Jesualdo! Afirma-o o denominado “tribunal de o jogo” – exceptuando um paranóico de um ex-árbitro que prolonga a sua paranóia nas letras que lhe permitem ir ajuntando e nas bacoradas que lhe concedem ir dizendo – afirmam-no os jornais desportivos todos e os não desportivos também.
O professor Jesualdo, como professor que se titula e o titulam, não abona uma classe em que há distintíssimos exemplos de bela e brilhante sabedoria de vida, de saberes, de competências e de transmissão de conhecimento.
Também é certo que nessa classe existem, como em todas as classes, exemplares do mau, mesmo péssimo professorado, naturalmente os que não querem ser avaliados.

Não é que o professor Jesualdo não queira ser avaliado! Até quer! Mas quer porque sabe que as “notas” da avaliação lhe foram sendo cozinhadas a preceito pela teia dos benefícios arbitrais implantados com a sabichice batoteira do seu “papa”.
Se ele fosse avaliado apenas pelos seus méritos, se não tivesse por perto a sustentar a sua “avaliação” as artes da “fruta”, dos envelopes, das viagens de férias, das visitinhas de árbitros à “sede papal” nas vésperas dos jogos e de todos os seus reflexos na mansidão do apito relativamente às suas cores, também seria certamente dos que engrossaria a fila contra a avaliação da pequenez do seu professorado.

O professor Jesualdo, com efeito, dá provas sobejas de mau professor, mesmo de péssimo professor, quando tenta abordar questões que são do seu ofício mas que não estão protegidas por mais do que pela sua sabichosa inteligência.
Daí que ele confunda os benefícios de uma simulação para uma equipa que está a perder e com ela e só com ela evita a derrota, com outra simulação para uma equipa que está a ganhar, que até devia estar a ganhar por bem mais não fora as tais ajudas arbitrais indirectas ao seu clube, e que terminou a ganhar por 6-1.
Não é apenas uma ignorância desculpável. É uma ignorância crassa, de um grosseirismo obsceno, não admissível em quem se intitula professor, tanto mais que lhe bastaria uma simples leitura das leis para lhe dar alguma luz a uma inteligência já completamente embotada pelos males que se foram descrevendo ele padecer.

Jesualdo, no fundo, não sofre apenas dos males de não enxergar ao perto e enxergar tudo em bico ao longe, numa vesgueira de destrambelhada e grosseira ignorância.
Jesualdo sofre, acima de tudo, de não se enxergar a si próprio!


2. Ultimamente, tem-se falado para aí numas patacas e nuns vinténs que, ao que parece, têm deixado espalhado o seu perfume fedúncio.
São patacas em decomposição acelerada pelo tempo em que nem dez réis valiam, quanto mais um vintém. Carunchosas, espalham por ai o seu fedorento odor.
Custou-lhe perder por 6-1, é natural, em especial porque até era capaz de se sentir numa equipa que julgava importante, maneirinha, mas que não deixa de ser pequenina. Pequenina, de resto, à imagem do seu treinador, das patacas carunchosas e putrefactas que a integram e dos que fazem juras de marcar, se jogarem, e o mais que conseguem é encaixar seis golos.

As patacas que tenham paciência. Sabem que já não valem nada há séculos.
É possível até que outros ganhem mais – nas últimas duas dezenas de anos – mas não lhes ganham por tanto!
Melhor, esses até são capazes de perder no próprio estádio por uns 4-0 contra a equipa de patacas mas, ao que pensamos, sem patacas que nada valem, sem o seu pequeno vintém furado de treinador e sem o rafeiro que jurou marcar e levou seis!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PINCELADAS ENCARNADAS

1. Quando o pesporrente Salvador veio com aquela do “deixem-nos preparar em paz o jogo com o Benfica” porque, acrescentava, “… alguns órgãos de comunicação social vão colocar notícias a dizer que o Benfica está interessado em jogadores do Braga … “, confesso ter-me vindo ao pensamento que a encenação da rasquice noticiosa, pelos actores e pelas personagens, havia sido combinada com o recorde de mentiras e das mentiras.
Não que o argumento saloio de Salvador, de tão gasto e tão pateta, fosse ter grande brado na comunicação social que, conquanto em grande parte avençada ao sistema de que ele é o agora pau mandado porta-voz, até ela vai reconhecendo começar a estar já esgotada com a discorrência mixordeira.

Também não, nunca pensei no jornal que os Benfiquistas conhecem e reconhecem pelo “nojo”.
Nada disso! Basta, de resto, apreciar a montagem daquele movimento sem rosto que apareceu à pressa a cozinhar um rosto e que de tanto bradar, “Benfica vencer, vencer”, acabou vencido pelos Benfiquistas que o cozinharam bem cozinhado mesmo antes das eleições. Um rosto que, mesmo julgando-se pimpão mas não passando de um medroso, lhe fugiu com o rabo à seringa.
Está certo que outra candidatura se “esmerava” na vassalagem de outros desejos de abocanhar direitos televisivos. Mas era uma figura tão caricata e desengonçada que nem os “senhores feudais” do regime nela apostaram um vintém, um vintém dos verdadeiros e não o vintém do pequeno Manel.
Por isso, direccionei-me logo para o recorde de mentiras e das mentiras, um jornal que os Benfiquistas conhecem e reconhecem como um pasquim que não é, relativamente ao Benfica e aos Benfiquistas, menos nojento do que o dito “nojo”.

Afinal, foi o seu irmão símio, o correio de mentiras e das mentiras!
No entanto, resta-me uma consolação. Falhei por muito pouco, uma vez que a relação simiesca é muito próxima pelo menos na nojeira.


2. O correio de mentiras e das mentiras foi, de facto, o escolhido desta vez para de novo resplandecer na sua chico-espertice tradicional. Como disse alguém, a notícia da podridão e da mediocridade em que está enredado o jornalismo já passou à demonstração prática do espectáculo horrendo das suas entranhas.
Este jornal titula que « Sp. Braga recusa vender João Pereira», para logo acrescentar, « o Sp. Braga recusou vender João Pereira ao Benfica no início da temporada e não transmitiu ao próprio jogador o interesse dos encarnados».
Os benfiquistas - e até talvez ninguém com um palmo de testa - nem sequer se escandalizam com esta bacorada de encomenda. É claro que o noticiador é tão pateta e ignorante que nem sequer notou que põe no presente um título e no passado a acção discorrente desse título.
Mas não se fica por aqui pois escreve a seguir que «António Salvador negou qualquer interesse das águias no lateral», para finalizar ainda com outras supostas palavras de Salvador que também teria dito, «nunca o Benfica quis contratar qualquer jogador do Braga à excepção do César Peixoto»!


Este correio de mentiras e das mentiras é tão ignorante e o seu jornalismo é tão medíocre que nem enxerga as contradições que escreve e que se está constantemente a desdizer.
É a sua imagem de marca e a sua aldrabada já não surpreende ninguém!

O Benfica nem sequer se deu ao trabalho de replicar, tão grosseira e nauseante é a porcaria que a si própria se conspurca.


3. É evidente que o símio recorde de mentiras e das mentiras não podia ficar de fora do concerto rasquento e tinha de ajudar a compor a sinfonia da mediocridade.
Mas foi por outro caminho.
Qual puto ranhoso e nojento, dedicou-se às guerras, uma espécie de batalha naval que engendrou entre Salvador e Luís Filipe Vieira, com os seus fracos dotes de imaginação e ausência de capacidades da sua massa cinzenta para ser fiel ao rigor e à verdade jornalística.
Ruminando na sua resmunguice de puto pelintra, fala de “novo capítulo” da sua “batalha naval” e, sabendo-se sabichoso na arte do afundanço da sua estupidez, respiga que «convém relembrar que o presidente das águias está em tribunal por uma acção movida pela Britalar».
Saltitão e doidivanas, porém, devaneia entre a sua “batalha naval” e o “monopólio”. “Milhões para cá, milhões para lá, tu deves isto, eu não devo nada”!
Depois, como um puto rameloso, julga ter a sua “batalha naval” concluída a contento!
É claro que não tem discernimento suficiente para reparar que nem sequer tocou no “porta-aviões” chamado Sport Lisboa e Benfica. Por isso, nem uma palavra sobre a acção judicial que o Benfica intentou contra a empresa de Salvador, reclamando desta trabalhos orçados e pagos … mas não feitos!
Essa acção corre igualmente nos tribunais.


Podem vir falar em rigor, objectividade e verdade na informação. Podem falar presunçosamente em código deontológico e deontologia profissional.
Como alguém com grande reputação no meio disse, «há gerações de jornalistas que nunca leram o código deontológico nem sabem o que isso significa».

Todos os dias, todas as horas, nós, Benfiquistas, deparamos com elas!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O PEQUENO MANEL



Manuel Machado é um pequeno ser que um dia bem cedo se colocou a jeito de merecer as graças do “papa” corrupto e mentiroso. Treinava ele uma equipa recém-promovida e perdia com o seu Moreirense frente ao Benfica. Começou aí o seu afrontamento ao Glorioso e a sua pequenez, numa cruzada para se colocar em bicos de pés e poder agradar ao centro do poder corrupto.

Só agora o presidente actual do clube que treina vem reconhecer que este Portugal é um país de rafeiros. Sabe ou pressente que os seus rafeiros há muito que farejam uma côdea do “papado” que até agora, no entanto, se tem comportado de ouvidos moucos.
E do que viu e ouviu, julgou muito bem chegada a hora de chamar os rafeiros que são rafeiros lá da casa pelos seus nomes.
Naturalmente que se não referia apenas ao pequeno Manel, mas se estava a referir ainda ao outro rafeiro lá do sítio, ao que ladrou marcar um golo, se jogasse.
Este rafeiro abriu a boca, entrou mosca! Se agradou ou não ao reino do “papa”, sua pretensão, não se sabe ainda. Mas que tentou ladrar-lhe para lhe soar aos ouvidos, ai isso ladrou!
Mas, por agora, só vamos conversar com o pequeno Manel.

Num descaso da sua sovinice, o nosso pequeno Manel até elogia Jesus como o "Mestre da Táctica".
E que bem que assenta o título competente a Jorge Jesus! O futebol é acima de tudo táctica. Táctica na lide com o balneário, táctica na lide da coesão do grupo, táctica na lide do insuflar espírito vencedor, táctica na lide de privilegiar o colectivo da equipa em detrimento das individualidades, táctica na lide do conhecimento do adversário, táctica na lide da distribuição e redistribuição das suas “peças”, antes e perante o desenrolar do jogo.
Jorge Jesus tem sido neste Benfica, de facto, o Mestre da Táctica de bem jogar, bem triunfar e bem golear.

Mas a distracção do pequeno Manel foi apenas um acaso do descaso porque logo a seguir se virou de frente para o espelho e desatou no murmúrio dos psicóticos, vendo-se refastelado a "mascar chiclete de boca aberta" e a "praguejar no banco de suplentes".
Surpreendido, arrebitou mais um pouco o bigodinho, trejeitou a boca um pouco à banda, esticou o pescoço e julgou-se preparado.

Peito para fora, pescoço esticado, jeito na gravata, assim se apresentou o pequeno Manel no Estádio da Luz, confiante em árbitro amigo que, por sinal, nem sequer o desenganou pois lhe permitiu um golito falso como judas que quase o levou a fazer o manguito.
Mas não se recordou do “Mestre da Táctica”, aliás, um lacónico lampejo de consciência. E o Benfica do Mestre da Táctica levou a equipa do pequeno Manel à boca, mastigou-a vezes sem conta e a seguir atirou-a ao chão, toda destruída.

E o pequeno Manel arrafeirou-se refinadamente, de tal modo que até o presidente do seu clube se não conteve. Como gosta de “ficar à frente de alguém tão especial”, ficou à frente dos quatro dedos da mão de Jorge Jesus, quando a sua equipa chupou o quarto, se bem que os “quatro” eram para os defesas do glutão, a equipa do Benfica.
Vai daí, ainda mais pequenino, sovina e traquina, o pequeno Manel corre para os espelhos do balneário da Luz, que são obra de arte de primeira categoria, coloca-se na sua frente, mira e remira o pelintra que vê reflectido e desata na sua bobice paspalhona:
“Vintém é vintém”!
Mas vintém já não existe!
Então, dá de chofre com aquela pequena e ridícula figura e murmura:
“Cretino é cretino”!

E será que agora acertou?
Acertou porque de novo se mirou e remirou e decifrou a figura reflectida do traste que se encontrava frente ao espelho!
Depois, calou-se num murmúrio triste, não rabugento mas melancólico:

«Fui triturado, mastigado, comido, destruído, atirado ao chão!
A mascar chiclete amarela!...
Ou era azul?
Raio de sorte!
Desta vez, a chiclete estava pintada de vermelho!...
E não era o sangue de Jesus!...
Que cruz me faz carregar o Jesus que me assombra!
E plantou-me ele nas ventas com quatro!...
Afinal, só parou aos seis!...
E eu de boca aberta ... a ser devorado por esta chiclete toda de encarnado engalanada!
Ora porra!...
Porra, não, carago!...
Carago não, carago!...
Agora sou eu, pequenino, pequenino, qu’ estou p’rá’ qui a praguejar como um rafeiro desalmado!»

domingo, 25 de outubro de 2009

PACIÊNCIA … SALVADOR … E O JORNALISMO MEDÍOCRE

Paciência continua a sua representação grotesca de bobo da corte do reino da corrupção desportiva condenada na forma tentada. É o triste fado que está guardado e resguardado para os imbecis que julgam ser alguém, não por imporem os seus méritos, de que até eles desconfiam, mas por lamberem bem as botas dos seus senhores.
Aqui há pouco tempo, para lembrar que também faz por existir – como comediante do burlesco, naturalmente – vomitava contra a euforia e o entusiasmo dos adeptos do Benfica. Numa palração desconjuntada, dizia que a “arbitragem sente a pressão dos estádios cheios de benfiquistas, deixando-se influenciar pelos futebolistas que tentam arranjar faltas”.
Paciência, na sua palurdice, também é dos que consideram que os Benfiquistas estão proibidos de estar eufóricos com a sua equipa, proibidos de a acompanhar seja a que estádio for, enfim, de assistir aos seus desafios de excelente futebol.

Mas Paciência é assim! Na sua bobice, está sempre a olhar para o chão quando a equipa que treina é beneficiada! Até parece ser espertalhaço, guardando toda a sua atenção e o seu olhar apalermado apenas para quando lhe convém.
E conveio-lhe agora no jogo com o Rio Ave!

Para o bobo da corte do reino da corrupção desportiva condenada por tentativa, a euforia dos adeptos Benfiquistas é um crime porque pode, num devanear da sua néscia mente, influenciar os árbitros!
Mas ser objectivamente levado ao colo pela arbitragem, desde o “papado” do seu “senhor”, pagar viagens de férias a árbitros, recebê-los em casa na véspera dos seus jogos, dar-lhes cafezinhos e envelopes recheadinhos de … “conselhos familiares” para acalmar as mãezinhas dos ditos, proporcionar-lhes “fruta” em bacanais adequados à “solenidade” da ocasião, revolver influências impudicas para libertar jogadores de castigos que até são demasiado benevolentes, tudo isso é apenas mérito de uma gestão … “brilhante”!...
Tanto quanto se sabe, Paciência, na sua truanice, nunca se lamentou de tais “méritos”!
Não admira! Estava sempre a olhar … para o chão!...


Salvador quer ser o rei bobo. Se já tem Paciência, então é preciso chefe. A bobice tem de ser orientada!
Desta vez, Salvador orientou a sua truanesca actuação para os “media” e mais propriamente para aqueles que se tornaram igualmente nos reis bobos do jornalismo português.
Com efeito, o jornal “o público” – que também prima pela bobice no que ao Benfica diz respeito – foi o de maior contenção, uma vez que se limitou a colocar como título, «António Salvador pede para que "deixem o Braga preparar o jogo com o Benfica em paz"».
Já o “mais futebol” é mais fiel à sua habitual parlapatice e dor de corno, uma vez que chama para título da sua paródia de mediocridade endémica, «Salvador antecipa interesse do Benfica em jogadores do Braga», conquanto se desminta logo a seguir, quer com o desenvolvimento da notícia, quer fundamentalmente com o esforço que faz para colocar em discurso directo o palreio do presidente bracarense.
No cume da pelintragem, contudo, o recorde de mentiras tem o seu lugar sempre assegurado. De facto, este subverte tudo, mas haja alguma benevolência porque se desconfia que por lá não há ninguém capaz de noticiar melhor. O seu título é simplesmente patético na sua relação com o conteúdo das balbuciadelas de Salvador. Não está com meias medidas e escreve logo na primeira página – que a fazer publicidade da sua mediocridade jornalística não se acanha – «António Salvador acusa encarnados de manobras de desestabilização».

Mas, afinal, o que disse Salvador de fundamental, a respeito?
Segundo as transcrições em discurso directo do “mais futebol” e do “público” – do recorde de mentira nada se sabe porque se não lêem palermices a pagar – somente isto:

« … eu sei que alguns órgãos de comunicação social vão colocar notícias a dizer que o Benfica está interessado em jogadores do Braga … »

Associa-lhe um pedido:

« … Gostaria que a comunicação social nos deixasse trabalhar em paz. Até agora fomos líderes e fizeram isso, espero que continuem … »

Salvador reconhece que a comunicação social tem deixado o Braga em paz, embora sendo a sua equipa a líder do campeonato. Contra essa paz barafustaram em tempos não muito idos, ele e o seu treinador, demonstrando bem o seu despeito por tamanha “desconsideração”, sem atentarem na tacanhice da sua pequenez.
Pois agora é Salvador que fantasia uma hipotética atenção noticiosa sem perceber que ela, se ao Braga se referir, será somente por espúrio reflexo porque o fluxo das atenções se centrará sempre no Benfica. Será sempre pelo Benfica que, em pura excrescência, a comunicação social se referirá ao Braga.

Mas, pelo menos os jornais que dão relevo à notícia, a comunicação social comporta-se de novo como estúpida e até contradiz de imediato o medo de Salvador. De facto, acostumada que está em ser “curiosa”, nem sequer questionou os por quês das notícias sobre o devaneio do hipotético interesse do Benfica nos jogadores do Braga.
Será que considerou Salvador um parceiro e “respeitou” as suas “fontes” como as deusas da pureza virginal que não podem ceder à mínima tentação, conquanto ela seja de valor humano muito superior?

Tudo isto, no entanto, está em consonância com a triste realidade jornalística nacional. Salvador não afirmou que o Benfica estaria interessado em jogadores do seu clube. O que ele disse “ipsis verbis”, segundo a transcrição jornalística, é que alguns órgãos de comunicação social iriam colocar notícias sobre esse imaginoso interesse, deixando implícita apenas a ideia de pura invenção jornalística o que, de resto, não é novidade para ninguém pela recorrência que se tornou o modo habitual de fazer jornalismo em Portugal.


O jornalismo português, efectivamente, desceu muitos lugares no ranking mundial. E não sou eu que o afirmo, mas jornalistas excepcionais, uma excepção que só confirma a regra.
Para melhor se apreciar esta autêntica porcaria, nada mais fiel do que citar excertos desses grandes jornalistas.

Baptista Bastos, pronunciando-se sobre um debate televisivo e sobre dois jornalistas com cargos importantes em jornais diários, dizia só isto:

«São dois zelosos burocratas medíocres, que os acasos do descaso fizeram trepar a postos importantes em dois jornais».

E Emídio Rangel não se ficava atrás! Aprecie-se:

«O jornalismo português deu nesta semana uma triste imagem de si próprio num gigantesco palco chamado ‘Prós e Contras’. Nunca se vira tal coisa. Havia notícia da podridão e da mediocridade em que está enredado tal jornalismo mas nunca se tinha apreciado o espectáculo horrendo das entranhas. Tudo às escâncaras!!! Sem dúvida, bem pior que a política, porque, afinal, o número de ‘cabos de esquadra’ a dirigir importantes órgãos de comunicação social é um susto»…

« … Temos, por um lado, novas gerações de jornalistas que nunca leram o código deontológico nem sabem o que isso significa. Temos, por outro, jornalistas seniores a desempenhar funções de direcção dando exemplos patéticos da ‘praxis’ jornalística. Há os que participam e dinamizam inventonas, outros que se vão pavoneando com uma retórica fundada nos princípios da ‘dor de corno’ quando perdem a oportunidade da notícia, outros ainda tão cheios da sua chico-espertice que ganham as paradas mas não olham a meios. Outros que se põem em bicos de pés mas que não chegam a existir».

Melhor retrato da realidade jornalística actual não podia ser pintado, até pela excelsitude dos seus “pintores”. E foi com esta podridão vendida e avençada que o Benfica e os Benfiquistas se tiveram de confrontar durante anos!
Bendita a hora em que o Benfica conseguiu colocar à mercê dos Benfiquistas o seu jornal “O Benfica” e a sua televisão, a “Benfica TV”.
Podemos, por isso, nós agora, Benfiquistas, rirmo-nos do extremo e impertinente ridículo em que esta podridão e mediocridade jornalística se enlameia.

sábado, 24 de outubro de 2009

AO SABOR DO VENTO ...

1. O Benfica entrou ontem nas tão desejadas provas dos nove, naquele exame por que tanto anseiam os benfiquistas mas, em especial, os que esperam ardentemente o seu deslize e a confirmação de que a demonstração do seu futebol tem sido até agora apenas … fogo fátuo!...
Com efeito, o Benfica vencedor causa demasiados engulhos a certa gente provinciana – pouca, felizmente – que vê ameaçadas as posições em que se instalou à custa da batotice desportiva pela qual alguns apenas foram condenados na forma tentada.
Para tal gente, existem duas torturas fantasmagóricas. É o Benfica que vence e convence e que faz renascer as suas angústias de seres pequeninos que se julgam grandes apenas quando os outros estão em dificuldades. E é o Benfica que, vencendo e convencendo, arrasta consigo multidões, mexe com Portugal inteiro, coisa que eles não conseguem, por mais que tentem, tão pequeninos são e se sentem na dimensão do seu bairro citadino.
Porém, a tão almejada primeira prova foi superada com alta distinção. Uma equipa inglesa de gabarito, a equipa inglesa mais titulada a nível europeu, o que muita gente esquece por conveniência estrutural e conjuntural, sofreu a maior goleada infligida a equipas das terras de Sua Majestade, desde há cerca de 40 anos. Mais concretamente, desde a época de 1970/1971.
E o Benfica superou essa prova com quatro golos de bola corrida e apenas um de bola parada. E nem sequer precisou desse golo de bola parada para fazer vergar a equipa inglesa sua adversária.

2. Espera-se – com pouca convicção e entusiasmo, atendendo à tacanhez da fonte – que o Senhor Dr. Barroso agora já tenha ao menos uma dúvida metódica sobre se o Benfica não estará a caminho de ser uma grande equipa, a praticar o melhor futebol – melhor, muito melhor do que o seu Sporting – aquele futebol que ele escreveu ser o único que emergia dos golos de bola corrida e que correspondia aos campeões.
Será que o Senhor Barroso, homem catita no seu cronicar atabalhoado sobre o futebol, já será capaz de distinguir e reconhecer que a qualidade do futebol do Benfica, principalmente no confronto com o futebol da sua equipa, o distancia sobremaneira do Sporting candidato ao título?
Será, Senhor Barroso, que é o entusiasmo da imprensa que faz com que o futebol jogado do Benfica pareça melhor do que na realidade é?
É claro que o Senhor Barroso olha de esguelha, como todo o sportinguista, no que ao Benfica diz respeito. Ele considerava que o Benfica não jogava nada de especial, pois apenas marcava muitos golos de bola parada. Nem sequer era capaz de verificar que bastavam os golos marcados pelo Benfica de bola corrida para ultrapassar os golos que o Sporting marcou, de bola corrida e de bola parada.
O Senhor Barroso é, de facto, o espelho de muitos outros Barrosos do burgo. Tal como eles e no que tange às suas opiniões sobre o Benfica, só sabe bolçar tontices num presuntuoso gesto depreciativo e grotescamente impante.

3. Fucile é mais um escarro de lavagem cerebral bem engomada que aquela casa produziu em alternativa a uns certos “contactos usuais” que, adequadamente à “lavagem automática”, sofre quem se não deixa ensaboar na lavandaria das antas com o detergente da lavagem dos resquícios da inteligência que o novo “caloiro” possa transportar.
Normalmente, aquela escola da batotice desportiva condenada por tentativa de corrupção, faz uma recepção ao caloiro com limpeza “tide” das escorrências com que o pretendente a pupilo se apresente contaminado.
De cérebro bem lavado e bem untado de superfluidade à moda da casa, Fucile só pode vomitar tontarias como a de que a equipa do seu clube é a que melhor joga, embora não veja jogar as outras!... Nem mesmo em sua casa, acrescenta … que ele é muito “selectivo”!…
Mas sabe tudo o que se passa ao redor!... Por isso, pode estabelecer uma tabela, a sua tabela! O FC Porto (e Fucile, naturalmente), têm, de facto, jogado de “forma espectacular”! Tão “espectacular” como se viu no último jogo contra uns pobres e toscos diabos que ainda não sabem por que os deixam andar a exibir o seu triste e desengonçado futebol naquele escalão europeu! Talvez estes pobres diabos se tenham sentido mais confortáveis depois do jogo do dragão por verem que, afinal, não estão muito sós nas sua pobreza futebolística.
A equipa do FC Porto não é, todavia, tão espectacular como espectaculares são as suas ridículas e atoleimadas tiradas de Fucile!
Quanto às goleadas, a personagem aprendeu depressa e bem a “oração de sapiência” com o seu “papa”, faltando-lhe talvez saber “declamar” como ele.
E nem sequer seria preciso grande esforço mas um cérebro bem lavado não tem excrescências de tino.

4. Dá gosto ver a azáfama dos porta vozes do “papa” condenado na sua (sub)missão de desagravo pela condenação.
Valentim Loureiro foi anos a fio presidente de uma câmara municipal e presidente da Liga de Clubes. Ainda agora é presidente da mesma câmara e acumula com a presidência da assembleia-geral da mesma Liga.
Nunca Salvador teve o menor prurido acerca disso, nunca se lhe ouviu qualquer preocupação pelo bem dos clubes com a acumulação de funções. E Valentim Loureiro até já foi condenado e encontra-se arguido por vários crimes de lesa futebol.
Só que Valentim Loureiro nunca foi presidente de direcção de uma Liga cuja comissão disciplinar condenasse o seu patrono “papal”!
E Hermínio Loureiro foi!
E Valentim Loureiro nunca apregoou que desejava limpar o futebol da porcaria que o enlameava!
E Hermínio Loureiro fartou-se de apregoar que tentaria essa limpeza e conseguiu fazer alguma coisa de importante que o “papa” de Salvador não perdoa!
Todo o mundo de futebol sabe de cátedra que, com Valentim Loureiro ou outro presidente da laia, nunca o “papa” teria sido condenado como foi!
E é só isto que faz falar Salvador, aliás por razão própria e por encomenda!
Agora, pensa ele – e talvez com alguma razão – calha a vez ao seu clube receber algumas graças migalheiras do “papado”!
Até cair mirrado para o lado, no fundo da pedreira, tal um Boavista!
É só chegar o momento do desperdício. Depois, o “papa” manda embrulhar no caixote dos resíduos e chutar de encomenda, à sua sorte e desdita!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

MISERABILISMO PROVINCIANO

Na sua tradicional e descabelada crónica semanal em a bola, Miguel Sousa Tavares consegue escrever ainda “nortadas” cada vez mais … desnorteadas. Desta vez, insurgiu-se contra as verdades para ele muito “dolorosas” que Fernando Guerra escrevera em crónica há uns dias atrás.
Escrevia Fernando Guerra nessa sua crónica, “latu sensu”, que Pinto da Costa nunca deixou de ser provinciano, pequenino, com as “guerras” imaginárias que o seu subconsciente – ainda mais pequenino, podemos nós acrescentar – tecera nos meandros da sua pequenez. Por isso, apesar de o seu clube ganhar, Pinto da Costa nunca deixara que o FC Porto crescesse sequer à escala nacional, antes se acantonara entrincheirado num bairro de uma cidade.
Fernando Guerra pronunciava-se acerca das mais uma vez tresloucadas paranóias que Pinto da Costa tivera nos poucos momentos em que aparecera esta época e, ainda assim, apenas para se manter pequenino e provinciano, com os olhos em bico somente para o seu arvorado “inimigo” e não apenas adversário de um desporto que devia ser saudável … para mentes sãs!…

Miguel Sousa Tavares replicou que não senhor, o Porto havia crescido e muito, embora concedendo na apreciação da “guerra” regionalista, vesga e sem sentido, mas que só acontecera, acrescentava, nas primícias do “imperialismo portista” de Pinto da Costa, que este teria tido consciência da tacanhez e “reparado” a sua bizarria.
Deu como exemplo da actual dimensão “nacional” o facto de o FC Porto ter sido o clube que nas três épocas precedentes teve maiores assistências no seu Estádio.

Sousa Tavares, na ânsia de mostrar serviço, nem verificou que este seu argumento das assistências contradiz o que pretende demonstrar. Efectivamente, as maiores assistências no seu estádio só provam, precisamente, o regionalismo da pequenez do seu clube. Para que o seu clube pudesse ser considerado de nível nacional, seria preciso que Miguel Sousa Tavares demonstrasse que o FC Porto foi o clube que maiores assistências mobilizou em todo o território nacional.
E isto, ele não pode demonstrá-lo porque o seu clube não mobiliza praticamente ninguém fora do seu acantonamento e trincheira.
Ainda agora se provou isso. No Jogo com o Paços de Ferreira, o Benfica fez com que o estádio da Mata Real “rebentasse pelas costuras”, tendo mesmo os dirigentes do clube anfitrião pensado previamente ao jogo em aumentar a sua capacidade com bancadas suplementares amovíveis.
Pois o FC do Porto, ali tão perto, a um saltinho do seu acantonamento, apenas conseguiu que na Mata Real estivessem quatro mil e poucas pessoas!…
Ou seja, bastante menos de metade da sua capacidade normal!

Escreve ainda Sousa Tavares que o FC Porto é o único clube português de nível internacional, o único que leva a conhecer Portugal lá fora, um clube fundador do G14. Para o comprovar, repisa de novo mais uma mistificação da histórica, escrevendo que o FC Porto foi … campeão mundial!...
É o bocejar de uma pretensão desejada e sonhada quanto nunca concretizada. De facto, conhecido lá fora continua a ser o Benfica, mesmo sem conquistas nas últimas duas décadas. O Benfica, sim, tem historial e deu a conhecer Portugal quando Portugal era desconhecido.
Por outro lado, o FC Porto nunca foi campeão mundial de clubes porque nunca participou em tal campeonato, desde que este foi instituído. O FC Porto ganhou apenas duas taças Toyota, aquilo a que reduziram a anterior taça intercontinental disputada a duas mãos entre o campeão europeu e o campeão sul-americano.
Depois, Miguel Sousa Tavares escamoteia que o FC Porto só foi fundador do G14 por segunda escolha porque o primeiro convidado português foi, disse-se, o Benfica. Só que as trafulhices de Vale e Azevedo, em especial com o MU devido à transferência de Poborsky, fizeram com que este clube vetasse a entrada do Benfica comandado por tal espécime de presidente.
De resto, ainda há muito pouco tempo o Benfica foi considerado o 9º clube melhor da Europa em provas da UEFA disputadas no século XX. E este século em que estamos ainda é uma criança!...
E o FC Porto ficou vinte – sublinho, VINTE – lugares atrás!
É uma distância nada despicienda para quem tenha um pingo de vergonha e se recuse a manipular a História e a realidade dos factos. Mas, para os lados do clube de Miguel Sousa Tavares, inventa-se “história” e até se tem o topete de pensar que essa “história” inventada se há-de impor à História real, à Historia vivida pelas gentes, à História verdadeira.
Não, o que interessa são as “estorietas” de cordel à moda do “papa” condenado e mentiroso.

Miguel Sousa Tavares está há muito tempo contaminado por essas “estorietas” que ajuda a modelar com os seus fracos recursos escriturais. Sousa Tavares, com as pretensões de ser uma figura importante da escrita e da História – legitimamente, como qualquer ser terreno – devia começar por refutar e não aderir às falsidades históricas que o presidente do seu clube engendrou, não apenas com a data da fundação desse clube mas também com o mito do dragão.
Por isso, Miguel Sousa Tavares, com as suas pretensões de homem culto e fiel à verdade, devia ajudar a apresentar provas históricas que comprovassem quais os torneios e jogos em que o FC Porto interveio nos anos que o presidente do seu clube lhe inventou. E que comprovassem também quantos dragões de ouro – ou de prata, ou de lata – o FC Porto entregou aos seus filiados antes de 1984, porque a História desconhece qualquer entrega de tal símbolo.
Miguel Sousa Tavares, se tem amor ao seu clube, nem devia admitir que figuras gradas da fundação do mesmo – Monteiro da Costa, acima de todos – ficassem no esquecimento, nem que um mito tão mítico quanto o símbolo se substituísse ao verdadeiro símbolo do seu clube.
Porém, Miguel Sousa Tavares não se importa minimamente com a verdade histórica. É torna-se conivente com as tramóias desta índole.

O FC Porto actual é um clube que só tem “história” sem História, nos anos inventados por Pinto da Costa, e história conspurcada, nos anos em que este tem sido seu presidente.
E, com isto, o FC Porto tornou-se, de facto, conhecido lá fora … como um dos poucos clubes europeus e o único clube do futebol português a, para já, apenas tentar corromper a verdade desportiva.

Em Portugal, para além desse conhecimento, apenas é conhecido por um clube de bairro acantonado na sua trincheira de pequenez provinciana, fiel à imagem do seu presidente condenado.