Pinto da Costa é um assombrado desde sempre com o Sport Lisboa e Benfica. A sua fobia tem sido tão aguda que o levou a que o clube de que é presidente nunca vencesse por ele próprio mas vencesse sempre contra o Benfica. E assim tem conseguido que esse clube, apesar de ir vencendo, continue cada vez mais pequenino.
Para tentar sublimar o seu terror doentio, não hesitou mesmo em recorrer à tentativa de batota desportiva pela qual foi condenado apenas na justiça desportiva e ainda cumpre pena.
No decorrer da presente Liga Sagres, Pinto da Costa tem aparecido poucas vezes frente aos microfones e às câmaras, de tal modo que se pode dizer ter ele aparecido muito mais vezes sentado nos bancos do tribunal, bastas vezes na condição de réu. Aliás, tribunal é quase a segunda casa do presidente condenado, de há uns tempos para cá.
Por falar em tribunal, ainda está na memória das gentes o destrambelhamento do motorista de Pinto da Costa e também arguido no mesmo processo – é um “papa” que só trabalha com pessoas da sua confiança – ao atropelar um jornalista e ao não parar sequer para prestar assistência, desobedecendo mesmo à autoridade policial.
Claro que o arguido era o próprio Pinto da Costa, não o “papa” condenado porque este é o presidente do clube igualmente condenado. Mas foi a SAD deste clube que veio responder por ele. E veio tentar fazer de parvo toda a gente, mesmo aquela que não o é nem o quer ser e que é a grande maioria.
Disse essa SAD, efectivamente, que no carro do arguido Pinto da Costa e do co-arguido seu motorista apenas se sentiu um “pequeno e usual contacto”. Estava a lembrar-se da antiga profissão do guarda Abel e dos seus “contactos usuais”, tão usuais quanto o necessário.
E, quanto à estridente apitadela do polícia a mandar parar o bólide, toda a gente a ouviu pela televisão menos os que estavam interessados em fugir e não em prestar contas.
Mas, tudo bem, naquela cidade as autoridades são as que o “papa” condenado determina que o sejam. E ele determinou que, quando fosse preciso fugir, assim fosse avisado. E determinou também que fosse a própria PSP a julgar a sua fuga e não outra vez um tribunal que, de tribunais, já ele começa a andar farto!
Pinto da Costa desobedeceu à ordem legítima de uma autoridade?
Nada disso, disse a própria autoridade dessa autoridade!
Também, quem é que ainda acredita haver naquela cidade e arredores um tribunal capaz de condenar Pinto da Costa ou alguma das “boas companhias” que lhe prestam serviços?
Seja por estas ou por outras, a verdade é que o “papa” tem deixado as “encíclicas” da mentira um pouco ao abandono. Todavia, nas poucas vezes em que deitou bitaite, somente o Benfica lhe ocupou a mente.
Quando lhe perguntam que comentário faz às goleadas do Benfica, responde que não vê jogos de outros clubes.
Quando lhe não perguntam nada, toma ele a iniciativa de afirmar que “não o impressionam as goleadas”!
Ele tem toda a razão! Aquilo que não vê, não o impressiona!...
Mas fala disso na mesma ... até sem ninguém lho perguntar!...
Em casos de maior desnorte, consegue bocejar elogios a jogadores do Benfica e aos “olheiros” deste, acompanhados do correspondente e implícito ralhete aos próprios, pela incompetência demonstrada.
Ele dissera uma vez, e não há muito, não haver qualquer jogador em clubes portugueses – leia-se, Benfica – que lhe interessasse, fazendo somente uma concessão a Moutinho! Pois quem havia de dizer que, agora, César Peixoto, jogador do Benfica, era um jogador importante para Pinto da Costa!
Disse-o o próprio presidente condenado, lamentando que o seu satélite bracarense o tivesse perdido!
E, pelo menos, afirmou-o por duas vezes!
Madail já disse algumas vezes que se não recandidataria à presidência da FPF.
Uma promessa decente! Se concretizada, um acto higiénico!
Tão higiénico que já o levou a tomar a decisão acertada: a escolha do Estádio da Luz para o jogo decisivo do playoff.
Pouco se importou com as, diz-se à socapa, pressões do “papa” condenado que teria ficado “profundamente desagradado”, expressão, aliás, que só pode ter sido usada eufemisticamente, tratando-se de tão assombrada criatura!
Como Madail já não vai precisar dele, deve ter-se refastelado por ter adquirido a liberdade de pensamento e acção! Isto é, conseguiu, enfim, desprender-se das amarras a que sempre se acolheu de sorriso aberto e desejo de manutenção no poder.
De facto, pretendendo-se o apoio do público à selecção, tem de se escolher o melhor e o maior anfiteatro, o Estádio de longe mais apropriado.
Mas ninguém duvidará que só a desnecessidade do apoio de Pinto da Costa o deixou tão liberto para fazer a escolha mais acertada, a única acertada, nas circunstâncias presentes.
Também será fácil de adivinhar o quanto terá “esperneado” o “papa” condenado. E as ameaças entrecortadas que já terá ruminado.
Mas a marca mais impressionante do destrambelhamento provocado pela fobia de Pinto da Costa tivemo-la esta semana.
Quem diria também que Pinto da Costa delegava num seu funcionário, o professor Jesualdo, o papel de porta-voz do seu clube?!
E mais, quem se atreveria a pensar que Pinto da Costa delegaria no mesmo funcionário a defesa da honra do convento?!
Que delegasse num presidente seu satélite, já era conhecido. Toda a gente sabe que Soares Franco foi seu porta-voz. Tratava-se, porém, de alguém que, apesar de pau mandado, tinha pelo menos virtualmente o estatuto de presidente de um clube!
Agora num mero funcionário?!
Mas foi o que aconteceu!
Cebola disse sem papas na língua as verdades que se passam no obscuro reino da tentativa de corrupção desportiva, parecendo à primeira vista que não o impressionam as surras em parceiros do mesmo ofício ou as ameaças de tiros nas canelas.
E parece que teve sorte, o que é sensacional e absolutamente inédito!
Foi perdoado!...
Mas, se pensarmos bem, talvez a coisa não seja assim tão descabelada! Não se pode ignorar que é o jogador mais bem pago do plantel! Por isso, um grande activo para fazer subir … o passivo! E isso é coisa que nem Pinto da Costa se pode dar ao luxo de desconsiderar!
Cebola lá foi fazendo esforços para compensar as verdades ditas com o coração na boca! Ficou-lhe bem, certamente, vir agora afirmar, “talvez me tenha expressado mal”!
Cebola não disse que se expressou mal. Disse que “talvez”!...
Noutras épocas e com outros comparsas, nem o categórico desmentido lhe valeria!
Vamos ver chegará agora! Sim, porque os seus costados, pernas e bólides andam por lá, pelas terras abrangentes dos “justiceiros” costumados!
Por vezes, pode acontecer que a assombração seja tão irremediavelmente perturbante que a aviltante fobia de arrebanhar jogadores treinados na sacanice se vire contra o assombrado!
Para tentar sublimar o seu terror doentio, não hesitou mesmo em recorrer à tentativa de batota desportiva pela qual foi condenado apenas na justiça desportiva e ainda cumpre pena.
No decorrer da presente Liga Sagres, Pinto da Costa tem aparecido poucas vezes frente aos microfones e às câmaras, de tal modo que se pode dizer ter ele aparecido muito mais vezes sentado nos bancos do tribunal, bastas vezes na condição de réu. Aliás, tribunal é quase a segunda casa do presidente condenado, de há uns tempos para cá.
Por falar em tribunal, ainda está na memória das gentes o destrambelhamento do motorista de Pinto da Costa e também arguido no mesmo processo – é um “papa” que só trabalha com pessoas da sua confiança – ao atropelar um jornalista e ao não parar sequer para prestar assistência, desobedecendo mesmo à autoridade policial.
Claro que o arguido era o próprio Pinto da Costa, não o “papa” condenado porque este é o presidente do clube igualmente condenado. Mas foi a SAD deste clube que veio responder por ele. E veio tentar fazer de parvo toda a gente, mesmo aquela que não o é nem o quer ser e que é a grande maioria.
Disse essa SAD, efectivamente, que no carro do arguido Pinto da Costa e do co-arguido seu motorista apenas se sentiu um “pequeno e usual contacto”. Estava a lembrar-se da antiga profissão do guarda Abel e dos seus “contactos usuais”, tão usuais quanto o necessário.
E, quanto à estridente apitadela do polícia a mandar parar o bólide, toda a gente a ouviu pela televisão menos os que estavam interessados em fugir e não em prestar contas.
Mas, tudo bem, naquela cidade as autoridades são as que o “papa” condenado determina que o sejam. E ele determinou que, quando fosse preciso fugir, assim fosse avisado. E determinou também que fosse a própria PSP a julgar a sua fuga e não outra vez um tribunal que, de tribunais, já ele começa a andar farto!
Pinto da Costa desobedeceu à ordem legítima de uma autoridade?
Nada disso, disse a própria autoridade dessa autoridade!
Também, quem é que ainda acredita haver naquela cidade e arredores um tribunal capaz de condenar Pinto da Costa ou alguma das “boas companhias” que lhe prestam serviços?
Seja por estas ou por outras, a verdade é que o “papa” tem deixado as “encíclicas” da mentira um pouco ao abandono. Todavia, nas poucas vezes em que deitou bitaite, somente o Benfica lhe ocupou a mente.
Quando lhe perguntam que comentário faz às goleadas do Benfica, responde que não vê jogos de outros clubes.
Quando lhe não perguntam nada, toma ele a iniciativa de afirmar que “não o impressionam as goleadas”!
Ele tem toda a razão! Aquilo que não vê, não o impressiona!...
Mas fala disso na mesma ... até sem ninguém lho perguntar!...
Em casos de maior desnorte, consegue bocejar elogios a jogadores do Benfica e aos “olheiros” deste, acompanhados do correspondente e implícito ralhete aos próprios, pela incompetência demonstrada.
Ele dissera uma vez, e não há muito, não haver qualquer jogador em clubes portugueses – leia-se, Benfica – que lhe interessasse, fazendo somente uma concessão a Moutinho! Pois quem havia de dizer que, agora, César Peixoto, jogador do Benfica, era um jogador importante para Pinto da Costa!
Disse-o o próprio presidente condenado, lamentando que o seu satélite bracarense o tivesse perdido!
E, pelo menos, afirmou-o por duas vezes!
Madail já disse algumas vezes que se não recandidataria à presidência da FPF.
Uma promessa decente! Se concretizada, um acto higiénico!
Tão higiénico que já o levou a tomar a decisão acertada: a escolha do Estádio da Luz para o jogo decisivo do playoff.
Pouco se importou com as, diz-se à socapa, pressões do “papa” condenado que teria ficado “profundamente desagradado”, expressão, aliás, que só pode ter sido usada eufemisticamente, tratando-se de tão assombrada criatura!
Como Madail já não vai precisar dele, deve ter-se refastelado por ter adquirido a liberdade de pensamento e acção! Isto é, conseguiu, enfim, desprender-se das amarras a que sempre se acolheu de sorriso aberto e desejo de manutenção no poder.
De facto, pretendendo-se o apoio do público à selecção, tem de se escolher o melhor e o maior anfiteatro, o Estádio de longe mais apropriado.
Mas ninguém duvidará que só a desnecessidade do apoio de Pinto da Costa o deixou tão liberto para fazer a escolha mais acertada, a única acertada, nas circunstâncias presentes.
Também será fácil de adivinhar o quanto terá “esperneado” o “papa” condenado. E as ameaças entrecortadas que já terá ruminado.
Mas a marca mais impressionante do destrambelhamento provocado pela fobia de Pinto da Costa tivemo-la esta semana.
Quem diria também que Pinto da Costa delegava num seu funcionário, o professor Jesualdo, o papel de porta-voz do seu clube?!
E mais, quem se atreveria a pensar que Pinto da Costa delegaria no mesmo funcionário a defesa da honra do convento?!
Que delegasse num presidente seu satélite, já era conhecido. Toda a gente sabe que Soares Franco foi seu porta-voz. Tratava-se, porém, de alguém que, apesar de pau mandado, tinha pelo menos virtualmente o estatuto de presidente de um clube!
Agora num mero funcionário?!
Mas foi o que aconteceu!
Cebola disse sem papas na língua as verdades que se passam no obscuro reino da tentativa de corrupção desportiva, parecendo à primeira vista que não o impressionam as surras em parceiros do mesmo ofício ou as ameaças de tiros nas canelas.
E parece que teve sorte, o que é sensacional e absolutamente inédito!
Foi perdoado!...
Mas, se pensarmos bem, talvez a coisa não seja assim tão descabelada! Não se pode ignorar que é o jogador mais bem pago do plantel! Por isso, um grande activo para fazer subir … o passivo! E isso é coisa que nem Pinto da Costa se pode dar ao luxo de desconsiderar!
Cebola lá foi fazendo esforços para compensar as verdades ditas com o coração na boca! Ficou-lhe bem, certamente, vir agora afirmar, “talvez me tenha expressado mal”!
Cebola não disse que se expressou mal. Disse que “talvez”!...
Noutras épocas e com outros comparsas, nem o categórico desmentido lhe valeria!
Vamos ver chegará agora! Sim, porque os seus costados, pernas e bólides andam por lá, pelas terras abrangentes dos “justiceiros” costumados!
Por vezes, pode acontecer que a assombração seja tão irremediavelmente perturbante que a aviltante fobia de arrebanhar jogadores treinados na sacanice se vire contra o assombrado!