segunda-feira, 10 de agosto de 2009

"Batem leve levemente, como quem chama por mim
Será chuva, será gente? Gente nao é certamente e a chuva nao bate assim".
Assim começa o poema de Augusto Gil "Balada da Neve".Entao o que será que bate assim e chama por mim?-Será o facto de que sempre que se "descobre" alguma coisa que incrimina ainda mais o clube da Fruta, há sempre uma entrevista "oportuna e doce", com perguntas mais do que convenientes ao Cabrao, onde calmamente e, como se nada fosse com ele, debita de sua justiça?-Será pelo facto de ao Cabrao, nunca ninguém lhe pergunta pelo Apito Dourado(nem pelas escutas), antes, permitem-lhe fazer ataques descabelados a Luís Filipe Vieira, Mª. José Morgado e ao marido Saldanha Sanches(pasme-se!!!) e defender o Pintinho da Arbitragem (mais de cem crimes de corrupçao) por quem punha as maos no lume, e ninguém o confronta com isso? -Será o facto de quinze anos depois os implicados na fraude do FSE, terem sido absolvidos, levando-me a crer que as setenças condenatórias na Justiça, sao pura vingança dos Juízes, para quem nao tem Padrinhos?
-Será o facto de o Apito Dourado ao fim de 5 anos nao ter dado em nada, nem na uefinha?
-Será o facto de um qualquer jornal dizer que a Direcçao do meu Benfica (ao arrepio dos sócios) querer mudar o sagrado emblema, como a dizer que o Benfica Eterno e Glorioso perdeu a sua identidade, que já nao vale nada, que é algo para ir para o lixo?
-Será pelo facto da Imprensa deste País estar, corrompida,comprada, amedrontada,servil, enfim estar um verdadeiro nojo?
-Será o facto da minha inquietaçao ao temer, que a prisao dos Pidás, é para os proteger dos inevitáveis ajustes de contas, e manter assim intacta a guarda pretoriana do Cabrao?
-Será o facto do presidente do Marítimo, muito docilmente, vir a mendigar aquilo a tem direito?
-Será o facto de ter lido o belíssimo artigo de Pacheco Pereira, de quem nao gosto e, me situo nos antípodas políticos:
"Só lá me sinto inteiro, sem heimatlos. E é exactamente por isso que a doença que grassa já há uns anos na minha terra me preocupa e não me cala. Não foi "Lisboa" que a inventou, foram portuenses que a fizeram e que a mantêm com todos os maus argumentos e com a única lógica que conhecem, a do poder e a do dinheiro, com a mesma dimensão do Bada Bing. Tenho a veleidade de considerar que, falando desta doença e destes "meios", sirvo melhor a minha terra, o Porto.(No Público de 16 de Dezembro de 2007)© José Pacheco Pereira" - ninguém com responsabilidades tugiu nem mugiu, a este magnífico artigo...
Augusto Gil termina assim:
"E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração."

O PACÓVIO DA SEMANA

Carta a El-Rei, D. Luís Filipe

Sabe Vossa Alteza, El-Rei da Grande Pátria Benfiquista, D’Aquém e D’Além-Mar que, em honra das armas e das divisas de Sua Majestade, o seu Mui Nobre Reino pratica a Fé, a Esperança e a Caridade.
Estas Mui Nobres Virtudes do Evangelho do Símbolo da Águia Gloriosa e Altaneira plasmam-se no Vosso Reino Benfiquista como um dom metafísico do seu existir ontológico.
A fé e a Esperança são os dons que, inscritos nos Santos Evangelhos que compõem o Antigo e o Novo Testamento do Benfiquismo e pregados pelos Seus Apóstolos, preenchem os recônditos da Alma Benfiquista dos Teus humildes súbditos.
A Caridade é o dom que Teus humildes súbditos, sob inspiração de Sua Alteza, praticam devotadamente para com os degradados ontófagos, infiéis cuja vivência nestas terriolas vizinhas do Vosso Augusto Reino nos confrange pela sua nudez de gentios das cavernas e, por mais que Vossos devotados Apóstolos os tentem converter à única e verdadeira Fé com as suas sacrossantas e inflamadas prédicas do bom-senso, ainda não conseguiram passar além da sua entranhada esterquice.

A caridade, Majestoso Rei deste Majestoso Reino, é o dom que este humilde servo ousa dever pedir-Vos que ordenais seja a prioridade dos Vossos Apóstolos para a conversão final do estercorário Ferreira.
De facto, no seu acrimonioso achinfrinar, Ferreira escreve tolices pegadas que, se ficam a condizer com o seu ser e viver, não são suportáveis à luz da Caridade do Vosso Reino Majestoso.
Escreve, por exemplo, que o seu clube se tem “mantido a lutar por um título que podia ter sido alcançado por mérito próprio não fosse o demérito e a falta de honestidade e seriedade de outros”.
Ferreira também se revela um emérito açulador contra o que lhe parece ser um engulhamento “de muita gente” pelo facto de o seu clube ter “muitos jovens portugueses”.
E aventura-se mesmo a ser um comicieiro burlesco, tal o atormentamento que acomete o seu delinquido, indigente e infiel pensamento. Assim, no transvario do seu pungimento, até já vai gesticulando no seu grunhideiro ululante que o “aeroporto vai para Alcochete porque aí embarcam portugueses e no de Lisboa só desembarcam estrangeiros”.
Ferreira termina com uma profissão de fé nativa e infiel, contrária aos Evangelhos do Benfiquismo de que Vós sois o mais Alto Guardião. Na sua ululação, vociferou ele que “um dia os ladrões hão-de ser descobertos e apanhados!... ”

Venerando Rei, Ferreira está num estultilóquio de tonterias que lhe obnubilam todo o discernimento da realidade em que se afundou o seu clube. Ferreira navega no mundo das trevas do paganismo e ainda não viu a Luz, Senhor meu Rei.
Ferreira esqueceu que o colonialismo a que o seu gentio e infiel antepassado Roquette submeteu o seu clube, no acordo de protectorado militante com o reino da corrupção futebolística, só concedia aos nativos indígenas as migalhas da esterqueira em que vão vegetando na sua infesta religião.
Ferreira manda às malvas a acribologia do seu impulso junta-letras e fala em “falta de honestidade e seriedade”, numa peroração infiel contra os seus antepassados, mais do que contra o seu corrupto colonizador, arreminado mais com Roquette do que com o condenado Pinto da Costa.
Acresce, Majestade, que o clube de Ferreira parece ter, de facto, uns portugueses. Mas saiba que, por Vossa Mercê, o Seu governo e os Seus ministros, bem como os súbditos da Grande e Gloriosa Pátria Benfiquista, compreendem que, quem não tem cheta para comprar um par de sapatos, arremedeia-se com uns reles e esburacados tamancos.

Também sabemos que Sua Alteza é Magnânimo. Por isso, sabe que, se o aeroporto for para Alcochete, ele vai ficar afastado quanto possa, numa medida da mais elementar higiene, da esterquice a que alguns indígenas pagãos ousam chamar de academia mas que é mais conhecida pela academia do pedregulho que serve de banca e de assento a meia dúzia dos ditos nativos ontófagos.

Com a devida Mercê de Vossa Majestade, parece que ninguém ouviu falar que os gentios infiéis tenham embarcado, nestes anos mais chegados, algum português oriundo da dita academia da pedrada. O último e único que de tão pedregoso e inculto lugarejo proveio já foi há uns três anos, no mínimo. Era uma bailarina travestida de jogador e embarcou no aeroporto … de Lisboa.
Tem havido, efectivamente, uma publicidade promocional abundante e variegada mas aqueles portugueses gentios de que fala Ferreira não têm tido acolhimento nos Reinos da Fé.

Meu Nobre Rei e Senhor, sabe Sua Alteza muito bem como terminam as profissões de fé dos gentios que vivem mergulhados no paganismo. Elas até conseguem cumprir-se algumas vezes, mesmo que advenham dum obnóxio e num engasgo fedúncio, como sequelas das pauladas por ousar candidatar-se a chefe dos gentios!
Foi assim, todavia, que Vossa Majestade apanhou e castigou os ladrões do vosso tresloucado súbdito Miguel.

Termino esta minha prédica que já vai longa, não querendo importunar mais Sua Alteza, Meu Rei, com as minhas encomendações.
Porém, ao acabar, peço humildemente a Sua Majestade, El-Rei D. Luís Filipe da Grande e Mui Nobre Pátria Benfiquista, D’Aquém e D’Além Mar, que use de toda a Sua Magnanimidade Caridosa, que continue a ser um excelso acribólogo nos Seus Decretos Reais.
Com a humildade devida por um Vosso súbdito fiel, Vos peço pois que, na Vossa Régia Bênção e na Penitência que acheis por bem conceder, ordeneis aos Vossos súbditos que executem uma infundice adequada a tão grande e variegada patetice de um gentio infiel que não ousa ouvir os Vossos Evangelhos do Benfiquismo, apesar da mui esforçada pregação dos Vossos Fiéis Apóstolos.

Com a Vossa Mercê,

PERO VAZ DE CAMINHA

domingo, 9 de agosto de 2009

Mais do que sum símbolo.... um REI!!!


Antes de mais, quero fazer um agradecimente especial ao meu caro amigo Gil Vicente pela oportunidade de escrever e partilhar algumas escritas com os mais belos escritores Benfiquistas. É uma honra poder fazer, também, parte desta "família" dentro daquela que é a maior família de sempre... a Benfiquista.
Espero estar á altura e contribuir para um sucesso ainda maior deste cantinho.


Agora sim! Mais um jogo, mais uma vitória, mais um Troféu.
O meu Benfica está bem de saúde e recomenda-se. Desta vez, ganhamos ao poderoso AC Milan (1-1 no período regulamentar, 5-4 nas grandes penalidades; o primeiro golo da partida foi da autoria de Tacuara Cardozo), naquela que foi a segunda edição da Eusébio Cup.
Foi um grande jogo de futebol e o Estádio estava cheio e lindo, como sempre. Mais de 60 mil pessoas prestaram homenagem ao melhor jogador português de todos os tempos: Eusébio da Silva Ferreira. Uma homenagem digna e justa, de todo um Povo, uma Nação, a um Rei... a um Homem do Povo.
Na primeira edição da referida Taça, esta acabou para ir para Milão, mais propriamente para o Inter de José Mourinho.
Ontem foi diferente. Tínhamos, de certa forma, obrigação de ganhá-la. De jogar "à Benfica", "à Eusébio", para conquistá-la. Para isso, não bastava sermos maiores, teríamos de ser mais fortes que o AC Milan em campo, de mostrar todas as nossas "ganas de ganar". Enfim, para ganhar teríamos de ser superiores... e fomos! Fomos BENFICA.
À semelhança do que já tinha acontecido em alguns dos outros nove jogos que disputamos esta pré-época, entramos melhor que o adversário. Aliás, até poderíamos ter chegado, nos minutos iniciais, ao golo. Por isso, não foi com surpresa que chegamos à vantagem. A jogada do golo foi um dos exemplos das boas jogadas do colectivo. Após centro - eu diria - perfeito de Shaffer, Tacuara Cardozo, como "não perdoa", cabeceou para golo, sem hipóteses para o guarda-redes adversário.
As grandes jogadas continuavam, bem como os bons pormenores técnico/tácticos. O Povo vibrava na Luz, entre gritos e cânticos de incentivo e as famosas ondas mexicanas... vibravam de alegria as papoilas saltitantes, num misto de alegria e crença num futuro próximo risonho. Era a festa do povo. Era o Inferno da Luz. Isto é o Benfica, minha gente!!
Com o decorrer do jogo, cada vez ganhava forma a ideia de que a "Eusébio Cup" desta vez ficaria na Luz. Corria o dia, corria o dólar e o Benfica ganhava o poderoso clube italiano por 1-0.
No entanto, nos minutos finais, num lance de grande infortúnio, Sidnei marcou na própria baliza. Acontece aos melhores. Só não acontece a quem não está lá.
Com uma adversidade de última hora, o auto-golo, já todos pensávamos nos penalties. No formato desta competição não há tempo-extra, passando o jogo, assim, à marcação de grandes penalidades.
Um sufoco. Este tipo de resolução de um jogo é sempre (ou quase sempre) ingrato, acabando por ser uma sorte.
O Benfica foi marcando e falhando, bem como os italianos. Nós falhávamos, literalmente. Ou o remate saía por cima ou ao lado da baliza. Já os penalties marcados pelos jogadores do AC Milan era defendidos por Quim.
E por falar em Quim, o nosso guarda-redes estava inspirado, quiçá pelo ambiente fantástico que se fazia sentir. Nesta altura só me vinha à memória o conselho-chave do Rei Eusébio num Portugal-Inglaterra, no Estádio da Luz, a Ricardo, guarda-redes então da selecção nacional: "parte só quando a bola partir".
À semelhança do que aconteceu no final da Taça da Liga, Quim voltou a ser preponderante e, também, o herói da partida. Não é por acaso, é um excelente guardião.
A "Eusébio Cup" acabou, deste modo, por ficar na Luz. Avé, Rei Eusébio!!!



Nota: o Benfica cumpriu ontem o seu 10.º jogo. Foi a última partida da pré-temporada, começando, assim, para a próxima semana o campeonato. Advinha-se um campeonato duro, como sempre, com muita luta à mistura, mas algo que não seja superado com muito apoio, espírito de equipa, entre-ajuda e vitórias... muitas vitórias. Uma equipa com "raça, querer e ambição" para um "Benfica Campeão"!
O Benfica participou em quatro torneios, tendo ganho todos eles. Um bom presságio, portanto.

VIVA O BENFICA!!!

sábado, 8 de agosto de 2009

Vive-se um ambiente próprio de uma profissao de fé.
A Naçao Benfiquista, mobiliza-se numa procissao em tudo semelhante a um acontecimento religioso.
Mas ao invés de figuras fátuas, a Religiao Benfiquista, gira em torno de figuras bem reais, que a idolatria popular, transformou em heróis.
É isto o meu BENFICA.
Nao poderia eu pertencer a outro CLUBE.
O que se passa no meu BENFICA, é um fenómeno ímpar, que mercê duma dedicaçao sem limites, o Povo anónimo estabelece uma relaçao indestrutível como os fieis de qualquer facçao religiosa estabelecem com os seus druidas.
Esta relaçao é uma relaçao de encantar com contornos mágicos.
Pura e simplesmente acontece e sempre que acontece, sente-se que no ar paira feitiço.
Nao quero hoje falar de futebol, tao pouco das outras modalidades que fazem do GLORIOSO uma Naçao eclética por excelência.
Para mim o BENFICA também é Desporto, e como tal será uma Escola de Virtudes.
Quero apenas referir a felicidade que me invade só pelo facto de Ser BENFICA.
Desde muito novo, aderi de corpo e alma a esta Naçao.
Associei sempre a alegria de Ser Benfiquista, à felicidade, que nas asas da Águia me traziam o aroma do alecrim da alfazema e do pinho, a frescura dos riachos que saltam de rocha em rocha, a formosura das Primaveras em flôr, da minha Beira mae adoptiva.
Estou convencido que os que hoje atacam sem cessar a minha Religiao, é pelo facto de que nunca conseguiram (e nunca conseguirao), levantar os pés do chao, e participar num vôo inebriante, em que a nossa mente se liberta do negrume venenoso da maledicência e voa livre e pujante em direcçao ao sol nascente que todos os dias se renova.
Visionário? Que me importa do que me possam acusar?
Para mim, Ser Benfiquista nao pode ser ser-se normal. Para ser normal escolheria qualquer outro Clube.
Ser Benfiquista é amar a vida, é atapetar de flôres, caminhos onde os outros vêm escolhos.
É enfrentar com um sorriso de pura felicidade, quantos seres mesquinhos tentam morder os nossos calcanhares.
Ser Benfiquista é transformar um tropeçao, num lande de escada para subir ainda mais alto.
Claro que aqui também cabem os resultados desportivos, os bons e os menos bons. Claro que queremos ganhar todos os jogos e a todo o custo.
Mas este todos os jogos e a todo o custo, apenas diz respeito ao suor que encharca o Manto Sagrado.
Este todos os jogos e a todo o custo é o grito de Verticalidade, Honra e Honestidade, com que as Papoilas Saltitantes enfrentam lealmente o Adversário.
Nunca todos os jogos e a todo custo, no BENFICA significa manobras de esgoto.
Daí que é imperioso que os Benfiquistas, nao respondam a provocaçoes.
O BENFICA está bem entregue.
Os Corpos Sociais trabalham 24 horas por dia, 365 dias por ano, em prol do GLORIOSO.
Nós os Adeptos, vivamos e usufruamos desta felicidade imensa de pertencermos a esta Religiao.
Os outros que definhem na inglória tarefa de nos apoucarem, na triste sina de seguirem, invejosos, na esteira do Maior Clube do Mundo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

MEU CORAÇÃO É ENCARNADO!!!!



Antes de mais quero dizer que para mim é uma honra fazer parte dos contribuidores deste cantinho especial, confesso que tenho um pouco de receio porque não estou á altura de tão ilustres escritores, mas prometo dar o meu melhor e muito embora por vezes as palavras me falhem, acreditem que o que escrevo é com o coração, com o meu CORAÇÃO ENCARNADO...
Este meu coração que de tanto amar o BENFICA por vezes se sobrepõe á razão, e fê-lo no momento da escolha do Treinador, nunca escondi que não era de minha vontade ver Jorge Jesus a treinar o Glorioso, nunca gostei dele como pessoa, sempre o achei arrogante, e até um pouco " raivoso" na hora de festejar os golos que sua equipa marcava ao Benfica,mas tenho de confessar que sempre fez algo de positivo nas equipas por onde passou.
Ainda é muito cedo para dizer que com ele seremos campeões, mas já deu para ver que tem feito um enorme trabalho com o nosso plantel, e os Torneios que venceu tendo ou não a sua importância, me fez pensar o quanto eu estava errada a seu respeito.
Gosto da maneira como trabalha, como lida com os jogadores, e do seu discurso perante a Comunicação Social, nunca prometeu o campeonato (como alguns o fizeram)prometeu trabalho, desempenho, atitude e isso tem demonstrado durante todo este tempo, e até algo que possa passar despercebido a muitos de nós ele conseguiu mostrar, a união entre o grupo de trabalho, para mim tem sido notório a alegria e cumplicidade entre os jogadores,e isso tem vindo a dar frutos.
Temos um Benfica mais aberto, mais lutador... um Benfica como não se via faz tempo, um Benfica com garra de vencer.... mesmo lutando contra tudo...
Obrigado Jorge Jesus, por tudo o que tem feito até este momento com o nosso BENFICA, só por isso já merece todo o meu respeito, e acredito que vencendo ou não o Campeonato esta época, só o facto de ver o Benfica a jogar como tem feito ate aqui, já valeu para que eu possa me desculpar pelo erro que cometi ao julgar e até criticar a sua contratação....
Acredito que com este Treinador no comando dos nossos Gloriosos, o BENFICA irá longe, ou pelo menos até onde o deixarem ir, e avizinha-se um campeonato duro, não pelas equipas que iremos defrontar, porque até os nossos adversários estão temerosos perante a qualidade do nosso plantel, mas sim pelo facto de que já temos tido provas que os arbitros continuam a ser paus mandados dos corruptos, e isso é um facto mais que provado, pois se nos jogos de pré epoca eles ja deram o seu cheirinho com arbitragens vergonhosas, esperamos para ver nos jogos a valer.....

SOU DO BENFICA E ISSO ME ENVAIDECE!!!!
..

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A MISTIFICAÇÃO DAS AUDIÊNCIAS TELEVISIVAS

O jornal Futebol Finance publicou on line um ranking de audiências e shares televisivos provenientes da transmissão dos jogos em sinal aberto (RTP 1) dos ditos três grandes, durante a Liga Sagres disputada em 2008/2009.
Pretende com esta publicação retirar conclusões sobre a partilha dos rendimentos provenientes de uma hipotética venda em bloco dos direitos desportivos televisivos. Como o jornal escreve, “avaliar a quota de mercado televisivo dos 3 grandes clubes portugueses”…
Exclui os shares dos jogos entre os ditos três grandes – na realidade, Grande só há um como o demonstram estes dados! – para, acrescentam, não dificultar a análise das audiência e share de cada clube.

Benfiquistas, coloquem a vossa atenção desde já em sentido perante a falácia das afirmações do Futebol Finance, as quais mistificam a verdade sobre a real factualidade, encoberta na capa de uns quadros que não contêm as premissas para as conclusões que aquele jornal pretende. Pelo contrário, um desses quadros é indício suficientemente claro de que as conclusões devem ser outras bem diferentes.
Vamos, porém, à frase mestra da sua falácia.

«… dos 30 jogos apurados com maior audiência, 11 tiveram a participação do FC Porto, 10 do SL Benfica e 9 do Sporting CP»

Apresentam depois os seguintes quadros para demonstrar o seu dito e não acrescentam mais nenhuma nota neste contexto:

Audiências e Share da Liga Sagres 08/09

Jogos Mês Audiência Share

1 Benfica - Naval Outubro 18,0% 47,2%
2 Leixões - Benfica Outubro 17,0% 40,8%
3 P.Ferreira - Benfica Setembro 16,1% 36,7%
4 Porto - Rio Ave Fevereiro 16,0% 40,3%
5 Benfica - Setúbal Dezembro 16,0% 37,6%
6 Porto - Marí¬timo Dezembro 14,9% 37,9%
7 Benfica - Rio Ave Janeiro 14,8% 37,5%
8 Braga - Sporting Setembro 14,8% 34,4%
9 Marí¬timo - Benfica Dezembro 14,6% 38,1%
10 Benfica - Leixões Fevereiro 14,4% 37,0%
11 Guimarães - Sporting Abril 14,2% 36,5%
12 Sporting - Leixões Novembro 14,2% 36,1%
13 Sporting - Braga Fevereiro 14,1% 34,3%
14 Benfica - Académica Abril 13,7% 44,4%
15 Braga - Porto Janeiro 13,4% 32,4%
16 Leixões - Porto Março 13,3% 35,0%
17 Amadora - Porto Dezembro 13,3% 32,7%
18 Braga - Benfica Maio 13,2% 40,5%
19 Porto - Setúbal Abril 13,2% 38,9%
20 Sporting - Setúbal Maio 13,1% 34,0%
21 Guimarães - Porto Abril 13,0% 42,8%
22 Porto - Braga Maio 12,9% 41,6%
23 Setúbal - Sporting Janeiro 12,9% 30,7%
24 Rio Ave - Sporting Novembro 12,7% 34,9%
25 Sporting - Marítimo Janeiro 12,5% 30,6%
26 Nacional - Benfica Maio 12,3% 37,3%
27 Porto - Belenenses Agosto 12,1% 42,6%
28 Sporting - Rio Ave Março 11,8% 31,0%
29 Porto - P.Ferreira Setembro 11,4% 29,2%
30 P.Ferreira - Porto Fevereiro 11,4% 27,8%


Média:
SL Benfica - Audiência 15,3% / Share 40%
FC Porto - Audiência 13,6% / Share 38,2%
Sporting CP - Audiência 13,4% / Share 33,6%


O que é que o jornal Futebol Finance escamoteia e mistifica?
Várias coisas.
Em primeiro lugar, o número de participações para a tais maiores audiências dos três ditos grandes correspondeu apenas aos jogos transmitidos em sinal aberto pela RTP 1!
Em segundo lugar, nos dez mais o Benfica coloca 7, o FC Porto 2 e o Sporting apenas 1!

Continuando apenas a analisar estes dados, podemos ainda concluir que, retirando os seis jogos entre os três ditos grandes, 14 jogos do Benfica não foram transmitidos.
Ora, atendendo aos dados do ranking, muito em especial aos 10 mais, é perfeitamente legítimo concluir que, se todos os jogos do Benfica tivessem sido transmitidos em sinal aberto, eles teriam expulsado daquele top ten qualquer dos outros clubes em análise.

O Futebol Finance, com a sua conclusão acima posta em evidência, confunde deliberada e despudoradamente número de jogos televisionados em sinal aberto com participação em maior audiência, sem qualquer base para essa conclusão. Só podia fazer comparação correcta e inquestionável de maior audiência se comparasse todos os jogos dos 3 grandes em sinal aberto! E aí, com toda a certeza, iria verificar que nesses 30 jogos, 20 ou mais seriam com intervenção do Benfica.
Aliás, se o Futebol Finance projectasse os dados que apresentou que, de facto, correspondem à realidade mas que não suportam as conclusões pretendidas, e verificando que em 10 participações televisionadas em directo o Benfica, coloca 7, poderia naturalmente concluir que em 20 participações colocaria 14 e em 30 participações colocaria 21.
Assim, sobra-lhe apenas uma mistificação da realidade!

Mistificação da realidade ainda por força de outra realidade escamoteada pelo Futebol Finance. Trata-se do facto de as 3 melhores audiências, em 10 participações, serem de jogos do Benfica.
E mais importante ainda!
Em 10 participações, o Benfica coloca 5 audiências máximas do dia. Isto é, 5 jogos do Benfica, em 10 participações, foram o programa televisivo mais visto do dia!
O FC Porto e o Sporting, nas suas melhores audiências, não passaram do 3º programa mais visto do dia, quando não o 4º ou o 5º!
E o Benfica nunca desceu abaixo do 3º lugar … e muitíssimo poucas vezes.

O Futebol Finance teve ainda a distinta lata de escrever que «são dados que não estarão muito longe da realidade, servindo como referência para uma futura avaliação dos mesmos»!
E opinam afirmando que a divisão percentual dos rendimentos provenientes dos direitos televisivos deve ter em conta estes dados que apresentam!

Não queriam mais nada!
Esperem pela resposta de Luís Filipe Vieira e Domingos Soares Oliveira!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

MÍSTICA

Reponho aqui um texto singelo que escrevi faz algum tempo no Antitripa. Penso que nesta época que vai começar nao perde actualidade

Tenho como pano de fundo na "pantalha" do meu computador, a 1ª Equipa de Futebol do Benfica.
E pus-me a meditar no percurso que foi percorrido desde esses tempos até à actualidade e, fiquei perplexo.
Desde a FARMÁCIA FRANCO, que um grupo de utópicos visionários (passe a redundância), lançaram maos à obra para, para além de um Clube erguerem uma Mística, encabeçados pelo imortal COSME DAMIAO.
Imortal sim, pois só verdadeiramente morrem aqueles que sao esquecidos e, COSME DAMIAO é daqueles que nos versos doutro imortal, CAMOES, príncipe dos poetas, "se vai da lei da morte libertando".
O Benfica nasceu e depressa mostrou ao que vinha: ligar-se ao Povo, ser o "o mais querido" o expoente máximo dos anseios desse mesmo POVO, traduzido em vitórias, para "atirar à cara" de quem os oprime.
Andámos anos e anos com a casa às costas, "roubaram-nos" meia equipa (foi o clube da Burguesia por excelência) nunca deixámos de cumprir com os nossos compromissos.
Como nao podia deixar de ser a construçao da Catedral foi épica: cada um levava o que podia: desde simples ajulezos, até ao sacrificar a família, desviando parcos tostoes para erguer a obra conjunta, a obra de todo um POVO, que se revia no maravilhoso e se calhar inimaginável.
"Nunca se ama bastante, quando nao se ama de mais", como diz um fado.
Para angariar fundos compoe-se o SER BENFIQUISTA, e a emoçao faz cair lágrimas quando LUÍS PIÇARRA empresta a sua extraordinária voz ao HINO e, poe o Pavilhao dos Desportos em pé e com "pele de galinha", e as bolsas abrem-se generosamente.
Começava a nascer a Mística, cimento aglutinador, para esta maravilhosa viagem de companheirismo, alegrias e tristezas e um enorme e imenso orgulho de pertencermos à FAMÍLIA BENFIQUISTA..
FERREIRA BOGALHO que, aquando do arranque da construçao da Catedral disse "com o nosso entusiasmo e o vosso exemplo", esteve à altura da História, ao fazer entrar, no dia da inauguraçao, primeiro os OPERÁRIOS que construiram o Estádio e, só depois os ADEPTOS e as Individualidades.
Guardámos o nosso maior tesouro, que é a ligaçao ao POVO.
Por estas alturas já ultrapassávamos a mera designaçao de CLUBE, para entrarmos no domínio do SAGRADO.
Como muito bem traduziu o saudoso e querido ARTUR SEMEDO quando, lhe disseram que o Clube dele era o Benfica, respondeu:"O MEU CLUBE? NAO. A MINHA RELIGIAO".
É a Mística em crescendo, cimento que nos vai aglutinar para uma viagem ao Olimpo da Glória.
Clube que fazia ponto de honra de só ter portugueses, encantou e vergou o Mundo do Futebol ao poderio da ÁGUIA , aos pés de "monstros sagrados" do jogo da bola.
Saltou fronteiras, deu Portugal a conhecer.
Portugal era Benfica e...Eusébio.
Salazar, o ditador que caiu da cadeira, "tirou o chapéu" ao CLUBE DO POVO, ao aproveitar-se do Benfica para poder ser reconhecido internacionalmente.
Eusébio nao pôde sair para o Inter de Milao, havia que guardar as jóias de Portugal.
Os ANTIFACISTAS, combatentes da LIBERDADE, vinham para a rua lutar, empunhando bandeiras vermelhas do...BENFICA.
O BENFICA, único no Mundo, que faz com que um comunista e um fascista se abracem, fazia parar a guerra.
LOBO ANTUNES, conta que, punham os altifalantes virados para o mato, para portugueses e guerrilheiros, ouvirem os relatos do Benfica.
E a guerra parava mesmo.
Hoje mantemos a forte ligaçao aos povos irmaos das "colónias".
Uma menina, moçambicana, da cor do ébano, quando da digressao a Moçambique tinha um cartaz que rezava assim: "NAO GOSTO DE FUTEBOL, MAS ADORO O BENFICA".
Comovente.
Mais nos engrandecemos com novos povos que falem português: Fernando Pessoa disse que " a minha pátria é a língua portuguesa".
Por isso dizer que somos SEIS MILHOES é pouco, muito pouco.
Viro a página, mas volto a FERREIRA BOGALHO.
Pegando nas suas palavras de "com o nosso entusiasmo e o vosso exemplo", pergunto: que exemplo estamos a dar?
Acusam-se os jogadores novos de quererem sair para irem para outros clubes, que nao têm a Mística.
E eu nao os condeno.
Jogadores jovens, que deixaram a Família, os Amigos, o País, que vêm para cá, e como sao recebidos?
Com assobios, vaias e lenços brancos.
Ao saírem do seu País, vêm à procura de melhor vida, claro, mas também de adeptos que, lhes façam minorar a saudade do que deixaram. Isto é, vêm para que os integremos numa nova Família, a FAMÍLIA BENFIQUISTA, que tanto ouviram falar.
DI MARIA comprou 39 camisolas do BENFICA, para no Natal as distribuir por familiares e amigos.
Que clube no Mundo inteiro inspira a fazer isto?
E ao serem hostilizados nao entendem, eles que nos treinos se esforçam, que "crime" cometeram?
E assim a Mística esmaece.
Culpa de quem?
Dos "tais" benfiquistas.
É que Mística nao sao só vitórias. Nesta palavra entram também as derrotas.
Para termos só vitórias, comprem-se árbitros, jornalistas e Justiça.
Mística, é amar sofrer e olhar sempre em frente, com fé e muita esperança, sem esquecer o que nos fêz GRANDES.
Neste início de época as coisas estao a correr bem. O Sistema ainda nao teve tempo para mostrar a sua face horrenda muito embora no Algarve na Catedral contra o A.Madrid e em Guimaraes, já mostrou as garras.
Nada de euforias pois, apenas a consciência que o nosso verdadeiro campo de batalha é fora das 4 linhas.
Dentro das 4 linhas será sempre contra 14, mas o que me assusta verdadeiramente é fora das 4 linhas.