terça-feira, 21 de julho de 2009

OS “TÓTÓS” DA SEMANA

A proximidade e a camaradagem entre Sporting, primeiro satélite, e FC do Porto, o astro, deram os seus frutos. O lado a lado nas cadeiras presidenciais de Pinto da Costa e de Soares Franco, nos seus respectivos estádios e sempre que se encontravam, fez com que, naturalmente, se pegasse o vírus da ironia saloia e parola a que a comunicação social bem “domesticada” chama apenas de ironia, naqueles apartes em que deixa de se entreter directamente com o Benfica para se entreter com aqueles que não pensam nos seus clubes mas no … Benfica!
Bettencourt, como vice e braço direito de Soares Franco foi, naturalmente, contaminado pelo mesmo vírus.
Há no meio disto tudo, pelo menos, um consolo. Ao contrário da gripe suína, esta virose pacóvia está bem delimitada. Esta virose porqueira tem-se mantido dentro dos seus devidos limites, numa sabedoria bem maior do que a dos infectados, uma vez que conhece de cor qual o seu acanhado campo de actuação e daí não sai.

Bettencourt foi num passado próximo rejeitado e desconsiderado, rebaixado a uma posição subalterna de servente do mordomo a quem nem um olhar é devido, quanto mais um aperto de mão. As “escutas” telefónicas do “apito dourado” comprovam-no quando o condenado por corrupção desportiva tentada e a cumprir pena diz alto e bom som ter deixado “o gajo com a mão no ar”. O “gajo”, naturalmente, era Bettencourt.
Bettencourt já então era um totó de primeira classe mas refinou agora. Colocou-se frente ao espelho e viu um totó reflectido. É o momento orgâsmico para se definir.
Bettencourt vê-se então um totó nas “escutas”, ele que até só era um vice na altura, mas mesmo assim foi apanhado por elas. Vê-se um totó da pequenez do clube de que é presidente, embora tente mentir a si próprio para se convencer de que é grande e até o “maior”. Vê-se totó da submissão e satelização do seu clube por um clube condenado e comandado por um corrupto condenado e a cumprir pena que, quando ele lhe estende a mão, este deixa-lha ficar pendurada. Vê-se totó quando verifica que é presidente de um clube que não tem cinco réis para mandar tocar um cego e espuma de raiva e de inveja, em especial pelo poderio económico-financeiro daquele clube que o seu, em pacto não secreto com quem lhe deixa “a mão no ar”, quis destruir. Vê-se totó porque pensa que pode ser grande, maior do que os outros, apenas porque saltita e guincha “quem não salta é lampião". Talvez fosse menos totó se subisse, por exemplo, à Torre Eiffel. Sempre ficava mais alto!
Mas Bettencourt é ainda mais totó porque pensa que, por conseguir trazer de volta alguns sócios tresmalhados e arredios, consegue ficar um pouco menos pequeno. E afinal, a sua equipa apresenta-se aos seus sócios e o seu campo de jogar futebol continua com metade das cadeiras vazias, mais as que o seu clube destinou aos cegos que … vêem mais do que ele.

Totó é também um auto-intitulado cronista e escrevedor de livros que, como se não bastassem os outros, até contêm erros gramaticais, segundo dizem os entendidos. Tal como, de resto, as suas crónicas, ainda no dizer daqueles.
Este é um totó do calibre de Bettencourt. Vejam só que vem pedir que o seu clube, com todos os muitos euros que recebeu pela venda de jogadores, amortize o passivo. E repete três vezes: amortizar o passivo, amortizar o passivo, amortizar o passivo”!
É um totó porque não sabe do que a casa gasta. Que lhe diz a experiência de há tantos anos a esta parte, em que o seu clube até tem feito mais dinheiro do que este ano?
Diz-lhe que o passivo, em vez de diminuir, cresce tanto como os outros que fazem um estádio de futebol muito maior, que fazem pavilhões para imensas modalidades, que constroem um Centro de Estágio. Com uma grande diferença. No Benfica, se o passivo cresce, o activo cresce também. No FC do Porto o passivo cresce e o activo diminui.
Miguel Sousa Tavares é um grande totó porque a experiência passada devia tê-lo ensinado, e não ensinou, de que as vendas de jogadores do seu clube são para evitar os prejuízos dos exercícios e bastas vezes nem isso conseguem. O resto que possa sobrar … ainda ninguém conseguiu saber muito bem qual o seu paradeiro.

Outro grande totó da jornada é a TVI. Vejam lá que dizem aos seus jornalistas e operadores de câmara para irem ver se lá fora “está a chover” e se a conferência de imprensa do Benfica “se está a molhar”… e eles vão!...
Não se percebe muito bem, para não dizer mesmo nada, como é que totós destes pretendiam outra coisa que não fosse o ver se, realmente, o tempo lá fora estava enxuto ou molhado…

terça-feira, 14 de julho de 2009

A MAGIA BENFIQUISTA

Diz-me um amigo emigrante que a melhor festa do ano que lhes acontece, lá nas longínquas terras onde labutam arduamente, é a presença do Benfica. Nem a visita anual à família se compara à alegria de verem o seu Benfica visitá-los nos seus países de acolhimento.
E, de facto, basta presenciar um pouco as televisões, em especial a Benfica TV, para comprovar o enorme arraial, a romaria de intensa alegria que os emigrantes proporcionam em redor do Glorioso. Não há quilómetro que os incomode nem dia de trabalho que atrapalhe. Deslocam-se de todas e em todas as direcções, pedem ao patrão uns dias de feriado ou faltam ao trabalho. Mas a sua festa, o expressar do seu sentir Benfiquista, está onde estiver o Benfica. Equipados à Benfica, camisolas, cachecóis, sapatilhas, fatos de treino, bandeiras, bonés, numa alegria e num apoio contagiante. Velhos, de meia idade, jovens, adolescentes, crianças, todos irmanados do mesmo amor clubístico que os faz vencer qualquer obstáculo só para se juntarem ao seu clube e lhe expressar a sua chama imensa de amor clubístico.

É esta alegria contagiante, este expressar permanente de Benfiquismo, este arraial popular em torno do Benfica, cá dentro e lá fora, que enfurece Pinto da Costa. Pinto da Costa que tudo tem feito para tentar destruir o clube do povo, sem conseguir minimamente o seu objectivo. Não há acordos de arregimentação de parceiros, nem corrupção ou tentativa para vencer campeonatos conspurcados que lhe valham.
Pinto da Costa e o seu clube não atraem, repelem.

Um dos aspectos práticos da obsessão doentia de Pinto da Costa relativamente ao Benfica é procurar ficar com todos os jogadores que o Benfica pretenda adquirir mesmo aqueles por quem o Benfica se desinteressou ou aqueles que somente estiveram “pretendidos” no imaginário da imprensa.
Quando julga que o consegue, o seu ego psicótico sente-se de novo vitorioso!
Certamente que Pinto da Costa, na maioria das vezes, tem feito belos negócios … a favor do Benfica! Também não pretende nessa cruzada beneficiar o seu clube, apenas tentar satisfazer o seu ego! Por isso é que, sendo o campeão mundial de receitas das vendas de jogadores, os prejuízos da sua administração clubística continuam a somar-se e o respectivo passivo não desce! Ironicamente, mantém-se ao nível do passivo do Benfica, conquanto a obra deste, o seu valor patrimonial e, em especial, a sua marca, se sobreponham em larga escala aos do seu clube! Ainda não há muito tempo que o passivo do FC do Porto era superior ao seu activo!
Ironicamente, até se poderia dizer que ele administra, económica e financeiramente, melhor o Benfica do que o seu clube!

Uma das últimas obsessões doentias de Pinto da Costa é a dos recordes de tempo de assinatura dos contratos com jogadores que, supostamente, julga ter desviado do Benfica. Um certo “cebola” disse ter assinado o contrato com o FC do Porto em cinco minutos. Agora, um tal “pereira” vem dizer que assinou em quatro minutos!
Bem, lá conseguir bater o recorde de “cebola”, isso conseguiu!
Só falta saber agora quantos minutos vai demorar a assinar contrato um tal de “falcão” que uma imprensa escreve ou fala que está há que tempos contratado, outra que escreve ou fala faltarem apenas afinar certos detalhes, outra ainda que escreve ou fala preferir o jogador ir para Espanha e mais concretamente para o Zaragoça.
Seja como for, não parece que haja ainda dúvidas! Desta vez, o recorde será largamente batido!...
Ao Benfica pouco importa! Certamente que lhe não podiam interessar, de forma alguma, jogadores que demorassem entre quatro e cinco minutos – ou mais do que uma semana, como certamente irá acontecer com o dito “falcão” – a fazer uma simples assinatura!...
Nem as meninas e os meninos do primeiro ano da primária em Portugal demoram tanto tempo a assinar o seu nome!
Se aqueles jogadores forem tão bons da bola como publicamente confessam ser analfabetos, serão mais uns óptimos negócios que Pinto da Costa faz … a favor do Benfica!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A DESVERGONHA NACIONAL

Portugal é um país de brandos costumes. Um país de brandos costumes na singeleza do seu povo que trabalha laboriosamente, que passa dificuldades, que faz sacrifícios, que suporta e não se revolta, a não ser na agonia do seu coração puro.
Mas Portugal também é um país bicéfalo. Ao lado do povo que labuta, sofre e se sacrifica, pulula uma classe dirigente onde impera a corrupção, o vale tudo, o compadrio, a troca de influências, a imoralidade, a desvergonha. Desde os representantes da nação aos donos e dirigentes das grandes empresas, aos órgãos de comunicação social, seus jornalistas, comentadores e cronistas.
Sabe-se que há excepções mas elas são tão raras hoje em dia que, para além de só confirmarem a regra, como qualquer excepção que se preze, se diluem de tal modo que se torna difícil, a mais das vezes, encontrar-lhes o mínimo rasto.

Tiveram lugar há pouco tempo as eleições no Sport Lisboa e Benfica. O Sport Lisboa e Benfica é um clube do povo, um clube de que o povo gosta, um clube onde o povo se revê, um clube a que o povo adere. Por isso, é um clube muito apetecível, o único apetecível, por toda aquela classe dirigente e seus devotados serventuários. O Sport Lisboa e Benfica tornou-se numa das principais marcas de Portugal, despertando enorme cobiça.
Felizmente que, depois de um interregno de vergonha, voltou para as mãos do povo, do povo Benfiquista que é a expressão maioritária do povo português, cá dentro e na diáspora.
Os representantes do Benfica, homens do povo e que o povo Benfiquista havia elegido por avassaladora maioria três anos antes, resolveram em bloco, todos eles, antecipar o acto eleitoral. Foi o bastante para o estrondear de um vendaval de desvergonha, pese o pleonasmo, desavergonhadamente mascarado de um eticismo verdadeiramente purulento.
Vários donos de empresas de multimédia perfilaram-se através de serventuários que arregimentaram. A comunicação social deu guarida a promíscuos jornalistas, comentaristas, opinadores, cronistas. Os tribunais andaram numa dança, inventaram-se pareceres de juízes e de órgãos hierárquicos da justiça, cozinharam-se filmes de terror com dignos representantes da Magistratura do MP no papel de protagonistas, camuflados de polícia à paisana que, munidos de cadeado e pistola em punho, fechariam a sete chaves as urnas de voto e dispersariam o povo que tivesse o topete de se apresentar para gerir através da sua participação aquilo que é seu e só seu. Enfim, uma balbúrdia daquelas a que o povo já está bem acostumado e à qual se mantém numa indolência resignada e desprezativa.
Falou-se, escreveu-se, opinou-se e comentou-se, de ética e sobre a ética que consubstanciava a antecipação do acto eleitoral. Ninguém se preocupou com os donos, os verdadeiros e únicos donos do Sport Lisboa e Benfica, o povo, a verdadeira nação Benfiquista.
Mas o povo, o povo Benfiquista, o único e o verdadeiro dono do Sport Lisboa e Benfica, ensinou aos mentecaptos da ética de pacotilha o que era a verdadeira ética da nação Benfiquista.

A nação Benfiquista, o povo do Benfica ensinou mas os mentecaptos não aprenderam! Também não o surpreendeu, nem esse devoto povo acreditou minimamente que tais estultos eticistas aprendessem alguma coisa. Bastou-lhe expulsá-los do seu seio, impedindo-os de voltarem a conspurcar o seu Sport Lisboa e Benfica.

E o espelho daquelas éticas daqueles labregos da moral aí está bem documentado no almoço em honra do condenado por corrupção na forma tentada, e a cumprir a respectiva pena, naquela casa que devia ser o espelho, sim, mas da democracia e das virtudes. Só que o povo português, nele incluído o povo Benfiquista maioritariamente constituinte daquele, já não acredita, nem na casa, nem nos seus inquilinos. Por isso não vota. Por isso aqueles inquilinos, que ainda ilegítima e imoralmente se designam a si próprios representantes do povo, são apenas representantes de si mesmos, eleitos quase unicamente pelos seus próprios votos.

Um dos crimes que mais repugna ao povo é o crime de corrupção, o crime que mina todos os alicerces de uma sociedade, todas as estruturas de uma democracia, todas as regras da Moral e do Direito. Os inquilinos da casa dita berço da democracia aprovaram, e disso fizeram publicidade, mais tipos de crime de corrupção, designadamente a corrupção desportiva.
Mas fazem naquela dita morada almoços com condenados por corrupção, mesmo que na forma tentada, que estão a cumprir pena. Uma pena ditada por instâncias de justiça com toda a legitimidade para julgar e condenar num Estado de Direito.
Compreende-se o seu desagravo ao condenado. É que o povo português sabe bem que as leis são para aplicar a esse mesmo povo, aos pobres e remediados, aos que trabalham e se sacrificam. E são capa de suposto desagravo e de impunidade para a classe dirigente que é a classe que, verdadeiramente, comete e pratica a verdadeira corrupção.

E por onde andam agora os moralistas da pacovice? A comunicação social, jornalistas, cronistas e comentadores de boca cheia de ética vesga?
Nem um queixume, num espelhar cristalino da imensidade da sua hipocrisia endémica.

O povo Benfiquista mais uma vez deixou um aviso muito claro! Os ditos altos dignitários da nação, neles incluídos toda a aquela praga supra descrita, bem podem andar às turras entre eles, bem podem supostamente desagravar-se depois mutuamente, bem podem fazer que trabalham pela nação, bem podem apelar ao voto que os perpetue nas suas pantominices.
Os jornais e jornalistas, pomposamente auto designados de quarto poder e, portanto, farinha do mesmo saco, trocas e baldrocas dos nacos do poder e da podridão em que ele submerge, bem podem tentar o envio dos seus serventuários e capangas para tomar o Sport Lisboa e Benfica, bem podem arrotar as obscenidades que são a sua substância ontológica.

O povo da nação presenteia-os com a sua indiferença. O povo da nação já não considera aquela morada, dita berço da democracia, como fazendo parte do seu sentir quotidiano. O povo da nação considera aquela morada o covil das piores virtudes nas quais não se quer ver representado.

Mas o povo Benfiquista não! O povo Benfiquista voltou a dizer claramente que o Sport Lisboa e Benfica foi, é e será só do povo Benfiquista!
No Sport Lisboa e Benfica não cabe a balbúrdia que impera na classe dirigente da nação!
No Sport Lisboa e Benfica está espelhada a ética como sua virtude substancial!
No Sport Lisboa e Benfica sempre houve, há e continuará a haver a prática da verdadeira democracia!
No Sport Lisboa e Benfica o povo vai sempre votar e exercer a democracia, não se abstém numa desdenhosa resposta aos títeres da nação!
No Sport Lisboa e Benfica o povo Benfiquista quer que os seus representantes sejam parte do povo e do sentir Benfiquista!

Senhores ditos representantes da nação, continuem a desonrar essa casa dita berço da democracia com as vossas promiscuidades.
Senhores dirigentes e donos de empresas, de multimédia ou de outras, continuem a pagar aos vossos serventuários e capangas, continuem a tentar o golpe da sujeira, que é o que vos resta.
Senhores jornalistas, cronistas, comentadores e opinadores, continuem a destilar a vossa sordidez, a mesquinhice da vossa pequenez, em rádios que ninguém ouve, em televisões que poucos vêem ou em jornais que poucos lêem.
Mas não tentem apropriar-se do Sport Lisboa e Benfica, que o povo Benfiquista esmaga-vos como insectos nojentos.
O Sport Lisboa e Benfica não está à venda!
O Sport Lisboa e Benfica é do povo e só do povo, do Povo Benfiquista!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Por que voto Vieira

AQUI HÁ GATO


O Benfica é assim. Normalmente, os inimigos de um clube são sócios e dirigentes de outros clubes. Menos no caso do Benfica, cujos principais adversários são associados do clube. O Benfica é tão grande, tão grande que até há lá espaço para os antibenfiquistas. Acontece que, com o Pinto da Costa, podemos nós bem; os Vales Azevedos e os Brunos Carvalhos é que são verdadeiramente perigosos, porque minam por dentro.

Uma boa metáfora do que é o clube da Luz foi uma recente emissão do "Trio d'Ataque" (um excelente programa com Rui Moreira, Rui Oliveira e Costa e António-Pedro Vasconcelos, mas que também devia ter lá um comentador a defender o Benfica), em que o convidado era Luís Filipe Vieira. Pois bem, quem foi o único do painel a pôr em causa o seu benfiquismo, as suas medidas, o seu caráter democrático e a sua obediência aos estatutos do clube? O benfiquista. Dadas as circunstâncias, julgo que seria mais apropriado chamar ao programa "Trio d'Ataque ao Benfica".

Mas voltemos ao recém-benfiquista Bruno Carvalho. Uns dizem que ele é um cavalo de Tróia enviado pelo FC Porto; outros, que é apenas uma cavalgadura. Pessoalmente, não acho nem uma coisa, nem outra. Trata-se só de alguém que acusou Vieira de querer afastar outros candidatos, e que depois tenta afastar Vieira como candidato. O que vale é que, ontem, Bruno Carvalho se mostrou magnânimo: "Mal seja eleito presidente, que é o que vai acontecer, vou convocar novas eleições."

Caro Bruno Carvalho, aceite o conselho de alguém que é sócio há mais de um ano: não perca tempo a acreditar, nem por um segundo, que alguma vez será presidente do Benfica. Aqui há uns anos, os benfiquistas saíram de casa, e livraram-se de uma vez por todas de Vale e Azevedo. Amanhã, por sorte, eu não tenho nada para fazer.

Autor: MIGUEL GÓIS
Data: Quinta-Feira, 2 Julho de 2009

Tudo o que um Benfiquista, nesta hora, deve dizer.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

SER BENFIQUISTA

Ser Benfiquista é "possuir na Alma a Chama Imensa"...
A Alma Benfiquista é um todo imenso do sentir, do expressar, do viver o Benfiquismo.
O Benfiquismo não se não se apregoa, não se mede, vive-se.
Ser Benfiquista não é ter um cartão de sócio.
Ser Benfiquista é servir o Benfica acima de todo o resto, dos interesses pessoais ou de grupo, acima das suas paixões egoístas, acima dos seus melindres.
Ser Benfiquista é Amar o Benfica, lutar apenas e só pelo supremo bem da coisa amada.
Ser Benfiquista é um imenso sentir e um constante expressar de vivência imortal do Benfiquismo.

Carlos Quaresma é conhecido por se pretender candidatar à Presidência do Benfica. É já a segunda vez que tenta, mas não consegue reunir, por culpa própria, os requisitos estatutários de que depende a validade da sua candidatura. Por isso, é muito naturalmente impedido, por quem tem o supremo dever de zelar pelo cumprimento dos Estatutos, de concretizar o seu intento.

Carlos Quaresma diz-se Benfiquista.
Apenas porque tem um cartão de sócio do Benfica e paga as suas quotas de associado?
Por aquilo que afirma, se concretizar em actos as suas declaradas pretensões, será apenas um sócio do Benfica mas não um Benfiquista.

Carlos Quaresma interpõe providência cautelar porque deve entender que foi mal decidida a questão da rejeição da sua candidatura.
É um direito que lhe assiste enquanto sócio. Temos dúvidas de que seja uma manifestação de Benfiquismo, um viver Benfiquista.
Porquê?
Porque Carlos Quaresma afirma que a sua providência cautelar é para ir "até às últimas consequências", que, se o tribunal de 1ª instância indeferir essa providência, interporá o competente recurso.
Porque Carlos Quaresma afirma que as eleições não se realizarão na data marcada.
Mais grave do que isso, Carlos Quaresma admite quase explicitamente que não tem razão jurídica na sua intentona.
E, se admite não ter razão jurídica quando prevê quase como certo o indeferimento liminar da sua providência cautelar, igualmente tem de prever que o recurso que diz interpor terá também praticamente assegurado o insucesso.

Então, o que move Carlos Quaresma?
O seu Benfiquismo, o viver Benfiquista, o Amor pela coisa amada que tem de ser incondicional para ser verdadeiro?
A "Chama Imensa" de querer sempre e acima de tudo o triunfo do Benfica?

Nada disso! Pelo seu comportamento, pelas suas manifestações do viver Benfiquista, o que o move são os seus interesses pessoais, as suas paixões egoísticas!
Pouco lhe importa o mal, o tremendo mal que pode causar ao Benfica!

É isto o "Ser Benfiquista"?!
É isto viver o Benfica?!

Se é, então que nos explique onde está o bem que pretende para o Benfica com esta sua actuação, com este seu comportamento!
Se é, então que nos explique onde está o seu "Servir o Benfica e só o Benfica", que só pode ser o único sentir de todo o que se diz Benfiquista!

O Benfiquismo não se apregoa, não se compra nem se vende!
O Benfiquismo expressa-se constantemente nos nossos actos e nos nossos comportamentos!
O Benfiquismo extravasa constantemente no nosso Amor incondicional ao Benfica!
O Benfiquismo é vivência ininterrupta do Benfica!

"Ser Benfiquista é ter na Alma a Chama Imensa"!...





quarta-feira, 29 de abril de 2009

NOTAS BENFIQUISTAS

Um campeão também se faz de “ajudas boas”…

António Pedro Ferreira analisa no Diário de Notícias o jogo Académica-FC do Porto, sob o título:

«Um campeão também se faz de dias maus»

Desconfio de que o cronista não tinha a noção exacta e a presciência da manifesta verdade do título da sua crónica. Tem sido efectivamente assim, de forma continuada, desusada e suspicaz que, de há longos anos para cá, se faz do FC do Porto “campeão”. Tal e qual como o que se passou no Municipal de Coimbra!

O “campeão” do cronista faz-se de «dias maus» porque beneficia simultaneamente de ajudas boas! Ajudas boas que o salvam no desenrolar do seu próprio jogo, bem como ajudas boas que recebe de jogos do outro rival, o Benfica! O que significa ter havido ajudas más para este último
Em Coimbra, um penalty descaradíssimo que Benquerença não marcou porque não quis, porque cumpria o seu desígnio, contribuindo para a tremenda e suja suspeição que grassa neste pobre futebol português. Dizer-se que não seria por um eventual golo resultante da transformação do penalty indiscutível que o FC Porto perderia é uma falácia. As regras são para cumprir e quem as desrespeita de forma tão visível, indiscutível e consciente só pode estar a contribuir para o lamaçal de suspeição que nenhuma tentativa de branqueamento consegue apagar.
Ninguém é adivinho para poder afirmar com segurança como se desenrolaria o jogo, esse ou outro do género, a partir da marcação desse penalty que normalmente se traduz em golo. Não são muitos destes cronistas que dizem ser o golo o tónico por excelência dos jogadores?

Só durante esta época desportiva, os exemplos são imensos e flagrantes. Enumeremos só alguns.
Um outro dos «dias maus» do FC Porto foi o do encontro com o Rio-Ave. Teve a boa ajuda de um penalty preparado pelo árbitro do encontro e da validação de um golo irregular, a 4 minutos dos 90, porque precedido de falta grosseira. E quem ousou protestar contra mais esta sujeira, foi logo publicamente ameaçado e maltratado pela ousadia de remexer na porcaria! Só enfia a carapuça quem sente o rebate de consciência para a enfiar.
Mas o FC Porto, o tal “campeão” dos «dias maus», estava a ter outro dia mau, ou mesmo um dia péssimo porque estava seriamente em risco a sua liderança, no jogo contra o Benfica! E mais uma vez foi salvo pela boa ajuda do árbitro Proença e a consequente ajuda má para o seu rival. E não se sabe se em Braga o FC Porto também teria mais um dos seus «dias maus» porque o árbitro, um madrugador de solicitude, logo prestou a ajuda boa da validação do golo nascido de um fora de jogo ostensivo, combinada com o perdoar de dois penalties ao longo da partida. Foi um aniversário de presentes nesse dia, pelo que, com toda a evidência, esse não foi um dos «dias maus» para o dito “campeão” mas um dia de festa, feita de óptimas e providenciais ajudas a preceito!

O candidato rival – o Sporting não conta porque está há muito bem domesticado para ser apenas segundo e não ousa desrespeitar o amo – teve certamente muitos «dias maus». Muitos «dias maus» porque não teve ajudas boas e, bem pior do que isso, porque teve imensas más ajudas.
Aliás, não fossem as más ajudas e os «dias maus» nem sequer teriam sido maus, mesmo sem precisar para coisíssima nenhuma de ajudas boas. Bastava que os árbitros tivessem sido isentos e cumprido a missão que lhes foi presumidamente confiada, o que, na podridão do futebol português em que eles próprios se enlamearam, é como sonhar que Pinto da Costa nunca recebeu árbitros na véspera dos jogos do “campeão” do cronista e com eles bebeu refastelado uns cafezinhos!
Tivessem esses árbitros validado, como deviam, os golos legais marcados ao Leixões, em Matosinhos, ao Vitória de Setúbal e ao Nacional, na Luz, assinalado igualmente os penalties claríssimos que ficaram por marcar contra o Rio Ave, em Vila do Conde, e contra o Belenenses (dois), no Restelo e o citado “campeão” talvez o não fosse assim tanto!
Mesmo no jogo da Luz com a Académica, em dia que não foi assim tão mau, encarregou-se o árbitro desse trabalhinho sujo, de o tornar, não digo num dos «dias maus», mas num dia péssimo! Péssimo para o Benfica, óptimo para o tal “campeão”. De facto, essa arbitragem marcou um fora de jogo de golo feito, anulou um golo legal punindo a vítima – o jogador do Benfica, claro – e premiando o prevaricador, e esquecendo-se de marcar outro penalty incontestável contra os “estudantes”. Foi muita ajuda má ao mesmo tempo! Má para o Benfica e mais uma ajuda óptima para o dito “campeão” do cronista.
Aliás, ainda bem recentemente, o árbitro do Benfica-Marítimo se esforçou bastante para que esta última equipa conseguisse ao menos o empate, assinalando mais um penalty fantasma. Era certamente uma sua arreigada intenção inconsciente – as lavagens ao cérebro, com fruta, cafezinhos, envelopes e avisos de amiguinhos, tornam a persistente e deslavada execução da trapaça ao Benfica numa coisa meramente autómata – um desempenho do aviso que recebera e da fruta que o esperava.
Mais uma ajudinha ao “campeão” dos «dias maus» das que o cronista faz de conta que desconhece.

De facto, assim se tem feito daquele clube um “campeão”, desde há três décadas, aproximadamente!
Um “campeão” de «dias maus» e ajudas boas, quer as de que beneficia directamente, quer em particular as que derivam das más ajudas prestadas ao seu rival.
Sem um tal ensaio, combinado com todos os pormenores e benefícios, o cronista talvez conseguisse perceber que o seu “campeão” seria muitas vezes apenas um “campeão virtual” a ver o campeonato real apenas por um canudo! Nem precisava, para isso, de que os árbitros receitassem ao seu “campeão” umas ajudas más. Bastava que se abstivessem de lhe receitar as boas ajudas com que constantemente o presenteiam, em casa própria e na do adversário rival, aqui através da receita das más ajudas, bem seleccionadas no tempo e no espaço.

Vida e morte estão tão próximas que basta uma pequena boa ajuda, combinada com uma, mesmo que pequena, má ajuda do rival, para colocar cada um no seu destino. À beira do precipício, uma mão estendida ou um pequeno sopro fazem toda a diferença.

«Dias maus» com “ajudas boas” contra «dias maus» e “ajudas más” faz do primeiro um “campeão” sem esforço mas com batotice grosseira. Um “campeão” fabricado por encomenda, um “campeão” predeterminado, um “campeão” engendrado na corrupção desportiva. Ou, preferindo-se, como opinava sobre o mesmo Académica-FC Porto um comentador bem experiente e, caso curioso, que não morre de amores pelo Benfica, um “campeão” no meio de uma tremenda suspeição.

Durante esta época futebolística, então, o FC Porto não tem sido levado ao colo pelos árbitros. Os fogueteiros, fogaceiros e mordomeiros capricharam! O FC do Porto não tem sido levado ao colo, tem sido carregado num andor bem enfeitado de promessas, presentes e fanfarras, em procissão laudatória abrilhantada por um festival de boas e fartas ajudas, directas e indirectas, estas em muito mais abundância através das más ajudas ao Benfica que o têm prejudicado à descarada pela podre arbitragem nacional que perdeu de todo qualquer resquício de vergonha que, porventura, ainda lhe sobejasse.
Este ano, para disfarçar e mandar seguir a fanfarra mais o foguetório, as piores classificações atribuídas aos árbitros, têm sido àqueles que têm arbitrado e prejudicado ostensivamente o Benfica. A esmagadora maioria dos árbitros, que têm ido parar à célebre “jarra”, saiu desse lote de mal classificados
De certeza, uma intenção hipócrita de uma compensação que nada compensa.

Mas que ninguém se admire se esses árbitros vierem a ocupar, no fim da época, os melhores lugares da classificação. Eles não são menos do que Olegário Benquerença, na actualidade o árbitro que mais se tem identificado, por actuações concretas, directas e indirectas, com o sistema da corrupção desportiva condenada, com a batota que grassa em benefício do tal fabricado “campeão” e em prejuízo claríssimo do Benfica.
Um Olegário que até tem o melhor estatuto dos árbitros portugueses junto da UEFA! Quando está tão em voga o estatuto do mérito, compreendem-se muito convictamente as compensações pelos brilhantes serviços prestados à corja do sistema que domina o futebol batoteiro deste pobre país!

NOTAS BENFIQUISTAS

Os zarolhos também fazem parte da “estória”

O professor Jesualdo tem e não tem dúvidas, não as metódicas mas as de sua sabichice. Zarolho e estrábico, consegue ver a centenas de quilómetros de distância o que não enxerga a meia dúzia de metros! São defeitos de vesguice congénita!
Num certo dia, o professor Jesualdo enxergou, com a ajuda do seu monóculo, que em «outro jogo que hoje envolveu um candidato ao título, as coisas funcionaram ao contrário». Jesualdo queixava-se de ter empatado o jogo contra o Trofense e da falta de uma boa ajuda. Hábitos difíceis de suportar, quando se sai da rotina, por tão arreigados se mostrarem!
O «outro jogo» de que falava desenrolou-se a 300 km de distância de Jesualdo e era o Benfica-Braga.

Partido o monóculo visionário, até sua memória se evaporou! Em frente de seu nariz, nem cheirar cheirou o penalty com que Proença o presenteou! Quanto a isso só soube arengar:

«Esse é um assunto de que não falo mesmo, para mim não é tema de conversa».
Por que não, pergunta-lhe o parolo do jornalista?!
«Porque não é da minha área», responde o sabichoso treinador!

Tendo tido mais um dos tais «dias maus» não lhe faltaram desta vez as “ajudas boas” e isso era o que mais lhe interessava. Estes jornalistas ou são ou fazem-se uns ignorantes crassos. Deviam saber de cor que só muito raramente o professor Jesualdo está disponível para falar dos árbitros. O seu actual clube tem fartas e belíssimas ajudas, directas e indirectas, com bem mais assiduidade do que deputados no parlamento a fazer leis que punam, efectivamente, não só humildes pilha-galinhas mas, em especial, os poderosos e corruptos batoteiros! É para isso que o Povo os elege e lhes paga com o sacrifício do seu trabalho.
A não ser, claro, em dia de jantarada laudatória à corrupção desportiva condenada, na mui digna pessoa de um presidente igualmente condenado pela dita corruptice desportiva. Aí, há festa e comparência, não ausência!
E ainda há gente tão descarada, ousada e hipócrita que diz ser aquele assento parlamentar a casa que espelha o viver democrático, o palácio da ventura e do triunfo dos direitos do Povo e da luta contra os maus olhados, os pecaminosos, proxenetas, matadores, estupradores, violadores e corruptos abusadores dos dinheiros públicos!
Então que se glorifique, com salamaleques e boas-vindas de seu vetusto presidente, o papa que engendrou o sofisticado, abrangente e abençoado sistema da corruptice futeboleira que faz reinado neste Portugal da democracia, isto é, um Portugal dito do Povo. Um Portugal apregoado Estado de Direito sem Direitos para o Povo que dele dizem é Senhor!
Pura fantasia! Fazendo desse Povo meros peões de votos, tratam-no como um Servo que assiste impotente ao embuste do louvor aos mamões da paróquia que oram ajuramentados à justiça divina para serem canonizados neste lugarejo de hipocrisia, com juízes surdos à corrupção confessa nos auscultadores dos telefones e daí lavando as mãos como Pilatos!

E queriam que o professor Jesualdo falasse das arbitragens que tanto enaltecem a sua equipa com mui beneméritas oferendas! O professor Jesualdo, em termos de zarolhice, não se contradita. Só que nem sempre se encontra no lugar adequado, às vezes fica na bancada! O jornalista é pacóvio! Mas a resposta do professor é finória!

«"Não vi o lance da posição onde estava", disse Jesualdo Ferreira quando confrontado com a mão de Meireles na área portista. Na altura, o jogo Académica-Porto estava 0-0.

E sempre, como e quando lhe convém, acrescenta:

“Não comento arbitragens”» …

Sabichoso e ladino, diz mais o manhoso mestre-escola:

«acho que devíamos estar a discutir futebol em vez de coisas que não contribuem para a dignificação do futebol"»

O professor Jesualdo também é um estrábico espertalhaço ... só às vezes… E muito distraído! Porque lá blasfemar ele blasfemou contra o papa, num hiato insapiente! Incônscio, confessou a óbvia e contumaz realidade!
A sujeira de Benquerença não contribui, efectivamente “para a dignificação do futebol”! Nem a de Benquerença, nem as dos Duartes, Azevedo & Filho, L. dª, nem a do Elmano, Proença, Henriques, Costa – recuso-me a escrever o primeiro nome porque seria enxovalhar o glorioso nome do nosso Rui – mesmo Lucílio que, se penalty inventou, primeiro, igualmente sancionou o golo irregular dos chorões de Alvalade, a quem tem prestado relevantes servicinhos.
Todavia, mestre-escola Jesualdo já soube responder à “Zé-povinho” e caprichar no manguito aos espanhóis!
Teve azar porque eles já sabiam! Eles e os da UEFA também! E lá foi preciso recorrer de novo aos bons ofícios do juiz Mortágua para ver a pena do manguito minguada!
Sem pechincha ou com pechincha de quinhentinhos malfadados?! É mistério! Pelos menos, diz Mortágua, os árbitros querem envelopes mais recheados!

Jesualdo só fala para agradecer. Notem só as preclaras palavras com que brindou a oferta do seu parceiro do Sado, o pequeno e insipiente aprendiz Cardoso do Vitória de Setúbal, quando o FC Porto estava em dificuldades:

«A partir do momento em que o adversário tirou os avançados, a nossa vitória tornou-se inevitável (...), marcámos dois belos golos e soubemos vencer a ansiedade que, a dada altura, foi evidente»

Segundo alguns cronistas mais cônscios da sua nobre missão de informar, a vitória portista sobre o V. Setúbal, foi conseguida e deveras facilitada depois de Carlos Cardoso substituir, no espaço de um minuto já bem dentro da 2ª parte, os dois jogadores que mais embaraços estavam a causar – Leandro Lima e Bruno Gama.
Enquanto Cardoso justificava o injustificável … «já não atacavam com a mesma intensidade» … Jesualdo festejava agradecido … «com a saída de ambos, passámos a ter mais espaço e mais linhas» …

Para a história, fica a coincidência obscena e indecorosa, menos para os altos comandos do futebol português – secretários de estado do desporto e mesmo quem se propôs e repete, na sua candidatura à Liga, acabar com a pouca vergonha que graça e desgraça este futebol de mentira pegada – traduzida no facto de os substituídos não apenas serem os que mais dissabores causavam ao clube de Jesualdo, como serem ainda jogadores emprestados pelo FC Porto.
Antes e agora, em alguns casos, os emprestados são subitamente acometidos de doenças e lesões, outros remetidos para a bancada, cheios de saúde e vigor futebolístico a mais.
E quando não há emprestados, anuncia-se nas vésperas a compra de um ou outro jogador dos clubes que ao clube corrupto e condenado cabe defrontar.
Esta sujeira de futebol é tão descaradamente promíscua que nem favela São Paulina consegue arremedar!

É isso mesmo! Ao fim de alguns anos de domínio sobre a arbitragem, avaliadores, delegados, órgãos de justiça e de outras coisas, serve-se agora um novo doping. Convencem-se treinadores de outros clubes a fazerem relatórios ao clube corrupto, adestram-se outros para que substituam os jogadores que maior mossa possam causar aos interesses do mesmo clube, emprestam-se jogadores sempre gostosamente disponíveis a fazer um jeitinho salvador!
É a satelização quase integral dos clubes que disputam a mesma competição, fazendo-os girar na órbita da esperança da sua dose … do sonho e da sorte! A nossa Liga Portuguesa de Futebol Profissional tem praticamente meia dúzia, se tanto, de clubes independentes do FC Porto, a disputar o campeonato! Um campeonato que ela ainda é capaz ingenuamente de pensar que é disputado por 16 clubes!

Contra o Setúbal, foi mais uma boa ajuda em mais um dos «dias maus»! E assim, como sempre, lá se vai fabricando um “campeão”! É um dos resultados concretos da dita satelização, mais parecida com domesticação!
A juntar aos constantes benefícios das arbitragens, a descredibilização e a mentira de dezenas de anos está para levar e durar! E ninguém se incomoda muito com tamanha vergonha e embuste porque a opinião impressa, necessariamente domesticada para compor o puzzle, conseguiu e consegue ensaboar e branquear, numa tentativa estrénua de lavagem ao cérebro.

Voltando ao professor Jesualdo, a sua vesguice espertalhona também lhe prega às vezes umas ciladas! Distorce-lhe as maneiras e entorpece-lhe o siso de tanto tentar sabichar! E ele, sempre tão distraído para o que lhe não convém, distraiu-se quando menos lhe convinha!
Fazer um manguito aos espanhóis! Uma má lição de um mestre-escola da sua reputação! Está ai, bem patente, o resultado do seu ensinamento! Veja-se e reveja-se o brasileiro-português! A diferença foi que este fez manguitos com as patas! Um, mangou, outro escoucinhou!
Ambos frequentaram a mesma escola, aquela escola de onde outros já fugiram para não serem corridos a tiro de pistola!

O professor Jesualdo não é o sabidão que pretende ser! Porque, queira-se ou não se queira, é de autêntica aselhice, distrair-se o distraído!